Cadernos QRad 100 · Anomalias Müllerianas
Ginecologia · útero

Anomalias Müllerianas

Fonte: Sugi et al: 2021, RadioGraphics

Septado ou bicorno: a pergunta que muda a cirurgia

As anomalias müllerianas estão em até 7% das mulheres, em quase um terço das que têm anomalia renal e em até 25% das que somam infertilidade e abortamento. O útero septado é a mais comum (cerca de 55%). O radiologista precisa separar o septado (septo ressecável por histeroscopia) do bicorno e do didelfo (fusão incompleta), contar os colos e procurar septo vaginal e anomalia renal.

Falha embrionáriaAnomalia
De desenvolvimentoAgenesia ou hipoplasia (Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser), unicorno
De fusão lateralDidelfo, bicorno · septo vaginal longitudinal
De reabsorção do septoSeptado (falha por volta da 20ª semana)
De fusão verticalSepto vaginal transverso
o plano coronal médio Tudo se mede no plano coronal do útero (US 3D ou RM): a linha interóstica une os óstios tubários; a indentação interna vai dessa linha até o ponto mais baixo da cavidade; a indentação externa vai da linha entre os cornos até o fundo do contorno externo. A histerossalpingografia mostra a cavidade, mas acerta septado × bicorno em só 55%.

Os critérios

DiagnósticoASRM 2016ESHRE/ESGE (European Society for Gynaecological Endoscopy) 2013
Normal ou arqueadoIndentação interna menor que 1 cm e ângulo maior que 90° (arqueado = normal)U0: indentações menores que 50% da espessura da parede
Zona cinzentaInterna de 1 a 1,5 cm
SeptadoInterna maior que 1,5 cm e ângulo menor que 90° · externa de até 1 cmU2: contorno normal e interna maior que 50% da parede
BicornoIndentação externa maior que 1 cmU3 bicorpóreo: externa maior que 50% da parede
HíbridoInterna maior que 1,5 cm com externa de até 1 cm, mas com fendaU3c bicorpóreo septado
Os critérios do ASRM 2016 (desenhos em cima)
Desenho: normal ou arqueado.
Desenho: normal ou arqueado.
Desenho: septado.
Desenho: septado.
Desenho: bicorno.
Desenho: bicorno.
RM T2, normal ou arqueado: indentação interna menor que 1 cm e ângulo maior que 90°.
RM T2, normal ou arqueado: indentação interna menor que 1 cm e ângulo maior que 90°.
Septado: interna maior que 1,5 cm, ângulo menor que 90° e contorno externo plano (linha tracejada).
Septado: interna maior que 1,5 cm, ângulo menor que 90° e contorno externo plano (linha tracejada).
Bicorno: fenda externa maior que 1 cm (linha tracejada).
Bicorno: fenda externa maior que 1 cm (linha tracejada).
Fonte: Sugi MD, Penna R, Jha P, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1857–1875, Fig. 2. Ver artigo
Falhas de reabsorção comparadas ao útero normal (desenhos em cima)
Desenho: septado completo.
Desenho: septado completo.
Desenho: septado parcial.
Desenho: septado parcial.
Desenho: normal.
Desenho: normal.
RM T2, septado: fundo convexo, interna maior que 1,5 cm e septo fibroso até o orifício interno (seta).
RM T2, septado: fundo convexo, interna maior que 1,5 cm e septo fibroso até o orifício interno (seta).
Septo parcial: interna maior que 1,5 cm.
Septo parcial: interna maior que 1,5 cm.
Normal ou arqueado: fundo convexo sem indentação significativa.
Normal ou arqueado: fundo convexo sem indentação significativa.
Fonte: Sugi MD, Penna R, Jha P, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1857–1875, Fig. 4. Ver artigo
Septado “híbrido”
RM T2: fenda externa menor que 1 cm e interna maior que 1,5 cm.
RM T2: fenda externa menor que 1 cm e interna maior que 1,5 cm.
Septo fibromuscular até o colo (seta), depois ressecado por histeroscopia.
Septo fibromuscular até o colo (seta), depois ressecado por histeroscopia.
Fonte: Sugi MD, Penna R, Jha P, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1857–1875, Fig. 6. Ver artigo
a mesma mulher, três diagnósticos Nos mesmos exames, o septado aparece em 5% pelo ASRM (American Society for Reproductive Medicine), 12% pelo CUME (Congenital Uterine Malformation by Experts: interna de 1 cm ou mais e ângulo menor que 140°) e 31% pelo ESHRE (European Society of Human Reproduction and Embryology), que reclassifica mais da metade dos arqueados como septo parcial. O laudo deve dizer qual sistema usou e dar as medidas.

