Cadernos QRad 38 · Dentes para o Radiologista
Cabeça e pescoço · dental

Dentes para o Radiologista

Fonte: Scheinfeld et al, RadioGraphics 2012

Você já faz imagem dentária: só não laudava

Toda TC de crânio, face, seios, pescoço ou coluna cervical carrega os dentes de brinde, e com frequência carrega também a doença que explica o quadro: a sinusite que não melhora era periapical, a coleção cervical profunda começou numa pericoronite, a cárie incidental da criança vira encaminhamento que muda a vida do paciente. Doença periodontal ainda se associa a doença cardiovascular e inflamação sistêmica. Este caderno cobre o que o radiologista geral precisa reconhecer: anatomia, restaurações, trauma, doença periodontal, cárie, doença periapical, sinusite odontogênica e infecção cervical profunda.

que plano responde o quê Cárie (lesões de ~1 mm) pede corte FINO (0,5–0,6 mm). Periapical de molar superior e sua relação com o seio: sagital e coronal. Infecção descendo ao assoalho da boca (sublingual × submandibular, músculo milo-hióideo): coronal. Com dados isotrópicos dá para reconstruir depois, inclusive a panorâmica dental curva.
Reformatação da TC de face depois do exame, mulher de 19 anos
TC axial no processo alveolar da maxila: canino superior esquerdo não erupcionado (seta).
TC axial no processo alveolar da maxila: canino superior esquerdo não erupcionado (seta).
Reformatação curva panorâmica, com as linhas de contorno da arcada traçadas no programa, para planejar a erupção cirúrgica e ortodôntica.
Reformatação curva panorâmica, com as linhas de contorno da arcada traçadas no programa, para planejar a erupção cirúrgica e ortodôntica.
Panorâmica reconstruída da TC: caninos superior esquerdo e inferior direito não erupcionados (setas).
Panorâmica reconstruída da TC: caninos superior esquerdo e inferior direito não erupcionados (setas).
Fonte: Scheinfeld MH et al. RadioGraphics 2012;32(7):1927–1944, Fig. 1. Ver artigo

Anatomia, dentições e numeração

O DENTE NA TC: ESMALTE MUITO DENSO · DENTINA = CEMENTO · POLPA/CANAL HIPODENSOS · LIGAMENTO HIPODENSO FINO O DENTE E O SEU ENCAIXE ESMALTE (coroa): o mais denso DENTINA: entre o esmalte e a polpa POLPA + canal: neurovascular, hipodensos lâmina dura = osso denso do alvéolo ligamento perio- dontal = linha HIPODENSA fina FURCA (entre as raízes) · raiz coberta por CEMENTO processo alveolar: atrofia quando o dente falta AS DUAS DENTIÇÕES Decídua: 20: por quadrante: 2 incisivos + canino + 2 molares (ADA: letras A–T · FDI: 51–85) Permanente: 32: por quadrante: 2 incisivos + canino + 2 pré-molares + 3 molares (ADA: 1–32 · FDI: 11–48) o permanente REABSORVE a raiz do decíduo ao migrar; erupção para ao ocluir com o antagonista MULTIDETECTORES × CONE-BEAM Multidetectores: contraste melhor, vê partes moles (use p/ infecção) Cone-beam: menos dose, resolução espacial maior (~0,15 mm), barato: ideal p/ dentes e ossos da boca Hiperdontia (> 32): mesiodens (linha média maxilar) e distodens (atrás do 3º molar) · 44% na região molar · Gardner e displasia cleidocraniana.
O dente e o seu encaixe: esmalte, dentina, polpa, ligamento periodontal e lâmina dura, e as duas dentições com os dois sistemas de numeração.
a escala de densidades Esmalte (coroa) é a estrutura mais densa do corpo; dentina e cemento (que cobre a raiz) têm mineralização igual: indistinguíveis na imagem; polpa e canal radicular são os mais hipodensos (neurovasculares). O dente prende no alvéolo pelo ligamento periodontal: linha hipodensa fina entre a raiz e a lâmina dura (o osso denso que forra o alvéolo; pode ser descontínua onde a raiz entra no seio maxilar). O espaço entre raízes é a furca. Sem dente, o processo alveolar atrofia.
Anatomia normal do dente
Desenho: esmalte (E) cobrindo a coroa e camada fina de cemento (ponta de seta) cobrindo as raízes; dentina (D) entre eles e a câmara pulpar (P) ou o canal; geng
Desenho: esmalte (E) cobrindo a coroa e camada fina de cemento (ponta de seta) cobrindo as raízes; dentina (D) entre eles e a câmara pulpar (P) ou o canal; gengiva (G) sobre o processo alveolar (B); furca (F) entre as raízes; lâmina dura (seta curva), osso denso que reveste o alvéolo; ligamento periodontal (seta reta) entre a lâmina dura e o cemento. * = junção amelocementária; linha tracejada = junção amelodentinária. Cemento e dentina não se separam na imagem.
Radiografia periapical digital dos molares superiores: esmalte (E), dentina (D), câmara pulpar (P), processo alveolar (B), lâmina dura (seta curva) e espaço do
Radiografia periapical digital dos molares superiores: esmalte (E), dentina (D), câmara pulpar (P), processo alveolar (B), lâmina dura (seta curva) e espaço do ligamento periodontal (seta reta); restaurações de amálgama (* preto) e de resina (* branco). Pontas de seta = parede do seio maxilar sobreposta.
TC sagital oblíqua ampliada de molar inferior: esmalte (seta branca), dentina (* preto), câmara pulpar (* branco), canal radicular (!) e espaço do ligamento per
TC sagital oblíqua ampliada de molar inferior: esmalte (seta branca), dentina (* preto), câmara pulpar (* branco), canal radicular (!) e espaço do ligamento periodontal (seta preta), hipodenso.
Fonte: Scheinfeld MH et al. RadioGraphics 2012;32(7):1927–1944, Fig. 2. Ver artigo
+ complemento · hiperdontia e hipodontia Dentição decídua = 20: letras A–T na numeração da American Dental Association (ADA) e 51–85 na da Federação Dentária Internacional (FDI); permanente = 32 (ADA 1–32; FDI 11–48). Hiperdontia: mesiodens (linha média maxilar, em forma de pino) e distodens (atrás do 3º molar, frequentemente impactado); esporádica ou com síndrome de Gardner/displasia cleidocraniana; o diferencial é o odontoma (hamartoma odontogênico: composto = dentículos organizados; complexo = massa desorganizada). Hipodontia: difícil separar agenesia de perda. Dente impactado (3º molar!) é fonte de dor, infecção e inflamação recorrentes.
Dentes supranumerários em duas pacientes
TC sagital, mulher de 34 anos: mesiodens (seta) por trás de um incisivo superior, cônico e com a coroa voltada para cima, como é comum.
TC sagital, mulher de 34 anos: mesiodens (seta) por trás de um incisivo superior, cônico e com a coroa voltada para cima, como é comum.
TC sagital oblíqua, mulher de 35 anos: molar superior supranumerário incluso, o distodens (*). I, II, III = os três molares superiores normais.
TC sagital oblíqua, mulher de 35 anos: molar superior supranumerário incluso, o distodens (*). I, II, III = os três molares superiores normais.
Fonte: Scheinfeld MH et al. RadioGraphics 2012;32(7):1927–1944, Figs. 4, 5. Ver artigo

