Cadernos QRad 96 · Peritônio, Retroperitônio e Pelve Extraperitoneal
Abdome · anatomia e disseminação

Peritônio, Retroperitônio e Pelve Extraperitoneal

Fontes: Gaballah et al: 2024 e 2026, RadioGraphics

Por onde a doença anda no abdome

Coleções, gás, sangue e tumor não se espalham ao acaso: seguem ligamentos, mesentérios e planos entre fáscias. Reconhecer o ligamento pelo vaso que corre dentro dele e saber em qual espaço uma coleção nasceu diz de onde ela veio e para onde vai.

Modelo do peritônioDivisãoPara que serve
TradicionalIntraperitoneal × extraperitoneal (pré-peritoneal, retroperitônio, pelve extraperitoneal)Localizar a doença
Subperitoneal (Meyers)Cavidade peritoneal (sem órgãos) × espaço subperitoneal contínuo (vísceras, vasos, linfáticos, nervos, mesentérios e ligamentos)Explicar a disseminação, que corre nos dois sentidos
MesentéricoMesentério contínuo da junção esofagogástrica ao mesorreto, tratado como órgãoCirurgia (excisão completa do mesocólon)
o vaso marca o ligamento Na TC, cada ligamento é reconhecido pelos vasos que correm nele. O peritônio normal tem 25 a 50 mL de líquido; no homem a cavidade é fechada, na mulher se comunica com o exterior pelas tubas.

Ligamentos e mesentérios

LigamentoLigaMarca na TC
Gastro-hepáticoPequena curvatura ao lobo esquerdo do fígadoArtéria e veia gástricas esquerdas
HepatoduodenalHilo hepático à transição D1-D2 (borda livre do omento menor)Veia porta, artéria hepática, colédoco
GastroesplênicoTerço superior da grande curvatura ao hilo esplênicoGástricas curtas, gastroepiploica esquerda
EsplenorrenalHilo esplênico ao espaço pararrenal anterior esquerdoVasos esplênicos, cauda do pâncreas
Gastrocólico (grande omento)Dois terços inferiores da grande curvatura ao transversoGastroepiploicas
Mesocólon transversoTransverso ao pâncreasCólicas médias, tronco gastrocólico
Mesentério do delgadoOblíquo, da junção duodenojejunal à fossa ilíaca direitaVasos mesentéricos superiores
Duodenocólico, frenocólicoDuodeno à flexura hepática · flexura esplênica ao diafragma
Mesocólons ascendente, descendente e sigmoideCólon à raiz do mesentério ou à parede pélvicaCólicas direitas, ileocólicas, cólica esquerda, sigmoides e retal superior
FalciformeFígado ao diafragma e à parede anteriorLigamento redondo
Ligamento gastro-hepático
TC: a artéria gástrica esquerda (seta) marca o ligamento entre a pequena curvatura e o lobo esquerdo.
TC: a artéria gástrica esquerda (seta) marca o ligamento entre a pequena curvatura e o lobo esquerdo.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230216, Fig. 1. Ver artigo
Ligamento gastroesplênico
TC: gástricas curtas e gastroepiploica esquerda (seta) entre o estômago e o baço.
TC: gástricas curtas e gastroepiploica esquerda (seta) entre o estômago e o baço.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230216, Fig. 2. Ver artigo
Câncer da flexura hepática pelo ligamento duodenocólico
TC coronal: massa junto ao duodeno, levada pelo ligamento duodenocólico.
TC coronal: massa junto ao duodeno, levada pelo ligamento duodenocólico.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230216, Fig. 21. Ver artigo
Pancreatite necrosante pelo mesocólon transverso
TC axial: coleção no mesocólon transverso e no espaço pararrenal anterior esquerdo.
TC axial: coleção no mesocólon transverso e no espaço pararrenal anterior esquerdo.
Sagital: a coleção segue o mesocólon e o ligamento gastrocólico.
Sagital: a coleção segue o mesocólon e o ligamento gastrocólico.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230216, Fig. 22. Ver artigo
Câncer do transverso e da flexura hepática pelos ligamentos
TC coronal: tumor pelo duodenocólico até o mesocólon junto à cabeça do pâncreas.
TC coronal: tumor pelo duodenocólico até o mesocólon junto à cabeça do pâncreas.
Sagital: extensão ao ligamento hepatoduodenal.
Sagital: extensão ao ligamento hepatoduodenal.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230216, Fig. 23. Ver artigo
Câncer da cabeça do pâncreas na raiz do mesentério
TC sagital: oclusão da artéria e da veia mesentéricas superiores.
TC sagital: oclusão da artéria e da veia mesentéricas superiores.
Coronal: isquemia de alças.
Coronal: isquemia de alças.
Axial: colaterais pela cólica média e pela gastroepiploica.
Axial: colaterais pela cólica média e pela gastroepiploica.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230216, Fig. 25. Ver artigo
Câncer de pâncreas pela raiz do mesentério e pelo mesocólon
TC: tumor envolvendo a veia mesentérica superior e a cólica média.
TC: tumor envolvendo a veia mesentérica superior e a cólica média.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230216, Fig. 27. Ver artigo
Trauma da raiz do mesentério e do mesocólon transverso
TC: coleção densa no mesentério e no mesocólon depois de trauma.
TC: coleção densa no mesentério e no mesocólon depois de trauma.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230216, Fig. 28. Ver artigo
o mesocólon transverso é o centro Ele liga os ligamentos de cima e de baixo: à esquerda o esplenorrenal e o frenocólico, à direita o hepatoduodenal e o duodenocólico, em cima o gastrocólico e embaixo a raiz do mesentério. Sua raiz fica sobre o pâncreas, e por isso a pancreatite e o câncer de pâncreas chegam ao omento menor, à flexura esplênica, ao hilo esplênico, à bolsa omental e à raiz do mesentério.

