Cadernos QRad 121 · Zumbido Pulsátil
Cabeça e pescoço · osso temporal

Zumbido Pulsátil

Fonte: Alkhatib et al: 2024, RadioGraphics

Quase sempre há uma causa na imagem

Zumbido pulsátil é o que bate junto com o coração. É menos comum que o zumbido contínuo, mas em mais de 75% dos pacientes a imagem mostra a causa, muitas vezes tratável. A mais comum é o fluxo venoso alterado; a mais perigosa é a fístula arteriovenosa dural, que aparece em até 20% dos investigados.

o que pedir ao prontuário Lado do zumbido, tom (agudo ou grave), o que piora e o que alivia (posição da cabeça, compressão da jugular), sopro audível e perda auditiva, condutiva ou neurossensorial. Essas respostas escolhem o exame e dizem onde olhar.

Clínica e escolha do exame

Pista clínicaSugere
Tom agudo, com sopro, sem perda auditivaArterial ou fístula/MAV (malformação arteriovenosa)
Tom grave, "chiado"Venosa
Muda com a posição da cabeça ou alivia com compressão da jugular do mesmo ladoVenosa
Alivia com pressão atrás da orelhaVeia emissária mastóidea
Trauma ou manipulação do pescoçoDissecção da carótida ou da vertebral
Perda condutivaCausa óssea, massa de orelha média ou tumor
PapiledemaHipertensão intracraniana: olhar granulações e seios
Piora ao girar a cabeça para o mesmo ladoCompressão da jugular (Eagle vascular)
Exame inicialQuando
Angio-RM (agudo) ou venografia por RM (grave)Sem perda condutiva; sopro ou zumbido que muda com a cabeça ou com a compressão da jugular. Angio-TC ou venografia por TC se não der para fazer RM (menos sensível para shunt)
TC de osso temporalCom perda condutiva; também quando a imagem vascular e a RM não acham causa
RM do conduto auditivo internoImagem vascular normal ou suspeita de massa
Doppler das carótidasSopro cervical
DSA (angiografia por subtração digital)Referência: confirma, planeja e trata; indicada com exame positivo ou suspeita alta com exame negativo
perda condutiva não afasta fístula Mesmo começando pela TC de osso temporal, a imagem vascular pode ser necessária para excluir fístula dural ou malformação arteriovenosa.

Leitura da angio e armadilhas

ArmadilhaComo evitar
Fluxo retrógrado na TOF (time of flight: angio-RM sem contraste) 3DSinal alto no seio sigmoide esquerdo ou nos seios petrosos imita shunt; ASL (arterial spin labeling: perfusão por RM sem contraste) confirma (a veia do shunt também fica clara no ASL)
Veias corticais e seio sagital no vérticeSinal fraco e simétrico na TOF é normal
Alça da cerebelar anteroinferior no condutoVariante normal: não mencionar
Angio-TC em fase únicaVer primeiro o bolo; veia assimétrica ou precoce pode ser shunt (comparar com as artérias)
Falso shunt na TOF, 34 anos
MIP (projeção de intensidade máxima) axial: seio sagital (seta) e veias corticais (ponta de seta) no vértice, simétricos: normal.
MIP (projeção de intensidade máxima) axial: seio sagital (seta) e veias corticais (ponta de seta) no vértice, simétricos: normal.
MIP na base do crânio: sinal no seio petroso superior direito (seta) lido como shunt; a DSA não mostrou shunt.
MIP na base do crânio: sinal no seio petroso superior direito (seta) lido como shunt; a DSA não mostrou shunt.
Fonte: Alkhatib SG, Kandregula S, Flesher K, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240030, Fig. 2. Ver artigo
limiar baixo do lado sintomático Sem ASL, veia com sinal alto na TOF do lado do zumbido merece menção. O mesmo vale para granulação aracnoide grande ou estenose de seio, mesmo sem suspeita de hipertensão intracraniana.