Restaurações, procedimentos e trauma

SituaçãoO que saber
Amálgama e afinsAmálgama = liga metálica (mercúrio/prata/estanho/cobre) → artefato de raios; o endurecimento de feixe na interface simula cárie recorrente · resina composta e ionômero de vidro: radiopacos porém sem artefato relevante (preferidos no seguimento de câncer de cabeça e pescoço)
Canal (endodontia)Polpa morta/infectada: canais limpos e preenchidos com guta-percha (látex radiopaco) ± pino e coroa
ExtraçãoAlvéolo preenche com granulação (hipodensa), remodela em 6–8 semanas, indistinto em ~8 meses · comunicação com o seio maxilar < 2 mm fecha sozinha; maior epiteliza = fístula oroantral (interrupção do assoalho + líquido/mucosa espessa no seio; fechamento com retalho) · o antagonista sem oposição hiper-erupciona · raro: enfisema subcutâneo/pneumomediastino pela broca de ar comprimido
Trauma dentárioFratura = traço hipodenso linear; a fratura vertical de raiz escapa da radiografia dental e aparece na TC · fragmento/dente pode ser ASPIRADO (trauma facial, intubação): procurar no RX (radiografia) de tórax · avulsão/luxação = alargamento do espaço do ligamento periodontal ± fratura do alvéolo (incisivos centrais, 7–14 anos); diagnóstico precoce = reimplante com ligamento ainda viável
Tratamento de canal, mulher de 58 anos
TC sagital: canal obturado com guta-percha (seta reta) e dente restaurado com coroa metálica (ponta de seta). No primeiro pré-molar vizinho, hipodensidade no áp
TC sagital: canal obturado com guta-percha (seta reta) e dente restaurado com coroa metálica (ponta de seta). No primeiro pré-molar vizinho, hipodensidade no ápice da raiz (seta curva), periodontite apical.
Fonte: Scheinfeld MH et al. RadioGraphics 2012;32(7):1927–1944, Fig. 6. Ver artigo
Fístula oroantral
TC axial: interrupção da cortical palatina (seta).
TC axial: interrupção da cortical palatina (seta).
TC sagital: falta o osso entre o alvéolo do primeiro molar superior e o seio maxilar (setas), com líquido e espessamento mucoso no seio (*), achado característi
TC sagital: falta o osso entre o alvéolo do primeiro molar superior e o seio maxilar (setas), com líquido e espessamento mucoso no seio (*), achado característico.
Fonte: Scheinfeld MH et al. RadioGraphics 2012;32(7):1927–1944, Fig. 7. Ver artigo
Hipererupção, homem de 21 anos
TC sagital: hipererupção do terceiro molar superior (seta) depois da extração do terceiro molar inferior, que lhe fazia oposição.
TC sagital: hipererupção do terceiro molar superior (seta) depois da extração do terceiro molar inferior, que lhe fazia oposição.
Fonte: Scheinfeld MH et al. RadioGraphics 2012;32(7):1927–1944, Fig. 8. Ver artigo
Enfisema subcutâneo depois de extração de molar superior com broca de ar comprimido, homem de 58 anos
TC do pescoço: enfisema subcutâneo extenso, com ar (setas) delineando os planos teciduais, inclusive em volta da carótida e da jugular interna direitas.
TC do pescoço: enfisema subcutâneo extenso, com ar (setas) delineando os planos teciduais, inclusive em volta da carótida e da jugular interna direitas.
Fonte: Scheinfeld MH et al. RadioGraphics 2012;32(7):1927–1944, Fig. 9. Ver artigo
Fratura dentária, homem de 55 anos
TC axial da maxila: traço hipodenso fino e curvilíneo no dente, uma fratura vertical (seta).
TC axial da maxila: traço hipodenso fino e curvilíneo no dente, uma fratura vertical (seta).
Fonte: Scheinfeld MH et al. RadioGraphics 2012;32(7):1927–1944, Fig. 10. Ver artigo
Avulsão dentária, mulher de 21 anos
TC sagital: alargamento do espaço do ligamento periodontal (seta) e fratura da face vestibular do processo alveolar (ponta de seta).
TC sagital: alargamento do espaço do ligamento periodontal (seta) e fratura da face vestibular do processo alveolar (ponta de seta).
Fonte: Scheinfeld MH et al. RadioGraphics 2012;32(7):1927–1944, Fig. 11. Ver artigo
os dois falsos positivos do metal 1) Hipodensidade na interface obturação-dente pode ser só endurecimento de feixe: cárie recorrente de verdade costuma exigir radiografia intraoral. 2) Implante/ponte metálica degrada o exame inteiro com estrias: não laudar “sem alterações” no que não deu para ver.

