Fonte: Martínez de Vega et al: 2026, RadioGraphics
Pequenas articulações, simétrica e proximal
A artrite reumatoide é uma doença autoimune em que a sinóvia inflamada (o pannus) destrói
cartilagem e osso, começando pelas áreas nuas: a borda do osso dentro da cápsula que não tem
cartilagem por cima. A radiografia continua sendo a base do diagnóstico e do seguimento; o US e a RM
mostram a inflamação antes do dano estrutural. Não há critério diagnóstico estabelecido: o do ACR/EULAR (American College of Rheumatology e European League Against Rheumatism)
de 2010 é de classificação, feito para pesquisa, e vale para quem tem ao menos uma articulação com sinovite
clínica sem outra explicação.
Critério ACR/EULAR 2010
Pontos
1 grande articulação
0
2 a 10 grandes
1
1 a 3 pequenas (com ou sem grandes)
2
4 a 10 pequenas (com ou sem grandes)
3
Mais de 10 articulações (ao menos 1 pequena)
5
FR (fator reumatoide) e ACPA (anticorpos antipeptídeo citrulinado) negativos · positivo baixo · positivo alto
0 · 2 · 3
Sintomas há menos de 6 semanas · há 6 semanas ou mais
0 · 1
PCR (proteína C-reativa) e VHS (velocidade de hemossedimentação) normais · algum alterado
0 · 1
a conta6 pontos ou mais classificam como artrite reumatoide definida. Contam como pequenas as MCF (metacarpofalângicas), IFP (interfalângicas proximais),
2ª a 5ª MTF (metatarsofalângicas), a IF (interfalângica) do polegar e o punho; IFD (interfalângicas distais), 1ª MTF e 1ª carpometacárpica não entram. O fator reumatoide
aparece em só 50% nos primeiros 6 meses (85% depois); o anti-CCP (ACPA) é mais específico e marca pior
prognóstico.
Os achados na radiografia
Achado radiográfico
O que mostra
Cuidado
Aumento de partes moles
Derrame e sinovite, simétrico, em volta da articulação · um dos primeiros sinais
Inespecífico · não confundir com o nódulo reumatoide, no subcutâneo das áreas de pressão
Osteopenia periarticular
Hiperemia ativa os osteoclastos no osso trabecular junto à articulação
Subjetiva na radiografia · a osteoporose difusa vem da doença longa, da imobilidade e do corticoide
Redução uniforme do espaço
Destruição da cartilagem pelo exsudato; uniforme, simétrica e bilateral
Sutil (cartilagem de 1 a 2 mm): comparar com as articulações vizinhas ou com radiografia antiga
Erosões marginais
Nas áreas nuas
Aparecem tarde na radiografia; RM ou TC veem antes
Cistos subcondrais
Pseudocistos pelo pannus ou pela falha da cartilagem; os grandes são os geodos
Risco de fratura subcondral nas áreas de carga (joelho, quadril)
Sem proliferação óssea
Sem osteófito, periostite ou entesite
É o que separa da artrite psoriásica
Primeiros sinais
Aumento de partes moles em volta da 4ª IFP (seta) e osteopenia periarticular (pontas de seta).Redução uniforme do espaço das articulações do carpo.
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 11. Ver artigo
Partes moles × nódulo
Aumento de partes moles em volta da IFP do 4º dedo (setas).Nódulo reumatoide no 3º dedo (seta), no subcutâneo.
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 13. Ver artigo
Osteopenia
Punho e mão: osteoporose difusa, da doença longa e do corticoide.Pé: osteopenia periarticular nas MTF do 2º ao 5º dedos.
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 14. Ver artigo
Redução uniforme do espaço
Punho no diagnóstico, em 2019: espaços preservados.Cinco anos depois: redução uniforme dos espaços do carpo (quadro).
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 17. Ver artigo
Cistos subcondrais
Mãos: cistos nas cabeças do 2º e do 3º metacarpos (seta).A outra mão (setas).
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 18. Ver artigo
o diferencial pelo espaço
Na artrose e na doença por pirofosfato o estreitamento é assimétrico; na gota o espaço fica
preservado até tarde.
Distribuição e onde erode
Onde erode
Primeiro
Detalhe
Padrão
Poliarticular (3 ou mais), bilateral, proximal e simétrico
Mãos, punhos, pés e coluna cervical · IFD poupadas (pensar em artrose se dominam)
Mão
MCF e IFP, sobretudo do 2º e 3º dedos
Punho
Escafoide e capitato · hamato com o 3º metacarpo · trapezoide com o trapézio · estiloides do rádio e da ulna
Pé
Antepé, o mais acometido · as erosões começam nas MTF laterais, na cabeça do metatarso
5ª MTF erode pela face lateral, as demais pela medial
Médio e retropé
Talonavicular, calcaneocuboide, talocalcânea
Erosão do calcâneo com bursite retrocalcânea (também na espondilite e na artrite reativa)
Distribuição
Mão e pé: articulações mais acometidas em amarelo, menos acometidas em vermelho (as IFD costumam ser poupadas).