Fístula dural e MAV

Junção arteriovenosaPistasO que descrever
Fístula arteriovenosa duralAdquirida (muitas vezes pós-trauma); parede do sigmoide irregular na TC de temporal; seios transverso e sigmoide realçando cedo e de um lado só na angio-TCLocal, drenagem venosa cortical e ectasia venosa (risco de sangrar)
Malformação arteriovenosaPerto da base do crânioTamanho do nidus, área eloquente, drenagem superficial ou profunda
MAV do pedúnculo cerebelar médio, 34 anos
T1 pós-contraste axial: área de realce (seta).
T1 pós-contraste axial: área de realce (seta).
Coronal pós-contraste: novelo de vasos (oval).
Coronal pós-contraste: novelo de vasos (oval).
Angiografia vertebral direita: a MAV (oval) com veia profunda de drenagem precoce (seta).
Angiografia vertebral direita: a MAV (oval) com veia profunda de drenagem precoce (seta).
Fonte: Alkhatib SG, Kandregula S, Flesher K, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240030, Fig. 3. Ver artigo
Fístula dural esquerda, 80 anos
TC de osso temporal: parede do sigmoide esquerdo irregular (oval); lado direito normal (setas).
TC de osso temporal: parede do sigmoide esquerdo irregular (oval); lado direito normal (setas).
Angio-TC axial: seios transverso e sigmoide esquerdos realçando mais (setas) que os direitos (ponta de seta).
Angio-TC axial: seios transverso e sigmoide esquerdos realçando mais (setas) que os direitos (ponta de seta).
DSA: a fístula com drenagem retrógrada no seio transverso esquerdo (seta).
DSA: a fístula com drenagem retrógrada no seio transverso esquerdo (seta).
Fonte: Alkhatib SG, Kandregula S, Flesher K, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240030, Fig. 4. Ver artigo
a lesão que não pode passar Fístula e MAV podem sangrar e matar. Todo zumbido pulsátil merece alto índice de suspeita para lesão da junção arteriovenosa.

Causas venosas

Causa venosaPontos
Estenose do seio transversoA causa venosa mais comum; com ou sem hipertensão intracraniana; granulação aracnoide grande
Hipertensão intracraniana idiopáticaMulher em idade fértil com obesidade; até dois terços têm zumbido pulsátil. Sela parcialmente vazia, tonsilas no forame magno, fovéolas aracnoides na fossa média, estenose transversa, emissárias
Bulbo jugular alto ou divertículoMuitas vezes com estenose de seio
Veias emissáriasMastóidea, occipital ou condilar; em geral variantes, mas causam zumbido sobretudo com estenose
Compressão da jugular internaEntre o processo transverso de C1 e o estiloide ou o digástrico; estenose grave em quase 1/4 das angio-TCs por qualquer motivo, então só valorizar com clínica compatível
Granulação aracnoide no seio transverso, 54 anos
T1 pós-contraste axial: granulação no seio transverso esquerdo (seta).
T1 pós-contraste axial: granulação no seio transverso esquerdo (seta).
T2 axial (seta).
T2 axial (seta).
Angio-TC anterior: a granulação já aparecia (seta) e não foi comentada.
Angio-TC anterior: a granulação já aparecia (seta) e não foi comentada.
Angiografia, fase venosa: a granulação (seta).
Angiografia, fase venosa: a granulação (seta).
Fonte: Alkhatib SG, Kandregula S, Flesher K, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240030, Fig. 5. Ver artigo
Compressão da jugular (Eagle vascular), 66 anos
Angio-TC axial: jugular interna apagada (seta) entre o estiloide (ponta de seta) e C1.
Angio-TC axial: jugular interna apagada (seta) entre o estiloide (ponta de seta) e C1.
Angio-TC axial: plexo vertebral e veias cervicais profundas (asteriscos) mais densos que as jugulares.
Angio-TC axial: plexo vertebral e veias cervicais profundas (asteriscos) mais densos que as jugulares.
Angiografia, fase venosa: jugular apagada em C1 (seta), emissária mastóidea grande (ponta de seta) e plexo vertebral (oval).
Angiografia, fase venosa: jugular apagada em C1 (seta), emissária mastóidea grande (ponta de seta) e plexo vertebral (oval).
Fonte: Alkhatib SG, Kandregula S, Flesher K, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240030, Fig. 6. Ver artigo
na venografia, olhar Seios transverso e sigmoide (calibre, falhas), bulbo jugular (altura, divertículo), jugular interna (compressão) e veias emissárias.

