Na angio-TC de coronárias, qual característica marca uma placa como vulnerável, com risco maior de ruptura?
Cardiopatia Isquêmica e o Roteiro da RM Cardíaca
Estenose não é isquemia
O cateterismo mostra a anatomia da coronária, mas não diz se a estenose limita o fluxo. Pela anatomia, é grave a estenose de 50% ou mais no tronco da coronária esquerda e de 70% ou mais nas outras artérias. Só que o grau nem sempre acompanha a repercussão: uma estenose de 70% às vezes não limita o fluxo, e dois terços das estenoses moderadas (50 a 69%) não limitam. Quem decide é a fisiologia, medida no cateterismo pela reserva de fluxo fracionada (FFR): a pressão depois da estenose dividida pela pressão na aorta, sob hiperemia máxima. FFR de 0,8 ou menos é significativa.
A imagem não invasiva entra nas duas pontas: a angio-TC de coronárias vê a anatomia, e os exames de perfusão sob estresse (RM, TC, PET (tomografia por emissão de pósitrons), SPECT (tomografia por emissão de fóton único)) e o eco de estresse veem a fisiologia. Depois vem o infarto, que a RM com realce tardio mostra melhor que qualquer outro método, e as suas complicações. No meio do caderno está o roteiro para ler uma RM cardíaca de rotina.
Angio-TC de coronárias e escore de cálcio
O exame tem duas partes. Primeiro, a TC sem contraste sincronizada ao ECG mede o escore de cálcio (Agatston), comparado com bancos de referência por idade, sexo e etnia (MESA: Multi-Ethnic Study of Atherosclerosis) para estimar o risco de evento em 5 anos. Depois, a angio-TC com contraste a 5 a 7 mL/s: prospectiva (raio só no meio da diástole) com ritmo regular abaixo de 60 bpm; retrospectiva (o ciclo inteiro, mais dose) com arritmia ou frequência alta, que também permite avaliar a contração do ventrículo esquerdo.
| Grau | Redução do diâmetro |
|---|---|
| Sem estenose | 0% |
| Mínima | 1 a 24% |
| Leve | 25 a 49% |
| Moderada | 50 a 69% |
| Grave | 70 a 99% (no tronco da coronária esquerda, 50% ou mais) |
| Oclusão | 100% |







O CAD-RADS (Coronary Artery Disease Reporting and Data System, de 0 a 5) padroniza o laudo com base nesses graus. A angio-TC tem sensibilidade de 94%, especificidade de 83% e valor preditivo negativo de 99%; com angio-TC negativa, o risco de evento grave em 2 anos foi zero. O ponto fraco é o valor preditivo positivo (48 a 64%): ela vê a placa, não a isquemia.
| Placa vulnerável | O que é |
|---|---|
| Baixa atenuação | Menos de 30 UH (unidades Hounsfield; a placa lipídica fica em 11 a 99 UH; a fibrosa, em 77 a 121 UH) |
| Calcificação puntiforme | Focos pequenos de cálcio dentro da placa |
| Remodelamento positivo | O vaso se alarga para acomodar a placa: lúmen mais placa maior que o segmento normal antes e depois |
| Sinal do anel de guardanapo | Centro hipoatenuante cercado por um anel fino hiperatenuante |

