Cadernos QRad 103 · Artrite Reumatoide
Musculoesquelético · articulações

Artrite Reumatoide

Fonte: Martínez de Vega et al: 2026, RadioGraphics

Pequenas articulações, simétrica e proximal

A artrite reumatoide é uma doença autoimune em que a sinóvia inflamada (o pannus) destrói cartilagem e osso, começando pelas áreas nuas: a borda do osso dentro da cápsula que não tem cartilagem por cima. A radiografia continua sendo a base do diagnóstico e do seguimento; o US e a RM mostram a inflamação antes do dano estrutural. Não há critério diagnóstico estabelecido: o do ACR/EULAR (American College of Rheumatology e European League Against Rheumatism) de 2010 é de classificação, feito para pesquisa, e vale para quem tem ao menos uma articulação com sinovite clínica sem outra explicação.

Critério ACR/EULAR 2010Pontos
1 grande articulação0
2 a 10 grandes1
1 a 3 pequenas (com ou sem grandes)2
4 a 10 pequenas (com ou sem grandes)3
Mais de 10 articulações (ao menos 1 pequena)5
FR (fator reumatoide) e ACPA (anticorpos antipeptídeo citrulinado) negativos · positivo baixo · positivo alto0 · 2 · 3
Sintomas há menos de 6 semanas · há 6 semanas ou mais0 · 1
PCR (proteína C-reativa) e VHS (velocidade de hemossedimentação) normais · algum alterado0 · 1
a conta 6 pontos ou mais classificam como artrite reumatoide definida. Contam como pequenas as MCF (metacarpofalângicas), IFP (interfalângicas proximais), 2ª a 5ª MTF (metatarsofalângicas), a IF (interfalângica) do polegar e o punho; IFD (interfalângicas distais), 1ª MTF e 1ª carpometacárpica não entram. O fator reumatoide aparece em só 50% nos primeiros 6 meses (85% depois); o anti-CCP (ACPA) é mais específico e marca pior prognóstico.

Os achados na radiografia

Achado radiográficoO que mostraCuidado
Aumento de partes molesDerrame e sinovite, simétrico, em volta da articulação · um dos primeiros sinaisInespecífico · não confundir com o nódulo reumatoide, no subcutâneo das áreas de pressão
Osteopenia periarticularHiperemia ativa os osteoclastos no osso trabecular junto à articulaçãoSubjetiva na radiografia · a osteoporose difusa vem da doença longa, da imobilidade e do corticoide
Redução uniforme do espaçoDestruição da cartilagem pelo exsudato; uniforme, simétrica e bilateralSutil (cartilagem de 1 a 2 mm): comparar com as articulações vizinhas ou com radiografia antiga
Erosões marginaisNas áreas nuasAparecem tarde na radiografia; RM ou TC veem antes
Cistos subcondraisPseudocistos pelo pannus ou pela falha da cartilagem; os grandes são os geodosRisco de fratura subcondral nas áreas de carga (joelho, quadril)
Sem proliferação ósseaSem osteófito, periostite ou entesiteÉ o que separa da artrite psoriásica
Primeiros sinais
Aumento de partes moles em volta da 4ª IFP (seta) e osteopenia periarticular (pontas de seta).
Aumento de partes moles em volta da 4ª IFP (seta) e osteopenia periarticular (pontas de seta).
Redução uniforme do espaço das articulações do carpo.
Redução uniforme do espaço das articulações do carpo.
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 11. Ver artigo
Partes moles × nódulo
Aumento de partes moles em volta da IFP do 4º dedo (setas).
Aumento de partes moles em volta da IFP do 4º dedo (setas).
Nódulo reumatoide no 3º dedo (seta), no subcutâneo.
Nódulo reumatoide no 3º dedo (seta), no subcutâneo.
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 13. Ver artigo
Osteopenia
Punho e mão: osteoporose difusa, da doença longa e do corticoide.
Punho e mão: osteoporose difusa, da doença longa e do corticoide.
Pé: osteopenia periarticular nas MTF do 2º ao 5º dedos.
Pé: osteopenia periarticular nas MTF do 2º ao 5º dedos.
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 14. Ver artigo
Redução uniforme do espaço
Punho no diagnóstico, em 2019: espaços preservados.
Punho no diagnóstico, em 2019: espaços preservados.
Cinco anos depois: redução uniforme dos espaços do carpo (quadro).
Cinco anos depois: redução uniforme dos espaços do carpo (quadro).
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 17. Ver artigo
Cistos subcondrais
Mãos: cistos nas cabeças do 2º e do 3º metacarpos (seta).
Mãos: cistos nas cabeças do 2º e do 3º metacarpos (seta).
A outra mão (setas).
A outra mão (setas).
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 18. Ver artigo
o diferencial pelo espaço Na artrose e na doença por pirofosfato o estreitamento é assimétrico; na gota o espaço fica preservado até tarde.