Espaços peritoneais e o caminho da ascite

EspaçoO que saber
Supramesocólico direitoSubfrênico direito, sub-hepático anterior e posterior (bolsa de Morison) e bolsa omental, que se comunica pelo forame de Winslow
Supramesocólico esquerdoSubfrênico esquerdo e peri-hepático (o recesso gastro-hepático fica entre o lobo esquerdo e o estômago)
InframesocólicoDividido pelo mesentério: o espaço infracólico direito é fechado embaixo; o esquerdo se comunica livremente com a pelve
Goteiras paracólicasA direita é contínua com o espaço supramesocólico direito · a esquerda é barrada em parte pelo ligamento frenocólico
Espaço supramesocólico direito e goteira direita
TC coronal com vazamento de contraste: o espaço supramesocólico direito é contínuo com a goteira direita (pontas de seta); o ligamento frenocólico (seta) separa
TC coronal com vazamento de contraste: o espaço supramesocólico direito é contínuo com a goteira direita (pontas de seta); o ligamento frenocólico (seta) separa o lado esquerdo.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230216, Fig. 4. Ver artigo
Estase e implantesOnde
Pontos de estaseFundo de saco retovesical ou retouterino, quadrante inferior direito (fim do mesentério), borda superior do mesossigmoide, goteira direita, espaço subfrênico direito
Mais pendentesEm pé: fundo de saco de Douglas ou retovesical · deitado: bolsa de Morison
Por que à direitaO líquido sobe pela goteira direita com a pressão negativa do diafragma; o frenocólico freia o lado esquerdo · abscessos e implantes subfrênicos são mais à direita
Ascite mucinosaSuperfície do fígado e subfrênico direito, com endentação dos órgãos
Implantes subfrênicos e peri-hepáticos à direita, câncer de pâncreas
RM com contraste: implantes na superfície do fígado à direita (pontas de seta).
RM com contraste: implantes na superfície do fígado à direita (pontas de seta).
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230216, Fig. 6. Ver artigo
Pseudomixoma de origem apendicular
TC: ascite mucinosa no omento menor e no gastroesplênico, endentando a superfície do fígado.
TC: ascite mucinosa no omento menor e no gastroesplênico, endentando a superfície do fígado.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230216, Fig. 7. Ver artigo