Estresse farmacológico
Todo exame de perfusão compara duas aquisições: estresse (vasodilatador ou pico do exercício) e repouso. A artéria normal dilata e o fluxo sobe; o território depois de uma estenose significativa já está dilatado em repouso e fica para trás no estresse.
| Vasodilatador | Dose | Detalhes |
|---|---|---|
| Adenosina | 140 µg/kg/min por até 6 min | Meia-vida curta, em geral sem antídoto · bloqueio atrioventricular de 2º e 3º graus em 8% · broncoespasmo |
| Regadenoson | 0,4 mg em bolus | Agonista seletivo A2A (do receptor A2A da adenosina): não bloqueia o nó e não é contraindicado na asma (monitorar) · revertido com aminofilina 100 mg |
| Dipiridamol | 0,56 mg/kg em 4 min | Meia-vida mais longa que a da aminofilina: sintomas podem voltar depois da reversão · mesmas contraindicações da adenosina |
| Contraindicações | Quais |
|---|---|
| Gerais | Angina instável ou infarto agudo · insuficiência cardíaca descompensada · doença aguda (TEP (tromboembolia pulmonar), miocardite, pericardite, dissecção, AVC) · hipertensão pulmonar grave · estenose aórtica ou obstrução da via de saída críticas · pressão acima de 200/110 · arritmia não controlada, bloqueio de 2º ou 3º grau sem marca-passo |
| Do vasodilatador | Asma ou enfisema com sibilância · pressão sistólica abaixo de 90 · cafeína nas últimas 12 horas (bloqueia o receptor de adenosina) |
| Do contraste | Filtração abaixo de 30 mL/min/1,73 m² (RM e TC) · alergia · contraindicações da RM |
Perfusão sob estresse na RM
Três cortes no eixo curto (basal, médio e apical) acompanham a primeira passagem do gadolínio (0,05 mmol/kg) por 60 batimentos, no estresse e, cerca de 10 minutos depois, em repouso. Entre as duas vêm as cines; depois, o realce tardio, que no mesmo exame acha o infarto que ninguém conhecia.
| Leitura | Como |
|---|---|
| Visual | Área hipointensa ou que realça mais devagar nos primeiros 7 a 15 batimentos depois da chegada do contraste, num território coronário · descrever gravidade, extensão (subendocárdica ou transmural) e se é reversível (só no estresse) |
| Quantitativa | Mapas de fluxo em mL/min/g por pixel · reserva de perfusão (estresse ÷ repouso) abaixo de 1,5 é anormal, 1,5 a 2 é limítrofe, acima de 2 é normal · pega a isquemia balanceada de três vasos, que a leitura visual perde |
| Semiquantitativa | Curvas de intensidade e inclinação · não recomendada (subestima o fluxo alto) |









| Defeito verdadeiro | Artefato de borda escura | |
|---|---|---|
| Espessura | Mais espesso, segue a parede | Fino, uma linha subendocárdica |
| Onde | Território de uma coronária | Em geral no septo, na direção da codificação de fase |
| Tempo | Persiste por vários batimentos no pico do realce, com o mesmo tamanho | Aparece quando o contraste chega à cavidade, antes de chegar ao miocárdio, e some em 8 a 10 quadros |
| Causa | Isquemia | Anel de Gibbs, movimento, volume parcial · piora com frequência alta |





TC de perfusão e FFR-TC
| Método | O que faz | Números |
|---|---|---|
| TC de perfusão sob estresse | Duas aquisições com contraste (estresse e repouso), estáticas ou dinâmicas; junto com a angio-TC, sobe muito a especificidade | Sensibilidade 92%, especificidade 82% · mais dose (dois exames) |
| FFR-TC | Simulação do fluxo a partir da própria angio-TC, sem estresse e sem exame a mais · valor por segmento da árvore | Sensibilidade 90%, especificidade 71% · abaixo de 0,8 é significativa |











PET, SPECT e eco de estresse
| Método | Pontos fortes | Limites |
|---|---|---|
| PET (rubídio-82) | Sensibilidade 87%, especificidade 84% · fluxo absoluto e reserva de fluxo (abaixo de 1,5 é anormal) · serve com arritmia, insuficiência renal e marca-passo · metabolismo com FDG (fluordesoxiglicose) para viabilidade | Caro, pouco disponível, exame mais longo · o rubídio tem meia-vida de cerca de 75 segundos |
| SPECT (sestamibi) | O mais disponível · faz-se em qualquer paciente | Sensibilidade 70%, especificidade 78% · maior dose (10 a 30 mSv) · exame de 2 a 4 horas · perde a isquemia balanceada |
| Eco de estresse | Barato, sem radiação, portátil | Sensibilidade 77%, especificidade 75% · janela ruim no obeso |

| Armadilha do SPECT | Como reconhecer |
|---|---|
| Atenuação pela mama (parede anterior) ou pelo diafragma (parede inferior) | Contração normal no ECG-gated · rever as imagens brutas |
| Captação hepatobiliar abaixo do diafragma | A parede inferior parece quente e o resto do ventrículo parece frio (a escala é normalizada pelo ponto mais quente) |
| Afilamento apical normal | Defeito no ápice com contração normal |
| Bloqueio de ramo esquerdo | Defeito septal com movimento paradoxal do septo |