Causas arteriais

Causa arterialPontos
Aterosclerose da carótidaFatores de risco; sopro carotídeo
DissecçãoTrauma ou manipulação cervical
Displasia fibromuscularAvaliar trajeto e calibre
Aneurisma da carótida internaO petroso pode erodir orelha média e mastoide; procurar também aneurisma intradural
Carótida aberrante e artéria estapédica persistenteCausas raras (a fonte só as cita)
Aneurisma petroso da carótida interna direita, mulher de 33 anos
Angio-TC axial: aneurisma grande (seta).
Angio-TC axial: aneurisma grande (seta).
DSA da carótida comum direita (seta).
DSA da carótida comum direita (seta).
Depois da embolização com molas (ponta de seta: enchimento da cerebral média).
Depois da embolização com molas (ponta de seta: enchimento da cerebral média).
Injeção à esquerda: o aneurisma ocluído (seta) e enchimento colateral à direita (ponta de seta).
Injeção à esquerda: o aneurisma ocluído (seta) e enchimento colateral à direita (ponta de seta).
Fonte: Alkhatib SG, Kandregula S, Flesher K, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240030, Fig. 7. Ver artigo

Causas ósseas e da cápsula ótica

Causa ósseaNa TC de osso temporal
Placa sigmoide fina ou deiscenteO defeito ósseo mais comum; sutil (até 1% como achado incidental); com zumbido, limiar baixo para descrever
Divertículo do sigmoide ou do bulbo jugularPedir venografia ou DSA para procurar estenose de seio
Efusão ou massa de orelha médiaPerda condutiva; costuma ser clínica
Erosão ossicular e colesteatomaEscudo embotado, ossículos erodidos
Terceira janela (canal semicircular superior)Deiscência do teto do canal; vertigem com som alto ou pressão (Tullio), plenitude, autofonia
OtoscleroseLucência à frente da janela oval (fissula ante fenestram): fenestral; em volta da cóclea: retrofenestral (neurossensorial); perda condutiva na 2ª ou 3ª década
Processo estiloide alongadoAnotar se não houver outra causa
Defeito da placa sigmoide, mulher de 29 anos
Angio-RM axial: protrusão sutil da parede do sigmoide direito (seta).
Angio-RM axial: protrusão sutil da parede do sigmoide direito (seta).
TC de painel plano durante a DSA: o defeito (seta).
TC de painel plano durante a DSA: o defeito (seta).
Angiografia, fase venosa: junção transverso-sigmoide irregular (oval).
Angiografia, fase venosa: junção transverso-sigmoide irregular (oval).
Depois do stent: parede lisa.
Depois do stent: parede lisa.
Fonte: Alkhatib SG, Kandregula S, Flesher K, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240030, Fig. 8. Ver artigo
Divertículo do bulbo jugular, 58 anos
Venografia por RM (contraste de fase), MIP: divertículo do bulbo jugular esquerdo (seta).
Venografia por RM (contraste de fase), MIP: divertículo do bulbo jugular esquerdo (seta).
DSA: embolização com molas assistida por stent (seta).
DSA: embolização com molas assistida por stent (seta).
Fonte: Alkhatib SG, Kandregula S, Flesher K, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240030, Fig. 12. Ver artigo
Efusão de orelha média, 70 anos
TC axial: orelha média direita velada (círculo).
TC axial: orelha média direita velada (círculo).
TC coronal: mesotímpano velado (círculo), epitímpano preservado (seta).
TC coronal: mesotímpano velado (círculo), epitímpano preservado (seta).
Fonte: Alkhatib SG, Kandregula S, Flesher K, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240030, Fig. 9. Ver artigo
Deiscência do canal semicircular superior e otosclerose, mulher de 42 anos
TC no plano de Pöschl: deiscência do canal superior direito (seta) e teto fino à esquerda (ponta de seta).
TC no plano de Pöschl: deiscência do canal superior direito (seta) e teto fino à esquerda (ponta de seta).
TC axial: lucência à frente da janela oval, na fissula ante fenestram (círculo).
TC axial: lucência à frente da janela oval, na fissula ante fenestram (círculo).
Fonte: Alkhatib SG, Kandregula S, Flesher K, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240030, Fig. 10. Ver artigo
Otosclerose fenestral e retrofenestral, 35 anos
TC axial: lucência junto à janela oval (círculo) e em volta da cóclea (seta).
TC axial: lucência junto à janela oval (círculo) e em volta da cóclea (seta).
Fonte: Alkhatib SG, Kandregula S, Flesher K, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240030, Fig. 11. Ver artigo

