Cadernos QRad 15 · Radiografia de Tórax Portátil
Tórax · Beira do leito

Radiografia de Tórax Portátil

Portable Chest Radiography: Must-Know Findings and Mimics. RadioGraphics Fundamentals: artigo e apresentação de slides.

O caderno do plantão

O portátil é tecnicamente inferior ao PA (posteroanterior) em ortostase e, ainda assim, é o exame que você mais vai interpretar. A proposta do artigo é justamente essa: aceitar as limitações e aprender a separar achado verdadeiro de artefato. Metade do conteúdo é sobre mimetizadores, e é isso que evita TC desnecessária, procedimento desnecessário e diagnóstico perdido.

as quatro perguntas técnicas Antes de qualquer achado: AP (anteroposterior) ou PA? · Rodado? · Lordótico? · Inspiração adequada? Cada uma dessas tem um falso achado associado, e todas são checáveis em segundos.

Técnica: o que muda no portátil

A radiografia portátil é pedida sem parar no pronto-socorro e na enfermaria porque dispensa transporte e dá resposta em tempo real. O preço é a interpretação: projeção AP, decúbito ou semissentado e distorções por dificuldade de posicionamento.

Técnica: no portátil AP o feixe entra de anterior para posterior e o detector fica atrás do paciente; no PA em ortostase é o inverso.
como saber se é AP ou PA A posição das bordas mediais das escápulas resolve: no PA elas ficam mais lateralizadas.
PA × AP portátil no mesmo paciente
PA: as bordas mediais das escápulas ficam mais laterais, fora dos pulmões (linhas tracejadas).
PA: as bordas mediais das escápulas ficam mais laterais, fora dos pulmões (linhas tracejadas).
AP portátil semissentado: coração magnificado, volumes pulmonares menores e escápulas projetadas sobre os pulmões (linhas tracejadas).
AP portátil semissentado: coração magnificado, volumes pulmonares menores e escápulas projetadas sobre os pulmões (linhas tracejadas).
Fonte: Strickland CD et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220132, apresentação, slide 8. Ver artigo

Projeção AP

o coração fica maior Na projeção AP o coração está mais distante do detector e é magnificado. O índice cardiotorácico (maior diâmetro do coração sobre o maior diâmetro interno do tórax) deve ser <50% no PA e espera-se que seja maior no AP. Interprete o tamanho cardíaco no portátil com cautela.

O alargamento mediastinal também aumenta no portátil, em parte por pior esforço inspiratório.
Projeção AP e índice cardiotorácico
AP portátil em pé: o coração fica mais longe do detector e é magnificado; índice cardiotorácico acima de 50% (linha vermelha, coração; linha preta, tórax).
AP portátil em pé: o coração fica mais longe do detector e é magnificado; índice cardiotorácico acima de 50% (linha vermelha, coração; linha preta, tórax).
PA em pé: o coração fica perto do detector, mais próximo do tamanho real; índice abaixo de 50%.
PA em pé: o coração fica perto do detector, mais próximo do tamanho real; índice abaixo de 50%.
Fonte: Strickland CD et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220132, apresentação, slide 9. Ver artigo

Decúbito

O decúbito dorsal dificulta a avaliação de derrame pleural e de pneumotórax, porque o líquido e o ar se dispõem em camadas, e ainda alarga a sombra mediastinal. No decúbito, o ar do pneumotórax se acumula na região anterior e basal, e a pista é o sinal do sulco profundo (caderno 03).

Decúbito dorsal e derrames em camada
Radiografia AP em decúbito dorsal: os derrames pleurais se espalham em camada e só deixam os pulmões difusamente mais opacos.
Radiografia AP em decúbito dorsal: os derrames pleurais se espalham em camada e só deixam os pulmões difusamente mais opacos.
TC do mesmo dia: os derrames pleurais bilaterais.
TC do mesmo dia: os derrames pleurais bilaterais.
Fonte: Strickland CD et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220132, apresentação, slide 10. Ver artigo

