A medula muda com a idade: nasce vermelha (hematopoética) e vai ficando amarela (gordurosa). Na RM, a
leitura começa pelo T1 sem saturação, comparando o sinal da medula com dois vizinhos: o
músculo nos membros e o disco na coluna. Sinal normal ou alto quase sempre é benigno; sinal
reduzido pode ser as duas coisas, e aí entram a distribuição, as epífises, o realce e a oposição de fase.
as duas regras de ouroMembros: no adulto jovem, a medula vermelha em T1 tem sinal maior que o do músculo
adjacente. Coluna: a partir dos 5 anos, o corpo vertebral em T1 tem sinal maior que o do
disco. Igual ou abaixo do músculo (ou do disco) é suspeito.
Composição e conversão
Componente
Medula vermelha
Medula amarela
Adipócitos
~50%
~95%
Células hematopoéticas
~45%
0%
Outras células
~5%
~5%
Composição da medula
Medula vermelha: células hematopoéticas (vermelho) entre adipócitos (amarelo).Medula amarela: quase só adipócitos.
Fonte: Augusto ACdL, Benetti B, Kase DT, et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250165, apresentação, slide 6. Ver artigo
Por isso a medula vermelha tem sinal intermediário e homogêneo em T1 e T2, e a amarela segue a
gordura (alta em T1, apagada pela saturação). T1 baixo significa gordura medular trocada por células
ou por água (edema).
Osso longo
Conversão (vermelha → amarela)
Direção no esqueleto
Do apendicular para o axial, começando nas extremidades distais dos membros (centrípeta)
Época
Começa no 1º ano; quase completa na maturidade esquelética; no esqueleto axial continua a vida toda
Dentro de cada osso
Epífises e apófises → diáfise média → metáfise distal → metáfise proximal (a última)
Adulto jovem
Vermelha residual na calota, coluna, costelas, esterno, pelve e fêmures e úmeros proximais
Variante normal
Medula vermelha nas metáfises proximais do úmero e do fêmur (menos vezes nas distais)
Epífises e apófises
Em geral amarelas
Medula vermelha normal no adulto jovem
Úmero, T1 e T2 com saturação de gordura: medula vermelha na metáfise proximal (setas), com sinal intermediário e homogêneo.Fêmur proximal, T1 (seta).Fêmur proximal, T2 com saturação de gordura (seta).
Fonte: Augusto ACdL, Benetti B, Kase DT, et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250165, apresentação, slide 10. Ver artigo
reconversão: o caminho de volta
Com mais demanda de sangue, a medula amarela volta a ser vermelha na ordem inversa: começa nas
metáfises, e as epífises são as últimas. Medula vermelha na epífise de adulto é, por isso, um alerta.
Coluna: idade e disco
Idade
T1 sagital da coluna
Até 6 meses
Corpos mais escuros que o disco (muito osso trabecular e medula hematopoética); normal só nessa idade
1º ano
Começa a conversão, em volta do plexo venoso basivertebral, depois junto às placas terminais
5 anos
Corpo vertebral já mais claro que o disco; daqui em diante, igual ou abaixo do disco sugere doença
~25 anos
Processo tipicamente completo
Até a meia-idade
Pode persistir medula vermelha, com gordura só em volta do plexo basivertebral
Idoso
Infiltração gordurosa: sinal mais alto e heterogêneo em T1 (variante normal)
A coluna com a idade, T1 sagital
2 dias e 2 anos: corpos mais escuros que o disco no recém-nascido, conversão começando.5 anos: corpos já mais claros que o disco.14 anos.27 anos: conversão completa.
Fonte: Augusto ACdL, Benetti B, Kase DT, et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250165, apresentação, slide 11. Ver artigo
Coluna jovem e idosa
61 anos, T1: sinal mais alto e heterogêneo (infiltração gordurosa normal da idade).61 anos, outro corte em T1.25 anos, T1: sinal homogêneo, mais claro que o disco.25 anos, T2.
Fonte: Augusto ACdL, Benetti B, Kase DT, et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250165, apresentação, slide 13. Ver artigo
ilhas de gordura
No adulto, a distribuição da gordura vertebral é variável, e ilhas de gordura podem simular lesão. Gordura
focal é alta em T1 e cai com a saturação: não é a lesão que preocupa.
