Cadernos QRad 108 · Infecções do SNC: Bactérias, Fungos e Parasitas
Neurorradiologia · infecção

Infecções do SNC: Bactérias, Fungos e Parasitas

Fonte: Shih e Koeller 2015, RadioGraphics

A imagem sugere, o líquor confirma

As infecções do SNC se sobrepõem muito na imagem, e o diagnóstico definitivo vem do laboratório, sobretudo do líquor. O papel da TC e da RM é afastar herniação antes da punção, achar complicações e apontar o padrão. O risco cresce com transplantes e terapias imunossupressoras.

Padrão de realce meníngeoPensar em
Linear e fino nos sulcosBacteriana (piogênica) e viral
Espesso e nodular nas cisternas da baseTuberculose, fungo, sarcoidose, carcinomatose, linfoma
Leptomeníngeo com nervos cranianosLyme, tuberculose
regra dos fungos O tamanho do fungo decide onde ele vai: levedura pequena (criptococo, cândida) entra pela microcirculação das meninges; hifa grande (aspergilo, mucor) para no parênquima e invade vasos (infarto, hemorragia, aneurisma micótico).

Meningite piogênica e complicações

Pneumococo, meningococo e H. influenzae são as grandes causas fora do período neonatal (o estreptococo do grupo B domina abaixo de 2 meses). Menos da metade tem a tríade febre, rigidez de nuca e alteração mental. O antibiótico não espera a punção nem a TC.

MeningiteImagem
TC sem contrasteSulcos apagados e levemente hiperatenuantes · falso-negativo frequente
FLAIR (fluid-attenuated inversion recovery: T2 com o sinal do líquor suprimido) e difusãoHipersinal nos sulcos (proteína, pus); a difusão favorece bacteriana
Realce leptomeníngeoSó em 50% · FLAIR pós-contraste e T1 tardio aumentam a sensibilidade
VentriculiteDebris nos cornos occipitais com restrição, ventrículos dilatados, edema periventricular
EmpiemaColeção com realce periférico e restrição (separa de efusão simples) · subdural é urgência neurocirúrgica · epidural cruza a linha média por fora do seio sagital
OutrasHidrocefalia, trombose venosa, infarto
Meningite bacteriana
FLAIR: hipersinal nos sulcos occipitais e cerebelares (pontas de seta).
FLAIR: hipersinal nos sulcos occipitais e cerebelares (pontas de seta).
T1 pós-contraste: realce leptomeníngeo (pontas de seta).
T1 pós-contraste: realce leptomeníngeo (pontas de seta).
Outro paciente, difusão: hipersinal nos sulcos frontais (estreptococo do grupo B).
Outro paciente, difusão: hipersinal nos sulcos frontais (estreptococo do grupo B).
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2015;35(4):1141-1169, Fig. 1. Ver artigo
Empiema epidural
T1 pós-contraste axial: coleção frontal em crescente com dura realçando (pontas de seta).
T1 pós-contraste axial: coleção frontal em crescente com dura realçando (pontas de seta).
Coronal: cruza a linha média por fora do seio sagital (seta).
Coronal: cruza a linha média por fora do seio sagital (seta).
Difusão: hipersinal.
Difusão: hipersinal.
ADC (coeficiente de difusão aparente): restrição.
ADC (coeficiente de difusão aparente): restrição.
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2015;35(4):1141-1169, Fig. 4. Ver artigo
TC antes da punção Abaixo de 60 anos, sem imunodeficiência, doença neurológica, convulsão recente, alteração mental ou déficit focal, a TC é quase sempre normal: a ausência dos seis fatores tem valor preditivo negativo de 97% para alteração na TC (não para meningite).