Distribuição e onde erode

Onde erodePrimeiroDetalhe
PadrãoPoliarticular (3 ou mais), bilateral, proximal e simétricoMãos, punhos, pés e coluna cervical · IFD poupadas (pensar em artrose se dominam)
MãoMCF e IFP, sobretudo do 2º e 3º dedos
PunhoEscafoide e capitato · hamato com o 3º metacarpo · trapezoide com o trapézio · estiloides do rádio e da ulna
PéAntepé, o mais acometido · as erosões começam nas MTF laterais, na cabeça do metatarso5ª MTF erode pela face lateral, as demais pela medial
Médio e retropéTalonavicular, calcaneocuboide, talocalcâneaErosão do calcâneo com bursite retrocalcânea (também na espondilite e na artrite reativa)
Distribuição
Mão e pé: articulações mais acometidas em amarelo, menos acometidas em vermelho (as IFD costumam ser poupadas).
Mão e pé: articulações mais acometidas em amarelo, menos acometidas em vermelho (as IFD costumam ser poupadas).
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 12. Ver artigo
Erosões nas áreas nuas
Erosões marginais nas áreas nuas da articulação do dedo (setas).
Erosões marginais nas áreas nuas da articulação do dedo (setas).
Punho: erosão na face lateral do escafoide (setas).
Punho: erosão na face lateral do escafoide (setas).
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 15. Ver artigo
Erosões no pé
Antepé: redução uniforme do espaço e erosões nas MTF e IFP.
Antepé: redução uniforme do espaço e erosões nas MTF e IFP.
Calcâneo em perfil: erosão da tuberosidade posterior (seta).
Calcâneo em perfil: erosão da tuberosidade posterior (seta).
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 16. Ver artigo

Deformidades

DeformidadeComoPor quê
Desvio ulnar das MCFCom subluxação palmar da falange proximalForça ulnar dos músculos, tração da placa palmar
Pescoço de cisneHiperextensão da IFP e flexão da IFDLesão dos colaterais, da placa palmar, do flexor superficial
Botoeira (boutonnière)Flexão da IFP e hiperextensão da IFDRuptura da banda central do extensor
Caput ulnaeCabeça e estiloide da ulna deslocadas para o dorsoDestruição da radioulnar distal; atrito nos extensores
Síndrome de Vaughan-JacksonRuptura sem trauma dos extensores, a partir do lado ulnarRadioulnar distal doente
Sinal do scallopErosão côncava na face ulnar do rádio distalPrediz ruptura dos extensores
PéSubluxação dorsal das MTF, dedos em garra, hálux valgo, pé plano valgoFrouxidão dos colaterais e da placa plantar
Deformidades da mão
Desvio ulnar com subluxação palmar das falanges proximais.
Desvio ulnar com subluxação palmar das falanges proximais.
Botoeira no 4º dedo.
Botoeira no 4º dedo.
Pescoço de cisne no 2º e 3º dedos.
Pescoço de cisne no 2º e 3º dedos.
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 19. Ver artigo
Caput ulnae e pé plano
Mão direita: erosões na radioulnar distal (seta) com a cabeça e a estiloide da ulna deslocadas para o dorso.
Mão direita: erosões na radioulnar distal (seta) com a cabeça e a estiloide da ulna deslocadas para o dorso.
Pé em perfil: pé plano.
Pé em perfil: pé plano.
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 20. Ver artigo
Sinal do scallop e Vaughan-Jackson, 82 anos
RM axial T1: instabilidade da radioulnar distal medida pelo método do epicentro.
RM axial T1: instabilidade da radioulnar distal medida pelo método do epicentro.
Mão direita: redução uniforme do espaço, erosões do carpo e o sinal do scallop (quadro).
Mão direita: redução uniforme do espaço, erosões do carpo e o sinal do scallop (quadro).
RM axial T1: subluxação e ruptura parcial do extensor do 5º dedo (círculo), depois da cirurgia dos extensores rompidos.
RM axial T1: subluxação e ruptura parcial do extensor do 5º dedo (círculo), depois da cirurgia dos extensores rompidos.
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 42. Ver artigo