Periodontal, pericoronite e cárie

A doença periodontal é a causa nº 1 de perda dentária no mundo: placa bacteriana na margem gengival → gengivite → bolsa periodontal → periodontite marginal descendo pelo ligamento, reabsorvendo osso entre os dentes e nas furcas, até soltar o dente. Na imagem: alargamento do espaço do ligamento + perda óssea interdental/na furca com raízes descobertas. O alargamento isolado é inespecífico: ortodontia, periodontite apical, trauma, bruxismo, esclerose sistêmica e, quando restrito a 1–2 dentes, até osteossarcoma.

Doença periodontal, homem de 52 anos
TC axial: perda óssea acentuada em volta das raízes dos molares (setas brancas) e alargamento do espaço do ligamento periodontal, um anel hipodenso em volta das
TC axial: perda óssea acentuada em volta das raízes dos molares (setas brancas) e alargamento do espaço do ligamento periodontal, um anel hipodenso em volta das raízes (setas pretas); perda óssea também na furca de um molar (*).
TC sagital oblíqua: perda óssea entre os dentes (*) e nas furcas (setas).
TC sagital oblíqua: perda óssea entre os dentes (*) e nas furcas (setas).
Reconstrução 3D de superfície: perda óssea acentuada, com raízes parcialmente expostas em vários pré-molares e molares (*).
Reconstrução 3D de superfície: perda óssea acentuada, com raízes parcialmente expostas em vários pré-molares e molares (*).
Fonte: Scheinfeld MH et al. RadioGraphics 2012;32(7):1927–1944, Fig. 12. Ver artigo
Pericoronite em dois pacientes
TC coronal em janela óssea, homem de 24 anos: terceiro molar inferior esquerdo incluso, com alargamento do espaço folicular coronal vestibular (seta).
TC coronal em janela óssea, homem de 24 anos: terceiro molar inferior esquerdo incluso, com alargamento do espaço folicular coronal vestibular (seta).
TC coronal em janela de partes moles do mesmo paciente: abscesso no espaço mastigador ao lado (setas), atravessado pelo artefato em raias do amálgama.
TC coronal em janela de partes moles do mesmo paciente: abscesso no espaço mastigador ao lado (setas), atravessado pelo artefato em raias do amálgama.
TC sagital em janela óssea, homem de 31 anos: pericoronite crônica distocoronal (seta), com acometimento do osso atrás do terceiro molar inferior.
TC sagital em janela óssea, homem de 31 anos: pericoronite crônica distocoronal (seta), com acometimento do osso atrás do terceiro molar inferior.
TC axial do mesmo paciente: espaço folicular distocoronal alargado e esclerose do osso vizinho. O opérculo de gengiva sobre o terceiro molar inflama de tempos e
TC axial do mesmo paciente: espaço folicular distocoronal alargado e esclerose do osso vizinho. O opérculo de gengiva sobre o terceiro molar inflama de tempos em tempos, retém alimento e vai destruindo o osso junto à coroa. Imagens deste paciente cedidas por Alan G. Lurie, Universidade de Connecticut.
Fonte: Scheinfeld MH et al. RadioGraphics 2012;32(7):1927–1944, Fig. 13. Ver artigo

