Fontes: Mario et al: 2023 e Walker et al: 2024, RadioGraphics
Função, não forma
A cintilografia mostra o que o órgão faz: se a bile chega à vesícula e ao intestino, se a tireoide
capta iodo e onde. Por isso nunca se lê sozinha. A da via biliar pede a pergunta clínica, a hora da última
refeição e os opioides; a da tireoide pede o TSH (hormônio tireoestimulante).
as duas regras que mais caemHIDA (cintilografia hepatobiliar com derivado do ácido iminodiacético): vesícula que não aparece em 60 minutos nem depois da morfina (ou nas tardias) = obstrução do
cístico, colecistite aguda. Tireoide: captação difusa aumentada só é Graves com TSH baixo;
com TSH alto é hipotireoidismo ou tireoidite em recuperação.
HIDA: traçador, preparo e protocolo
HIDA
Pontos
Traçador
Derivados do ácido iminodiacético com 99mTc; captados pelo hepatócito como a bilirrubina, mas excretados sem conjugação. Mebrofenina (98% de captação hepática, 2% urinária) é a mais usada; disofenina 89%/11%
Dose e aquisição
5 mCi (185 MBq) IV (intravenoso); dinâmica anterior por 60 min (1 quadro/min); janela de 140 keV
Jejum
4 a 24 horas. Comeu há menos de 4 h: vesícula contraída. Jejum de mais de 24 h: vesícula cheia de bile espessa; pré-tratar com sincalida. Os dois dão falso-positivo. Fístula biliar não precisa de jejum
Opioides
Contraem o esfíncter de Oddi: ajudam a vesícula a encher, mas atrasam o intestino. Para ver obstrução do colédoco, esperar quatro meias-vidas
Função hepática
Enzimas "nos milhares" ou subindo: captação ruim, o exame não serve para colecistite aguda
Stent ou esfincterotomia
A bile vai direto ao intestino: vesícula que não aparece fica equívoca; a morfina pode não agir
Tempo normal
Estrutura
Imediato
Captação hepática pronta e uniforme
10 min (nítida em 30 a 40)
Vesícula; depois de 60 min é tardia
20 min
Colédoco
Até 60 min
Intestino delgado
HIDA normal
Imagem anterior: fígado, vesícula, via biliar e intestino no tempo normal.
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 15. Ver artigo
Fármaco
Dose e uso
Sincalida (CCK, análogo da colecistocinina)
0,02 μg/kg IV em 30 ou 60 min; pré-tratamento 15 a 30 min antes do traçador (jejum longo) e fração de ejeção
Morfina
0,04 mg/kg IV se a vesícula não apareceu em 60 min e já há traçador no intestino; vesícula em 5 a 15 min se o cístico estiver pérvio; substitui as tardias de 3 a 4 h; reforço de 1 mCi se o fígado já esvaziou
Fenobarbital
5 mg/kg/dia por 5 dias antes, no recém-nascido com suspeita de atresia (alternativa: ácido ursodesoxicólico)
Colecistite aguda e crônica
Colecistite
Achado
Números
Aguda
Vesícula não aparece em 60 min, nem com morfina ou nas tardias
HIDA sensível 97% e específico 94% (US: 77% e 83%)
Sinal do ducto cístico
Traçador no cístico, sem chegar à vesícula
Confirmado no SPECT/CT (tomografia por emissão de fóton único acoplada à TC)
Sinal da borda
Faixa de captação hepática em volta da fossa da vesícula
Em ~20% das vesículas não vistas; 40% destas com gangrena ou perfuração
Acalculosa
Pode encher (falso-negativo)
Sensibilidade de 70 a 80%; doente grave
Crônica
Exame padrão quase sempre normal; fração de ejeção baixa com sincalida
Normal ≥ 38% com infusão de 60 min (≥ 35% com 30 min); só em ambulatorial
Colecistite aguda, mulher de 70 anos
HIDA, 0 a 60 min: a vesícula não aparece.Depois da morfina (60 a 90 min): continua sem vesícula.US e TC: parede espessada e cálculo no colo (setas).