Ar e líquido no peritônio

Ar livreFonte provável
Só supramesocólicoÚlcera gástrica ou duodenal
No ligamento hepatoduodenalMuito sugestivo de perfuração gastroduodenal
Inframesocólico e no mesentérioDelgado ou sigmoide
Pós-operatórioDiminui e some em 3 a 4 dias, às vezes 3 a 4 semanas · ar que aumenta ou não some sugere complicação
Ar livre por úlcera pré-pilórica perfurada
TC: ar à frente do fígado (seta) e peritonite (ponta de seta).
TC: ar à frente do fígado (seta) e peritonite (ponta de seta).
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230216, Fig. 9. Ver artigo
LíquidoTransudatoExsudato
CausasCirrose, insuficiência cardíaca, Budd-Chiari, hipoproteinemiaSangue, câncer, infecção, inflamação
TCMenos de 20 UH (unidades Hounsfield), livre, sem septos · edema de parede e serosasMais de 20 a 30 UH, loculado, septos, peritônio espesso com realce · perto da origem
LaboratórioGradiente albumina soro-ascite de 1,1 g/dL ou mais, leucócitos abaixo de 250/µLVariável
Tipo de líquidoPista
SangueMais de 30 UH (menos não exclui) · coágulo sentinela denso junto da fonte · extravasamento
BileQuadrante superior direito · cintilografia ou contraste hepatobiliar
UrinaRuptura intraperitoneal da bexiga · contraste na fase excretora ou cistografia por TC
QuiloPode ter menos de 0 UH · triglicerídeos altos
InfectadoPeritônio liso, espesso e com realce, loculações, restrição
MalignoEspessamento nodular irregular
Peritonite pós-operatória
TC coronal: coleções no espaço supramesocólico direito, na goteira e nos espaços inframesocólicos.
TC coronal: coleções no espaço supramesocólico direito, na goteira e nos espaços inframesocólicos.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230216, Fig. 10. Ver artigo
Carcinoma hepatocelular roto
TC sagital: sangue em volta do fígado estendendo-se ao ligamento gastro-hepático.
TC sagital: sangue em volta do fígado estendendo-se ao ligamento gastro-hepático.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230216, Fig. 11. Ver artigo