Grandes articulações

Articulação grandeAchados
CotoveloErosões começam na umerorradial · sinal da vela no perfil (coxins gordurosos deslocados) · bursite do olécrano
JoelhoA grande mais acometida · derrame no recesso suprapatelar · depois erosões, redução uniforme e cistos
QuadrilRedução concêntrica, bilateral e simétrica · protrusão acetabular · na artrose o estreitamento é superolateral, com osteófito e esclerose
OmbroErosão da cabeça junto ao tubérculo maior · ruptura do manguito com cabeça alta · lise da clavícula distal na acromioclavicular
TemporomandibularMais da metade dos pacientes · achatamento do côndilo, erosões, redução do espaço
Cotovelo avançado
Frente: redução importante do espaço e erosões.
Frente: redução importante do espaço e erosões.
Perfil: sinal da vela, os coxins gordurosos afastados (setas).
Perfil: sinal da vela, os coxins gordurosos afastados (setas).
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 21. Ver artigo
Quadril e joelho
Quadril: redução simétrica do espaço.
Quadril: redução simétrica do espaço.
Joelho em perfil: aumento de partes moles no recesso suprapatelar (seta).
Joelho em perfil: aumento de partes moles no recesso suprapatelar (seta).
Joelho de frente: redução uniforme do espaço.
Joelho de frente: redução uniforme do espaço.
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 22. Ver artigo
Ombro
Cabeça do úmero alta e lise da clavícula distal (seta).
Cabeça do úmero alta e lise da clavícula distal (seta).
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 23. Ver artigo

Coluna cervical

É a terceira região mais acometida, depois de mãos e pés; metade dos pacientes não tem sintomas. O achado mais comum é o pannus em C1-C2; a coluna torácica e a lombar quase nunca adoecem.

SubluxaçãoCritério
Anterior (atlantoaxial)A mais comum · intervalo atlantodental maior que 3 mm no perfil · acima de 9 mm, mais risco neurológico
Vertical (impactação basilar)A segunda · erosão dos côndilos, de C1 e de C2 · ponta do dente acima da linha de McGregor (palato duro ao ponto mais baixo do occipital)
LateralMassas laterais de C1 e C2 desalinhadas mais de 2 mm, na transoral
SubaxialMais de 3 mm entre as margens anteriores de dois corpos (aspecto em escada)
Pannus em C1-C2
RM sagital T2: pannus em volta do dente (seta) com subluxação anterior.
RM sagital T2: pannus em volta do dente (seta) com subluxação anterior.
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 24. Ver artigo
Subluxação atlantoaxial anterior
Radiografia em perfil: intervalo atlantodental maior que 3 mm (seta).
Radiografia em perfil: intervalo atlantodental maior que 3 mm (seta).
RM sagital T1 do mesmo paciente.
RM sagital T1 do mesmo paciente.
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 25. Ver artigo