A cárie é desmineralização por ácido bacteriano (Streptococcus mutans fermentando carboidrato): anos para furar o esmalte, e ao alcançar a junção dentina-esmalte espalha rápido pela dentina minando o esmalte por baixo: o formato em cogumelo. Oclusal (mastigação) × aproximal (entre dentes); na xerostomia (Sjögren, psicofármacos, radioterapia) surgem múltiplas cáries cervicais na junção cemento-esmalte. Cárie profunda em decíduo pode matar o germe do permanente.

Cáries em quatro pacientes
TC axial, mulher de 27 anos: cárie no primeiro molar inferior direito, com o canal estreito típico de desmineralização no esmalte (seta) e a área larga na denti
TC axial, mulher de 27 anos: cárie no primeiro molar inferior direito, com o canal estreito típico de desmineralização no esmalte (seta) e a área larga na dentina embaixo (ponta de seta).
TC sagital, homem de 30 anos: cárie oclusal, com pequena área de desmineralização no esmalte (ponta de seta) e área maior na dentina (setas).
TC sagital, homem de 30 anos: cárie oclusal, com pequena área de desmineralização no esmalte (ponta de seta) e área maior na dentina (setas).
TC sagital, menino de 11 anos: segundo molar decíduo muito cariado (seta).
TC sagital, menino de 11 anos: segundo molar decíduo muito cariado (seta).
TC axial, homem de 33 anos: cárie no primeiro molar inferior direito (seta).
TC axial, homem de 33 anos: cárie no primeiro molar inferior direito (seta).
TC axial do mesmo paciente um ano depois: progressão da cárie (seta).
TC axial do mesmo paciente um ano depois: progressão da cárie (seta).
Fonte: Scheinfeld MH et al. RadioGraphics 2012;32(7):1927–1944, Fig. 14. Ver artigo
A CASCATA: CÁRIE → PULPITE → PERIAPICAL → SEIO MAXILAR OU PESCOÇO PROFUNDO 1 · CÁRIE EM “COGUMELO” talo estreito no ESMALTE + cabeça larga minando a DENTINA 2 · PULPITE a cárie alcança a POLPA → pressão na câmara → dor extrema → morte da polpa (dente desvitalizado) o material infeccioso/inflama- tório DESCOMPRIME pelo ápice para o osso periapical → reabsorção óssea aguda tratamento: canal (guta-percha) 3 · PERIAPICAL: O ALVO axial no nível da raiz: centro denso (ápice) + halo hipodenso (osso ido) granuloma · abscesso · cisto radicular (indistinguíveis na prática) anterior: coronal · posterior: sagital OS NÚMEROS DO PERIAPICAL abscesso agudo pode NÃO ter hipodensidade nos primeiros 10 dias (reabsorção insuficiente): a dor manda · osteíte esclerosante reativa até 22 mm em volta · pós-tratamento: preenche com osso em 2–4 meses · cisto residual = cisto que fica após extrair o dente · diferencial: ceratocisto, displasia cemento-óssea, HPT AS DUAS SAÍDAS Seio maxilar: 5–38% das sinusites maxilares são odontogênicas · mucosa mais fina sobre o 2º MOLAR superior · espessamento + deiscência do assoalho sobre dente cariado = fonte dentária · Partes moles: rompe a cortical lingual ou vestibular (a do lado da raiz doente) → espaços profundos Xerostomia (Sjögren, psicofármacos, radioterapia) = cáries múltiplas CERVICAIS (junção cemento-esmalte); saliva neutraliza o S. mutans.
Da cárie em cogumelo à doença periapical, e as duas saídas: seio maxilar e partes moles.

Doença periapical

Cárie que alcança a polpa → pulpite (dor extrema por pressão na câmara) → morte da polpa → o material infectado/inflamado descomprime pelo ápice e reabsorve osso periapical. O espectro da periodontite apical: granuloma (tecido de granulação em equilíbrio), abscesso (quando o equilíbrio quebra, inclusive após canal) e cisto radicular (cavidade epitelizada expansiva); extraiu o dente e sobrou o cisto = cisto residual.