Qual exame pedir
Dois andares de desempenho: alto (perfusão na RM, PET, FFR-TC e TC de perfusão) e menor (SPECT e eco de estresse). Na prática, decide também quem está disponível e o rim do paciente.
| Caminho | Para quem | Como segue |
|---|---|---|
| Angio-TC primeiro | Probabilidade pré-teste baixa | Normal com escore zero: prevenção e outro diagnóstico · estenose abaixo de 50%: tratamento clínico e outra causa para a dor · tronco 50% ou mais: cateterismo · grave fora do tronco: tratamento clínico; se falhar, prova funcional |
| Estresse primeiro | Mais velhos, probabilidade mais alta, stent | 1º andar: RM, PET, TC de perfusão · 2º: SPECT, eco · 3º: RM com dobutamina · alterado: tratamento clínico; se falhar, FFR-TC ou cateterismo com FFR |
| Insuficiência renal grave | Filtração abaixo de 30 | Sem angio-TC e sem perfusão na RM: PET, SPECT, eco, RM com dobutamina (sem realce tardio) |
Roteiro da RM cardíaca de rotina
Qualquer que seja a indicação, a leitura responde a quatro perguntas: anatomia (câmaras, valvas, pericárdio), função (contração), tecido (edema, fibrose, infiltração) e hemodinâmica (perfusão e fluxo). Olhe cada uma separadamente e depois junte.
| Sequência | Para quê |
|---|---|
| Sangue escuro (dupla inversão; tripla com supressão de gordura) | Anatomia, parede, pericárdio, massas |
| Cine SSFP (steady-state free precession: sequência de precessão livre em estado de equilíbrio; sangue claro) | Rotina: melhor sinal e mais rápida · volumes, fração de ejeção, contração · a GRE (gradiente-eco) com gradiente destruído é a alternativa com marca-passo, prótese ou shunt (menos artefato de suscetibilidade, mais sensível a fluxo) |
| T2 STIR (short tau inversion recovery: sequência com supressão de gordura por inversão) e mapa T2 | Edema e inflamação aguda |
| Mapas T1 e VEC (volume extracelular) | Doença difusa que o olho não vê |
| Perfusão de primeira passagem | Isquemia (com estresse), massas e trombos |
| Realce tardio | Fibrose, necrose, infiltração |
| Contraste de fase | Fluxo, regurgitação, shunt, gradiente |
Os planos (2, 3 e 4 câmaras e o eixo curto, com 10 a 18 cortes da base ao ápice) seguem a nomenclatura de 17 segmentos do eco: base 1 a 6 (do anel mitral à ponta dos papilares), meio 7 a 12, ápice da cavidade 13 a 16 e o ápice verdadeiro, 17, além do fim da cavidade.
| Função | Valores de referência |
|---|---|
| Volumes | Pelo eixo curto (regra de Simpson) · VS (volume sistólico) = VDF (volume diastólico final) − VSF (volume sistólico final) · FE (fração de ejeção) = VS ÷ VDF · sem shunt, os volumes sistólicos dos dois ventrículos são quase iguais |
| Dilatação | VDF indexado acima de cerca de 100 mL/m² (VE: ventrículo esquerdo) ou 111 mL/m² (VD: ventrículo direito) |
| Espessura | Em diástole, perpendicular à parede, de preferência no eixo curto: cerca de 5 a 13 mm, afinando para 1 a 2 mm na ponta · papilar acima de 1,1 cm é anormal |
| Contração | Hipocinesia (difusa: miocardiopatia, valva ou três vasos; regional: isquemia ou inflamação) · acinesia (cicatriz) · discinesia (vai para fora na sístole) |




| Tecido | Valores de referência (variam com o aparelho) |
|---|---|
| T2 STIR | Miocárdio com mais de 2 vezes o sinal do músculo esquelético = edema |
| Mapa T2 | Cerca de 50 a 60 ms · mais sensível para edema difuso |
| T1 nativo | Cerca de 900 a 1.100 ms · sobe com água: infarto agudo, miocardite, Takotsubo, e com infiltração |
| T1 pós-contraste | Cerca de 300 a 400 ms |
| VEC (volume extracelular) | Calculado com T1 antes e depois e o hematócrito · acima de cerca de 29% está aumentado (fibrose, edema, amiloide) |
| T2* | Abaixo de 20 ms: sobrecarga de ferro com risco de arritmia · abaixo de 10 ms prevê insuficiência cardíaca |






