Cadernos QRad 105 · Lesão Muscular na RM
Musculoesquelético · esporte

Lesão Muscular na RM

Fontes: Flores et al: 2018 e Isern-Kebschull et al: 2024, RadioGraphics

Onde a corrente arrebenta

Músculo, junção miotendínea, tendão, êntese e osso funcionam como uma corrente, e o elo que cede muda com a idade. A fibra é envolvida pelo endomísio, o fascículo pelo perimísio, o músculo pelo epimísio e o compartimento pela fáscia; o tecido conjuntivo pode ser central (tendão intramuscular, septo) ou periférico (aponeurose, fáscia). A contração excêntrica (o músculo alonga enquanto contrai) gera as maiores tensões e é a que lesa.

IdadeElo que cede
Criança e adolescente (fise aberta)Osso: avulsão da apófise ou da fise
Adulto jovemJunção miotendínea e músculo
Idoso com tendinopatiaTendão degenerado (o tendão sadio é o elo mais forte)
A unidade músculo-tendão-osso
Músculo (*), junção miotendínea (setas), tendão e êntese (pontas de seta) no osso.
Músculo (*), junção miotendínea (setas), tendão e êntese (pontas de seta) no osso.
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 1. Ver artigo
Adulto: avulsão dos isquiotibiais, 46 anos
Coronal T2 com supressão: avulsão bilateral no ísquio com tendinose, retraída à direita (setas).
Coronal T2 com supressão: avulsão bilateral no ísquio com tendinose, retraída à direita (setas).
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 3. Ver artigo
Adolescente: avulsão da espinha ilíaca anterossuperior
Radiografia: o fragmento ósseo (pontas de seta).
Radiografia: o fragmento ósseo (pontas de seta).
Sagital T2 com supressão: avulsão do sartório e do tensor da fáscia lata com líquido no gap (*); o fragmento some no tendão escuro.
Sagital T2 com supressão: avulsão do sartório e do tensor da fáscia lata com líquido no gap (*); o fragmento some no tendão escuro.
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 4. Ver artigo
quem estira mais Músculos grandes, que cruzam duas articulações, com muita fibra tipo 2 (rápida) e peniformes, do membro inferior. O mais estirado do corpo é a cabeça longa do bíceps femoral, depois o reto femoral e o gastrocnêmio. O estiramento afasta mais de 1/3 dos jogadores de futebol numa temporada.