como aparece e o que confunde Hipodensidade periapical nas três formas: no axial ao nível da raiz, o alvo, com centro denso (ápice) e halo hipodenso. Anterior lê-se no coronal; posterior, no sagital. Abscesso agudo pode não ter hipodensidade nos primeiros ~10 dias (reabsorção ainda insuficiente): valem a dor, a cárie profunda e o ligamento alargado. Em volta, osso reativo denso até 22 mm (osteíte esclerosante). Separar cisto de granuloma por densidade é pouco confiável, e pouco importa: ambos se tratam pelo tamanho. Diferencial da hipodensidade: ceratocisto odontogênico, displasia cemento-óssea periapical, hiperparatireoidismo, histiocitose de células de Langerhans, leucemia/linfoma; cárie coexistente e teste de vitalidade pendem para periodontite apical. Pós-tratamento (canal, cirurgia apical ou extração): a hipodensidade preenche com osso em 2–4 meses (89% mostram cicatrização em 1 ano).
Hipodensidade periapical em dois pacientes
TC axial da maxila, homem de 26 anos: hipodensidade periapical no incisivo central direito (setas).
TC axial da maxila, homem de 26 anos: hipodensidade periapical no incisivo central direito (setas).
TC axial mais abaixo: a lesão em alvo, com o ápice da raiz denso no centro (seta).
TC axial mais abaixo: a lesão em alvo, com o ápice da raiz denso no centro (seta).
TC coronal: a relação da hipodensidade (seta) com o ápice.
TC coronal: a relação da hipodensidade (seta) com o ápice.
TC sagital, homem de 50 anos: granuloma periapical num molar superior (ponta de seta).
TC sagital, homem de 50 anos: granuloma periapical num molar superior (ponta de seta).
TC sagital do mesmo paciente 3 anos depois: o granuloma (pontas de seta) com afilamento acentuado do osso em volta, elevação do assoalho do seio maxilar e espes
TC sagital do mesmo paciente 3 anos depois: o granuloma (pontas de seta) com afilamento acentuado do osso em volta, elevação do assoalho do seio maxilar e espessamento mucoso reacional (seta).
Fonte: Scheinfeld MH et al. RadioGraphics 2012;32(7):1927–1944, Fig. 15. Ver artigo
Cisto residual, homem de 33 anos
TC sagital da maxila: cisto residual volumoso (setas) nascendo do alvéolo de um primeiro pré-molar extraído (*) e abaulando para dentro do seio maxilar.
TC sagital da maxila: cisto residual volumoso (setas) nascendo do alvéolo de um primeiro pré-molar extraído (*) e abaulando para dentro do seio maxilar.
Fonte: Scheinfeld MH et al. RadioGraphics 2012;32(7):1927–1944, Fig. 16. Ver artigo

Sinusite odontogênica e pescoço profundo

5–38% das sinusites maxilares são odontogênicas, e não reconhecer a fonte dentária condena o paciente à recidiva depois do antibiótico (a flora é diferente da sinusite obstrutiva). As raízes dos dentes superiores projetam-se no seio com mucosa fina: a mais fina sobre o 2º molar superior. Espessamento mucoso com abaulamento/deiscência do assoalho sobre dente cariado = fonte odontogênica; dente ectópico no seio também é nicho. O quadro pode ser insidioso (o óstio patente descomprime), e o inverso existe: inflamação do assoalho do seio doendo em VÁRIOS dentes, imitando problema dentário.