As anomalias

AnomaliaNa imagemGestação
SeptadoContorno externo convexo ou plano · septo muscular (vascular) ou fibroso, até o orifício interno (completo) ou acima (parcial) · colo único, septado ou duploMaior risco relativo de abortamento · parto prematuro 31%, apresentação anômala
BicornoFenda externa maior que 1 cm · cavidades que se comunicam ou colo único favorecem bicornoPrematuro 39%
DidelfoDois corpos, dois colos, cavidades sem comunicação · septo vaginal longitudinal em 70 a 100%Prematuro 56% (o maior)
UnicornoÚtero em banana desviado para um lado · corno rudimentar em quase dois terços (sem cavidade 33%, com cavidade sem comunicação 22%, comunicante 10%) · agenesia renal do lado do corno em cerca de 40%Prematuro 43%
Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser1 em 4500 · amenorreia primária · brotos uterinos rudimentares em 92% ligados por bandas fibrosas · vagina ausente (gordura no lugar) · ovários normais, mas fora do lugar em 40%Gestação por útero de substituição ou transplante
Tipo IIMais agenesia renal e anomalias vertebrais entre C5 e T1
Útero septado
Septado completo, RM T2 coronal: septo muscular no fundo (ponta de seta) e fibromuscular até o colo (seta).
Septado completo, RM T2 coronal: septo muscular no fundo (ponta de seta) e fibromuscular até o colo (seta).
Septo parcial fibroso com feto de 28 semanas (seta) e placenta no lado direito (ponta de seta).
Septo parcial fibroso com feto de 28 semanas (seta) e placenta no lado direito (ponta de seta).
Fonte: Sugi MD, Penna R, Jha P, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1857–1875, Fig. 3. Ver artigo
Falhas de fusão (desenhos em cima)
Desenho: didelfo.
Desenho: didelfo.
Desenho: bicorno.
Desenho: bicorno.
Didelfo, RM T2 coronal: duas cavidades (setas) e dois colos (pontas de seta).
Didelfo, RM T2 coronal: duas cavidades (setas) e dois colos (pontas de seta).
Bicorno: fenda externa pouco maior que 1 cm e septo até o orifício interno (ponta de seta).
Bicorno: fenda externa pouco maior que 1 cm e septo até o orifício interno (ponta de seta).
Fonte: Sugi MD, Penna R, Jha P, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1857–1875, Fig. 7. Ver artigo
Útero unicorno (desenhos em cima)
Desenho: unicorno isolado.
Desenho: unicorno isolado.
Desenho: unicorno com corno rudimentar.
Desenho: unicorno com corno rudimentar.
US 3D na histerossonografia: cavidade única (seta).
US 3D na histerossonografia: cavidade única (seta).
RM T2: unicorno esquerdo (seta) e corno direito atrésico sem comunicação (seta tracejada).
RM T2: unicorno esquerdo (seta) e corno direito atrésico sem comunicação (seta tracejada).
Fonte: Sugi MD, Penna R, Jha P, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1857–1875, Fig. 10. Ver artigo
Unicorno direito com agenesia renal esquerda
RM T2 coronal: rim direito único (ponta de seta) e unicorno desviado para a direita (seta).
RM T2 coronal: rim direito único (ponta de seta) e unicorno desviado para a direita (seta).
RM T2 axial: o unicorno direito (seta).
RM T2 axial: o unicorno direito (seta).
Fonte: Sugi MD, Penna R, Jha P, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1857–1875, Fig. 11. Ver artigo
Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser
RM T2: gordura no lugar da vagina inferior (seta).
RM T2: gordura no lugar da vagina inferior (seta).
Brotos uterinos rudimentares nos dois lados (setas).
Brotos uterinos rudimentares nos dois lados (setas).
Bandas fibrosas até a linha média (setas).
Bandas fibrosas até a linha média (setas).
Outra paciente: rins pélvicos (pontas de seta) e ovário na goteira (seta).
Outra paciente: rins pélvicos (pontas de seta) e ovário na goteira (seta).
STIR (short tau inversion recovery: sequência com supressão de gordura por inversão) da coluna cervical: fusão de C5 a C7 (pontas de seta), tipo II.
STIR (short tau inversion recovery: sequência com supressão de gordura por inversão) da coluna cervical: fusão de C5 a C7 (pontas de seta), tipo II.
Fonte: Sugi MD, Penna R, Jha P, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1857–1875, Fig. 12. Ver artigo
contar os colos Dois canais cervicais não querem dizer didelfo: o septado é a causa mais comum, por ser a anomalia mais frequente. A distância média entre os canais é de 12,1 mm no didelfo e de 5,4 mm no bicorno e no septado. Use T2 perpendicular ao eixo do colo; as pregas palmadas imitam septo.