Rotação

como medir As bordas mediais das clavículas devem ficar equidistantes dos processos espinhosos. A distância aumenta no sentido da rotação.
SituaçãoEfeito
Rotação para a direitaSubestima os contornos cardíaco e mediastinal
Bem alinhadoContornos não são super nem subestimados
Rotação para a esquerdaSuperestima os contornos cardíaco e mediastinal
Rotação do paciente e os contornos cardiomediastinais
Rotação para a direita: as bordas mediais das clavículas não ficam equidistantes dos processos espinhosos (linhas tracejadas).
Rotação para a direita: as bordas mediais das clavículas não ficam equidistantes dos processos espinhosos (linhas tracejadas).
Paciente bem alinhado: contornos cardíacos e mediastinais sem distorção.
Paciente bem alinhado: contornos cardíacos e mediastinais sem distorção.
Rotação para a esquerda.
Rotação para a esquerda.
TC correspondente à rotação para a direita.
TC correspondente à rotação para a direita.
TC do paciente bem alinhado.
TC do paciente bem alinhado.
TC correspondente à rotação para a esquerda. A rotação superestima ou subestima o tamanho dos contornos cardíacos e mediastinais.
TC correspondente à rotação para a esquerda. A rotação superestima ou subestima o tamanho dos contornos cardíacos e mediastinais.
Fonte: Strickland CD et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220132, apresentação, slide 12. Ver artigo
⚠ dois mimetizadores da rotação “Pseudo-borramento” do seio costofrênico, por aumento de partes moles, simulando derrame ou doença do espaço aéreo.
Hemitórax hiperlucente: o lado rodado tem menor distância de tecido e transmite mais raios X, simulando opacificação do hemitórax oposto ao sentido da rotação.
Efeitos da rotação
Pseudo-borramento do seio costofrênico (círculo) pelo excesso de partes moles, que pode simular derrame pleural ou consolidação.
Pseudo-borramento do seio costofrênico (círculo) pelo excesso de partes moles, que pode simular derrame pleural ou consolidação.
Hemitórax direito hiperlucente na rotação para a direita (seta): o lado girado atravessa menos tecido. Pode simular opacificação do hemitórax oposto.
Hemitórax direito hiperlucente na rotação para a direita (seta): o lado girado atravessa menos tecido. Pode simular opacificação do hemitórax oposto.
Fonte: Strickland CD et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220132, apresentação, slide 13. Ver artigo

Angulação lordótica

A incidência lordótica é obtida de propósito com o feixe angulado para cima, mas no portátil ela costuma acontecer por acidente, quando o feixe está horizontal e o paciente inclinado para trás.

como reconhecer Clavículas projetadas acima do primeiro arco costal · costelas de aspecto mais horizontal · clavícula perde o formato em S.

Consequências: alargamento do coração e do mediastino, obscurecimento das bases, perda do contorno da cúpula diafragmática esquerda e projeção falsamente mais alta das estruturas anteriores em relação às posteriores.

Incidência lordótica inadvertida
Portátil semissentado com angulação lordótica: clavículas acima da primeira costela, costelas horizontalizadas, coração e mediastino alargados.
Portátil semissentado com angulação lordótica: clavículas acima da primeira costela, costelas horizontalizadas, coração e mediastino alargados.
Repetição sem angulação.
Repetição sem angulação.
Corte sagital de TC com o feixe lordótico: as estruturas anteriores são projetadas falsamente mais altas que as posteriores.
Corte sagital de TC com o feixe lordótico: as estruturas anteriores são projetadas falsamente mais altas que as posteriores.
Fonte: Strickland CD et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220132, apresentação, slide 15. Ver artigo

Ar anormal e seus mimetizadores

Prega cutânea × pneumotórax

 Artefato de prega cutâneaPneumotórax
InterfaceOpacidade com interface lateral larga, às vezes estendendo-se sobre as partes molesLinha fina e nítida seguindo o trajeto esperado da pleura
Além da bordaSem aumento de lucência periférica; trama pulmonar frequentemente preservadaAumento de lucência além da borda
+ complemento · efeito Mach As pregas cutâneas são comuns no portátil pelo decúbito e pela posição semissentada, e o que as torna convincentes é o efeito Mach: ilusão óptica que exagera o contraste nas bordas entre tons de cinza por um mecanismo de realce de borda da retina. O mesmo efeito produz uma linha lucente entre a borda cardíaca e o parênquima, simulando pneumomediastino. Na dúvida, repita a radiografia.
Prega cutânea × pneumotórax
Prega cutânea: opacidade com interface lateral larga (seta laranja dupla), sem hiperlucência periférica e com a trama pulmonar preservada além dela (estrela).
Prega cutânea: opacidade com interface lateral larga (seta laranja dupla), sem hiperlucência periférica e com a trama pulmonar preservada além dela (estrela).
Pneumotórax: linha fina e nítida que segue o trajeto da pleura (seta laranja), com hiperlucência além dela (estrela).
Pneumotórax: linha fina e nítida que segue o trajeto da pleura (seta laranja), com hiperlucência além dela (estrela).
Fonte: Strickland CD et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220132, apresentação, slide 18. Ver artigo

Pneumomediastino e perfuração esofágica

o sinal e a conduta O sinal do V de Naclerio é produzido pelo ar em camada entre o mediastino medial e o diafragma esquerdo. Ar nessa localização é comumente visto na lesão esofágica.