Ultrassonografia

Achado no USDefinição
SinoviteTecido espesso, hipoecogênico e hipervascular dentro da articulação ou dos recessos
TenossinoviteBainha distendida por líquido, com ou sem sinóvia espessa, em geral com Doppler
ErosãoFalha cortical junto à articulação vista em dois planos ortogonais
Nódulo reumatoideNódulo hipoecogênico mal definido; o US guia a punção
Bursite
Nódulo reumatoide na fáscia plantar
Nódulo hipoecogênico mal definido, com Doppler.
Nódulo hipoecogênico mal definido, com Doppler.
Punção guiada (agulha, ponta de seta) do nódulo (setas).
Punção guiada (agulha, ponta de seta) do nódulo (setas).
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 28. Ver artigo
Sinovite
Punho, 24 anos: tecido hipoecogênico em volta do carpo (em cima) com Doppler (embaixo).
Punho, 24 anos: tecido hipoecogênico em volta do carpo (em cima) com Doppler (embaixo).
Mão, 62 anos: tecido hipoecogênico com Doppler na 2ª e na 4ª MCF.
Mão, 62 anos: tecido hipoecogênico com Doppler na 2ª e na 4ª MCF.
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 29. Ver artigo
Tenossinovite dos flexores
Longitudinal: tendão espesso com líquido em volta (em cima) e Doppler aumentado (embaixo).
Longitudinal: tendão espesso com líquido em volta (em cima) e Doppler aumentado (embaixo).
Transversal: o mesmo.
Transversal: o mesmo.
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 30. Ver artigo
Erosão e sinovite
Sinovite com Doppler em volta da cabeça do 2º metacarpo.
Sinovite com Doppler em volta da cabeça do 2º metacarpo.
Erosão marginal na cabeça do metacarpo (ponta de seta, em cima) e sinovite com Doppler (embaixo).
Erosão marginal na cabeça do metacarpo (ponta de seta, em cima) e sinovite com Doppler (embaixo).
Outro paciente: erosão na área nua da cabeça do 2º metatarso (ponta de seta), com Doppler.
Outro paciente: erosão na área nua da cabeça do 2º metatarso (ponta de seta), com Doppler.
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 31. Ver artigo
+ complemento · o lugar do US Acessível e em tempo real, mostra a inflamação ativa antes da radiografia e guia procedimentos. Não atravessa o osso e depende de quem examina: uma erosão vista no US pede confirmação na radiografia ou na RM.

Ressonância magnética

É o exame mais sensível na doença inicial e o melhor para inflamação de articulação, tendão, êntese e medula óssea. Indicações: lesão inflamatória que a clínica e a radiografia não mostram, prognóstico (sinovite e edema ósseo predizem dano estrutural), resposta ao tratamento, remissão e complicações.

SequênciaPlanoPara quê
T1Dois planosErosões (perda da cortical escura) e anatomia
T2 com supressão de gorduraAo menos umDerrame e edema da medula e das partes moles
T1 com supressão pós-contrasteOs mesmos dois do T1Inflamação ativa: sinóvia que realça
Gradiente 3D com supressãoVariávelCartilagem, osso subcondral
Sinovite e tenossinovite no punho
Axial e sagital com supressão de gordura: líquido nas bainhas dos flexores (setas) e edema ósseo no rádio (*).
Axial e sagital com supressão de gordura: líquido nas bainhas dos flexores (setas) e edema ósseo no rádio (*).
Coronal T2 com supressão: sinovite na radioulnar distal, radiocárpica e intercárpicas (pontas de seta) e erosões (setas).
Coronal T2 com supressão: sinovite na radioulnar distal, radiocárpica e intercárpicas (pontas de seta) e erosões (setas).
Axial T2 com supressão: sinovite (ponta de seta).
Axial T2 com supressão: sinovite (ponta de seta).
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 36. Ver artigo
Erosões e edema ósseo
Punho: erosão na ulna distal (seta).
Punho: erosão na ulna distal (seta).
RM coronal T1 do mesmo paciente: várias erosões no carpo (setas), a cortical escura interrompida.
RM coronal T1 do mesmo paciente: várias erosões no carpo (setas), a cortical escura interrompida.
Tornozelo: radiografia com redução do espaço e irregularidade da tuberosidade do calcâneo (seta), e RM sagital T2 com supressão com edema ósseo (*) e nódulo reu
Tornozelo: radiografia com redução do espaço e irregularidade da tuberosidade do calcâneo (seta), e RM sagital T2 com supressão com edema ósseo (*) e nódulo reumatoide (seta).
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 37. Ver artigo
Caso: dor nos punhos com rigidez matinal, 58 anos
Axial T1: erosões na base do 3º e 4º metacarpos (setas) e sinóvia espessa (ponta de seta); axial com supressão: sinovite (pontas de seta).
Axial T1: erosões na base do 3º e 4º metacarpos (setas) e sinóvia espessa (ponta de seta); axial com supressão: sinovite (pontas de seta).
Coronal com supressão: sinovite (pontas de seta) e edema ósseo (*).
Coronal com supressão: sinovite (pontas de seta) e edema ósseo (*).
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 38. Ver artigo
Caso: FR e ACPA positivos, 35 anos
Axial T1: erosões na base do 3º e 4º metacarpos (setas).
Axial T1: erosões na base do 3º e 4º metacarpos (setas).
Axial com supressão: sinóvia espessa (pontas de seta) e tenossinovite (setas verdes).
Axial com supressão: sinóvia espessa (pontas de seta) e tenossinovite (setas verdes).
Coronal com supressão: edema ósseo no carpo, no rádio e na ulna (*), sinovite (pontas de seta) e tenossinovite (setas verdes).
Coronal com supressão: edema ósseo no carpo, no rádio e na ulna (*), sinovite (pontas de seta) e tenossinovite (setas verdes).
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 39. Ver artigo
Caso: cotovelo, 45 anos
Coronal T1: redução leve do espaço e sinovite na umerorradial (ponta de seta).
Coronal T1: redução leve do espaço e sinovite na umerorradial (ponta de seta).
Axial e coronal com supressão: derrame e sinóvia espessa nas articulações do cotovelo (pontas de seta), sem erosão nem edema ósseo.
Axial e coronal com supressão: derrame e sinóvia espessa nas articulações do cotovelo (pontas de seta), sem erosão nem edema ósseo.
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 40. Ver artigo
Caso: dor no tornozelo com corticoide, 72 anos
Radiografia sem alteração.
Radiografia sem alteração.
Coronal T1 com supressão pós-contraste: erosão no maléolo medial (seta) e edema da tíbia distal por fratura por estresse (*).
Coronal T1 com supressão pós-contraste: erosão no maléolo medial (seta) e edema da tíbia distal por fratura por estresse (*).
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 41. Ver artigo
dor nova no paciente com corticoide Dor com radiografia normal, em paciente com artrite reumatoide ativa e corticoide, pode ser fratura por estresse: na RM, edema mal definido e reação periosteal.