Doença do peritônio e do mesentério

Doença peritonealPistas
CarcinomatoseGástrico, cólon, apêndice, pâncreas, vias biliares, ovário · espessamento, nódulos, omento em bolo, ascite precoce · calcificação sem quimioterapia: ovário seroso ou tumor mucinoso
LinfomatoseMassas volumosas e homogêneas com linfonodos (em geral não Hodgkin)
SarcomatoseMassas volumosas heterogêneas, em geral sem linfonodos
Mesotelioma malignoAté 40% sem amianto · espessamento difuso ou nodular, omento, ascite
Tumor desmoplásico de pequenas célulasMassas arredondadas em rapaz jovem, sem órgão de origem
Peritonite tuberculosaPeritônio liso e uniforme, ascite densa · linfonodos com centro hipoatenuante e realce periférico · região ileocecal
Peritonite encapsulanteDelgado envolto por membrana (“casulo”), obstrução de repetição · diálise peritoneal longa, tuberculose, cirurgia, ovário
Mesotelioma peritoneal
TC: espessamento do omento.
TC: espessamento do omento.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230216, Fig. 12. Ver artigo
Tumor desmoplásico de pequenas células redondas
Espessamento subfrênico esquerdo, no ligamento falciforme e ascite.
Espessamento subfrênico esquerdo, no ligamento falciforme e ascite.
Ligamentos falciforme e hepatoduodenal e porta hepática.
Ligamentos falciforme e hepatoduodenal e porta hepática.
Nódulos no mesentério e nas vísceras.
Nódulos no mesentério e nas vísceras.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230216, Fig. 13. Ver artigo
Carcinomatose por câncer de mama
TC coronal: implantes no mesentério e na serosa, com ascite.
TC coronal: implantes no mesentério e na serosa, com ascite.
Axial: o mesmo.
Axial: o mesmo.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230216, Fig. 14. Ver artigo
Linfomatose peritoneal
TC coronal: massas e espessamento peritoneal.
TC coronal: massas e espessamento peritoneal.
Axial: o mesmo.
Axial: o mesmo.
PET-CT (tomografia por emissão de pósitrons acoplada à TC): captação de FDG (fluordesoxiglicose).
PET-CT (tomografia por emissão de pósitrons acoplada à TC): captação de FDG (fluordesoxiglicose).
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230216, Fig. 15. Ver artigo
Carcinoma mucinoso do apêndice
TC: grande omento, ligamento gastro-hepático e fissura do ligamento venoso.
TC: grande omento, ligamento gastro-hepático e fissura do ligamento venoso.
Ligamento gastroesplênico e hilo esplênico.
Ligamento gastroesplênico e hilo esplênico.
Coronal: fígado e parede abdominal.
Coronal: fígado e parede abdominal.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230216, Fig. 16. Ver artigo
Implantes calcificados de carcinoma seroso de ovário
TC: calcificações peritoneais e na cápsula do fígado.
TC: calcificações peritoneais e na cápsula do fígado.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230216, Fig. 17. Ver artigo
Peritonite tuberculosa
TC coronal: peritônio liso e espesso, ascite densa e alças agrupadas como num casulo.
TC coronal: peritônio liso e espesso, ascite densa e alças agrupadas como num casulo.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230216, Fig. 18. Ver artigo
Peritonite encapsulante em diálise peritoneal
TC sem contraste: alças agrupadas e peritônio calcificado.
TC sem contraste: alças agrupadas e peritônio calcificado.
Outro corte: o mesmo.
Outro corte: o mesmo.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230216, Fig. 19. Ver artigo
Peritonite encapsulante com carcinomatose de ovário
TC axial: alças envoltas por membrana.
TC axial: alças envoltas por membrana.
Coronal: o mesmo.
Coronal: o mesmo.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230216, Fig. 20. Ver artigo
Câncer gástrico no grande omento
TC: omento infiltrado e ascite.
TC: omento infiltrado e ascite.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230216, Fig. 24. Ver artigo
No mesentérioPistas
LinfomaO tumor sólido mais comum · envolve vasos sem ocluir: sinal do sanduíche
CarcinoideMassa espiculada e calcificada com desmoplasia e retração de alças · captação no PET com dotatato
DesmoidePolipose adenomatosa familiar, Gardner · sinal baixo ou intermediário em T2
Mesenterite esclerosanteHalo de gordura e pseudocápsula · no crônico, massa com calcificação
Câncer de cólon no mesocólonPerda do plano de gordura, linfonodos até a raiz · excisão completa do mesocólon
Linfoma mesentérico
TC sagital antes do tratamento: massa envolvendo a artéria e a veia mesentéricas superiores sem ocluir (sinal do sanduíche).
TC sagital antes do tratamento: massa envolvendo a artéria e a veia mesentéricas superiores sem ocluir (sinal do sanduíche).
Depois do tratamento: regressão.
Depois do tratamento: regressão.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230216, Fig. 29. Ver artigo
Metástase mesentérica de carcinoide
TC: massa espiculada e calcificada com retração das alças.
TC: massa espiculada e calcificada com retração das alças.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230216, Fig. 30. Ver artigo
Tumor desmoide do mesentério
TC coronal: massa sólida no mesentério.
TC coronal: massa sólida no mesentério.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230216, Fig. 31. Ver artigo
Metástase de melanoma no intestino e no mesentério
TC: massa (seta).
TC: massa (seta).
RM T2: a mesma lesão.
RM T2: a mesma lesão.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230216, Fig. 32. Ver artigo
Câncer de sigmoide no mesocólon
TC sagital: tumor invadindo o mesossigmoide.
TC sagital: tumor invadindo o mesossigmoide.
Disseminação ao longo dos ramos da veia mesentérica inferior.
Disseminação ao longo dos ramos da veia mesentérica inferior.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230216, Fig. 33. Ver artigo
Câncer do cólon ascendente com linfonodo no mesocólon
TC: tumor (M) e linfonodo (N) no mesocólon ascendente, entre o peritônio e a fáscia pararrenal anterior.
TC: tumor (M) e linfonodo (N) no mesocólon ascendente, entre o peritônio e a fáscia pararrenal anterior.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230216, Fig. 34. Ver artigo