A perfuração esofágica é potencialmente fatal. A maioria dos casos é iatrogênica ou espontânea (vômitos ou ânsia intensos) ou pós-traumática. Havendo suspeita, deve-se fazer estudo fluoroscópico ou TC com contraste hidrossolúvel.
Pneumomediastino por perfuração esofágica
Radiografia portátil: faixas lineares de ar (setas pretas), com coleção de ar em V no ângulo cardiofrênico esquerdo.
Radiografia portátil: faixas lineares de ar (setas pretas), com coleção de ar em V no ângulo cardiofrênico esquerdo.
Detalhe: ar entre o mediastino medial e o hemidiafragma esquerdo (setas vermelhas), o sinal do V de Naclerio, comum na lesão esofágica.
Detalhe: ar entre o mediastino medial e o hemidiafragma esquerdo (setas vermelhas), o sinal do V de Naclerio, comum na lesão esofágica.
TC coronal: pneumomediastino.
TC coronal: pneumomediastino.
TC axial após contraste oral: extravasamento pela perfuração esofágica.
TC axial após contraste oral: extravasamento pela perfuração esofágica.
Fonte: Strickland CD et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220132, apresentação, slide 20. Ver artigo

Pneumoperitônio e pseudopneumoperitônio

Pneumoperitônio pode indicar perfuração de víscera oca, que é emergência cirúrgica. A radiografia de tórax em ortostase é a mais sensível para ar livre, mas a maioria dos portáteis é feita em decúbito ou semissentado.

mimetizadores Atelectasia linear basal · pneumotórax basal · pneumomediastino · alças intestinais · gás em pregas cutâneas · lipomatose subdiafragmática · ondulações diafragmáticas.
conduta Alta suspeita clínica sem cirurgia recente → TC.
Suspeita de pseudopneumoperitônio → decúbito lateral esquerdo do abdome ou radiografia de tórax em ortostase.
Pneumoperitônio e seus simuladores
Pseudopneumoperitônio: alças colônicas volumosas sob o diafragma.
Pseudopneumoperitônio: alças colônicas volumosas sob o diafragma.
Detalhe do mesmo paciente: atelectasia linear na base (seta).
Detalhe do mesmo paciente: atelectasia linear na base (seta).
Pneumoperitônio verdadeiro: ar sob o diafragma delineando o ligamento falciforme (seta).
Pneumoperitônio verdadeiro: ar sob o diafragma delineando o ligamento falciforme (seta).
TC do mesmo dia do pseudopneumoperitônio: as alças colônicas sob o diafragma.
TC do mesmo dia do pseudopneumoperitônio: as alças colônicas sob o diafragma.
Decúbito lateral esquerdo do pseudopneumoperitônio: sem ar livre (seta).
Decúbito lateral esquerdo do pseudopneumoperitônio: sem ar livre (seta).
TC do mesmo dia do pneumoperitônio: ar livre anterior ao fígado (seta).
TC do mesmo dia do pneumoperitônio: ar livre anterior ao fígado (seta).
Fonte: Strickland CD et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220132, apresentação, slide 22. Ver artigo

Opacidades agudas do espaço aéreo

volumes pequenos simulam doença Volumes pulmonares pequenos causam aglomeração de vasos, simulando infecção ou edema (sobretudo nas bases) e levam a superestimar o tamanho cardíaco.
o padrão de inspiração adequada Devem ser vistos 9 a 10 arcos costais posteriores e 5 a 6 arcos anteriores cruzando a linha hemiclavicular no nível do diafragma.
Inspiração ruim simulando opacidades difusas
Inspiração ruim: só quatro arcos costais anteriores acima do diafragma na linha hemiclavicular (linha tracejada). Os vasos se aglomeram e simulam infecção ou ed
Inspiração ruim: só quatro arcos costais anteriores acima do diafragma na linha hemiclavicular (linha tracejada). Os vasos se aglomeram e simulam infecção ou edema.
Inspiração adequada no mesmo paciente: seis arcos anteriores.
Inspiração adequada no mesmo paciente: seis arcos anteriores.
Fonte: Strickland CD et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220132, apresentação, slide 25. Ver artigo

Edema hidrostático × por permeabilidade

O edema pulmonar é a causa mais comum de opacidades difusas agudas. Diferenciar hidrostático de permeabilidade frequentemente não é possível só pela imagem, mas alguns achados ajudam, junto com a evolução temporal e a história.

 HidrostáticoPermeabilidade
CoraçãoCardiomegalia
Vasos hilaresBorramentoBem definidos
Derrame pleuralPresenteAusente
Broncogramas aéreosPresentes
Resposta ao tratamentoClareia rapidamenteMudança mínima mesmo com melhora clínica

Outras causas de opacidade difusa aguda: hemorragia, infecção multifocal e aspiração grave, e, no CTI (centro de terapia intensiva), frequentemente combinação de condições.