Diagnóstico diferencial

DoençaDistribuiçãoArticulaçõesErosõesProliferaçãoOutros
ReumatoideSimétrica, proximalCarpo, MCF, IFPMarginaisNãoPartes moles, nódulos, osteopenia
PsoriásicaAssimétrica, distalIFP, IFDMarginaisSimDactilite, entesite, lápis na taça, mineralização normal
Artrose erosivaAssimétrica, distalIFP, IFD, 1ª MCFCentrais (asa de gaivota)SimOsteófitos, anquilose
ReativaAssimétrica, proximalPé mais que mão, calcâneoMal definidas, tardiasSim1 a 4 semanas após infecção, autolimitada
EsclerodermiaSimétrica, distalIFDAcro-osteóliseNãoCalcificações, atrofia de partes moles
GotaAssimétrica1ª MTF, IFCom borda esclerótica (em saca-bocado)NãoTofos, espaço e mineralização preservados
PirofosfatoSimétrica, proximal2ª e 3ª MCF, radiocárpicaNãoSimCondrocalcinose
HemocromatoseSimétrica, proximal2ª e 3ª MCF e IFPNãoSimOsteófito em gancho
Esclerodermia
Acro-osteólise e atrofia de partes moles.
Acro-osteólise e atrofia de partes moles.
Reabsorção do tufo da falange e calcificação de partes moles.
Reabsorção do tufo da falange e calcificação de partes moles.
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 50. Ver artigo
Gota
Pé: erosões com borda esclerótica (setas) e tofo junto à 1ª MTF (pontas de seta).
Pé: erosões com borda esclerótica (setas) e tofo junto à 1ª MTF (pontas de seta).
Desenho: erosões dentro e em volta da articulação, tofos e espaço preservado.
Desenho: erosões dentro e em volta da articulação, tofos e espaço preservado.
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 51. Ver artigo
Doença por pirofosfato
Desenho: condrocalcinose e osteófitos pequenos na 2ª e 3ª MCF e no punho.
Desenho: condrocalcinose e osteófitos pequenos na 2ª e 3ª MCF e no punho.
Punho: condrocalcinose da fibrocartilagem triangular (seta).
Punho: condrocalcinose da fibrocartilagem triangular (seta).
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 52. Ver artigo
a pergunta que separa Osteopenia e nenhuma proliferação óssea falam por artrite reumatoide; mineralização normal com proliferação óssea fala por psoriásica.