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 12. Ver artigo
Erosões nas áreas nuas
Erosões marginais nas áreas nuas da articulação do dedo (setas).Punho: erosão na face lateral do escafoide (setas).
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 15. Ver artigo
Erosões no pé
Antepé: redução uniforme do espaço e erosões nas MTF e IFP.Calcâneo em perfil: erosão da tuberosidade posterior (seta).
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 16. Ver artigo
Deformidades
Deformidade
Como
Por quê
Desvio ulnar das MCF
Com subluxação palmar da falange proximal
Força ulnar dos músculos, tração da placa palmar
Pescoço de cisne
Hiperextensão da IFP e flexão da IFD
Lesão dos colaterais, da placa palmar, do flexor superficial
Botoeira (boutonnière)
Flexão da IFP e hiperextensão da IFD
Ruptura da banda central do extensor
Caput ulnae
Cabeça e estiloide da ulna deslocadas para o dorso
Destruição da radioulnar distal; atrito nos extensores
Síndrome de Vaughan-Jackson
Ruptura sem trauma dos extensores, a partir do lado ulnar
Radioulnar distal doente
Sinal do scallop
Erosão côncava na face ulnar do rádio distal
Prediz ruptura dos extensores
Pé
Subluxação dorsal das MTF, dedos em garra, hálux valgo, pé plano valgo
Frouxidão dos colaterais e da placa plantar
Deformidades da mão
Desvio ulnar com subluxação palmar das falanges proximais.Botoeira no 4º dedo.Pescoço de cisne no 2º e 3º dedos.
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 19. Ver artigo
Caput ulnae e pé plano
Mão direita: erosões na radioulnar distal (seta) com a cabeça e a estiloide da ulna deslocadas para o dorso.Pé em perfil: pé plano.
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 20. Ver artigo
Sinal do scallop e Vaughan-Jackson, 82 anos
RM axial T1: instabilidade da radioulnar distal medida pelo método do epicentro.Mão direita: redução uniforme do espaço, erosões do carpo e o sinal do scallop (quadro).RM axial T1: subluxação e ruptura parcial do extensor do 5º dedo (círculo), depois da cirurgia dos extensores rompidos.
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 42. Ver artigo
Grandes articulações
Articulação grande
Achados
Cotovelo
Erosões começam na umerorradial · sinal da vela no perfil (coxins gordurosos deslocados) · bursite do olécrano
Joelho
A grande mais acometida · derrame no recesso suprapatelar · depois erosões, redução uniforme e cistos
Quadril
Redução concêntrica, bilateral e simétrica · protrusão acetabular · na artrose o estreitamento é superolateral, com osteófito e esclerose
Ombro
Erosão da cabeça junto ao tubérculo maior · ruptura do manguito com cabeça alta · lise da clavícula distal na acromioclavicular
Temporomandibular
Mais da metade dos pacientes · achatamento do côndilo, erosões, redução do espaço
Cotovelo avançado
Frente: redução importante do espaço e erosões.Perfil: sinal da vela, os coxins gordurosos afastados (setas).
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 21. Ver artigo
Quadril e joelho
Quadril: redução simétrica do espaço.Joelho em perfil: aumento de partes moles no recesso suprapatelar (seta).Joelho de frente: redução uniforme do espaço.
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 22. Ver artigo
Ombro
Cabeça do úmero alta e lise da clavícula distal (seta).
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 23. Ver artigo
Coluna cervical
É a terceira região mais acometida, depois de mãos e pés; metade dos pacientes não tem sintomas. O
achado mais comum é o pannus em C1-C2; a coluna torácica e a lombar quase nunca adoecem.
Subluxação
Critério
Anterior (atlantoaxial)
A mais comum · intervalo atlantodental maior que 3 mm no perfil · acima de 9 mm, mais risco neurológico
Vertical (impactação basilar)
A segunda · erosão dos côndilos, de C1 e de C2 · ponta do dente acima da linha de McGregor (palato duro ao ponto mais baixo do occipital)
Lateral
Massas laterais de C1 e C2 desalinhadas mais de 2 mm, na transoral
Subaxial
Mais de 3 mm entre as margens anteriores de dois corpos (aspecto em escada)
Pannus em C1-C2
RM sagital T2: pannus em volta do dente (seta) com subluxação anterior.
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 24. Ver artigo
Subluxação atlantoaxial anterior
Radiografia em perfil: intervalo atlantodental maior que 3 mm (seta).RM sagital T1 do mesmo paciente.