Edema hidrostático × edema por permeabilidade
Edema hidrostático: cardiomegalia, hilos borrados, espessamento septal e cissural e derrames pleurais.
Edema hidrostático: cardiomegalia, hilos borrados, espessamento septal e cissural e derrames pleurais.
Edema por permeabilidade: broncogramas aéreos, sem derrame e com vasos hilares bem definidos.
Edema por permeabilidade: broncogramas aéreos, sem derrame e com vasos hilares bem definidos.
Fonte: Strickland CD et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220132, apresentação, slide 26. Ver artigo

Opacificação de hemitórax

CausaVolume e desvioOutros achados
Derrame pleuralGanho de volume, desvio de mediastino e traqueia para longe da opacificaçãoAcúmulo rápido após passagem de acesso venoso central sugere fortemente hemotórax
Colapso pulmonarPerda de volume, desvio em direção à opacificação
Consolidação (rara)Sem desvioBroncogramas aéreos

Causas crônicas de opacificação de hemitórax: neoplasia e alterações pós-pneumonectomia.

Opacificação aguda de hemitórax
Colapso pulmonar: perda de volume, com mediastino e traqueia desviados para o lado opaco (seta).
Colapso pulmonar: perda de volume, com mediastino e traqueia desviados para o lado opaco (seta).
Consolidação: opacificação sem desvio e com broncogramas aéreos.
Consolidação: opacificação sem desvio e com broncogramas aéreos.
Derrame pleural: ganho de volume, com mediastino e traqueia desviados para o lado oposto (seta).
Derrame pleural: ganho de volume, com mediastino e traqueia desviados para o lado oposto (seta).
O mesmo paciente 12 horas antes, antes da passagem do acesso jugular interno direito.
O mesmo paciente 12 horas antes, antes da passagem do acesso jugular interno direito.
TC do mesmo dia: o derrame volumoso. Acúmulo rápido de líquido pleural depois da passagem de acesso é muito suspeito de hemotórax.
TC do mesmo dia: o derrame volumoso. Acúmulo rápido de líquido pleural depois da passagem de acesso é muito suspeito de hemotórax.
Fonte: Strickland CD et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220132, apresentação, slide 28. Ver artigo

Colapsos lobares e doença cavitária

Colapso do lobo inferior esquerdo

o que procurar Mais difícil que o do lobo inferior direito no portátil, por causa da sombra cardíaca. Procure: opacidade triangular medial esquerda · apagamento do hemidiafragma esquerdo · perda volumétrica à esquerda · preservação da borda cardíaca esquerda (o LIE (lobo inferior esquerdo) não a toca; apagá-la aponta para a língula). Sinais adicionais: retificação da borda cardíaca esquerda (sinal da cintura plana) e deslocamento inferior do hilo esquerdo.
Colapso do lobo inferior esquerdo no portátil da UTI
Radiografia portátil: opacidade triangular retrocardíaca, hemidiafragma esquerdo apagado e borda cardíaca esquerda retificada, a cintura plana (estrela).
Radiografia portátil: opacidade triangular retrocardíaca, hemidiafragma esquerdo apagado e borda cardíaca esquerda retificada, a cintura plana (estrela).
TC coronal: o lobo inferior esquerdo colapsado.
TC coronal: o lobo inferior esquerdo colapsado.
Detalhe: hilo esquerdo rebaixado (seta).
Detalhe: hilo esquerdo rebaixado (seta).
Comparação normal.
Comparação normal.
Fonte: Strickland CD et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220132, apresentação, slide 30. Ver artigo

Colapso combinado de lobo médio e inferior direitos

a combinação mais frequente Como o pulmão direito tem três lobos, três combinações de atelectasia são possíveis, e a de lobo médio + lobo inferior é de longe a mais frequente, pela via comum do brônquio intermédio. Costuma ser confundida com colapso isolado do lobo inferior e com derrame volumoso.

Como reconhecer: apagamento do hemidiafragma direito e da borda cardíaca direita; hipovascularização do lobo superior hiperexpandido e hilo direito pequeno. O que separa do colapso isolado do lobo inferior é a extensão da opacidade até o seio costofrênico lateral.