Colo, vagina e OHVIRA

AchadoO que saber
Vagina normalEm H ou W no corte axial
Hímen imperfuradoHidrometrocolpo: cisto em pera entre bexiga e reto com debris
Septo longitudinalFaixa fina escura no coronal ou sagital · mais visto com septado · cirurgia se dispareunia ou distocia
Septo transversoAmenorreia primária ou dor por hematometrocolpo · a RM dá o nível e a espessura
OHVIRA (Herlyn-Werner-Wunderlich)Didelfo + hemivagina obstruída + agenesia ou displasia renal do mesmo lado · dor cíclica depois da menarca · hematocolpo, mais à direita · ureter ectópico na vagina em até 40% · endometriose em cerca de 17%
Colo septado, colo duplo e pregas palmadas
RM T2 axial: colo septado (ponta de seta).
RM T2 axial: colo septado (ponta de seta).
Didelfo: dois colos (pontas de seta).
Didelfo: dois colos (pontas de seta).
Pregas palmadas imitando septo (setas).
Pregas palmadas imitando septo (setas).
Fonte: Sugi MD, Penna R, Jha P, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1857–1875, Fig. 8. Ver artigo
Bicorno com septo cervical incompleto
RM T2 axial: septo que divide só parte do colo (seta).
RM T2 axial: septo que divide só parte do colo (seta).
Mais abaixo: orifício externo único (ponta de seta).
Mais abaixo: orifício externo único (ponta de seta).
RM T2 coronal: o septo incompleto (seta).
RM T2 coronal: o septo incompleto (seta).
Fonte: Sugi MD, Penna R, Jha P, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1857–1875, Fig. 9. Ver artigo
A vagina
Vagina inferior normal em H (seta).
Vagina inferior normal em H (seta).
Outra mulher: em W (seta).
Outra mulher: em W (seta).
Septo vaginal longitudinal com dois canais (setas).
Septo vaginal longitudinal com dois canais (setas).
Menina de 12 anos: hematometrocolpo com sangue em camadas (setas) por septo transverso alto.
Menina de 12 anos: hematometrocolpo com sangue em camadas (setas) por septo transverso alto.
Fonte: Sugi MD, Penna R, Jha P, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1857–1875, Fig. 13. Ver artigo
OHVIRA
RM T2 coronal: didelfo (setas).
RM T2 coronal: didelfo (setas).
Septo vaginal oblíquo (pontas de seta) obstruindo a hemivagina direita (*).
Septo vaginal oblíquo (pontas de seta) obstruindo a hemivagina direita (*).
RM T2 axial: o septo (seta) e a hemivagina obstruída (*).
RM T2 axial: o septo (seta) e a hemivagina obstruída (*).
Pequena falha inferior do septo (ponta de seta), que permite descompressão parcial.
Pequena falha inferior do septo (ponta de seta), que permite descompressão parcial.
Desenho: didelfo, hemivagina obstruída e rim direito displásico.
Desenho: didelfo, hemivagina obstruída e rim direito displásico.
Fonte: Sugi MD, Penna R, Jha P, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1857–1875, Fig. 14. Ver artigo
toda anomalia pede rim Qualquer anomaliamülleriana obriga a olhar o trato urinário (incluir cortes do abdome na RM). No OHVIRA, o rim displásico ectópico com ureter na vagina explica a secreção que persiste.