Arquitetura e padrão da lesão

ArquiteturaExemploComo lesa na RM
Paralelo fusiformeBíceps braquialLesão no tendão, com retração
Paralelo em fitaSartório, pronador quadradoPouco estirado · o reto do abdome, com interseções tendíneas, estira mais
UnipeniformeTendão periférico contínuo com o epimísioLíquido superficial ao epimísio mesmo na lesão leve
BipeniformeSupraespinal, tendão centralEdema em pena dentro do músculo, pouco líquido por fora salvo na lesão grave
MultipeniformeDeltoide, subescapular, peitoral maiorSegmentar · no peitoral rompe sobretudo a porção esternal
As arquiteturas
Paralelo em fita.
Paralelo em fita.
Paralelo fusiforme.
Paralelo fusiforme.
Unipeniforme.
Unipeniforme.
Bipeniforme.
Bipeniforme.
Multipeniforme.
Multipeniforme.
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 7. Ver artigo
Fusiforme: ruptura do tendão distal do bíceps, 54 anos
Sagital T2 com supressão: ruptura completa com retração proximal (seta).
Sagital T2 com supressão: ruptura completa com retração proximal (seta).
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 8. Ver artigo
Fita com interseções: reto do abdome, 31 anos (tênis)
Coronal T2 com supressão: estiramento do reto do abdome esquerdo (seta).
Coronal T2 com supressão: estiramento do reto do abdome esquerdo (seta).
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 9. Ver artigo
Unipeniforme: bíceps femoral, 27 anos
Axial T2 com supressão: lesão leve da junção distal com líquido no epimísio (seta).
Axial T2 com supressão: lesão leve da junção distal com líquido no epimísio (seta).
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 10. Ver artigo
Gastrocnêmio, 33 anos
Coronal DP (densidade de prótons) com supressão: estiramento moderado da junção do gastrocnêmio lateral, edema em pena (setas pretas), e leve no medial (seta br
Coronal DP (densidade de prótons) com supressão: estiramento moderado da junção do gastrocnêmio lateral, edema em pena (setas pretas), e leve no medial (seta branca).
Axial: o mesmo (seta).
Axial: o mesmo (seta).
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 5. Ver artigo
Ruptura da junção distal do reto femoral, 45 anos (futebol)
Sagital DP: gap com hemorragia (seta).
Sagital DP: gap com hemorragia (seta).
Axial T1: o sangue subagudo com hipersinal (seta curva).
Axial T1: o sangue subagudo com hipersinal (seta curva).
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 6. Ver artigo
Gastrocnêmio medial no US
Lesão por distração da aponeurose (setas e pontas de seta), 33 anos.
Lesão por distração da aponeurose (setas e pontas de seta), 33 anos.
Coleção na junção com tendão ondulado, goleiro de 25 anos (linha pontilhada).
Coleção na junção com tendão ondulado, goleiro de 25 anos (linha pontilhada).
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 11. Ver artigo
Perna do tenista, 49 anos
Coronal T2 com supressão: estiramento do gastrocnêmio medial (seta) e grande coleção entre gastrocnêmio e sóleo (*).
Coronal T2 com supressão: estiramento do gastrocnêmio medial (seta) e grande coleção entre gastrocnêmio e sóleo (*).
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 12. Ver artigo
Bipeniforme: supraespinal, 30 anos
Axial T2 com supressão: estiramento leve da junção, edema em pena dentro do músculo (setas).
Axial T2 com supressão: estiramento leve da junção, edema em pena dentro do músculo (setas).
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 13. Ver artigo
Multipeniforme: peitoral maior
Coronal oblíqua T2 com supressão: ruptura do tendão da cabeça esternal (seta) no supino.
Coronal oblíqua T2 com supressão: ruptura do tendão da cabeça esternal (seta) no supino.
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 14. Ver artigo
Reto femoral: cabeça direta
Axial T2 com supressão: estiramento moderado com líquido ao longo da aponeurose (seta).
Axial T2 com supressão: estiramento moderado com líquido ao longo da aponeurose (seta).
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 15. Ver artigo
Reto femoral: tendão central, 16 anos (chute)
Coronal DP com supressão: ruptura do tendão central da cabeça indireta (ponta de seta).
Coronal DP com supressão: ruptura do tendão central da cabeça indireta (ponta de seta).
Axial (b).
Axial (b).
US transversal (c).
US transversal (c).
Axial (d).
Axial (d).
US: o gap no tendão central (setas).
US: o gap no tendão central (setas).
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 16. Ver artigo
o gastrocnêmio e o reto femoral Na perna do tenista (gastrocnêmio medial) há líquido entre gastrocnêmio e sóleo em até 50%, e esse líquido desproporcional leva a supergraduar a lesão. O reto femoral é um músculo dentro do outro: a cabeça direta (unipeniforme) envolve a indireta (bipeniforme); a lesão do tendão central dá o olho de boi (edema central) ou o desenluvamento (ruptura com retração).

Mecanismos e lesões indiretas

MecanismoAgudoTardio ou crônico
IndiretoEstiramento da junção miotendíneaDor muscular tardia (DOMS) · cicatriz desordenada com fibrose e atrofia
DiretoContusão com hemorragia · laceraçãoHematoma subagudo e crônico · miosite ossificante
FásciaSíndrome compartimental agudaSíndrome compartimental crônica de esforço · hérnia muscular
DOMS, 15 anos
Axial T2 com supressão, 2 dias depois do exercício: hipersinal da cabeça curta do bíceps femoral com arquitetura preservada (seta).
Axial T2 com supressão, 2 dias depois do exercício: hipersinal da cabeça curta do bíceps femoral com arquitetura preservada (seta).
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 17. Ver artigo
Estiramento grau 1 do gastrocnêmio, 25 anos
US longitudinal: alteração discreta (pontas de seta).
US longitudinal: alteração discreta (pontas de seta).
Coronal STIR (short tau inversion recovery: sequência com supressão de gordura por inversão): edema em pena.
Coronal STIR (short tau inversion recovery: sequência com supressão de gordura por inversão): edema em pena.
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 36. Ver artigo
Estiramento com lesão intratendínea, 35 anos
Axial DP com supressão: cabeça longa do bíceps femoral com edema (seta) e lesão do tendão (seta curva).
Axial DP com supressão: cabeça longa do bíceps femoral com edema (seta) e lesão do tendão (seta curva).
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 38. Ver artigo
Lesão indiretaRM
EstiramentoNa junção miotendínea · edema em pena, líquido, gap · clínica: 1 dor, 2 perda de força e amplitude, 3 ruptura completa
DOMSHoras a dias depois de exercício excêntrico intenso · músculo inteiro ou grupo funcional com hipersinal em T2, arquitetura preservada, sem foco na junção · pico em 3 a 5 dias, resolve em 1 a 2 semanas (sinal sutil até 80 dias)
AvulsãoCriança: fragmento ósseo (que some no tendão escuro da RM: ver na radiografia)