Cerebrite e abscesso

EstágioPatologiaImagem
Cerebrite precoceNeutrófilosHipersinal em T2, difusão alta, realce em placas
Cerebrite tardiaFibroblastos na margemAnel que enche o centro na imagem tardia e diminui com corticoide
Cápsula precoceReticulinaAnel bem definido, hiperatenuante já sem contraste
Cápsula tardiaColágeno maduro (2 a 4 semanas)Anel que não enche nem cede ao corticoide · cápsula com hipersinal em T1 e hipossinal em T2
Cerebrite
FLAIR: hipersinal em áreas mal definidas (pontas de seta).
FLAIR: hipersinal em áreas mal definidas (pontas de seta).
Difusão: hipersinal.
Difusão: hipersinal.
Pós-contraste: realce em placas (pontas de seta).
Pós-contraste: realce em placas (pontas de seta).
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2015;35(4):1141-1169, Fig. 2. Ver artigo
Abscesso × tumorAbscesso piogênicoTumor necrótico
DifusãoRestrição no centro (pus)Restrição na periferia, quando há
ParedeLisa, contínua e fina (2 a 7 mm), mais fina na face medial (abscessos-filhos, ruptura no ventrículo)Nodular e irregular · desmielinização: anel incompleto
EspectroscopiaSem colina, creatina e NAA (N-acetilaspartato); aminoácidos em 0,9 ppmColina alta
Abscessos
T2: duas massas com cápsula escura e edema (setas).
T2: duas massas com cápsula escura e edema (setas).
Difusão: hipersinal central.
Difusão: hipersinal central.
ADC: restrição central.
ADC: restrição central.
T1: centro escuro e borda levemente clara (pontas de seta).
T1: centro escuro e borda levemente clara (pontas de seta).
Pós-contraste: anéis lisos.
Pós-contraste: anéis lisos.
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2015;35(4):1141-1169, Fig. 3. Ver artigo
restrição não é exclusiva Metástase, hematoma e qualquer cavidade com conteúdo viscoso podem restringir no centro. No seguimento, a restrição que persiste indica pus residual.

Tuberculose e espiroquetas

TuberculoseImagem
MeningiteRealce espesso e nodular nas cisternas da base e na fissura sylviana · hidrocefalia comunicante · infartos dos núcleos da base (vasculite das perfurantes) · nervos cranianos
TuberculomaA forma parenquimatosa mais comum · hipossinal em T2, realce sólido ou anelar · o "alvo" central já não é considerado patognomônico · espectroscopia com lipídios (0,9 a 2,8 ppm)
Abscesso tuberculosoRaro, imunodeprimido · maior, mais edema · sem o pico de aminoácidos
Meningite tuberculosa
Pós-contraste: realce nodular nas cisternas da base e cornos temporais dilatados (setas).
Pós-contraste: realce nodular nas cisternas da base e cornos temporais dilatados (setas).
Realce em volta das artérias cerebrais médias (pontas de seta).
Realce em volta das artérias cerebrais médias (pontas de seta).
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2015;35(4):1141-1169, Fig. 5. Ver artigo
Abscesso tuberculoso
FLAIR: massa cerebelar com edema (pontas de seta).
FLAIR: massa cerebelar com edema (pontas de seta).
Pós-contraste: anel liso e abscesso-filho (seta).
Pós-contraste: anel liso e abscesso-filho (seta).
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2015;35(4):1141-1169, Fig. 6. Ver artigo
Tuberculomas
T2: nódulo no mesencéfalo com borda escura e edema (seta).
T2: nódulo no mesencéfalo com borda escura e edema (seta).
Pós-contraste: realce periférico (seta).
Pós-contraste: realce periférico (seta).
T2: lesão maior com centro escuro (pontas de seta).
T2: lesão maior com centro escuro (pontas de seta).
Pós-contraste: realce intenso e irregular.
Pós-contraste: realce intenso e irregular.
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2015;35(4):1141-1169, Fig. 7. Ver artigo
EspiroquetaImagem
NeurossífilisMeningite espessa com gomas · arterite com estenoses e dilatações alternadas, infartos · latência: meníngea menos de 2 anos, vascular 5 a 7, paresia geral 10 a 20, tabes 15 a 20
LymeMuitas vezes normal · realce de leptomeninge e nervos · lesões de substância branca parecidas com EM (esclerose múltipla), mas com realce leptomeníngeo