| Realce tardio | Padrão | Pensar em |
|---|---|---|
| Isquêmico | Subendocárdico, com extensão variável até transmural, no território de uma coronária | Infarto |
| Não isquêmico | Mesomiocárdico | Miocardiopatia hipertrófica, sarcoidose |
| Não isquêmico | Subepicárdico | Miocardite, sarcoidose |
| Não isquêmico | Subendocárdico difuso, fora de território coronário | Amiloidose |









O infarto na imagem
A morte do miócito aumenta o espaço extracelular: o gadolínio entra e sai mais devagar e o infarto fica claro no realce tardio, 10 a 20 minutos depois do contraste. O achado típico é o realce que começa no subendocárdio e avança para o epicárdio, graduado pela extensão transmural (nenhuma, 1 a 25, 26 a 50, 51 a 75, 76 a 99 e 100%).
| Achado | O que significa |
|---|---|
| Extensão transmural acima de 50% | Pouca chance de o segmento voltar a contrair depois da revascularização |
| Obstrução microvascular | Área escura dentro do infarto no realce precoce e tardio (microtrombos, sem reperfusão) · pior prognóstico |
| Contração alterada sem realce | Atordoado (isquemia transitória; melhora sozinho, em minutos a dias) ou hibernante (isquemia crônica; melhora com revascularização) |
| Fase aguda | Edema no T2 e inchaço do miocárdio vizinho: o realce agudo superestima a cicatriz |




| Método | Como o infarto aparece |
|---|---|
| TC (inclusive a de tórax comum) | Área hipoatenuante no território, parede afilada, calcificação, gordura (metaplasia) · a TC tardia, como o realce tardio, ainda está em validação |
| PET e SPECT | Defeito fixo (no estresse e no repouso) · pode ser infarto ou miocárdio hibernante: no PET, metabolismo de FDG no defeito = viável |




Complicações do infarto
| Complicação | Imagem | Por que importa |
|---|---|---|
| Aneurisma verdadeiro | Abaulamento de colo largo com as três camadas, parede fina, acinética ou discinética, com realce | Estável, pode calcificar · trombo é comum |
| Pseudoaneurisma | Abaulamento de colo estreito: ruptura contida por cicatriz ou pericárdio | Cirurgia |
| Trombo | Sem realce dentro da cavidade, junto da parede infartada (ápice) · realce tardio é o melhor método (sensibilidade 88%, especificidade 99%) | Acha trombo pequeno que o eco e a cine perdem |
| Metaplasia gordurosa | Gordura curvilínea dentro do infarto antigo · Dixon, mapa T1, artefato de desvio químico; na TC, gordura | Comum · arritmia |
| Comunicação interventricular | Falha no septo infartado, jato do VE para o VD | 0,17% dos infartos, metade morre na 1ª semana |
| Hematoma intramiocárdico | Área sem realce, expansiva, dentro da parede infartada; na TC, contraste entrando na parede | Raro, ameaça a vida |
| Insuficiência mitral isquêmica | Disfunção ou ruptura do papilar posteromedial (infarto inferior) · edema pulmonar, às vezes só no lobo superior direito | Cirurgia valvar |
| Síndrome de Dressler | Pericárdio espesso e derrame; realce do pericárdio nos casos crônicos | Até 5%, 2 a 10 semanas depois · autoimune |