Contusão, hematoma e laceração

A contusão é a segunda causa de afastamento no atleta (quadríceps: reto femoral e vasto intermédio). Objeto pequeno lesa mais; músculo relaxado sofre junto ao osso. Parece maior que o estiramento, mas cura em cerca de metade do tempo, e não se centra na junção miotendínea.

Fase do hematomaProdutoT1T2
AgudaDesoxi-hemoglobinaHipossinalHipossinal
Subaguda precoceMeta-hemoglobina intracelularHipersinalHipossinal
Subaguda tardiaMeta-hemoglobina extracelularHipersinalHipersinal
CrônicaHemossiderinaHipossinalHipossinal
Contusão do vasto intermédio, 22 anos
Desenho: o golpe com o músculo relaxado lesa junto ao osso; à direita, sagital T2 com supressão 4 semanas depois (seta).
Desenho: o golpe com o músculo relaxado lesa junto ao osso; à direita, sagital T2 com supressão 4 semanas depois (seta).
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 18. Ver artigo
Contusão do vasto medial
Axial DP com supressão (seta).
Axial DP com supressão (seta).
Sagital T2 com supressão: lesão fora da junção (seta).
Sagital T2 com supressão: lesão fora da junção (seta).
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 19. Ver artigo
Hematoma agudo, 6 h depois do golpe
Axial DP com supressão: hematoma escuro no vasto medial com halo de edema (setas).
Axial DP com supressão: hematoma escuro no vasto medial com halo de edema (setas).
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 20. Ver artigo
Lesão de Morel-Lavallée, 48 anos
Coronal T1: coleção subaguda (seta) com anel escuro (pontas de seta), sangue entre as lâminas da fáscia.
Coronal T1: coleção subaguda (seta) com anel escuro (pontas de seta), sangue entre as lâminas da fáscia.
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 21. Ver artigo
Hematoma subagudo no US, 53 anos
Longitudinal: coleção anecoica no vasto lateral (setas).
Longitudinal: coleção anecoica no vasto lateral (setas).
Doppler colorido: sem fluxo.
Doppler colorido: sem fluxo.
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 22. Ver artigo
Hematoma subagudo, 27 anos
Axial T2: coleção no vasto intermédio (setas) 2 a 3 semanas depois.
Axial T2: coleção no vasto intermédio (setas) 2 a 3 semanas depois.
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 23. Ver artigo
Tumor que sangrou: sarcoma, 63 anos
Axial T1: meta-hemoglobina no centro, por necrose depois da radioterapia.
Axial T1: meta-hemoglobina no centro, por necrose depois da radioterapia.
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 24. Ver artigo
Hematoma subagudo precoce, 31 anos
Axial T1: anel periférico de hipersinal no braquial (setas).
Axial T1: anel periférico de hipersinal no braquial (setas).
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 25. Ver artigo
Laceração por faca, 30 anos
Axial T2: defeito nos paravertebrais direitos (*).
Axial T2: defeito nos paravertebrais direitos (*).
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 26. Ver artigo
hematoma ou tumor No hematoma subagudo precoce o hipersinal em T1 forma um anel periférico; no tumor que sangrou a meta-hemoglobina fica no centro (necrose). Hematoma sem trauma claro ou que volta no mesmo lugar: pensar em tumor, malformação vascular ou pseudoaneurisma, e seguir com US até sumir. Hemorragia intersticial rica em meta-hemoglobina pode parecer gordura no T1.

Laceração é o corte por objeto cortante (ou fragmento de fratura): defeito linear com sangue, pele rota e gás; projétil e injeção não entram. A sutura do músculo falha muito.