Técnica e tratamento

ExamePapel
US 2DPrimeira linha
US 3DPlano coronal médio: contorno externo e indentação interna
RMAnomalias complexas, endometriose, cirurgia prévia · T2 ortogonal ao útero e ao colo, 3D com reformatação curva, T1 com supressão para sangue, cortes dos rins
HisterossalpingografiaPermeabilidade tubária · ângulo entre os cornos maior que 105° sugere fusão, mas depende da obliquidade
Histerossonografia com US 3DMorfologia, cavidade e tubas num exame, na fase proliferativa
Histerossalpingografia em três mulheres
Duas cavidades, cada uma com seu canal cervical (setas).
Duas cavidades, cada uma com seu canal cervical (setas).
RM T2 da mesma paciente: septado, com fenda externa menor que 1 cm e septo até o colo (seta).
RM T2 da mesma paciente: septado, com fenda externa menor que 1 cm e septo até o colo (seta).
Outra paciente: indentação interna funda, bicorno ou septo parcial.
Outra paciente: indentação interna funda, bicorno ou septo parcial.
Outra paciente: dois canais cateterizados, didelfo (setas).
Outra paciente: dois canais cateterizados, didelfo (setas).
Fonte: Sugi MD, Penna R, Jha P, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1857–1875, Fig. 1. Ver artigo
Medidas da ESHRE no US 3D coronal
Útero normal com DIU (dispositivo intrauterino): espessura da parede (linha 1) e indentação interna (linha 2).
Útero normal com DIU (dispositivo intrauterino): espessura da parede (linha 1) e indentação interna (linha 2).
Fonte: Sugi MD, Penna R, Jha P, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1857–1875, Fig. 5. Ver artigo
Endometriose e adenomiose num útero septado
RM T2 coronal: útero globoso com indentação interna funda (ponta de seta).
RM T2 coronal: útero globoso com indentação interna funda (ponta de seta).
RM T2 sagital: adenomiose e implante endometriótico invadindo a parede posterior (seta), preso ao ovário (ponta de seta).
RM T2 sagital: adenomiose e implante endometriótico invadindo a parede posterior (seta), preso ao ovário (ponta de seta).
Histeroscopia: septo fibroso na linha média (pontas de seta), incisado.
Histeroscopia: septo fibroso na linha média (pontas de seta), incisado.
Fonte: Sugi MD, Penna R, Jha P, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1857–1875, Fig. 15. Ver artigo
TratamentoO que o artigo diz
SeptoIncisão histeroscópica · melhor resultado depois de 3 ou mais abortamentos em metanálise · um estudo randomizado não mostrou benefício
BicornoUnificação laparoscópica (Strassman modificada)
Sinéquias depois da cirurgiaHisterossonografia: sensibilidade 90%, especificidade 95%