Pontos de prova: alto rendimento

ACR/EULAR≥ 6 pontos, classificação
ACPAMais específico, pior prognóstico
DistribuiçãoSimétrica, proximal, poupa IFD
Primeiros sinaisPartes moles e osteopenia periarticular
ErosãoMarginal, nas áreas nuas
EspaçoRedução uniforme
MãoMCF e IFP do 2º e 3º, estiloide ulnar
Pé5ª MTF pela face lateral
ScallopRádio distal ulnar, prediz ruptura de extensor
QuadrilConcêntrico, protrusão
OmbroCabeça alta, lise da clavícula distal
C1-C2 anterior> 3 mm
VerticalDente acima de McGregor
Erosão no USDois planos
Prognóstico na RMSinovite e edema ósseo

Armadilhas e erros comuns

Erros

  • Chamar o critério de classificação de diagnóstico
  • Confundir aumento de partes moles com nódulo reumatoide
  • Procurar erosão nas IFD
  • Perder a erosão lateral da 5ª MTF
  • Esquecer a coluna cervical antes de intubação ou cirurgia
  • Fechar erosão vista em um só plano no US
  • Atribuir dor nova à doença sem pensar em fratura por estresse

Questões

Questões

uma passada rápida no que o caderno cobraQuestão 1 / 6
Questão 1

Sinovite em 6 pequenas articulações das mãos, FR positivo baixo, sintomas há 8 semanas e PCR normal. Pelo ACR/EULAR 2010:

4 a 10 pequenas articulações = 3; positivo baixo = 2; 6 semanas ou mais = 1; reagentes normais = 0. Total 6, o mínimo para classificar.
↑revisar esta parte do caderno · Pequenas articulações, simétrica e proximal
Questão 2

Achado radiográfico que fala CONTRA artrite reumatoide nas mãos:

A artrite reumatoide não forma osso: proliferação óssea, periostite e entesite apontam para psoriásica (ou reativa). Os outros achados são típicos.
↑revisar esta parte do caderno · Os achados na radiografia
Questão 3

No pé, a erosão inicial típica da artrite reumatoide aparece em:

As erosões começam nas MTF laterais; a da 5ª MTF começa pela face lateral (as demais pela medial). Erosão na face medial da 1ª MTF com tofo sugere gota.
↑revisar esta parte do caderno · Distribuição e onde erode
Questão 4

Erosão côncava na face ulnar do rádio distal num paciente com artrite reumatoide. Esse sinal prediz:

É o sinal do scallop, da radioulnar distal doente; prediz ruptura dos extensores a partir do lado ulnar (síndrome de Vaughan-Jackson).
↑revisar esta parte do caderno · Deformidades
Questão 5

Subluxação vertical (impactação basilar) na artrite reumatoide é reconhecida quando:

Erosão dos côndilos e das massas de C1 e C2 deixa o dente subir: ponta acima da linha de McGregor. Mais de 3 mm no intervalo é a anterior; mais de 2 mm nas massas, a lateral.
↑revisar esta parte do caderno · Coluna cervical
Questão 6

No US, uma erosão óssea só deve ser descrita quando a falha cortical:

Erosão no US = falha cortical junto à articulação vista em dois planos ortogonais; num só plano pode ser irregularidade normal.
↑revisar esta parte do caderno · Ultrassonografia
0/6acertos
Responda as questões acima para ver o desempenho.
Praticar no QRad →
Teclas 1–5 respondem a questão visível · → ou Enter avança · ← volta · Shift+número ou botão direito risca uma alternativa.

Cadernos relacionados

Fonte.
Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. A Radiologic Walk through Rheumatoid Arthritis. RadioGraphics 2026;46(3):e250059 (artigo e apresentação em slides). doi:10.1148/rg.250059

A fonte não traz escores de dano radiográfico (Sharp, Larsen) nem de RM (RAMRIS), nem a artrite idiopática juvenil. Os slides entraram só com as imagens; os desenhos com rótulos e os quadros em inglês ficaram de fora, e o quadro do diferencial virou tabela. Conferido em 07/10/2026.

Blocos marcados com + complemento são aprofundamentos opcionais, tirados da mesma fonte.