Da cárie à sinusite odontogênica em 3 anos e 2 meses
TC sagital: cárie no segundo molar superior (seta).
TC sagital: cárie no segundo molar superior (seta).
TC sagital 3 anos e 2 meses depois: progressão acentuada da cárie (ponta de seta), nova hipodensidade periapical, a periodontite apical (seta), deiscência gross
TC sagital 3 anos e 2 meses depois: progressão acentuada da cárie (ponta de seta), nova hipodensidade periapical, a periodontite apical (seta), deiscência grosseira do osso periapical e velamento quase total do seio maxilar, a sinusite odontogênica.
Fonte: Scheinfeld MH et al. RadioGraphics 2012;32(7):1927–1944, Fig. 17. Ver artigo
Sinusite por dente ectópico, mulher de 81 anos
TC axial: dente ectópico no seio maxilar (*), com espessamento mucoso e espessamento cortical assimétrico (setas), achados de sinusite crônica.
TC axial: dente ectópico no seio maxilar (*), com espessamento mucoso e espessamento cortical assimétrico (setas), achados de sinusite crônica.
Fonte: Scheinfeld MH et al. RadioGraphics 2012;32(7):1927–1944, Fig. 18. Ver artigo
DENTE INFERIOR INFECTADO: QUEM DECIDE O PRIMEIRO ESPAÇO É A RAIZ × LINHA MILO-HIÓIDEA A REGRA DO MILO-HIÓIDEO (mandíbula por dentro) linha milo-hióidea anteriores/pré 2º e 3º molares raiz ACIMA → SUBLINGUAL raiz ABAIXO → SUBMANDIBULAR depois circula pela margem posterior LIVRE do músculo: os espaços se comunicam PERICORONITE gengiva sobre a coroa de dente PARCIALMENTE erupto (quase sempre o 3º molar INFERIOR impactado) · opérculo inflama, prende resto alimentar sai pela placa LINGUAL (mais fina) → mastigador, submandi- bular, parafaríngeo · CT: espaço folicular alargado + esclerose tratamento definitivo: extração ANGINA DE LUDWIG: E O QUE MAIS PODE DAR ERRADO Celulite/abscesso nos espaços submandibulares E sublinguais BILATERAIS (tipicamente de 2º/3º molares inferiores): febre, pescoço lenhoso, disfagia/disfonia → antibiótico + drenagem agressiva + via aérea cirúrgica se preciso. A infecção também alcança órbita e MEDIASTINO, faz osteomielite vizinha (pterigoides), e procedimentos (canal, extração) podem semeá-la. Sinal sutil: densificação da gordura + platisma espesso. Abscesso profundo = coleção irregular com realce anelar na TC COM contraste: a fase sem contraste não fecha essa pergunta.
A regra do milo-hióideo, a pericoronite do 3º molar e a angina de Ludwig.
a regra do milo-hióideo Raízes do 2º e 3º molares inferiores terminam ABAIXO da linha milo-hióidea → infecção periapical vai primeiro ao espaço submandibular; os demais dentes inferiores terminam ACIMA → sublingual primeiro. Depois a infecção circula pela margem posterior livre do músculo e alcança mastigador, parafaríngeo e visceral anterior, até órbita e mediastino. Bilateral em submandibular + sublingual = angina de Ludwig (pescoço lenhoso, disfagia; antibiótico + drenagem + via aérea). A pericoronite (gengiva inflamada sobre 3º molar inferior parcialmente erupto) sai pela placa lingual mais fina e é causa clássica de abscesso do mastigador: o tratamento definitivo é a extração. Use TC com contraste: abscesso = coleção irregular com realce anelar; o sinal sutil é densificação da gordura + platisma espesso.
As raízes dos molares inferiores e a linha milo-hióidea
Reconstrução 3D de superfície da face interna da mandíbula, com o osso semitransparente: as raízes do segundo e do terceiro molares inferiores (setas) passam ab
Reconstrução 3D de superfície da face interna da mandíbula, com o osso semitransparente: as raízes do segundo e do terceiro molares inferiores (setas) passam abaixo da linha milo-hióidea (*), onde se insere o milo-hióideo.
Fonte: Scheinfeld MH et al. RadioGraphics 2012;32(7):1927–1944, Fig. 19. Ver artigo
Abscesso submandibular de origem dentária
TC coronal: abscesso submandibular (pontas de seta) junto ao segundo molar inferior esquerdo, com abaulamento medial do milo-hióideo (*).
TC coronal: abscesso submandibular (pontas de seta) junto ao segundo molar inferior esquerdo, com abaulamento medial do milo-hióideo (*).
Fonte: Scheinfeld MH et al. RadioGraphics 2012;32(7):1927–1944, Fig. 20. Ver artigo
Abscesso e osteomielite no espaço mastigador
TC axial: abscesso no espaço mastigador direito (setas) depois da extração do terceiro molar superior direito, que estava cariado.
TC axial: abscesso no espaço mastigador direito (setas) depois da extração do terceiro molar superior direito, que estava cariado.
TC uma semana depois: perda da cortical das lâminas pterigóideas (seta), osteomielite, e dois drenos cirúrgicos no espaço mastigador (pontas de seta).
TC uma semana depois: perda da cortical das lâminas pterigóideas (seta), osteomielite, e dois drenos cirúrgicos no espaço mastigador (pontas de seta).
Fonte: Scheinfeld MH et al. RadioGraphics 2012;32(7):1927–1944, Fig. 21. Ver artigo
Angina de Ludwig
TC coronal com contraste: abscesso no espaço submandibular direito (* branco) e nos dois espaços sublinguais (* preto), a partir de infecção do segundo e do ter
TC coronal com contraste: abscesso no espaço submandibular direito (* branco) e nos dois espaços sublinguais (* preto), a partir de infecção do segundo e do terceiro molares inferiores direitos, com edema subcutâneo e espessamento do platisma (seta).
Fonte: Scheinfeld MH et al. RadioGraphics 2012;32(7):1927–1944, Fig. 22. Ver artigo