Colapso combinado dos lobos médio e inferior direitos
Rolha mucosa: hemidiafragma direito e borda cardíaca direita apagados (setas vermelhas), com a opacidade chegando ao seio costofrênico lateral (seta preta).
Rolha mucosa: hemidiafragma direito e borda cardíaca direita apagados (setas vermelhas), com a opacidade chegando ao seio costofrênico lateral (seta preta).
Um dia depois, após broncoscopia: resolução.
Um dia depois, após broncoscopia: resolução.
Para comparação, colapso isolado do lobo inferior direito: opacidade triangular medial, que não alcança o seio lateral.
Para comparação, colapso isolado do lobo inferior direito: opacidade triangular medial, que não alcança o seio lateral.
Fonte: Strickland CD et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220132, apresentação, slide 32. Ver artigo

Doença cavitária

achado novo de cavitação → TC, e mais Nódulos cavitários bilaterais, história de uso de drogas intravenosas ou dispositivo infectado → ecocardiograma para endocardite.
Cavitação de predomínio nos lobos superiores → isolamento e pesquisa laboratorial de micobactéria.
Nódulo cavitário único ou bilateral com imunossupressão → TC imediata, terapia antifúngica e investigação laboratorial para aspergilose conforme o resultado.

Mimetizadores comuns: pneumatoceles, bolhas e bronquiectasias císticas.

Êmbolos sépticos
Radiografia: múltiplos nódulos periféricos.
Radiografia: múltiplos nódulos periféricos.
TC: nódulos em estágios diferentes, alguns sólidos e outros cavitados.
TC: nódulos em estágios diferentes, alguns sólidos e outros cavitados.
TC: vegetações na valva tricúspide, num paciente com endocardite.
TC: vegetações na valva tricúspide, num paciente com endocardite.
Fonte: Strickland CD et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220132, apresentação, slide 34. Ver artigo

Dispositivos de suporte

Tubo endotraqueal

a medida Posição adequada do TOT (tubo orotraqueal) padrão: 5 ± 2 cm acima da carina.

Ventilação monopulmonar é rotina em certas cirurgias e, menos comumente, serve para evitar contaminação pelo pulmão contralateral em hemorragia ou abscesso unilateral, ou para não ventilar uma fístula broncopleural. O dispositivo usual é o tubo de duplo lúmen: o tubo traqueal maior, de alto volume e baixa pressão, fica acima da carina; o brônquico, menor, de baixo volume e alta pressão, fica abaixo da carina, antes da emergência dos brônquios lobares. Suspeitando de ventilação monopulmonar intencional, confirme com a equipe a posição desejada.

Tubo de duplo lúmen para ventilação monopulmonar
Radiografia: tubo de duplo lúmen, com os lúmens traqueal e brônquico separados (setas pretas), isolando o pulmão direito num paciente com hemoptise.
Radiografia: tubo de duplo lúmen, com os lúmens traqueal e brônquico separados (setas pretas), isolando o pulmão direito num paciente com hemoptise.
Angiografia: o pseudoaneurisma de artéria pulmonar que sangrava (seta vermelha).
Angiografia: o pseudoaneurisma de artéria pulmonar que sangrava (seta vermelha).
Fonte: Strickland CD et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220132, apresentação, slide 37. Ver artigo

Cateter venoso central

quando suspeitar de posição arterial Sempre que a linha cruzar a linha média ou ficar à esquerda da linha média, e/ou seguir o trajeto esperado da aorta ou de seus ramos.

Acessos por via subclávia com posicionamento arterial tendem a cursar acima do tubérculo do escaleno da primeira costela.

Confirmação: curva de transdutor de pressão ou gasometria colhida do cateter; TC para resolver o caso.
posição ideal Junção cavoatrial superior, que fica aproximadamente dois corpos vertebrais abaixo da carina.
Cateter venoso central em posição arterial
Acessos subclávios: o trajeto arterial passa acima do tubérculo do escaleno da primeira costela (setas vermelhas); à direita, o trajeto venoso.
Acessos subclávios: o trajeto arterial passa acima do tubérculo do escaleno da primeira costela (setas vermelhas); à direita, o trajeto venoso.
Acesso jugular interno mal posicionado na carótida comum e no tronco braquiocefálico direitos, com ponta na aorta (seta amarela).
Acesso jugular interno mal posicionado na carótida comum e no tronco braquiocefálico direitos, com ponta na aorta (seta amarela).
TC: a ponta do cateter na aorta (seta amarela).
TC: a ponta do cateter na aorta (seta amarela).
Posição ideal do cateter venoso central: na junção cavoatrial, cerca de dois corpos vertebrais abaixo da carina (quadrados e seta preta).
Posição ideal do cateter venoso central: na junção cavoatrial, cerca de dois corpos vertebrais abaixo da carina (quadrados e seta preta).
Fonte: Strickland CD et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220132, apresentação, slide 39. Ver artigo