Fungos

FungoQuemImagem
CriptococoA infecção fúngica do SNC mais comum; imunodeprimidoMeningite · pseudocistos gelatinosos nos espaços perivasculares dos núcleos da base (hipossinal em T1, hipersinal em T2) · criptococomas · pouco realce na imunossupressão
CândidaA fúngica nosocomial mais comumMicroabscessos de menos de 3 mm
AspergiloImunodeprimidoAbscessos anelares com projeções escuras em T2 e no ADC, sem realce (hifas) · infarto, hemorragia
MucorDiabético e imunodeprimidoRinocerebral, invasão de vasos e nervos, necrose dos núcleos profundos
CoccidioideSudoeste dos EUA e regiões áridas da América LatinaMeningite basal como a TB (tuberculose), vasculite em até 40%
Criptococoma
T2: nódulo heterogêneo com edema (setas).
T2: nódulo heterogêneo com edema (setas).
Pós-contraste: realce intenso (setas).
Pós-contraste: realce intenso (setas).
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2015;35(4):1141-1169, Fig. 8. Ver artigo
Pseudocistos gelatinosos do criptococo
T1: focos escuros nos núcleos lentiformes (pontas de seta).
T1: focos escuros nos núcleos lentiformes (pontas de seta).
T2: hipersinal nos espaços perivasculares (pontas de seta).
T2: hipersinal nos espaços perivasculares (pontas de seta).
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2015;35(4):1141-1169, Fig. 9. Ver artigo
Mucormicose
T1 pós-contraste no seguimento: lesões bilaterais dos núcleos profundos com realce mínimo.
T1 pós-contraste no seguimento: lesões bilaterais dos núcleos profundos com realce mínimo.
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2015;35(4):1141-1169, Fig. 10. Ver artigo

Neurocisticercose

Vem dos ovos eliminados por um portador da tênia (via fecal-oral), não da carne de porco (que dá a teníase intestinal). Convulsões em 50 a 70%, cefaleia em 43%, hidrocefalia em 30%; sintomas entre 15 e 40 anos.

Estágio da cisticercoseImagem
Vesicular (larva viva)Cisto com líquido igual ao líquor, sem realce, sem edema · escólex: ponto no cisto
ColoidalLarva morrendo: conteúdo proteico (claro no FLAIR), edema e realce anelar
Granular nodularCisto retraído em nódulo granulomatoso
Nodular calcificadoCalcificação na TC, sem edema nem realce
RacemosaCistos em cacho de uva nas cisternas, sem escólex e sem realce
Neurocisticercose em quatro pacientes
Pós-contraste: cisto no ventrículo lateral junto ao forame de Monro, com dilatação (setas).
Pós-contraste: cisto no ventrículo lateral junto ao forame de Monro, com dilatação (setas).
Pós-contraste: cistos racemosos nas cisternas, sem realce.
Pós-contraste: cistos racemosos nas cisternas, sem realce.
T1: cisto com escólex (pontas de seta).
T1: cisto com escólex (pontas de seta).
T2: nódulos com edema (seta).
T2: nódulos com edema (seta).
Pós-contraste: realce anelar (estágio coloidal).
Pós-contraste: realce anelar (estágio coloidal).
TC: calcificações (nodular calcificado).
TC: calcificações (nodular calcificado).
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2015;35(4):1141-1169, Fig. 11. Ver artigo
estágios misturados Ter cistos em estágios diferentes no mesmo paciente é típico. Cisto intraventricular pode obstruir o fluxo de modo intermitente (síndrome de Bruns).

Toxoplasmose

A infecção oportunista mais comum do SNC na AIDS (síndrome da imunodeficiência adquirida): abscessos múltiplos com preferência pelos núcleos da base (solitária em 1/3), realce anelar e, em menos de 30%, o sinal do alvo excêntrico.