Fáscia: compartimento e hérnia

FásciaClínicaImagem
Síndrome compartimental agudaMais de 70% por fratura da tíbia ou da fíbula · perna anterior e lateral · dor desproporcional, parestesia, palidez, paralisia, ausência de pulsoEmergência cirúrgica (fasciotomia): a imagem atrasa · RM: músculo abaulado, realce periférico com centro sem realce (necrose)
Síndrome crônica de esforçoDor no exercício que passa no repouso, perna anterior ou lateral, muitas vezes bilateralPressão medida 1 a 5 min após o exercício · RM logo depois mostra hipersinal que some em 30 min, igual ao de voluntários: especificidade não estabelecida
Hérnia muscularAdulto jovem; massa que aparece na contração e em pé · tibial anteriorMúsculo normal atravessando a fáscia · US dinâmico em pé e em contração é mais sensível · corrigir o defeito pode causar síndrome compartimental
Os compartimentos da perna
Desenho: anterior, lateral, posterior profundo e posterior superficial.
Desenho: anterior, lateral, posterior profundo e posterior superficial.
Axial T1: as fáscias (pontas de seta).
Axial T1: as fáscias (pontas de seta).
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 27. Ver artigo
Síndrome compartimental não reconhecida, 33 anos
Axial T1: compartimentos anterior e lateral abaulados.
Axial T1: compartimentos anterior e lateral abaulados.
T1 com supressão pós-contraste: realce periférico e centro sem realce (setas, ponta de seta), necrose.
T1 com supressão pós-contraste: realce periférico e centro sem realce (setas, ponta de seta), necrose.
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 28. Ver artigo
Síndrome crônica de esforço, corredor de 30 anos
Axial T2 com supressão depois de 20 min de bicicleta: hipersinal do compartimento anterior (setas).
Axial T2 com supressão depois de 20 min de bicicleta: hipersinal do compartimento anterior (setas).
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 29. Ver artigo
Hérnia do tibial anterior, 32 anos
Axial T1: músculo saindo pela fáscia (setas).
Axial T1: músculo saindo pela fáscia (setas).
T2 com supressão.
T2 com supressão.
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 30. Ver artigo
Hérnia pós-traumática do vasto lateral
Axial T1 (pontas de seta).
Axial T1 (pontas de seta).
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 31. Ver artigo
Hérnia do gastrocnêmio medial no US, 27 anos
Em repouso.
Em repouso.
Na contração: a hérnia aparece.
Na contração: a hérnia aparece.
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 32. Ver artigo

Graduação e prognóstico

SistemaGrausLocal
US por área de secção1 menos de 20% · 2 de 20 a 50% (qualquer gap) · 3 mais de 50%
Munique (2012)Funcional × estrutural · 3a menos de 5 mm · 3b mais de 5 mm · 4 mais de 50% ou avulsãoNão
British Athletics0 RM negativa · 1 menos de 10% da área e menos de 5 cm · 2 de 10 a 50% e 5 a 15 cm · 3 mais de 50% e mais de 15 cm · 4 ruptura completaa miofascial (melhor) · b miotendínea · c intratendínea (pior)
MLG-R (mechanism, location, grade, re-injury: mecanismo, local, grau e relesão)0 negativa · 1 até 10% · 2 de 11 a 25% · 3 de 26 a 49% · 4 50% ou maisTendão, junção ou periférico, proximal ou distal · R = número da relesão (recupera cerca de 30% mais devagar)
Relesão por volta precoce
Axial DP com supressão: estiramento leve do semimembranoso.
Axial DP com supressão: estiramento leve do semimembranoso.
Depois da volta em 12 dias: relesão moderada (setas).
Depois da volta em 12 dias: relesão moderada (setas).
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 33. Ver artigo
Tríceps distal, 29 anos
Axial DP: lesão miotendínea distal das cabeças medial e longa (seta curva e seta).
Axial DP: lesão miotendínea distal das cabeças medial e longa (seta curva e seta).
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 37. Ver artigo
Relesão sobre fibrose (sufixo R do MLG-R)
Axial DP com supressão: semimembranoso e semitendíneo (seta e seta curva).
Axial DP com supressão: semimembranoso e semitendíneo (seta e seta curva).
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 39. Ver artigo
o que alonga o afastamento Lesão do tecido conjuntivo (tendão intramuscular, aponeurose), sobretudo com gap transverso e tendão ondulado; tendão livre proximal dos isquiotibiais; tendão central do sóleo e do reto femoral; bíceps femoral (cura mais devagar e relesiona mais). RM normal prediz volta rápida; a relesão é de até 15% (quase 30% no atleta profissional).