Cateter de artéria pulmonar

ItemReferência
FunçãoMedir a pressão capilar pulmonar
Posição ideal da pontaArtéria pulmonar principal, esquerda, direita ou interlobar direita proximal
Regra práticaA ponta não deve projetar-se mais de 2 cm além da sombra cardiomediastinal
BalãoSó deve ser insuflado durante a medida
Ponta distal demaisSe prolongado: infarto pulmonar, pseudoaneurisma de artéria pulmonar, dissecção, ruptura
Ponta proximal demaisNo ventrículo direito, risco de arritmia
Cateter de artéria pulmonar mal posicionado
Ponta do cateter num ramo distal da artéria pulmonar direita (seta). Os quadrados marcam as posições aceitáveis: tronco, artérias principais e interlobar direit
Ponta do cateter num ramo distal da artéria pulmonar direita (seta). Os quadrados marcam as posições aceitáveis: tronco, artérias principais e interlobar direita proximal.
Meses depois: pseudoaneurisma da artéria pulmonar aparecendo como nódulo pulmonar novo (seta).
Meses depois: pseudoaneurisma da artéria pulmonar aparecendo como nódulo pulmonar novo (seta).
Fonte: Strickland CD et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220132, apresentação, slide 41. Ver artigo

Balão intra-aórtico

as duas marcas Marcador metálico superior: 2 cm acima da carina. Marcador inferior: nível aproximado de T11–T12, em geral não visualizado na radiografia de tórax. O balão não pode ocluir os ramos do arco aórtico nem os vasos mesentéricos abdominais.
Balão intra-aórtico
Posicionamento inicial correto: marcador superior projetado no arco aórtico (círculo preto) e inferior na aorta abdominal (círculo vermelho).
Posicionamento inicial correto: marcador superior projetado no arco aórtico (círculo preto) e inferior na aorta abdominal (círculo vermelho).
Controle com posição errada: marcadores sobre o arco proximal e a aorta ascendente (círculo preto) e a descendente (círculo vermelho); a TC (detalhe) mostra o b
Controle com posição errada: marcadores sobre o arco proximal e a aorta ascendente (círculo preto) e a descendente (círculo vermelho); a TC (detalhe) mostra o balão insuflado nas aortas ascendente e descendente, cobrindo os vasos do arco.
Fonte: Strickland CD et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220132, apresentação, slide 43. Ver artigo

ECMO

VV (venovenosa) dá suporte apenas respiratório; VA (venoarterial) dá suporte respiratório e hemodinâmico. A VV drena e devolve o sangue por veia; a VA drena por veia e devolve por artéria. Acompanhe nas radiografias mau posicionamento, migração e dobra das cânulas.

  • VV com cânula única: ponta distal na veia cava inferior, idealmente acima das veias hepáticas; orifícios de drenagem nas cavas superior e inferior; o sangue oxigenado retorna por um segundo lúmen no átrio direito.
  • VV com dupla cânula: drenagem pela cava inferior e retorno no átrio direito.
ECMO venovenosa
Cânula única: fenestrações de entrada na veia cava superior e na inferior (setas vermelhas) e saída do sangue oxigenado no átrio direito (seta preta).
Cânula única: fenestrações de entrada na veia cava superior e na inferior (setas vermelhas) e saída do sangue oxigenado no átrio direito (seta preta).
Dupla cânula: entrada na veia cava inferior (seta vermelha) e saída no átrio direito (seta preta).
Dupla cânula: entrada na veia cava inferior (seta vermelha) e saída no átrio direito (seta preta).
Fonte: Strickland CD et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220132, apresentação, slide 45. Ver artigo

Deiscência esternal

emergência cirúrgica O achado mais comum é o deslocamento dos fios, mas fios rotos ou rodados também ocorrem. Compare sempre com a radiografia do pós-operatório imediato. Associa-se frequentemente a osteomielite e mediastinite.

Informe a equipe: os achados radiográficos sutis podem preceder os sinais clínicos.
Deiscência esternal
Quinto dia pós-operatório: separação dos fios de cerclagem esternal (setas vermelhas).
Quinto dia pós-operatório: separação dos fios de cerclagem esternal (setas vermelhas).
Pós-operatório imediato do mesmo paciente: fios bem alinhados.
Pós-operatório imediato do mesmo paciente: fios bem alinhados.
TC: deiscência esternal (setas vermelhas) com coleções na parede torácica anterior e no pericárdio, mediastinite.
TC: deiscência esternal (setas vermelhas) com coleções na parede torácica anterior e no pericárdio, mediastinite.
Fonte: Strickland CD et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220132, apresentação, slide 47. Ver artigo