Toxoplasmose × linfomaToxoplasmoseLinfoma primário
LocalSubcortical, núcleos da basePeriventricular, corpo caloso
SinalAlvo excêntrico, edema acentuadoHiperatenuante na TC, hipossinal em T2, restrição
MetabolismoBaixo ou igualAlto
Prova terapêuticaReduz em 2 a 3 semanasNão reduz: biópsia
Toxoplasmose
T1: massa occipital escura (setas).
T1: massa occipital escura (setas).
FLAIR: edema (setas).
FLAIR: edema (setas).
Pós-contraste: realce anelar (setas).
Pós-contraste: realce anelar (setas).
Coronal pós-contraste: nódulo excêntrico na borda (pontas de seta), o alvo excêntrico.
Coronal pós-contraste: nódulo excêntrico na borda (pontas de seta), o alvo excêntrico.
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2015;35(4):1141-1169, Fig. 12. Ver artigo

Outros parasitas

ParasitaImagem
Cisto hidático (E. granulosus)Cisto grande, redondo, muitas vezes parietal, igual ao líquor, sem realce e quase sem edema · areia hidática (nível) · vários cistos sugerem ruptura
Equinococose alveolarMassa sólido-cística calcificada com edema e realce em couve-flor; o fígado sugere
Ameba de vida livre (Acanthamoeba, Balamuthia)Imunodeprimido · lesões necróticas e hemorrágicas que imitam tumor · mortalidade de 98% (Balamuthia)
Naegleria fowleriJovem sadio que nadou em água doce morna · meningoencefalite fulminante, edema, realce leptomeníngeo
Malária cerebralEdema difuso, esplênio do corpo caloso com restrição, micro-hemorragias
EsquistossomoseS. mansoni, endêmico no Brasil · cérebro com realce arborizado · medula: cone e cauda equina (mielite)
Cisto hidático
T1: cisto bem definido.
T1: cisto bem definido.
T2: nível de debris, a areia hidática (pontas de seta).
T2: nível de debris, a areia hidática (pontas de seta).
FLAIR coronal: hipossinal.
FLAIR coronal: hipossinal.
Pós-contraste: sem realce.
Pós-contraste: sem realce.
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2015;35(4):1141-1169, Fig. 13. Ver artigo
Encefalite por Acanthamoeba
T1: massa frontal mal definida com focos claros (sangue ou proteína) (setas).
T1: massa frontal mal definida com focos claros (sangue ou proteína) (setas).
T2: hipersinal.
T2: hipersinal.
Pós-contraste: realce leve do parênquima e das meninges (pontas de seta).
Pós-contraste: realce leve do parênquima e das meninges (pontas de seta).
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2015;35(4):1141-1169, Fig. 14. Ver artigo
Encefalite por Balamuthia
T1: focos escuros nos dois hemisférios e tálamo direito com sangue (setas).
T1: focos escuros nos dois hemisférios e tálamo direito com sangue (setas).
FLAIR: edema (pontas de seta).
FLAIR: edema (pontas de seta).
T2.
T2.
Pós-contraste: realce leve em placas.
Pós-contraste: realce leve em placas.
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2015;35(4):1141-1169, Fig. 15. Ver artigo
Meningoencefalite por Naegleria fowleri
Pós-contraste: realce leptomeníngeo difuso (setas).
Pós-contraste: realce leptomeníngeo difuso (setas).
TC sagital: cerebelo edemaciado comprimindo o tronco (pontas de seta).
TC sagital: cerebelo edemaciado comprimindo o tronco (pontas de seta).
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2015;35(4):1141-1169, Fig. 16. Ver artigo
Malária cerebral
FLAIR: hipersinal no esplênio e na substância branca occipital (seta).
FLAIR: hipersinal no esplênio e na substância branca occipital (seta).
Difusão: hipersinal.
Difusão: hipersinal.
ADC: restrição.
ADC: restrição.
T1: discretamente escuro (seta).
T1: discretamente escuro (seta).
Pós-contraste: sem realce.
Pós-contraste: sem realce.
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2015;35(4):1141-1169, Fig. 17. Ver artigo
Esquistossomose
T1 sagital: área escura parietal (seta).
T1 sagital: área escura parietal (seta).
FLAIR: nódulo com hipersinal (seta).
FLAIR: nódulo com hipersinal (seta).
Pós-contraste coronal: realce arborizado (setas).
Pós-contraste coronal: realce arborizado (setas).
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2015;35(4):1141-1169, Fig. 18. Ver artigo