Pontos de prova: alto rendimento

DensidadesEsmalte = o mais denso · dentina = cemento (indistinguíveis) · polpa/canal hipodensos · ligamento periodontal = linha hipodensa entre raiz e lâmina dura
Dentições20 decíduos (A–T / 51–85) · 32 permanentes (1–32 / 11–48) · quadrante permanente: 2 incisivos + canino + 2 pré + 3 molares
HiperdontiaMesiodens (linha média maxilar) · distodens (atrás do 3º molar) · Gardner, cleidocraniana · diferencial: odontoma (composto × complexo)
Cone-beam × multidetectoresCone-beam: menos dose, resolução ~0,15 mm; dentes/osso · multidetectores: contraste e partes moles; infecção
MetalAmálgama = artefato; endurecimento de feixe SIMULA cárie recorrente · resina/ionômero não atrapalham o seguimento
ExtraçãoAlvéolo some em ~8 meses · comunicação < 2 mm com o seio fecha só; maior = fístula oroantral · antagonista hiper-erupciona
TraumaFratura vertical de raiz: só a TC vê bem · avulsão/luxação = ligamento alargado (incisivos centrais 7–14 anos) · dente aspirado: olhar o tórax
PeriodontalNº 1 em perda dentária · ligamento alargado + perda óssea em furca/interdental · alargado isolado: bruxismo, ortodontia, esclerose sistêmica, osteossarcoma (1–2 dentes)
Pericoronite3º molar inferior parcialmente erupto · opérculo · sai pela placa LINGUAL → mastigador/submandibular · tratamento = extração
CárieCogumelo: talo no esmalte + cabeça na dentina · cervical múltipla = xerostomia (Sjögren, radioterapia) · corte fino 0,5–0,6 mm
PeriapicalGranuloma · abscesso · cisto radicular (+ residual pós-extração) · alvo no axial · abscesso pode NÃO ter hipodensidade nos 1ºs 10 dias · osteíte esclerosante até 22 mm
Hipodensidade periapicalDiferencial: ceratocisto, displasia cemento-óssea, hiperparatireoidismo, Langerhans, leucemia/linfoma · cárie coexistente decide
Sinusite odontogênica5–38% das maxilares · mucosa mais fina no 2º MOLAR superior · assoalho deiscente sobre dente cariado · recidiva se só antibiótico
Milo-hióideo2º/3º molares inferiores → SUBMANDIBULAR · demais → SUBLINGUAL · espaços se comunicam pela margem posterior livre
LudwigSubmandibular + sublingual bilaterais · pescoço lenhoso · via aérea + drenagem · pode descer ao mediastino

Armadilhas e erros comuns

Erros de percepção

  • Não olhar os dentes na TC de crânio/face/pescoço/coluna (a fonte estava lá)
  • Sinusite maxilar “obstrutiva” sem examinar o assoalho e o dente abaixo
  • Perder a fratura vertical de raiz confiando na radiografia dental
  • Não procurar o dente aspirado depois de trauma facial/intubação

Erros de interpretação

  • Endurecimento de feixe lido como cárie recorrente
  • Abscesso periapical descartado porque “não há hipodensidade” (10 primeiros dias!)
  • Ligamento alargado em 1–2 dentes sem lembrar osteossarcoma
  • Dor em múltiplos dentes = doença dentária (pode ser o assoalho do seio inflamado)

Erros de conduta

  • Coleção cervical profunda avaliada sem contraste
  • Não reportar cárie incidental (o encaminhamento muda o desfecho)
  • Ludwig sem alerta imediato para a via aérea
  • Pericoronite tratada como gengivite banal (o 3º molar precisa sair)

Questões

Questões

uma passada rápida no que o caderno cobraQuestão 1 / 6
Questão 1

Homem de 45 anos com abscesso cervical. A TC com contraste mostra coleção com realce anelar no espaço submandibular esquerdo, e hipodensidade periapical no segundo molar inferior esquerdo, cujas raízes se estendem abaixo da linha milo-hióidea. Sobre a via de disseminação, qual alternativa está correta?

É a regra do milo-hióideo: as raízes do 2º e 3º molares inferiores terminam ABAIXO da linha de inserção do músculo, então a infecção periapical que rompe a cortical (tipicamente a lingual, mais fina) cai primeiro no espaço submandibular. Os demais dentes mandibulares, com raízes acima da linha, envolvem primeiro o sublingual. Depois desse primeiro endereço, os espaços se comunicam pela margem posterior livre do milo-hióideo, e a infecção pode alcançar mastigador, parafaríngeo, órbita e até o mediastino.

Infecção dentária cruza a cortical com frequência (é o mecanismo padrão), o parafaríngeo não é a primeira parada obrigatória, e a presença de hipodensidade periapical no molar adjacente aponta a fonte dentária, não a glândula.
↑revisar esta parte do caderno · Sinusite odontogênica e pescoço profundo
Questão 2

Homem de 30 anos com dor dentária intensa e edema facial há 4 dias. A TC mostra cárie profunda no primeiro molar inferior alcançando a câmara pulpar e alargamento do espaço do ligamento periodontal, mas nenhuma hipodensidade periapical definida. Qual é a interpretação mais adequada?

O abscesso periapical agudo pode não mostrar hipodensidade nos primeiros ~10 dias: a reabsorção óssea ainda não foi suficiente para aparecer na imagem. Nessa janela, o diagnóstico se apoia na clínica (dor intensa, edema) e nos achados indiretos: cárie profunda alcançando a polpa e alargamento do espaço do ligamento periodontal, exatamente o que este caso mostra.