Pontos de prova: alto rendimento

AP × PABordas mediais das escápulas mais lateralizadas no PA.
Índice cardiotorácico<50% no PA; espera-se maior no AP. Interprete o tamanho cardíaco no portátil com cautela.
Rotação, como medirBordas mediais das clavículas equidistantes dos processos espinhosos; a distância aumenta no sentido da rotação.
Rotação à esquerdaSuperestima os contornos cardiomediastinais. À direita, subestima.
Hemitórax hiperlucente por rotaçãoO lado rodado fica hiperlucente: simula opacificação do lado oposto.
Lordose, como reconhecerClavículas acima do primeiro arco, costelas horizontalizadas, clavícula sem o S.
Prega cutâneaInterface larga, sem hiperlucência além da borda, trama preservada.
PneumotóraxLinha fina e nítida com hiperlucência além da borda.
Efeito MachRealce de borda da retina: cria prega cutânea convincente e linha lucente simulando pneumomediastino.
V de NaclerioAr entre mediastino medial e diafragma esquerdo: pensar em lesão esofágica.
Suspeita de perfuração esofágicaFluoroscopia ou TC com contraste hidrossolúvel.
PseudopneumoperitônioConfirmar com decúbito lateral esquerdo do abdome ou tórax em ortostase.
Inspiração adequada9–10 arcos posteriores e 5–6 anteriores na linha hemiclavicular.
Edema hidrostáticoCardiomegalia · borramento hilar · derrame pleural · clareia rápido.
Edema por permeabilidadeBroncogramas · hilos bem definidos · sem derrame · muda pouco.
Opacificação de hemitóraxDesvio para longe = derrame · em direção = colapso · sem desvio com broncograma = consolidação.
HemotóraxAcúmulo rápido de líquido pleural após passagem de acesso.
Colapso do LIETriângulo medial esquerdo, hemidiafragma apagado, borda cardíaca preservada, cintura plana, hilo rebaixado.
Colapso combinado direitoLM (lobo médio) + LI (lobo inferior) é a combinação mais frequente: via comum do brônquio intermédio. Extensão ao seio costofrênico lateral o separa do LI isolado.
Cavitação novaSempre TC. Bilateral + drogas IV (intravenosas) → ecocardiograma. Ápices → isolamento e pesquisa de micobactéria.
TOT5 ± 2 cm acima da carina.
Tubo de duplo lúmenTraqueal acima da carina; brônquico abaixo, antes dos lobares.
CVC (cateter venoso central) idealJunção cavoatrial superior ≈ dois corpos vertebrais abaixo da carina.
CVC arterialSuspeitar se cruzar ou ficar à esquerda da linha média; subclávia arterial cursa acima do tubérculo do escaleno.
Cateter de artéria pulmonarPonta no tronco ou ramos proximais; não mais que 2 cm além da sombra cardiomediastinal.
Balão intra-aórticoMarcador superior 2 cm acima da carina; inferior em T11–T12.
ECMO (oxigenação por membrana extracorpórea) VV cânula únicaPonta na VCI (veia cava inferior) acima das veias hepáticas; saída no átrio direito.
Deiscência esternalEmergência cirúrgica; o deslocamento dos fios pode preceder a clínica.

Armadilhas e erros comuns

Técnicos

  • Diagnosticar cardiomegalia em AP portátil.
  • Chamar de derrame o pseudo-borramento do seio costofrênico por rotação.
  • Chamar de opacificação o hemitórax contralateral quando o achado é hiperlucência do lado rodado.
  • Não reconhecer a lordose inadvertida e laudar mediastino alargado.
  • Interpretar volumes pequenos como edema ou infecção nas bases.
  • Não repetir a radiografia quando a dúvida é prega cutânea × pneumotórax.

De conteúdo

  • Descartar pneumotórax em decúbito por não haver linha pleural apical: o ar se dispõe em camada.
  • Não procurar o V de Naclerio em paciente pós-endoscopia ou com vômitos.
  • Reportar pneumoperitônio sem considerar alças, atelectasia linear e gordura subdiafragmática.
  • Confundir colapso combinado LM+LI com derrame volumoso ou com colapso isolado do LI.
  • Não conferir a posição de todos os dispositivos em cada exame de CTI.
  • Deixar de comunicar deslocamento de fio esternal por parecer sutil.

Questões

Questões

uma passada rápida no que o caderno cobraQuestão 1 / 6
Questão 1

Paciente na UTI, radiografia portátil em posição semissentada, inclinado para trás. O exame mostra clavículas projetadas acima do primeiro arco costal, costelas de aspecto mais horizontal e clavícula que perdeu o formato em S, além de mediastino alargado e bases obscurecidas. O que aconteceu?

A incidência lordótica é obtida de propósito com o feixe angulado para cima, mas no portátil ela costuma ocorrer por acidente, com o feixe horizontal e o paciente inclinado para trás. Reconhece-se pelas clavículas acima do primeiro arco costal, costelas horizontalizadas e perda do S clavicular; as consequências são alargamento do coração e do mediastino, obscurecimento das bases e perda do contorno da cúpula diafragmática esquerda. A rotação se mede pelas bordas mediais das clavículas em relação aos processos espinhosos, e a alternativa da TC de urgência é a armadilha: laudar mediastino alargado sem reconhecer a lordose é erro clássico de portátil.
↑revisar esta parte do caderno · Técnica: o que muda no portátil
Questão 2

Idoso em decúbito, portátil semissentado. Na periferia do hemitórax direito há uma opacidade com interface lateral larga, que se estende sobre as partes moles; não há aumento de lucência além da borda e a trama pulmonar está preservada. Qual a interpretação e a conduta?