Massas

MassaImagemPista
Paraganglioma timpânicoPartes moles lateral ao promontório coclearMassa vermelha pulsátil na otoscopia; metade com perda condutiva
Paraganglioma jugularLesão permeativa a partir do bulbo jugular, que erode a espinha caroticojugular; pode parecer mastoide veladaRM: T2 alto, sal e pimenta, realce intenso; DOTATATE (PET com análogo da somatostatina) para estadiar
ColesteatomaVelamento do espaço de Prussak, escudo embotadoRestrição à difusão
MeningiomaIso ou hiper em T2, realce intenso, cauda dural, hiperostose
Malformação venosa intraóssea (hemangioma)T2 alto, realce intenso, gordura em T1A gordura tranquiliza
SchwannomasDo conduto, intralabiríntico, do facialDão mais perda neurossensorial e déficit do nervo que zumbido pulsátil
Paraganglioma do bulbo jugular, 61 anos
T1 coronal: lesão escura junto ao forame jugular (círculo).
T1 coronal: lesão escura junto ao forame jugular (círculo).
T1 pós-contraste: realce intenso (círculo).
T1 pós-contraste: realce intenso (círculo).
Angiografia da carótida externa: suprimento pela faríngea ascendente e occipital (círculo).
Angiografia da carótida externa: suprimento pela faríngea ascendente e occipital (círculo).
DOTATATE com cobre-64: a lesão (seta), sem outras.
DOTATATE com cobre-64: a lesão (seta), sem outras.
Fonte: Alkhatib SG, Kandregula S, Flesher K, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240030, Fig. 13. Ver artigo
Colesteatoma, 43 anos
TC coronal: espaço de Prussak velado (seta) e tegmen deiscente (ponta de seta).
TC coronal: espaço de Prussak velado (seta) e tegmen deiscente (ponta de seta).
Difusão: hipersinal na orelha média (seta).
Difusão: hipersinal na orelha média (seta).
Mapa ADC (coeficiente de difusão aparente): restrição (seta).
Mapa ADC (coeficiente de difusão aparente): restrição (seta).
Fonte: Alkhatib SG, Kandregula S, Flesher K, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240030, Fig. 14. Ver artigo
Meningioma do ângulo pontocerebelar, 66 anos
T2 3D axial: massa (asterisco) entrando no conduto auditivo interno.
T2 3D axial: massa (asterisco) entrando no conduto auditivo interno.
T1 pós-contraste coronal: realce e cauda dural (seta).
T1 pós-contraste coronal: realce e cauda dural (seta).
Fonte: Alkhatib SG, Kandregula S, Flesher K, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240030, Fig. 15. Ver artigo
a massa de orelha média mais comum O paraganglioma é a massa de orelha média que mais causa zumbido pulsátil, e a maioria dos paragangliomas de orelha média se apresenta assim.