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 16. Ver artigo
Sinal do ducto cístico, mulher de 33 anos
Quadros iniciais.US e TC (setas).Quadros seguintes.Atividade no cístico, sem vesícula (setas).
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 20. Ver artigo
O cístico no SPECT/CT
SPECT/CT axial: atividade no ducto cístico (seta).Quadros finais (setas).
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 21. Ver artigo
Sinal da borda, homem de 59 anos
US: parede espessada (seta).TC: vesícula distendida (setas).Quadros dinâmicos: sem vesícula, borda de captação (setas) e refluxo para o estômago.Imagem tardia: a borda de captação na fossa da vesícula (seta).Perfil (seta).
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 22. Ver artigo
Sinal da borda
Imagem de 90 min: faixa de captação hepática em volta da fossa da vesícula (seta).
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 24. Ver artigo
Divertículo duodenal imitando vesícula
Depois da morfina: atividade junto do duodeno, que se move.
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 31. Ver artigo
O divertículo no SPECT/CT
SPECT, TC e fusão: a atividade está no divertículo duodenal (setas).
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 32. Ver artigo
Colecistite crônica, mulher de 75 anos
HIDA: captação hepática.A vesícula enche normalmente.US: vesícula com cálculos.Imagem de 50 min com a vesícula cheia.
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 33. Ver artigo
Fração de ejeção baixa
Antes da sincalida: vesícula cheia.Depois: quase não esvazia (fração de ejeção de 16%).
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 34. Ver artigo
o divertículo duodenal
Atividade junto da vesícula que se move como intestino pode ser divertículo duodenal: falso-negativo para
colecistite. Perfil direito, oblíqua anterior esquerda, SPECT/CT ou água por via oral resolvem.
+ complemento · a fração de ejeção
FEVB (fração de ejeção da vesícula biliar) = (contagem máxima − mínima) / máxima × 100, na vesícula, durante a sincalida. A refeição gordurosa
substitui, mas é menos reprodutível. Internado pode ter FEVB baixa por outra doença; FEVB normal no internado
afasta colecistite crônica.
Obstrução, fístula e o recém-nascido
Situação
HIDA
Obstrução de alto grau
Sinal do "liver scan": o fígado capta e não excreta (sem via biliar nem intestino em 1 e 24 h). A dilatação na US pode levar 24 a 72 h para aparecer
Efeito de opioide
Vesícula enche, intestino tarda; só nas tardias o traçador chega. O HIDA não afasta obstrução parcial
Fístula biliar
Coleção fora da via biliar, saída pelo dreno; sinal do fígado que reaparece (atividade crescendo sobre o lobo direito). Se a bile vai sobretudo para o intestino, observar
Efeito de opioide, mulher de 44 anos
Primeira hora.Segunda hora.Quatro horas: vesícula cheia, ainda sem intestino.Dezesseis horas, anterior e perfil: o traçador chega ao intestino.
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 38. Ver artigo
Stent biliar, mulher de 85 anos
HIDA inicial.Traçador direto pelo stent ao intestino, sem vesícula: resultado equívoco.
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 41. Ver artigo
Síndrome de Mirizzi, homem de 80 anos
Uma hora, oblíqua e perfil: fígado sem excreção.TC: cálculo no cístico (seta).Vinte e quatro horas, oblíqua: o mesmo, sinal do "liver scan".Vinte e quatro horas, perfil.
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 43. Ver artigo
Fístula biliar após colecistectomia, homem de 44 anos
HIDA: atividade fora da via biliar sobre o fígado.Fístula ao lado do lobo direito.TC: coleção junto do fígado (setas).SPECT/CT: a coleção capta o traçador.
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 52. Ver artigo
Controle seis dias depois
Sem fístula.
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 53. Ver artigo
Biloma na fossa da vesícula, homem de 69 anos
HIDA.SPECT e TC: atividade na fossa (setas).SPECT/CT: o biloma (setas).