Retroperitônio: espaços e planos

Espaço retroperitonealLimitesConteúdo
Pararrenal anteriorPeritônio parietal posterior × fáscia renal anterior (Gerota), lateroconal dos ladosPâncreas, duodeno (D2 a D4), cólon ascendente e descendente
PerirrenalCone entre as fáscias renais anterior e posterior (Zuckerkandl)Rins, adrenais, pelve, ureter proximal · septos em ponte
Pararrenal posteriorFáscia renal posterior × fáscia transversal, psoas medialmenteSó gordura
Massa intraperitoneal contra retroperitoneal
Massa intraperitoneal empurra o cólon para trás.
Massa intraperitoneal empurra o cólon para trás.
Massa retroperitoneal empurra o cólon para a frente.
Massa retroperitoneal empurra o cólon para a frente.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 19. Ver artigo
Angiomiolipoma renal com vaso nutridor
RM: o vaso que entra na massa aponta o rim como origem (imita lipossarcoma).
RM: o vaso que entra na massa aponta o rim como origem (imita lipossarcoma).
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 20. Ver artigo
Carcinoma renal atravessando as fáscias
TC: tumor através das fáscias renais anterior e posterior, do ligamento esplenorrenal e do plano lateroconal.
TC: tumor através das fáscias renais anterior e posterior, do ligamento esplenorrenal e do plano lateroconal.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 22. Ver artigo
Plano interfascialOnde
RetromesentéricoEntre o pararrenal anterior e o perirrenal · cruza a linha média
RetrorrenalEntre o perirrenal e o pararrenal posterior
LateroconalDentro da fáscia lateroconal; encontra os outros dois na trifurcação
Interfascial combinadoAbaixo do cone renal, onde os planos se juntam · liga o retroperitônio à pelve
Pancreatite necrosante nos planos interfasciais
TC: líquido nos planos retromesentérico, retrorrenal e lateroconal e coleção na bolsa omental.
TC: líquido nos planos retromesentérico, retrorrenal e lateroconal e coleção na bolsa omental.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 5. Ver artigo
Pancreatite de repetição
RM T2: líquido nos planos retromesentérico e retrorrenal (setas).
RM T2: líquido nos planos retromesentérico e retrorrenal (setas).
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 6. Ver artigo
Aneurisma de aorta roto
TC coronal: hematoma descendo pelo plano interfascial combinado até a pelve.
TC coronal: hematoma descendo pelo plano interfascial combinado até a pelve.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 12. Ver artigo
Hematoma pararrenal posterior direito
TC sagital sem contraste: hematoma no plano retromesentérico e no combinado, até a pelve.
TC sagital sem contraste: hematoma no plano retromesentérico e no combinado, até a pelve.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 13. Ver artigo
comunicações que explicam os casos O espaço pararrenal anterior cruza a linha média, mas as coleções ficam do lado em que nasceram, exceto as do pâncreas. O perirrenal direito se abre em cima para a área nua do fígado: lesão ali pode sangrar só para o retroperitônio. Na altura da crista ilíaca os três espaços se comunicam e seguem para a pelve.

Espaços extraperitoneais da pelve

Espaço pélvicoLimitesConteúdo
Pré-vesical (de Retzius embaixo e à frente)À frente da fáscia umbilicovesical, atrás da transversal · se estende para os lados (espaço de Bogros)Gordura
PerivesicalEntre a bexiga e a fáscia umbilicovesicalBexiga, úraco, artérias umbilicais obliteradas
PerirretalEntre o reto e a fáscia mesorretalReto, vasos, linfonodos
PararretalEntre a fáscia mesorretal e a parede pélvicaTecido frouxo
Pré-sacralEntre a fáscia pélvica posterior e a parietalTecido areolar
a pelve conversa com tudo O espaço pré-vesical continua para trás com o perivesical, o pararretal e o pré-sacral, para cima com o retroperitônio e para os lados com a bainha do reto, o canal inguinal e a bainha femoral: um hematoma inguinal depois de cateterismo femoral pode subir para o retroperitônio.