Abordagem pelo T1
Duas perguntas: o T1 está normal/alto ou reduzido? Se reduzido, focal ou difuso?
Lipoma intraósseo no úmero proximal, T1 e T2 com saturação: gordura na periferia e degeneração cística no centro (setas).Doença de Paget, T1: córtex espesso, trabéculas grosseiras e sinal de gordura.
Fonte: Augusto ACdL, Benetti B, Kase DT, et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250165, apresentação, slide 15. Ver artigo
a exceção que pega
Metástase de melanoma costuma ser hiperintensa em T1 (melanina ou sangue) e realça. Com
história de melanoma, T1 alto não tranquiliza: fazer contraste.
T1 reduzido
Benigno ou maligno
Focal
Tumor ósseo primário · metástase solitária · mieloma (plasmocitoma) · hemangioma atípico · Modic I e III · osteomielite · fratura (insuficiência ou patológica) · amiloide (hemodiálise) · displasia fibrosa
Difuso benigno
Hiperplasia hematopoética (anemia crônica, mais demanda de O₂) · hemossiderina (baixa em todas as sequências) · atrofia serosa · inflamação sistêmica (sarcoidose, gota, espondiloartropatia)
Multifocal ou difuso maligno
Leucemia, linfoma, mieloma, metástases (mais destruição cortical), mielofibrose; suspeita maior quando acomete os elementos posteriores da coluna
T1 baixo focal
Plasmocitoma da escápula, T1, T2 e T1 pós-contraste: lesão expansiva lobulada, aspecto de mini-cérebro (setas).Osteomielite do fêmur direito, T2 com saturação de gordura.A mesma osteomielite em T1.
Fonte: Augusto ACdL, Benetti B, Kase DT, et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250165, apresentação, slide 17. Ver artigo
T1 baixo multifocal: metástases
Pelve, coronal T1 e STIR (short tau inversion recovery: sequência com supressão de gordura por inversão): lesões focais (setas brancas) e rotura cortical no ilíaco esquerdo (seta vermelha).
Fonte: Augusto ACdL, Benetti B, Kase DT, et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250165, apresentação, slide 18. Ver artigo
Benigno ou maligno
Característica
Benigno
Maligno
Sinal em T1
Levemente baixo, acima do músculo
Muito baixo, igual ou abaixo do músculo
Distribuição
Simétrica
Focal ou assimétrica
Epífises
Em geral poupadas
Envolvidas cedo
Realce
Leve e homogêneo
Ávido e heterogêneo
Evolução
Lenta (meses a anos)
Rápida
Achados associados
Córtex íntegro
Rotura cortical, reação periosteal, massa de partes moles
Contexto
Anemia, atleta, fumante
Câncer conhecido, dor óssea sem explicação
Leucemia ou hiperplasia? Joelhos
Em cima, leucemia mieloide crônica (mulher de 35 anos): T1 abaixo do músculo, chegando à epífise (círculo vermelho), e T2 com saturação alto (seta). Embaixo, anemia falciforme (mulher de 40 anos): T1 acima do músculo, epífise poupada (círculo verde).
Fonte: Augusto ACdL, Benetti B, Kase DT, et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250165, apresentação, slide 21. Ver artigo
Hiperplasia ou mielofibrose?
Homem de 19 anos com anemia falciforme, T1: medula vermelha na pelve e nos fêmures, acima do músculo (setas verdes).Homem de 57 anos com mielofibrose primária, ombro em T1 e T2 com saturação: acometimento difuso do úmero e da glenoide (círculo), sinal pouco acima do músculo.O homem de 19 anos, coronal sensível a líquido.
Fonte: Augusto ACdL, Benetti B, Kase DT, et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250165, apresentação, slide 24. Ver artigo
Reconversão
Hiperplasia hematopoética
Causas fisiológicas
Tabagismo, obesidade, grande altitude, treino de resistência
Causas patológicas
Anemias crônicas (como a falciforme), diabetes, outras doenças crônicas
Sinal
T1 baixo, mas levemente acima do músculo; simétrica; poupa as epífises
Realce
Nenhum ou leve e homogêneo
mielofibrose: a exceção à regra do músculo
Na mielofibrose primária a medula vira tecido colágeno, e o T1 pode ficar levemente acima do
músculo, como na hiperplasia. Aí decidem a idade, o hemograma e a história, não o sinal.