Cicatrização anormal e miosite ossificante

A cicatriz em excesso deixa o tendão espessado; no músculo, fibrose e gordura (comparar com o outro lado). A miosite ossificante vem sobretudo do trauma direto (quadríceps, adutores, braquial) e amadurece em zonas.

Miosite ossificanteAchado
ImaturaMassa mal definida com muito edema (simula sarcoma) ou anel que realça (simula abscesso)
IntermediáriaCalcificação tênue na margem em 2 a 4 semanas, melhor vista na TC
Madura (6 semanas ou mais)Padrão zonal: anel de osso maduro na periferia, centro celular que depois vira medula gordurosa
Cicatrização anormal, 76 anos
Axial T1: fibrose da aponeurose posterior e gordura no reto femoral (setas).
Axial T1: fibrose da aponeurose posterior e gordura no reto femoral (setas).
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 34. Ver artigo
Miosite ossificante, 6 semanas depois de um chute
Axial T2: massa no vasto medial (seta).
Axial T2: massa no vasto medial (seta).
TC 2 semanas depois: anel de ossificação na periferia.
TC 2 semanas depois: anel de ossificação na periferia.
Fonte: Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. RadioGraphics 2018;38(1):124-148, Fig. 35. Ver artigo

As fases da cicatrização na RM

Classificação proposta a partir de 310 RMs de 128 atletas de um clube de futebol profissional. A cicatriz amadurece da periferia para o centro (fibronectina, depois colágeno III, depois colágeno I) e passa de hipersinal para hipossinal em T1 e em T2.