Gás, sangue, urina e tumor fora do peritônio

ColeçãoO que saber
Gás retroperitonealGás no pararrenal anterior junto do duodeno sugere perfuração duodenal (CPRE, colangiopancreatografia retrógrada endoscópica) · chega à pelve pelo plano combinado
PancreatiteDo pararrenal anterior ao plano retromesentérico, cruza a linha média, vai ao retrorrenal, ao lateroconal e à pelve · flanco (Grey Turner) e umbigo (Cullen)
HematomaAgudo 50 a 80 UH, coágulo sentinela 45 a 70 UH · aneurisma roto desce pelo plano combinado · sangramento perirrenal espontâneo: procurar tumor renal
Zonas do hematomaI central (em geral cirurgia), II lateral (conservador se estável), III pélvica (fratura, embolização)
UrinomaPerirrenal, pode cruzar a linha média · ruptura extraperitoneal da bexiga: “dente molar” (coroa pré-vesical, raízes pararretais)
AbscessoCentro líquido com realce periférico, restrição
Perfuração duodenal depois de CPRE
Radiografia: gás retroperitoneal.
Radiografia: gás retroperitoneal.
TC em janela de pulmão: gás cruzando a linha média.
TC em janela de pulmão: gás cruzando a linha média.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 8. Ver artigo
Perfuração do descendente depois de polipectomia
TC: gás perirrenal passando ao plano lateroconal, ao pararrenal posterior e ao pré-peritoneal.
TC: gás perirrenal passando ao plano lateroconal, ao pararrenal posterior e ao pré-peritoneal.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 9. Ver artigo
Necrose pancreática infectada
TC coronal: coleção com gás no pararrenal anterior estendendo-se ao fígado.
TC coronal: coleção com gás no pararrenal anterior estendendo-se ao fígado.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 10. Ver artigo
Necrose encapsulada infectada
TC sagital: do pararrenal anterior à pelve e ao mesocólon transverso.
TC sagital: do pararrenal anterior à pelve e ao mesocólon transverso.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 11. Ver artigo
Ruptura traumática do rim esquerdo
Fase arterial: sangramento ativo.
Fase arterial: sangramento ativo.
Fase venosa: aumento do extravasamento.
Fase venosa: aumento do extravasamento.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 14. Ver artigo
Metástase hemorrágica de melanoma
TC: sangue perirrenal que cruza a linha média pelo plano retromesentérico.
TC: sangue perirrenal que cruza a linha média pelo plano retromesentérico.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 15. Ver artigo
Urinoma
TC tardia: urina perirrenal nos planos retrorrenal e retromesentérico, cruzando a linha média.
TC tardia: urina perirrenal nos planos retrorrenal e retromesentérico, cruzando a linha média.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 16. Ver artigo
Ruptura extraperitoneal da bexiga
Cistografia por TC: contraste pré-vesical em “dente molar” (setas).
Cistografia por TC: contraste pré-vesical em “dente molar” (setas).
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 17. Ver artigo
Abscesso perirrenal
TC: abscesso que fica dentro do seu espaço.
TC: abscesso que fica dentro do seu espaço.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 18. Ver artigo
Coleção de pancreatite até a parede abdominal
TC: do pararrenal anterior ao plano lateroconal, ao espaço pré-peritoneal e à parede.
TC: do pararrenal anterior ao plano lateroconal, ao espaço pré-peritoneal e à parede.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 38. Ver artigo
Via de disseminaçãoExemplos
Pela fásciaCarcinoma renal atravessando a fáscia renal · câncer de reto na fáscia mesorretal
LinfáticaGônadas drenam direto para os linfonodos para-aórticos: linfonodo retroperitoneal em homem jovem pede US do testículo
VenosaCarcinoma renal para veia renal e cava · invasão venosa extramural no reto · leiomiossarcoma da cava
PerineuralCâncer de pâncreas pelos plexos da mesentérica superior e do tronco celíaco · reto para o plexo lombossacro