+ complemento · os casos lado a lado
Leucemia mieloide crônica no joelho (mulher de 35 anos): T1 abaixo do músculo, chegando à
epífise. Anemia falciforme (mulher de 40 anos): T1 acima do músculo, epífise poupada. Mesma
pergunta, respostas opostas.
Infiltração e tumores
Doença
Na RM
Pistas
Leucemia
T1 difusamente baixo, abaixo do músculo; T2 alto
Epífises e elementos posteriores acometidos
Linfoma ósseo
T1 intermediário a baixo, focal ou difuso; realce
Primário é raro (osso como único sítio por ≥ 6 meses); o secundário prefere o esqueleto axial; reação periosteal
Mieloma múltiplo
T1 difuso igual ou abaixo do disco; T2 heterogêneo
Pelve e elementos posteriores; fraturas patológicas
T1 baixo (exceto melanoma e hemorrágicas), T2 alto, realce
Pelve, vértebras e esterno (via hematogênica, onde há medula vermelha); sinal do halo
Osteossarcoma
T1 abaixo do músculo, realce
Metáfise de osso longo do adolescente e adulto jovem; matriz osteoide na radiografia
Linfoma do fêmur distal, mulher de 51 anos
T1: sinal intermediário focal na metadiáfise (seta).T2 com saturação: reação periosteal (seta).T1 pós-contraste: realce difuso (seta).Dois anos depois da radioterapia: a lesão e a reação periosteal diminuíram (setas).
Fonte: Augusto ACdL, Benetti B, Kase DT, et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250165, apresentação, slide 26. Ver artigo
Linfoma do úmero proximal, mulher de 33 anos
T1, T2 com saturação e T1 pós-contraste: T1 abaixo do músculo no úmero proximal, com realce e reação periosteal (setas); glenoide e úmero distal poupados.
Fonte: Augusto ACdL, Benetti B, Kase DT, et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250165, apresentação, slide 27. Ver artigo
Metástases de melanoma, homem de 53 anos
T1 (em cima), T2 com saturação (no meio) e T1 pós-contraste (embaixo): lesões redondas hiperintensas em T1 na pelve e no fêmur proximal, com acometimento cortical, edema em volta e realce (setas).
Fonte: Augusto ACdL, Benetti B, Kase DT, et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250165, apresentação, slide 29. Ver artigo
Paget ou metástase? Sacro
Homem de 67 anos, T1 coronal: sinal heterogêneo no sacro (asterisco), com muita gordura preservada.O mesmo sacro em STIR.Mulher de 45 anos com câncer de mama, coronal: lesões focais nos ilíacos (setas).A mesma paciente, outro corte coronal (setas).Paget, T1 axial: córtex espesso (seta) e gordura preservada (asterisco).Metástases, T1 axial: lesões focais nos ilíacos (setas) e sinal baixo difuso no sacro (asterisco).
Fonte: Augusto ACdL, Benetti B, Kase DT, et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250165, apresentação, slide 31. Ver artigo
Mieloma ou medula do idoso? Coluna
Mulher de 81 anos, T1, T2 e T2 com saturação: padrão heterogêneo de gordura, normal para a idade.Homem de 50 anos com mieloma múltiplo: T1 difusamente baixo, parecido com o disco, e fraturas patológicas (setas).O mesmo homem: sagital sensível a líquido (setas) e coronal com acometimento da pelve e dos elementos posteriores.
Fonte: Augusto ACdL, Benetti B, Kase DT, et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250165, apresentação, slide 38. Ver artigo
Osteossarcoma do úmero proximal, homem de 28 anos
T1, T1 pós-contraste e T2 com saturação: T1 abaixo do músculo no úmero proximal, com realce (setas).
Fonte: Augusto ACdL, Benetti B, Kase DT, et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250165, apresentação, slide 35. Ver artigo
sinal do halo
Anel hiperintenso em T2 em volta da lesão (trabéculas destruídas com líquido), mais visível quando
o centro é escuro em T2. Favorece metástase.
+ complemento · metástases mais comuns no adulto
Próstata, mama, pulmão, rim, melanoma, tireoide e tubo digestivo. Podem ser líticas, escleróticas ou
mistas.