Fase de cicatrizaçãoQuandoRM
1 DestruiçãoPrimeiras 48 hGap no conjuntivo, edema em pena e intermuscular · conjuntivo mais espesso que o normal = relesão sobre cicatriz
2A Reparo precocePor volta do dia 8Cicatriz imatura: lesão em alvo, halo de sinal intermediário com centro mais claro
2B Reparo tardio3 a 4 semanasHalo de maturação contínuo e escuro, centro heterogêneo · maior diâmetro da cicatriz
3A Reparo e remodelação7 a 8 semanasCentro escuro heterogêneo · olhar o T1: área clara = cicatriz ainda imatura
3B Remodelação10 semanasCicatriz madura alongada, homogeneamente escura em T1 e T2
CicatrizadoMesesCicatriz adaptada ao conjuntivo vizinho, leve espessamento fusiforme, sem edema
As fases ao longo do tempo
Fase 1, 24 h: gap e edema (tendão central dos isquiotibiais, 18 anos).
Fase 1, 24 h: gap e edema (tendão central dos isquiotibiais, 18 anos).
Desenho da fase 1.
Desenho da fase 1.
Fase 2A, dia 10: cicatriz imatura em alvo (sóleo, 35 anos).
Fase 2A, dia 10: cicatriz imatura em alvo (sóleo, 35 anos).
Desenho da fase 2A.
Desenho da fase 2A.
Fase 2B, dia 20: halo de maturação (bíceps femoral, 24 anos).
Fase 2B, dia 20: halo de maturação (bíceps femoral, 24 anos).
Desenho da fase 2B.
Desenho da fase 2B.
Fase 3A, 5 semanas (a mesma lesão do primeiro painel).
Fase 3A, 5 semanas (a mesma lesão do primeiro painel).
Desenho da fase 3A.
Desenho da fase 3A.
Fase 3B, 8 semanas: cicatriz escura homogênea.
Fase 3B, 8 semanas: cicatriz escura homogênea.
Desenho da fase 3B.
Desenho da fase 3B.
Cicatrizado, 16 semanas.
Cicatrizado, 16 semanas.
Desenho do estágio final.
Desenho do estágio final.
Fonte: Isern-Kebschull J, Mechó S, Pedret C, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230147, Fig. 1. Ver artigo
Fase 1, 24 h: tendão intramuscular do bíceps, 30 anos
Axial: edema em pena e intermuscular (seta).
Axial: edema em pena e intermuscular (seta).
Sagital: perda de tensão do tendão (ponta de seta).
Sagital: perda de tensão do tendão (ponta de seta).
Fonte: Isern-Kebschull J, Mechó S, Pedret C, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230147, Fig. 2. Ver artigo
Relesão sobre tendão espessado, 22 anos
Coronal: tendão livre dos isquiotibiais espesso e rompido (seta), 9 semanas depois da lesão do tendão central.
Coronal: tendão livre dos isquiotibiais espesso e rompido (seta), 9 semanas depois da lesão do tendão central.
Fonte: Isern-Kebschull J, Mechó S, Pedret C, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230147, Fig. 3. Ver artigo
Fase 1, 48 h: aponeurose distal do semimembranoso, 32 anos
Axial: líquido intermuscular (seta).
Axial: líquido intermuscular (seta).
Fonte: Isern-Kebschull J, Mechó S, Pedret C, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230147, Fig. 4. Ver artigo
Fase 2A, dia 15: septo central do reto femoral, 24 anos
Axial: cicatriz imatura com halo ainda incompleto (seta).
Axial: cicatriz imatura com halo ainda incompleto (seta).
Fonte: Isern-Kebschull J, Mechó S, Pedret C, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230147, Fig. 5. Ver artigo
Fase 2A, dia 17: tendão livre dos isquiotibiais, 27 anos
Axial: cicatriz imatura sem anel completo (seta).
Axial: cicatriz imatura sem anel completo (seta).
Fonte: Isern-Kebschull J, Mechó S, Pedret C, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230147, Fig. 6. Ver artigo
Fase 2B, semana 3: septo central do reto femoral, 18 anos
Axial: halo contínuo e escuro (seta).
Axial: halo contínuo e escuro (seta).
Fonte: Isern-Kebschull J, Mechó S, Pedret C, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230147, Fig. 7. Ver artigo
Semana 8, o mesmo septo: cicatriz ainda imatura
Axial (seta).
Axial (seta).
Fonte: Isern-Kebschull J, Mechó S, Pedret C, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230147, Fig. 8. Ver artigo
Fase 3A, semana 8: tendão central dos isquiotibiais, 19 anos
T1: cicatriz heterogênea, ainda com áreas claras (seta).
T1: cicatriz heterogênea, ainda com áreas claras (seta).
T2: homogênea (seta). Quem decide é o T1.
T2: homogênea (seta). Quem decide é o T1.
Fonte: Isern-Kebschull J, Mechó S, Pedret C, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230147, Fig. 9. Ver artigo
Fase 3B, semana 11: septo central do reto femoral, 18 anos
T1: cicatriz madura (seta).
T1: cicatriz madura (seta).
T2 (seta).
T2 (seta).
Fonte: Isern-Kebschull J, Mechó S, Pedret C, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230147, Fig. 10. Ver artigo
Cicatrizado, semana 14: aponeurose posterior do reto femoral, 20 anos
Axial: cicatriz adaptada à aponeurose (seta).
Axial: cicatriz adaptada à aponeurose (seta).
Fonte: Isern-Kebschull J, Mechó S, Pedret C, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230147, Fig. 11. Ver artigo
Fases diferentes na mesma lesão, semana 5
Coronal: tendão central dos isquiotibiais e os níveis dos cortes.
Coronal: tendão central dos isquiotibiais e os níveis dos cortes.
Axial no nível B.
Axial no nível B.
Axial no nível D.
Axial no nível D.
Axial no nível C.
Axial no nível C.
Axial no nível E: de 2A a 3B ao longo da lesão.
Axial no nível E: de 2A a 3B ao longo da lesão.
Fonte: Isern-Kebschull J, Mechó S, Pedret C, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230147, Fig. 12. Ver artigo
Semana 4: cicatriz madura com foco imaturo, 22 anos
Coronal (seta).
Coronal (seta).
Fonte: Isern-Kebschull J, Mechó S, Pedret C, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230147, Fig. 13. Ver artigo
a área mais imatura manda Uma lesão grande pode ter pedaços em fases diferentes: a reabilitação e o retorno seguem a parte mais imatura. A cicatriz madura resiste; a relesão acontece no tecido ao lado dela.
+ complemento · o protocolo 3 T ou 1,5 T otimizado, bobina flexível, cortes de menos de 4 mm, campo unilateral de menos de 30 cm. Protocolo curto: duas sequências intermediárias com supressão de gordura (TE (tempo de eco) de 40 a 65 ms; coronal na lesão medial ou lateral, sagital na anterior ou posterior, mais axial) e um axial T1. No seguimento, repetir a mesma cobertura, a cada 15 dias. Na fase 1: repouso, gelo e compressão; depois do 7º dia, isometria e carga crescente.