Em manto (envolve sem infiltrar)Linfoma levanta a aorta · fibrose retroperitoneal poupa a face posterior da aorta · IgG4 · Erdheim-Chester (“rim peludo”, aorta revestida)
Pelos ligamentosCauda do pâncreas ou rim esquerdo para o baço pelo esplenorrenal
Câncer de reto na fáscia mesorretal
RM T2: tumor alcançando a fáscia mesorretal.
RM T2: tumor alcançando a fáscia mesorretal.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 23. Ver artigo
Carcinoma urotelial do trato alto
RM: tumor no espaço perirrenal, junto da cava e do psoas, mantendo o contorno do rim.
RM: tumor no espaço perirrenal, junto da cava e do psoas, mantendo o contorno do rim.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 24. Ver artigo
Metástases de próstata
TC coronal: tecido perirrenal e periureteral.
TC coronal: tecido perirrenal e periureteral.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 25. Ver artigo
Câncer de endométrio recidivado
TC: tecido envolvendo o ureter e o hilo renal.
TC: tecido envolvendo o ureter e o hilo renal.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 26. Ver artigo
Mieloma extraósseo
TC coronal: tecido envolvendo aorta, cava e ureter.
TC coronal: tecido envolvendo aorta, cava e ureter.
Sagital: o mesmo.
Sagital: o mesmo.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 27. Ver artigo
Linfonodos de tumor de testículo
TC: linfonodos retroperitoneais.
TC: linfonodos retroperitoneais.
US com Doppler: o tumor no testículo.
US com Doppler: o tumor no testículo.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 28. Ver artigo
Trombo tumoral de carcinoma renal
RM: tumor na veia renal e na cava.
RM: tumor na veia renal e na cava.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 29. Ver artigo
Invasão venosa extramural no câncer de reto
RM T2: veia preenchida por tumor.
RM T2: veia preenchida por tumor.
T1 com contraste: o mesmo.
T1 com contraste: o mesmo.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 30. Ver artigo
Leiomiossarcoma da cava inferior
TC: massa na cava.
TC: massa na cava.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 31. Ver artigo
Leiomiossarcoma da veia cólica esquerda
TC: massa ao longo da veia.
TC: massa ao longo da veia.
Outro corte: o mesmo.
Outro corte: o mesmo.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 32. Ver artigo
Câncer de reto recidivado com disseminação perineural
Coronal: tumor na parede pélvica e no ureter.
Coronal: tumor na parede pélvica e no ureter.
T2 axial: ao longo do nervo isquiático, com denervação do iliopsoas.
T2 axial: ao longo do nervo isquiático, com denervação do iliopsoas.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 33. Ver artigo
Linfoma retroperitoneal
TC: massa que levanta a aorta, com extensão perirrenal.
TC: massa que levanta a aorta, com extensão perirrenal.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 34. Ver artigo
Fibrose retroperitoneal por IgG4
Coronal: tecido periureteral e perirrenal.
Coronal: tecido periureteral e perirrenal.
Axial: em volta da aorta, poupando a face posterior.
Axial: em volta da aorta, poupando a face posterior.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 35. Ver artigo
Doença de Erdheim-Chester
TC: tecido perirrenal e aorta revestida.
TC: tecido perirrenal e aorta revestida.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 36. Ver artigo
Câncer da cauda do pâncreas pelo ligamento esplenorrenal
TC: tumor chegando ao baço.
TC: tumor chegando ao baço.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 37. Ver artigo
Tumor de células germinativas para o tórax
Coronal: linfonodos retroperitoneais e retrocrurais.
Coronal: linfonodos retroperitoneais e retrocrurais.
Sagital: extensão transdiafragmática e pleural.
Sagital: extensão transdiafragmática e pleural.
Fonte: Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. RadioGraphics 2026;46(2):e250022, Fig. 39. Ver artigo