Outras condições
Condição
Na RM
O que resolve
Doença de Paget
Sinal heterogêneo, mas com grandes áreas de gordura preservada; córtex espesso, osso expandido
TC é o exame principal; com mixomas intramusculares é Mazabraud
Hemangioma atípico
T1 baixo focal, mas acima do disco; sem elementos posteriores nem massa
TC: trabéculas em "veludo cotelê" ou pontilhado
Gaucher
T1 e T2 baixos, STIR levemente alto, na distribuição da medula vermelha; poupa epífises
Infartos ósseos
Atrofia serosa
T1 levemente baixo, acima do músculo; T2 com saturação alto e heterogêneo
Desnutrição, doença crônica, bariátrica
Osteoporose transitória do quadril
Edema extenso da cabeça ao colo; linha subcondral baixa = fratura
Derrame articular
Modic I
Edema das placas: T1 baixo, STIR alto, realce
Gás no disco e sinal da garra na difusão
Displasia fibrosa com mixomas (Mazabraud), homem de 43 anos
Coronal: lesão no fêmur proximal direito (seta).Coronal T1: a lesão com sinal baixo (seta).T1 e T1 pós-contraste, coronal e axial: lesões no fêmur e mixomas nos músculos (setas, círculos).T2 com saturação: os mixomas, muito claros (setas, círculo).
Fonte: Augusto ACdL, Benetti B, Kase DT, et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250165, apresentação, slide 33. Ver artigo
Hemangioma atípico de L2, mulher de 42 anos
T1, T2 e T1 pós-contraste: T1 baixo, mas acima do disco, sem elementos posteriores nem massa, com realce difuso (círculos).
Fonte: Augusto ACdL, Benetti B, Kase DT, et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250165, apresentação, slide 39. Ver artigo
Osteoporose transitória com fratura subcondral, homem de 51 anos
T1, quadril direito: linha subcondral escura (seta).T1, quadril esquerdo (seta).T2 com saturação, direito: edema até o colo (seta).T2 com saturação, esquerdo (seta).
Fonte: Augusto ACdL, Benetti B, Kase DT, et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250165, apresentação, slide 40. Ver artigo
Doença de Gaucher, mulher de 40 anos
STIR, T2 com saturação e T1: sinal baixo heterogêneo em coluna, pelve e fêmur, com infartos na asa ilíaca e no fêmur proximal (setas).
Fonte: Augusto ACdL, Benetti B, Kase DT, et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250165, apresentação, slide 41. Ver artigo
Atrofia serosa, homem de 38 anos após cirurgia bariátrica
Joelho em T1 e T2 com saturação: T1 levemente baixo, acima do músculo, e T2 alto e heterogêneo (setas).
Fonte: Augusto ACdL, Benetti B, Kase DT, et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250165, apresentação, slide 42. Ver artigo
Modic I em L5-S1, mulher de 38 anos
T1: placas escuras (seta).STIR: edema (seta).T1 pós-contraste: realce (seta).Difusão: o sinal da garra (seta).TC: gás no disco (seta).
Fonte: Augusto ACdL, Benetti B, Kase DT, et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250165, apresentação, slide 43. Ver artigo
Modic I ou espondilodiscite?Sinal da garra: na difusão, faixas pareadas e bem definidas de hipersinal na interface entre medula
normal e alterada, dos dois lados do disco. Com gás no disco, favorece degeneração; tem alto valor
preditivo negativo para infecção. Hipersinal difuso e amorfo na difusão sugere espondilodiscite.
Oposição de fase e corpo inteiro
Oposição de fase
Como usar
Princípio
Gordura e água no mesmo voxel se anulam na oposição de fase: o sinal cai
TE (tempo de eco) (gradiente-eco)
Oposição de fase 2,2 ms · em fase 4,4 ms (valores de 1,5 T)
Queda > 20%
Lesão que não substitui a medula (ainda há gordura): em geral benigna
Queda < 20%
Lesão que substitui a medula: neoplasia possível
Limite
Separa neoplásico de não neoplásico; não separa tumor maligno de tumor benigno sem gordura
Oposição de fase, mulher de 48 anos
T2 com saturação, T1, em fase e oposição de fase: lesão lombar redonda com T1 acima do músculo e queda de sinal maior que 20% (setas): não substitui a medula.