Sinais de alerta de relesão

Sinal de alertaRisco
Gap transverso ou misto do conjuntivoDesfavorável
Perda de tensão do tendão (ondulado)Desfavorável
Gap na cicatrizDesfavorável
Edema em pena ou intermuscular que persiste ou voltaDesfavorável: reduzir a carga
Cicatriz imatura que persisteDesfavorável
Divisão longitudinal do conjuntivo (cicatriz bifasciculada)Favorável, se a tensão foi preservada
Edema algodonoso (recrutamento compensatório) ou leve em volta da cicatrizFavorável
Divisão longitudinal, sem risco, semana 8
Axial: separação entre o conjuntivo do semitendíneo e o da cabeça longa do bíceps (seta).
Axial: separação entre o conjuntivo do semitendíneo e o da cabeça longa do bíceps (seta).
Fonte: Isern-Kebschull J, Mechó S, Pedret C, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230147, Fig. 14. Ver artigo
Edemas favoráveis
Edema algodonoso no reto femoral, 16 semanas (seta).
Edema algodonoso no reto femoral, 16 semanas (seta).
Edema reparativo em volta da cicatriz do bíceps femoral, 11 semanas (seta).
Edema reparativo em volta da cicatriz do bíceps femoral, 11 semanas (seta).
Fonte: Isern-Kebschull J, Mechó S, Pedret C, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230147, Fig. 15. Ver artigo
Edemas desfavoráveis
Edema intermuscular em 10 semanas, isquiotibiais (pontas de seta).
Edema intermuscular em 10 semanas, isquiotibiais (pontas de seta).
Edema em pena em 4 semanas, reto femoral (seta).
Edema em pena em 4 semanas, reto femoral (seta).
Fonte: Isern-Kebschull J, Mechó S, Pedret C, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230147, Fig. 16. Ver artigo
Os sinais de alerta
Gap transverso, 8 semanas.
Gap transverso, 8 semanas.
Perda de tensão, 6 semanas.
Perda de tensão, 6 semanas.
Edema intermuscular, 21 dias.
Edema intermuscular, 21 dias.
Gap na cicatriz, 6 semanas.
Gap na cicatriz, 6 semanas.
Edema em pena, 6 semanas. Houve relesão nos casos do 1º, do 4º e do 5º painéis.
Edema em pena, 6 semanas. Houve relesão nos casos do 1º, do 4º e do 5º painéis.
Fonte: Isern-Kebschull J, Mechó S, Pedret C, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230147, Fig. 17. Ver artigo
Relesão ao lado da cicatriz, sóleo, semana 7
Axial: cicatriz madura (seta) e nova ruptura adjacente (ponta de seta).
Axial: cicatriz madura (seta) e nova ruptura adjacente (ponta de seta).
Fonte: Isern-Kebschull J, Mechó S, Pedret C, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230147, Fig. 18. Ver artigo
Relesão ao lado da cicatriz, tendão livre, semana 15
Axial: cicatriz madura (seta) e ruptura adjacente (ponta de seta).
Axial: cicatriz madura (seta) e ruptura adjacente (ponta de seta).
Fonte: Isern-Kebschull J, Mechó S, Pedret C, et al. RadioGraphics 2024;44(8):e230147, Fig. 19. Ver artigo
a conta Dois ou mais sinais de alerta no T2 de seguimento = risco alto de relesão.

Pontos de prova: alto rendimento

CriançaAvulsão óssea
Adulto jovemJunção miotendínea
Mais estiradoCabeça longa do bíceps femoral
UnipeniformeLíquido superficial já na leve
Tennis legLíquido entre gastrocnêmio e sóleo
DOMSMúsculo inteiro, sem foco, pico 3 a 5 dias
ContusãoFora da junção, cura mais rápido
Hematoma × tumorAnel periférico × centro
SC (síndrome compartimental) agudaFratura de tíbia, emergência
HérniaTibial anterior, US dinâmico
British Athletics cIntratendínea, pior
Miosite ossificanteZonal, TC na 2ª a 4ª semana
Fase 2ALesão em alvo
Fase 3BCicatriz escura homogênea
Relesão2 ou mais sinais de alerta