Concluir “sem doença” por falta de hipodensidade é a armadilha clássica dessa fase. O cisto radicular é uma cavidade expansiva que produz hipodensidade bem definida, e leva tempo para se formar. Displasia cemento-óssea e osteíte esclerosante idiopática são achados crônicos indolores, incompatíveis com o quadro agudo com porta de entrada evidente.
↑revisar esta parte do caderno · Doença periapical
Questão 3

Mulher de 52 anos com sinusite maxilar direita recorrente, que melhora com antibiótico e retorna semanas depois. A TC mostra espessamento mucoso do seio maxilar direito com deiscência focal do assoalho sobre o segundo molar superior, que tem cárie extensa e hipodensidade periapical. Qual é a conduta correta?

Espessamento mucoso com deiscência do assoalho sobre um dente cariado com hipodensidade periapical é a assinatura da sinusite odontogênica: 5–38% das sinusites maxilares. A mucosa que separa raiz e seio é mais fina justamente sobre o 2º molar superior. O tratamento exige atacar a fonte: canal ou extração do dente, além de drenagem e antibiótico; tratar só a sinusite garante a recidiva quando o antibiótico acaba, exatamente o padrão da paciente.

A flora é DIFERENTE da sinusite não odontogênica, e o mecanismo não é obstrutivo (o óstio costuma estar patente, o que até atenua os sintomas iniciais): cirurgia ostiomeatal não resolve a causa. Não há elemento para suspeitar neoplasia, e “acompanhar” ignora a fonte evidente.
↑revisar esta parte do caderno · Sinusite odontogênica e pescoço profundo
Questão 4

Menino de 9 anos sofre queda com trauma facial. A TC mostra incisivo central superior com alargamento do espaço do ligamento periodontal e fratura da cortical vestibular do processo alveolar. Qual é o significado desses achados?

Alargamento do espaço do ligamento periodontal após trauma, com fratura do alvéolo, indica avulsão/luxação: o dente se soltou do encaixe. O cenário é clássico: incisivos centrais de crianças entre 7 e 14 anos. O tempo importa: reconhecer cedo permite o reimplante enquanto as células do ligamento ainda estão viáveis, com melhor prognóstico do dente.

Não é variante do normal nem doença periodontal (que é crônica, de adulto com placa bacteriana). Não há cárie descrita. A fratura vertical de raiz é outra lesão (traço hipodenso atravessando o dente, mais bem vista na TC que na radiografia dental) e não é típica dessa idade.
↑revisar esta parte do caderno · Restaurações, procedimentos e trauma
Questão 5

Homem de 24 anos com trismo e abaulamento facial. A TC mostra terceiro molar inferior impactado, parcialmente erupto, com alargamento do espaço folicular pericoronal, esclerose óssea adjacente e abscesso com realce anelar no espaço mastigador. Qual é o diagnóstico e o tratamento definitivo?

Gengiva inflamada sobre a coroa de um dente parcialmente erupto (quase sempre o 3º molar inferior impactado) é a pericoronite: o opérculo de tecido mole prende resto alimentar e inflama intermitentemente, alargando o espaço folicular e esclerosando o osso vizinho. A infecção escapa tipicamente pela placa lingual (mais fina) e alcança os espaços profundos: o mastigador (como aqui, explicando o trismo), o submandibular e o parafaríngeo. Antibiótico e drenagem controlam a fase aguda, mas o tratamento definitivo é a extração do dente causador.

Não há massa destrutiva agressiva de osteossarcoma; o cisto dentígero é pericoronal porém cístico e expansivo, e não explicaria sozinho o abscesso mastigador; a osteomielite aqui seria complicação secundária, não doença primária; gengivite simples não faz coleção profunda.
↑revisar esta parte do caderno · Periodontal, pericoronite e cárie
Questão 6

Na TC de face de um homem de 34 anos, identifica-se dente supranumerário em forma de pino na linha média do palato, lingual aos incisivos superiores. Como se denomina esse achado e o que ele pode causar?

Dente supranumerário na linha média maxilar, junto aos incisivos e tipicamente em forma de pino (peglike), é o mesiodens: o exemplo clássico de hiperdontia. Supranumerários podem ser assintomáticos, mas também apinham, danificam ou impedem a erupção dos dentes normais: daí a relevância de reportar. Hiperdontia pode ser esporádica ou associada a síndrome de Gardner e displasia cleidocraniana.

O distodens é o supranumerário atrás do 3º molar. O odontoma é hamartoma odontogênico: o composto parece múltiplos dentículos e o complexo é massa desorganizada, sem a forma de dente único bem formado. Dente ectópico no seio maxilar estaria dentro do seio, não no palato. Hipodontia é falta de dentes: o oposto.
↑revisar esta parte do caderno · Anatomia, dentições e numeração
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Fontes.
[A] Scheinfeld MH, Shifteh K, Avery LL, Dym H, Dym RJ. Teeth: What Radiologists Should Know. RadioGraphics 2012;32(7):1927–1944. doi:10.1148/rg.327125717

Todo o conteúdo vem de [A]. Conferido em 01/09/2026.

Os diagramas são próprios. Blocos marcados com + complemento são acréscimos do autor, além do texto das fontes.