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 25. Ver artigo
Ultrassonografia
Achado no US
Definição
Sinovite
Tecido espesso, hipoecogênico e hipervascular dentro da articulação ou dos recessos
Tenossinovite
Bainha distendida por líquido, com ou sem sinóvia espessa, em geral com Doppler
Erosão
Falha cortical junto à articulação vista em dois planos ortogonais
Nódulo reumatoide
Nódulo hipoecogênico mal definido; o US guia a punção
Bursite
Nódulo reumatoide na fáscia plantar
Nódulo hipoecogênico mal definido, com Doppler.Punção guiada (agulha, ponta de seta) do nódulo (setas).
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 28. Ver artigo
Sinovite
Punho, 24 anos: tecido hipoecogênico em volta do carpo (em cima) com Doppler (embaixo).Mão, 62 anos: tecido hipoecogênico com Doppler na 2ª e na 4ª MCF.
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 29. Ver artigo
Tenossinovite dos flexores
Longitudinal: tendão espesso com líquido em volta (em cima) e Doppler aumentado (embaixo).Transversal: o mesmo.
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 30. Ver artigo
Erosão e sinovite
Sinovite com Doppler em volta da cabeça do 2º metacarpo.Erosão marginal na cabeça do metacarpo (ponta de seta, em cima) e sinovite com Doppler (embaixo).Outro paciente: erosão na área nua da cabeça do 2º metatarso (ponta de seta), com Doppler.
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 31. Ver artigo
+ complemento · o lugar do US
Acessível e em tempo real, mostra a inflamação ativa antes da radiografia e guia procedimentos. Não
atravessa o osso e depende de quem examina: uma erosão vista no US pede confirmação na radiografia ou na
RM.
Ressonância magnética
É o exame mais sensível na doença inicial e o melhor para inflamação de articulação, tendão, êntese e
medula óssea. Indicações: lesão inflamatória que a clínica e a radiografia não mostram, prognóstico
(sinovite e edema ósseo predizem dano estrutural), resposta ao tratamento, remissão e
complicações.
Sequência
Plano
Para quê
T1
Dois planos
Erosões (perda da cortical escura) e anatomia
T2 com supressão de gordura
Ao menos um
Derrame e edema da medula e das partes moles
T1 com supressão pós-contraste
Os mesmos dois do T1
Inflamação ativa: sinóvia que realça
Gradiente 3D com supressão
Variável
Cartilagem, osso subcondral
Sinovite e tenossinovite no punho
Axial e sagital com supressão de gordura: líquido nas bainhas dos flexores (setas) e edema ósseo no rádio (*).Coronal T2 com supressão: sinovite na radioulnar distal, radiocárpica e intercárpicas (pontas de seta) e erosões (setas).Axial T2 com supressão: sinovite (ponta de seta).
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 36. Ver artigo
Erosões e edema ósseo
Punho: erosão na ulna distal (seta).RM coronal T1 do mesmo paciente: várias erosões no carpo (setas), a cortical escura interrompida.Tornozelo: radiografia com redução do espaço e irregularidade da tuberosidade do calcâneo (seta), e RM sagital T2 com supressão com edema ósseo (*) e nódulo reumatoide (seta).
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 37. Ver artigo
Caso: dor nos punhos com rigidez matinal, 58 anos
Axial T1: erosões na base do 3º e 4º metacarpos (setas) e sinóvia espessa (ponta de seta); axial com supressão: sinovite (pontas de seta).Coronal com supressão: sinovite (pontas de seta) e edema ósseo (*).
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 38. Ver artigo
Caso: FR e ACPA positivos, 35 anos
Axial T1: erosões na base do 3º e 4º metacarpos (setas).Axial com supressão: sinóvia espessa (pontas de seta) e tenossinovite (setas verdes).Coronal com supressão: edema ósseo no carpo, no rádio e na ulna (*), sinovite (pontas de seta) e tenossinovite (setas verdes).
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 39. Ver artigo
Caso: cotovelo, 45 anos
Coronal T1: redução leve do espaço e sinovite na umerorradial (ponta de seta).Axial e coronal com supressão: derrame e sinóvia espessa nas articulações do cotovelo (pontas de seta), sem erosão nem edema ósseo.
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 40. Ver artigo
Caso: dor no tornozelo com corticoide, 72 anos
Radiografia sem alteração.Coronal T1 com supressão pós-contraste: erosão no maléolo medial (seta) e edema da tíbia distal por fratura por estresse (*).
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 41. Ver artigo
dor nova no paciente com corticoide
Dor com radiografia normal, em paciente com artrite reumatoide ativa e corticoide, pode ser
fratura por estresse: na RM, edema mal definido e reação periosteal.