Na prega cutânea a interface é larga e às vezes se estende sobre as partes moles, sem hiperlucência além da borda e com a trama pulmonar preservada; o pneumotórax, ao contrário, é linha fina e nítida seguindo o trajeto esperado da pleura, com aumento de lucência além da borda. O que torna a prega convincente é o efeito Mach, ilusão óptica de realce de borda da retina que exagera o contraste entre tons de cinza, e o mesmo efeito cria linha lucente junto à borda cardíaca simulando pneumomediastino. Pregas são comuns no portátil pelo decúbito e pela posição semissentada; na dúvida, repita a radiografia antes de drenar um tórax.
↑revisar esta parte do caderno · Ar anormal e seus mimetizadores
Questão 3

Paciente de CTI com opacidades difusas agudas: broncogramas aéreos presentes, vasos hilares bem definidos, sem derrame pleural e coração de tamanho normal. Três dias depois, apesar da melhora clínica, a radiografia muda pouco. Qual conjunto de achados é o que melhor caracteriza esse quadro?

A tabela do caderno separa os dois edemas: o por permeabilidade tem broncogramas aéreos, vasos hilares bem definidos, ausência de derrame pleural e mudança mínima mesmo com melhora clínica; o hidrostático tem cardiomegalia, borramento hilar, derrame pleural e clareia rapidamente com o tratamento. Essa é a armadilha: quem memoriza só “opacidade difusa aguda” escolhe o hidrostático, mas o enunciado nega cardiomegalia e derrame e descreve evolução lenta.
↑revisar esta parte do caderno · Opacidades agudas do espaço aéreo
Questão 4

Portátil de CTI: opacidade em base direita com apagamento do hemidiafragma direito e da borda cardíaca direita, hilo direito pequeno e lobo superior hiperexpandido hipovascularizado; a opacidade se estende até o seio costofrênico lateral. Qual o diagnóstico?

Como o pulmão direito tem três lobos, três combinações de atelectasia são possíveis, e a de lobo médio + lobo inferior é de longe a mais frequente, pela via comum do brônquio intermédio. O que a separa do colapso isolado do lobo inferior é a extensão da opacidade até o seio costofrênico lateral; os achados comuns são o apagamento do hemidiafragma e da borda cardíaca direitos, o hilo pequeno e o lobo superior hiperexpandido hipovascularizado. Ela costuma ser confundida com colapso isolado do LI e com derrame volumoso, mas derrame ganha volume e desvia o mediastino para longe, não em direção à opacificação.
↑revisar esta parte do caderno · Colapsos lobares e doença cavitária
Questão 5

Paciente de CTI com cateter venoso central passado por via subclávia: a ponta cruza a linha média em direção à esquerda e segue trajeto compatível com a aorta, cursando acima do tubérculo do escaleno da primeira costela. Como confirmar o posicionamento arterial?

Deve-se sempre suspeitar de posição arterial quando a linha cruza ou fica à esquerda da linha média e/ou segue o trajeto esperado da aorta ou de seus ramos; pelas vias subclávias, o posicionamento arterial tende a cursar acima do tubérculo do escaleno da primeira costela. A confirmação é feita com curva de transdutor de pressão ou gasometria colhida do cateter, reservando a TC para resolver o caso. A alternativa do “dois corpos vertebrais abaixo da carina” cita a posição ideal (a junção cavoatrial superior) mas é justamente ela que o cateter arterial não alcança.
↑revisar esta parte do caderno · Dispositivos de suporte
Questão 6

Paciente em decúbito dorsal na UTI, com piora súbita da saturação após punção de acesso venoso central. A radiografia portátil não mostra linha pleural apical. Qual o raciocínio correto?

O decúbito dorsal dificulta a avaliação tanto de derrame pleural quanto de pneumotórax, porque o líquido e o ar se dispõem em camadas: o ar anteriorizado pode não gerar a linha pleural apical clássica. Descartar pneumotórax em decúbito por não haver linha pleural apical é o erro clássico; procure o sinal do sulco profundo. A prega cutânea é mimetizador real do portátil, mas no contexto de piora súbita após punção a prioridade é não normalizar um exame tecnicamente limitado.
↑revisar esta parte do caderno · Armadilhas e erros comuns
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Fonte. Portable Chest Radiography: Must-Know Findings and Mimics. RadioGraphics Fundamentals. RadioGraphics 2023;43(9):e220132. doi:10.1148/rg.220132