Fonte: Augusto ACdL, Benetti B, Kase DT, et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250165, apresentação, slide 45. Ver artigo
RM de corpo inteiro
Pontos
Sequências
T1 (em geral Dixon: em fase, oposição, só gordura, só água), T2 e difusão
Indicações
Mieloma, câncer de próstata, melanoma, síndromes de predisposição ao câncer; cada vez mais em mama metastática, ovário e linfoma
Difusão
A medula hiperplásica e a infiltrada ficam mais claras que a gordurosa (mais celularidade)
Mieloma
Mais de uma lesão focal > 5 mm = doença sintomática, que pede tratamento
Fonte: Augusto ACdL, Benetti B, Kase DT, et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250165, apresentação, slide 46. Ver artigo
Mieloma no corpo inteiro, 65 anos
STIR e T1 sagital: lesões pequenas nas vértebras (setas).Difusão axial: lesão focal inequívoca, maior que 5 mm (círculo).Difusão de corpo inteiro.
Fonte: Augusto ACdL, Benetti B, Kase DT, et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250165, apresentação, slide 47. Ver artigo
+ complemento · na prática
A fonte não traz corte de ADC (coeficiente de difusão aparente) nem de fração de gordura no Dixon: a leitura da difusão é visual, sempre
junto do T1.
Pontos de prova: alto rendimento
Medula vermelha em T1
Acima do músculo
Coluna após 5 anos
Vértebra acima do disco
Reconversão
Metáfise primeiro, epífise por último
T1 alto e lesão
Benigno, exceto melanoma
Hemossiderina
Baixa em todas as sequências
Epífise acometida
Favorece maligno
Elementos posteriores
Favorece maligno
Oposição de fase
Queda > 20% = não substitui
Sinal do halo
Metástase
Sinal da garra
Modic I, não infecção
Mini-cérebro
Plasmocitoma
Mieloma no corpo inteiro
> 1 lesão > 5 mm trata
Armadilhas e erros comuns
Erros
Ler o T1 com saturação de gordura como T1 de medula
Chamar de doença a medula vermelha da metáfise proximal
Tranquilizar T1 alto em paciente com melanoma
Esquecer de comparar com o músculo ou o disco
Usar a oposição de fase para separar maligno de benigno sem gordura
Confiar só no sinal na mielofibrose
Questões
Questões
uma passada rápida no que o caderno cobraQuestão 1 / 6
Questão 1
RM lombar de adulto de 40 anos, T1 sagital. Qual relação de sinal é a esperada para um corpo vertebral normal?
A partir dos 5 anos, o corpo vertebral em T1 é mais claro que o disco. Igual ou abaixo do disco sugere infiltração. Corpo mais escuro que o disco só é normal até os 6 meses.
Na reconversão medular (amarela de volta a vermelha) de um osso longo, qual região é a última a ser acometida?
A reconversão segue a ordem inversa da conversão: começa nas metáfises e a epífise é a última. Por isso epífise de adulto com medula vermelha é um alerta.
Edema das placas terminais em L5-S1 com gás no disco. Na difusão, faixas pareadas e bem definidas de hipersinal na interface com a medula normal. Esse achado favorece:
É o sinal da garra: com gás no disco, favorece Modic I e tem alto valor preditivo negativo para infecção. Hipersinal difuso e amorfo na difusão sugere espondilodiscite.
Homem tratado de melanoma: várias lesões redondas na pelve, hiperintensas em T1, com realce e edema em volta. Conduta de leitura:
T1 alto costuma ser benigno, mas o melanoma é a exceção: melanina ou sangue deixam a metástase hiperintensa em T1. Realce e edema em volta afastam gordura e hemangioma.
Fonte.
Augusto ACdL, Benetti B, Kase DT, Esmanhotto PG, Aihara AY. Bone Marrow Imaging: Unraveling Variations
and Identifying Pathologic Conditions. RadioGraphics 2026;46(6):e250165 (RadioGraphics Fundamentals,
apresentação em slides). doi:10.1148/rg.250165. Autores da DASA e da UNIFESP.
O resumo diz que a hiperplasia hematopoética não realça; a tabela dos slides fala em realce leve e
homogêneo, e o caderno traz os dois. Os valores de TE da oposição de fase são os de 1,5 T. A fonte não
aborda anemia aplásica, quimioterapia, edema de estresse, necrose avascular nem padrões de infiltração do
mieloma. Tirei os diagramas com texto em inglês e os slides em que o texto cobre a imagem. Conferido em
07/10/2026.
Blocos marcados com + complemento são aprofundamentos opcionais, tirados da mesma fonte.