Pontos de prova: alto rendimento

Ligamento gastro-hepáticoGástrica esquerda
HepatoduodenalPorta, hepática, colédoco
Mesocólon transversoCólica média, centro dos ligamentos
Ponto mais pendente deitadoBolsa de Morison
Goteira que conversa com o subfrênicoDireita
Infracólico esquerdoAbre para a pelve
Ar no hepatoduodenalPerfuração gastroduodenal
TransudatoMenos de 20 UH, livre
SangueMais de 30 UH, coágulo sentinela
Omento em boloCarcinomatose
Sinal do sanduícheLinfoma
Carcinoide mesentéricoEspiculado, calcificado
Plano retromesentéricoCruza a linha média
Plano combinadoLeva à pelve
Área nua do fígadoAbre para o perirrenal direito
Dente molarRuptura extraperitoneal da bexiga
Grey TurnerFlanco, plano retrorrenal
Fibrose retroperitonealPoupa a face posterior da aorta
Linfonodo retroperitoneal em homem jovemUS do testículo

Armadilhas e erros comuns

Erros

  • Procurar implante só onde há líquido, esquecendo Morison e o subfrênico direito
  • Ler o ar no ligamento hepatoduodenal sem pensar em úlcera perfurada
  • Chamar de transudato o líquido loculado e denso
  • Chamar de carcinomatose a peritonite tuberculosa
  • Esquecer que a pancreatite atravessa a linha média pelos planos
  • Não procurar tumor renal no sangramento perirrenal espontâneo
  • Chamar de fibrose retroperitoneal o linfoma que levanta a aorta

Questões

Questões

uma passada rápida no que o caderno cobraQuestão 1 / 6
Questão 1

Na TC, qual vaso identifica o ligamento gastro-hepático?

O gastro-hepático (parte do omento menor) leva a artéria e a veia gástricas esquerdas. Gástricas curtas marcam o gastroesplênico, gastroepiploicas o gastrocólico, cólica média o mesocólon transverso e a mesentérica superior o mesentério do delgado.
↑revisar esta parte do caderno · Ligamentos e mesentérios
Questão 2

Paciente acamado, em decúbito dorsal. Qual o ponto mais pendente do andar superior da cavidade peritoneal, onde pequenas coleções se acumulam?

Deitado, o recesso hepatorrenal (bolsa de Morison) é o ponto mais pendente; em pé, é o fundo de saco de Douglas ou retovesical. A goteira direita leva líquido da pelve até o subfrênico direito.
↑revisar esta parte do caderno · Espaços peritoneais e o caminho da ascite
Questão 3

Ar livre restrito ao espaço supramesocólico, com bolhas no ligamento hepatoduodenal. A fonte mais provável é:

Ar só supramesocólico, e principalmente no ligamento hepatoduodenal, aponta para úlcera gástrica ou duodenal perfurada. Ar inframesocólico e no mesentério sugere delgado ou sigmoide.
↑revisar esta parte do caderno · Ar e líquido no peritônio
Questão 4

Massa mesentérica que envolve a artéria e a veia mesentéricas superiores sem ocluí-las, com linfonodos volumosos. Pensar em:

O linfoma é o tumor sólido mais comum do mesentério e envolve vasos e alças sem obstruir: o sinal do sanduíche. O carcinoide é espiculado, calcificado e retrai as alças.
↑revisar esta parte do caderno · Doença do peritônio e do mesentério
Questão 5

Qual plano liga o retroperitônio à pelve extraperitoneal e explica o hematoma de aneurisma roto que desce até a pelve?

Abaixo do cone renal, os planos retromesentérico e retrorrenal se juntam no plano interfascial combinado, que segue para a pelve. É o caminho do hematoma do aneurisma, do gás e da pancreatite até a pelve.
↑revisar esta parte do caderno · Retroperitônio: espaços e planos
Questão 6

Na cistografia por TC, o contraste extravasado em volta da bexiga tem forma de dente molar. Isso indica:

O “dente molar” é a urina no espaço pré-vesical (coroa) descendo para os pararretais (raízes): ruptura extraperitoneal. Na intraperitoneal o contraste contorna alças e se acumula nas goteiras e na bolsa de Morison.
↑revisar esta parte do caderno · Gás, sangue, urina e tumor fora do peritônio
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Fontes.
Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. The Peritoneum: Anatomy, Pathologic Findings, and Patterns of Disease Spread. RadioGraphics 2024;44(8):e230216. doi:10.1148/rg.230216
Gaballah AH, Algazzar M, Kazi IA, et al. Retroperitoneum and Pelvic Extraperitoneum: Anatomic Landmarks, Imaging Features, and Patterns of Disease Spread. RadioGraphics 2026;46(2):e250022. doi:10.1148/rg.250022

Os dois artigos usam “subperitoneal” de jeitos diferentes: no do peritônio é todo o espaço fora da cavidade (modelo de Meyers); no do retroperitônio é só a pelve extraperitoneal. Os limiares de sangue também diferem (mais de 30 UH num, 50 a 80 UH para o sangue agudo no outro). Hérnias internas e os recessos da bolsa omental não estão nas fontes. Os esquemas e fluxogramas com texto em inglês foram tirados. Conferido em 07/10/2026.

Blocos marcados com + complemento são aprofundamentos opcionais, tirados das mesmas fontes.