Diagnóstico diferencial
Doença
Distribuição
Articulações
Erosões
Proliferação
Outros
Reumatoide
Simétrica, proximal
Carpo, MCF, IFP
Marginais
Não
Partes moles, nódulos, osteopenia
Psoriásica
Assimétrica, distal
IFP, IFD
Marginais
Sim
Dactilite, entesite, lápis na taça, mineralização normal
Artrose erosiva
Assimétrica, distal
IFP, IFD, 1ª MCF
Centrais (asa de gaivota)
Sim
Osteófitos, anquilose
Reativa
Assimétrica, proximal
Pé mais que mão, calcâneo
Mal definidas, tardias
Sim
1 a 4 semanas após infecção, autolimitada
Esclerodermia
Simétrica, distal
IFD
Acro-osteólise
Não
Calcificações, atrofia de partes moles
Gota
Assimétrica
1ª MTF, IF
Com borda esclerótica (em saca-bocado)
Não
Tofos, espaço e mineralização preservados
Pirofosfato
Simétrica, proximal
2ª e 3ª MCF, radiocárpica
Não
Sim
Condrocalcinose
Hemocromatose
Simétrica, proximal
2ª e 3ª MCF e IFP
Não
Sim
Osteófito em gancho
Esclerodermia
Acro-osteólise e atrofia de partes moles.Reabsorção do tufo da falange e calcificação de partes moles.
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 50. Ver artigo
Gota
Pé: erosões com borda esclerótica (setas) e tofo junto à 1ª MTF (pontas de seta).Desenho: erosões dentro e em volta da articulação, tofos e espaço preservado.
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 51. Ver artigo
Doença por pirofosfato
Desenho: condrocalcinose e osteófitos pequenos na 2ª e 3ª MCF e no punho.Punho: condrocalcinose da fibrocartilagem triangular (seta).
Fonte: Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. RadioGraphics 2026;46(3):e250059, apresentação, slide 52. Ver artigo
a pergunta que separa
Osteopenia e nenhuma proliferação óssea falam por artrite reumatoide; mineralização normal com
proliferação óssea fala por psoriásica.
Pontos de prova: alto rendimento
ACR/EULAR
≥ 6 pontos, classificação
ACPA
Mais específico, pior prognóstico
Distribuição
Simétrica, proximal, poupa IFD
Primeiros sinais
Partes moles e osteopenia periarticular
Erosão
Marginal, nas áreas nuas
Espaço
Redução uniforme
Mão
MCF e IFP do 2º e 3º, estiloide ulnar
Pé
5ª MTF pela face lateral
Scallop
Rádio distal ulnar, prediz ruptura de extensor
Quadril
Concêntrico, protrusão
Ombro
Cabeça alta, lise da clavícula distal
C1-C2 anterior
> 3 mm
Vertical
Dente acima de McGregor
Erosão no US
Dois planos
Prognóstico na RM
Sinovite e edema ósseo
Armadilhas e erros comuns
Erros
Chamar o critério de classificação de diagnóstico
Confundir aumento de partes moles com nódulo reumatoide
Procurar erosão nas IFD
Perder a erosão lateral da 5ª MTF
Esquecer a coluna cervical antes de intubação ou cirurgia
Fechar erosão vista em um só plano no US
Atribuir dor nova à doença sem pensar em fratura por estresse
Questões
Questões
uma passada rápida no que o caderno cobraQuestão 1 / 6
Questão 1
Sinovite em 6 pequenas articulações das mãos, FR positivo baixo, sintomas há 8 semanas e PCR normal. Pelo ACR/EULAR 2010:
4 a 10 pequenas articulações = 3; positivo baixo = 2; 6 semanas ou mais = 1; reagentes normais = 0. Total 6, o mínimo para classificar.
No pé, a erosão inicial típica da artrite reumatoide aparece em:
As erosões começam nas MTF laterais; a da 5ª MTF começa pela face lateral (as demais pela medial). Erosão na face medial da 1ª MTF com tofo sugere gota.
Subluxação vertical (impactação basilar) na artrite reumatoide é reconhecida quando:
Erosão dos côndilos e das massas de C1 e C2 deixa o dente subir: ponta acima da linha de McGregor. Mais de 3 mm no intervalo é a anterior; mais de 2 mm nas massas, a lateral.
Fonte.
Martínez de Vega L, Baker J, Suevos-Ballesteros C, et al. A Radiologic Walk through Rheumatoid
Arthritis. RadioGraphics 2026;46(3):e250059 (artigo e apresentação em slides). doi:10.1148/rg.250059
A fonte não traz escores de dano radiográfico (Sharp, Larsen) nem de RM (RAMRIS), nem a artrite idiopática
juvenil. Os slides entraram só com as imagens; os desenhos com rótulos e os quadros em inglês ficaram de
fora, e o quadro do diferencial virou tabela. Conferido em 07/10/2026.
Blocos marcados com + complemento são aprofundamentos opcionais, tirados da mesma fonte.