Pontos de prova: alto rendimento

Realce basal espessoTuberculose, fungo
Realce meníngeoSó 50% na piogênica
EmpiemaRestringe
EpiduralCruza a linha média
AbscessoRestrição central, parede lisa
Parede medialMais fina
EspectroscopiaAminoácidos 0,9 ppm
TuberculomaT2 escuro, lipídios
CriptococoPseudocistos gelatinosos
AspergiloProjeções escuras sem realce
MucorDiabético, rinocerebral
Cisticercose vivaCisto com escólex sem realce
ToxoplasmoseAlvo excêntrico
LinfomaTC densa, restrição, PET (tomografia por emissão de pósitrons) alto
EsquistossomoseRealce arborizado, cone

Armadilhas e erros comuns

Erros

  • Afastar meningite por imagem normal
  • Chamar de tumor todo anel que restringe no centro
  • Confundir o alvo central do tuberculoma com o excêntrico da toxoplasmose
  • Laudar cisto aracnoide no cisto hidático
  • Esquecer de procurar o escólex
  • Não pedir prova terapêutica antes da biópsia na AIDS
  • Ignorar os seios paranasais num diabético com infarto

Questões

Questões

uma passada rápida no que o caderno cobraQuestão 1 / 6
Questão 1

Realce leptomeníngeo espesso e nodular nas cisternas da base, hidrocefalia e infartos nos núcleos da base. O agente mais provável:

Realce espesso e basal com hidrocefalia e infartos das perfurantes é a meningite tuberculosa (também fungos, sarcoidose, carcinomatose). A piogênica e a viral dão realce fino nos sulcos.
↑revisar esta parte do caderno · A imagem sugere, o líquor confirma
Questão 2

Lesão com realce anelar liso e fino, restrição à difusão no centro e cápsula com hipossinal em T2. O diagnóstico mais provável:

Restrição central (pus), parede lisa e fina e cápsula escura em T2 favorecem abscesso. O tumor tem parede nodular; a desmielinização, anel incompleto.
↑revisar esta parte do caderno · Cerebrite e abscesso
Questão 3

Por que o abscesso tende a romper no ventrículo e formar abscessos-filhos pelo lado medial?

A cápsula é mais fina na face medial (menos vasos e fibroblastos), o que favorece abscessos-filhos e ruptura intraventricular.
↑revisar esta parte do caderno · Cerebrite e abscesso
Questão 4

Paciente com AIDS e meningite; RM com múltiplos focos de hipersinal em T2 nos espaços perivasculares dos núcleos da base, sem realce. O agente:

Pseudocistos gelatinosos do criptococo, a infecção fúngica mais comum do SNC: espaços perivasculares dilatados por material mucoide.
↑revisar esta parte do caderno · Fungos
Questão 5

Cisto parenquimatoso com conteúdo igual ao líquor, ponto mural (escólex), sem realce e sem edema. O estágio:

Vesicular: larva viva, cisto como líquor com escólex, sem inflamação. O coloidal (larva morrendo) tem conteúdo proteico, edema e realce anelar.
↑revisar esta parte do caderno · Neurocisticercose
Questão 6

Paciente com AIDS e lesão periventricular única, hiperatenuante na TC, com restrição à difusão e hipermetabólica no PET. O mais provável:

Linfoma: periventricular, hiperatenuante, hipossinal em T2, restrição e hipermetabolismo. A toxoplasmose é subcortical, com alvo excêntrico e metabolismo baixo, e regride em 2 a 3 semanas de tratamento.
↑revisar esta parte do caderno · Toxoplasmose
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Fonte.
Shih RY, Koeller KK. Bacterial, Fungal, and Parasitic Infections of the Central Nervous System: Radiologic-Pathologic Correlation and Historical Perspectives. RadioGraphics 2015;35(4):1141-1169. doi:10.1148/rg.2015140317

A fonte não dá os dias de cada estágio da cerebrite (só 2 a 4 semanas para a cápsula tardia), não trata de Listeria, nocárdia, Whipple nem êmbolos sépticos, e não cita o Brasil para a cisticercose (só para a esquistossomose). Os números da malária são estimativas antigas. Tirei as peças de necrópsia e a histologia. Conferido em 07/10/2026.