Armadilhas e erros comuns

Erros

  • Supergraduar a perna do tenista pelo líquido
  • Chamar DOMS de estiramento
  • Laudar sarcoma numa miosite ossificante imatura
  • Ler meta-hemoglobina como gordura
  • Confiar na RM para hérnia pequena
  • Liberar pelo T2 com T1 ainda claro na cicatriz
  • Tomar a divisão longitudinal da cicatriz por relesão

Questões

Questões

uma passada rápida no que o caderno cobraQuestão 1 / 6
Questão 1

Adolescente de 14 anos sente estalo no quadril ao chutar. Na unidade músculo-tendão-osso, o local mais provável da falha é:

Com a fise aberta, o elo fraco é o osso: avulsão da apófise (espinha ilíaca anteroinferior no reto femoral, anterossuperior no sartório). No adulto jovem falha a junção miotendínea; no idoso, o tendão degenerado.
↑revisar esta parte do caderno · Onde a corrente arrebenta
Questão 2

Na RM de estiramento leve de um músculo unipeniforme, é esperado:

No unipeniforme a junção miotendínea é superficial, contínua com o epimísio: há líquido superficial mesmo na lesão leve. No bipeniforme (tendão central), o edema em pena fica dentro e quase não há líquido por fora.
↑revisar esta parte do caderno · Arquitetura e padrão da lesão
Questão 3

Dois dias depois de um treino excêntrico novo, dor nas coxas. RM: hipersinal difuso em T2 de todo o grupo, arquitetura preservada, sem foco na junção. O diagnóstico:

DOMS: músculo inteiro ou grupo funcional, arquitetura preservada, sem foco na junção, pico em 3 a 5 dias e resolução em 1 a 2 semanas. O estiramento se centra na junção miotendínea.
↑revisar esta parte do caderno · Mecanismos e lesões indiretas
Questão 4

Coleção intramuscular com anel periférico de hipersinal em T1. Isso favorece:

No hematoma subagudo precoce a meta-hemoglobina forma anel periférico de hipersinal em T1; no tumor que sangrou ela fica no centro. Na dúvida, seguir com US até a resolução.
↑revisar esta parte do caderno · Contusão, hematoma e laceração
Questão 5

Na classificação do British Athletics, a letra que indica pior prognóstico quanto ao local é:

a miofascial (recuperação mais curta), b miotendínea, c intratendínea (mais longa). O sufixo R é do MLG-R, que marca a relesão.
↑revisar esta parte do caderno · Graduação e prognóstico
Questão 6

Seguimento de lesão de isquiotibiais na 8ª semana: cicatriz homogênea e escura no T2, mas com áreas de hipersinal no T1. A fase e a conduta:

Na fase 3A o T2 pode parecer maduro; o T1 decide: área clara = cicatriz imatura. Persistência de cicatriz imatura é sinal de alerta de relesão.
↑revisar esta parte do caderno · As fases da cicatrização na RM
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Fontes.
1. Flores DV, Mejía Gómez C, Estrada-Castrillón M, et al. MR Imaging of Muscle Trauma: Anatomy, Biomechanics, Pathophysiology, and Imaging Appearance. RadioGraphics 2018;38(1):124-148. doi:10.1148/rg.2018170072
2. Isern-Kebschull J, Mechó S, Pedret C, et al. Muscle Healing in Sports Injuries: MRI Findings and Proposed Classification Based on a Single Institutional Experience and Clinical Observation. RadioGraphics 2024;44(8):e230147. doi:10.1148/rg.230147

As fontes discordam nos prazos da cicatrização (a 1 fala em reparo de 3 a 60 dias; a 2, em remodelação até 12 meses) e na relesão (até 15% × quase 30% no profissional). Na fonte 2, o início das fases 3A e 3B varia entre o texto (7 a 8 e 10 semanas), as médias da tabela (41 e 58 dias) e a figura 1 (5 e 8 semanas); o caderno usa o texto. As legendas da fonte 2 dizem T2, mas o protocolo é de sequências intermediárias. Tirei o corte anatômico e a histologia da fonte 1. Conferido em 07/10/2026.

Blocos marcados com + complemento são aprofundamentos opcionais, tirados das mesmas fontes.