Tratamento

TratamentoComo
Fístula duralEmbolização (transarterial ou transvenosa) ou clipagem; drenagem cortical ou profunda é a de maior risco
Estenose transversaStent alivia o zumbido mesmo sem gradiente ou pressão alta; embolização de emissária também funciona
Defeito ou divertículo do sigmoide ou bulboStent, molas ou reconstrução transmastóidea
Aneurisma da carótidaEmbolização endovascular
ParagangliomaVigilância, cirurgia (com embolização antes), radioterapia; lutécio-177 na doença avançada
Otosclerose e terceira janelaAparelho auditivo, estapedectomia, reconstrução

Pontos de prova: alto rendimento

Rendimento da imagemMais de 75%
Causa mais comumVenosa (estenose transversa)
Mais perigosaFístula dural (até 20%)
Agudo + sopro + sem perdaFístula ou MAV: angio-RM
Grave + compressão jugular aliviaVenosa: venografia por RM
Com perda condutivaTC de osso temporal
Defeito ósseo mais comumPlaca sigmoide
Alça da AICA (artéria cerebelar anteroinferior) no condutoNão mencionar
Massa de orelha média mais comumParaganglioma
TimpânicoLateral ao promontório
Prussak velado + difusãoColesteatoma
Hipertensão intracranianaAté 2/3 com zumbido pulsátil

Armadilhas e erros comuns

Erros

  • Chamar de shunt o fluxo retrógrado da TOF
  • Não comentar granulação aracnoide grande no seio
  • Deixar passar a placa sigmoide deiscente
  • Valorizar compressão da jugular sem clínica
  • Dar RM normal sem olhar o forame jugular
  • Esquecer imagem vascular na perda condutiva

Questões

Questões

uma passada rápida no que o caderno cobraQuestão 1 / 6
Questão 1

Zumbido pulsátil à direita com perda auditiva condutiva do mesmo lado. Exame inicial mais apropriado:

Com perda condutiva, começa-se pela TC de osso temporal (orelha média, ossículos, cápsula ótica, placa sigmoide). Imagem vascular pode vir depois para excluir fístula.
↑revisar esta parte do caderno · Clínica e escolha do exame
Questão 2

Zumbido pulsátil grave, tipo chiado, que alivia com a compressão da jugular do mesmo lado, sem perda auditiva. Exame inicial:

Tom grave e alívio com compressão da jugular apontam causa venosa: venografia por RM. Tom agudo com sopro pede angio-RM.
↑revisar esta parte do caderno · Clínica e escolha do exame
Questão 3

Qual é o defeito ósseo que mais causa zumbido pulsátil?

A placa sigmoide (cortical entre o seio sigmoide e a mastoide) é o defeito ósseo mais comum, pela ligação com a estenose venosa e a hipertensão intracraniana. É sutil e fácil de perder.
↑revisar esta parte do caderno · Causas ósseas e da cápsula ótica
Questão 4

RM de conduto por zumbido pulsátil: alça da artéria cerebelar anteroinferior entrando no conduto auditivo interno. Como laudar?

A alça da AICA no conduto é achado incidental frequente, uma variante normal; a fonte recomenda não mencioná-la.
↑revisar esta parte do caderno · Leitura da angio e armadilhas
Questão 5

Massa vermelha pulsátil atrás da membrana timpânica. Na TC, partes moles lateral ao promontório coclear, sem erosão do bulbo jugular. Hipótese:

Paraganglioma timpânico: massa sobre o promontório, sem a lesão permeativa do bulbo jugular do paraganglioma jugular.
↑revisar esta parte do caderno · Massas
Questão 6

Mulher jovem com obesidade e zumbido pulsátil. Sela parcialmente vazia e estenose bilateral dos seios transversos. Diagnóstico mais provável:

Hipertensão intracraniana idiopática: até dois terços têm zumbido pulsátil; sela parcialmente vazia, tonsilas baixas, fovéolas aracnoides e estenose transversa.
↑revisar esta parte do caderno · Causas venosas
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Fonte.
Alkhatib SG, Kandregula S, Flesher K, Choudhri OA, Brant JA, Mohan S. Imaging of Pulsatile Tinnitus. RadioGraphics 2024;44(10):e240030. doi:10.1148/rg.240030. University of Pennsylvania, EUA.

As legendas das figuras 7 e 8 da fonte dizem "esquerdo", mas os painéis tratam do lado direito; o caderno segue os painéis. A fonte só cita carótida aberrante e artéria estapédica persistente, sem sinais de imagem, e não traz classificação de paraganglioma, fístula dural ou MAV. Tirei o fluxograma em inglês (o algoritmo está na tabela). Conferido em 07/10/2026.