Pontos de prova: alto rendimento

Anomalia mais comumSeptado (cerca de 55%)
Plano de medidaCoronal médio
Normal/arqueado (ASRM)Interna <1 cm, ângulo >90°
Septado (ASRM)Interna >1,5 cm, ângulo <90°
BicornoExterna >1 cm
Zona cinzenta1 a 1,5 cm
ESHRE septadoInterna >50% da parede
HSG (histerossalpingografia) septado × bicornoAcerta 55%
DidelfoDois colos, prematuro 56%
UnicornoBanana, rim do lado do corno
RokitanskyAmenorreia primária, ovários normais
Dois canais cervicaisMais vezes septado
OHVIRADidelfo, hemivagina obstruída, agenesia renal
Toda anomaliaOlhar os rins

Armadilhas e erros comuns

Erros

  • Diagnosticar septado × bicorno pela histerossalpingografia
  • Medir fora do plano coronal médio
  • Não dizer qual classificação foi usada
  • Chamar de didelfo todo útero com dois colos
  • Confundir pregas palmadas com septo
  • Esquecer os rins
  • Não procurar septo vaginal

Questões

Questões

uma passada rápida no que o caderno cobraQuestão 1 / 6
Questão 1

Pelo ASRM 2016, útero com indentação externa de 0,5 cm, indentação interna de 2 cm e ângulo de 70° é:

Indentação interna maior que 1,5 cm com ângulo menor que 90° e externa de até 1 cm é septado. Externa maior que 1 cm seria bicorno; interna de 1 a 1,5 cm, zona cinzenta.
↑revisar esta parte do caderno · Os critérios
Questão 2

Qual achado define o útero bicorno pelo ASRM 2016?

O bicorno é anomalia de fusão: o contorno externo tem fenda maior que 1 cm. Dois colos não definem nada (o septado é a causa mais comum) e septo vaginal não diagnostica anomalia uterina.
↑revisar esta parte do caderno · Os critérios
Questão 3

Útero alongado em banana desviado para a direita, com corno rudimentar à esquerda. O que procurar a seguir?

No unicorno, a agenesia renal do lado do corno ausente ou rudimentar ocorre em cerca de 40%. Também importa saber se o corno tem cavidade e se se comunica.
↑revisar esta parte do caderno · As anomalias
Questão 4

Adolescente com amenorreia primária, caracteres sexuais normais, vagina substituída por gordura e brotos uterinos rudimentares. Diagnóstico:

Na Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser os ovários funcionam (caracteres normais), a vagina falta e há brotos rudimentares em 92%. Ovários podem estar fora do lugar (40%). Septo transverso e hímen imperfurado dão hematometrocolpo.
↑revisar esta parte do caderno · As anomalias
Questão 5

Jovem com dor cíclica depois da menarca, útero didelfo e hematocolpo à direita. Qual achado completa a síndrome?

OHVIRA (Herlyn-Werner-Wunderlich): didelfo, hemivagina obstruída e agenesia ou displasia renal do mesmo lado. Ureter ectópico na vagina em até 40%; endometriose em cerca de 17%.
↑revisar esta parte do caderno · Colo, vagina e OHVIRA
Questão 6

Qual a limitação principal da histerossalpingografia para separar septado de bicorno?

A histerossalpingografia mostra a cavidade, mas não o contorno externo; acerta septado × bicorno em só 55%. O diagnóstico final é pelo US 3D ou pela RM no plano coronal.
↑revisar esta parte do caderno · Técnica e tratamento
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Fonte.
Sugi MD, Penna R, Jha P, et al. Müllerian Duct Anomalies: Role in Fertility and Pregnancy. RadioGraphics 2021;41(6):1857–1875. doi:10.1148/rg.2021210022

O artigo usa a diretriz do septo da ASRM de 2016; a classificação ASRM de 2021 não é citada. Não traz taxas de rotura de gestação em corno rudimentar nem de abortamento por anomalia. Na tabela, o critério externo do septado aparece como “menor que 1 cm” e no texto como “até 1 cm”. Conferido em 07/10/2026.

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