Pontos de prova: alto rendimento
| Estenose grave | Tronco ≥ 50% · demais ≥ 70% |
| Moderada 50–69% | Dois terços não limitam o fluxo |
| FFR | ≤ 0,8 é significativa |
| Angio-TC | S 94%, E 83%, VPN (valor preditivo negativo) 99%, VPP (valor preditivo positivo) 48–64% |
| Placa vulnerável | < 30 UH, cálcio puntiforme, remodelamento positivo, anel de guardanapo |
| Artefatos | FC (frequência cardíaca) > 65, blooming, endurecimento do feixe |
| Adenosina | Bloqueio AV (atrioventricular) em 8%, broncoespasmo |
| Regadenoson | A2A seletivo · reverte com aminofilina |
| Cafeína | 12 h antes: falso negativo |
| Perfusão na RM | S 90%, E 94% · a melhor |
| PET | S 87%, E 84% |
| Reserva de perfusão | < 1,5 anormal |
| Borda escura | Fina, septal, antes do miocárdio realçar |
| FFR-TC | < 0,8 · não com stent, ponte, congênita |
| SPECT | S 70%, E 78% · perde isquemia balanceada |
| Dilatação transitória | Isquemia de vários vasos |
| Bloqueio de ramo esquerdo | Falso defeito septal no SPECT |
| Angio-TC primeiro | Probabilidade baixa |
| Estresse primeiro | Mais velhos, stent |
| 17 segmentos | Base 1–6, meio 7–12, ápice 13–16, 17 |
| Edema no STIR | > 2× o músculo esquelético |
| VEC | > ~29% aumentado |
| Infarto no realce tardio | Subendocárdico → transmural, território |
| Transmural > 50% | Pouca recuperação |
| Obstrução microvascular | Escuro no infarto · pior prognóstico |
| Sem realce, não contrai | Atordoado ou hibernante |
| Trombo | Realce tardio S 88%, E 99% |
| Colo largo × estreito | Aneurisma × pseudoaneurisma (cirurgia) |
| Papilar posteromedial | Infarto inferior → insuficiência mitral |
| Dressler | 2–10 semanas, pericárdio |
Armadilhas e erros comuns
Erros
- Chamar de significativa uma estenose só pelo grau, sem prova funcional
- Superestimar estenose calcificada (blooming)
- Fazer o estresse com cafeína no dia
- Chamar de isquemia a linha fina septal que some antes do miocárdio realçar
- Confiar no SPECT normal num paciente de três vasos (isquemia balanceada)
- Usar FFR-TC em stent ou ponte
- Ler realce tardio com o tempo de inversão errado
- Chamar de realce o sangue lento junto do endocárdio sem comparar com a cine
- Chamar de aneurisma a ruptura contida de colo estreito
- Não ver o infarto antigo numa TC de tórax de rotina
Questões
Questões
uma passada rápida no que o caderno cobraQuestão 1 / 6Paciente chega para RM de perfusão sob estresse com adenosina e conta que tomou dois cafés há 2 horas. A melhor conduta é:
Na perfusão sob estresse, uma linha escura e fina no subendocárdio do septo aparece quando o contraste chega à cavidade e some em poucos quadros, antes do pico de realce do miocárdio. O repouso é normal. O achado é:
Homem de 24 anos com dor torácica e troponina alta, coronárias normais. A RM mostra edema no T2 e realce tardio subepicárdico na parede lateral, poupando o subendocárdio. O diagnóstico mais provável é:
Na RM de um paciente com infarto anterior antigo, a parede anterior está acinética e tem realce tardio subendocárdico com cerca de 75% de extensão transmural. O que se espera da revascularização desse segmento?
Duas semanas depois de uma cirurgia de revascularização, a angio-TC mostra um abaulamento do ventrículo esquerdo cheio de contraste, com colo estreito. A conduta é:
Cadernos relacionados
- 60: Síndromes Aórticas Agudas na Angio-TCA outra urgência vascular do tórax, com a mesma técnica sincronizada ao ECG.
- 49: TEP na Angio-TCDor torácica aguda: o outro diagnóstico da angio-TC de tórax.
Sirajuddin A, Mirmomen SM, Kligerman SJ, Groves DW, Burke AP, Kureshi F, White CS, Arai AE. Ischemic Heart Disease: Noninvasive Imaging Techniques and Findings. RadioGraphics 2021;41(4):990–1021. doi:10.1148/rg.2021200125 (CC BY 4.0)
Muneeb A, Betancourt-Cuellar S, Palacio DM. Routine Cardiac MRI: Systematic Approach to Interpretation. RadioGraphics 2024;44(3):e230068. doi:10.1148/rg.230068 (artigo e apresentação de slides)
Os valores de referência da RM (mapas, VEC, volumes) variam com o aparelho e o protocolo; cada serviço tem a sua faixa. Conferido em 06/10/2026.
Blocos marcados com + complemento são aprofundamentos opcionais, tirados das mesmas fontes.