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 55. Ver artigo
Recém-nascido
Atresia biliar
Hepatite neonatal
Captação
Normal
Lenta, com fundo alto
Excreção em 24 h
Nenhuma
Pode haver
Regra
Qualquer excreção afasta atresia
Sem excreção e captação ruim: até 3 meses, provável outra colestase
Números
Sensível até 100%, específica 93%; valor preditivo negativo próximo de 100%
Pistas
Cordão triangular > 4 mm na US; 10 a 15% com heterotaxia; diagnóstico até 60 dias (Kasai)
Prematuro, nutrição parenteral, sepse
Atresia biliar com heterotaxia, menina de 8 dias
HIDA: fígado transverso, sem excreção.Mais tarde, sem excreção.Colangiografia intraoperatória.Quadros dinâmicos.Vinte e quatro horas: nada no intestino.
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 48. Ver artigo
Hepatite neonatal, prematura de 2 meses
Captação hepática ruim (seta).Vinte e quatro horas: um pouco de traçador no intestino (seta).
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 50. Ver artigo
Tireoide: traçadores e protocolo
Traçador
Energia e meia-vida
Uso
99mTc (pertecnetato)
140 keV, 6 h
Imagem; só é captado, não organificado; 5 a 10 mCi IV, imagem em 15 a 20 min; captação normal 0,4 a 4%
123I
159 keV, 13 h
Imagem e captação; 200 a 600 μCi VO (via oral), imagem em 3 a 24 h; captação de 24 h normal 10 a 30%
131I
364 keV, 8 dias
Tratamento (beta) e dosimetria
18F-FDG (fluordesoxiglicose marcada com flúor-18)
PET (tomografia por emissão de pósitrons)
Anaplásico e pouco diferenciado; captação focal incidental pede US e PAAF (punção aspirativa por agulha fina)
68Ga-DOTA (análogo da somatostatina marcado com gálio-68)
PET
Carcinoma medular
Preparo
Regra
Contraste iodado
Esperar 4 a 6 semanas, senão a captação cai
Medicamentos
Amiodarona, antitireoidianos, hormônio, polivitamínico com iodo
Gestação
131I contraindicado; a tireoide fetal capta iodo a partir da 12ª semana
Amamentação
Parar 6 semanas antes do 131I; suspender 5 dias após 123I e 2 a 3 dias após 99mTc
Dieta
Pobre em iodo 1 semana antes do 131I
+ complemento · tireoide ectópica
Ectopia em 7 a 10%; em 70 a 90% é o único tecido tireoidiano, e a base da língua responde por ~90%. Em
criança, a cintilografia serve sobretudo para achar tecido ectópico no hipotireoidismo.
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 33. Ver artigo
Bócio tóxico tratado com radioiodo
123I: anterior e oblíquas (captação de 39% em 24 h).
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 36. Ver artigo
Nódulo frio, homem de 50 anos
US do lobo direito.US do lobo esquerdo.123I: nódulo frio no polo superior direito (seta).Oblíquas (seta); era NIFTP (neoplasia folicular não invasiva da tireoide com núcleos semelhantes aos do carcinoma papilífero).
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 41. Ver artigo
Nódulo quente que era câncer, mulher de 84 anos
123I: nódulo quente dominante.Oblíquas.US: massa no lobo esquerdo.TC: massa com desvio da traqueia; carcinoma folicular.
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 43. Ver artigo
nódulo frio
Não capta: o mais comum é cisto coloide, mas cerca de 5% são malignos. Vai para US e punção. Nódulo
quente maligno existe, mas é muito raro.
+ complemento · radioiodo no hipertireoidismo
Empírico em geral de 5 a 30 mCi (regra prática: 10 mCi Graves, 15 a 20 mCi bócio tóxico, 30 mCi adenoma);
ou por fórmula: massa (g) × 80 a 200 μCi/g ÷ captação. Falha em 10 a 20%. No Graves com saída rápida, a
captação de 4 h passa a de 24 h e engana o cálculo.
Câncer de tireoide
Tipo
Iodo
Melhor imagem funcional
Papilífero e folicular
Captam
Pesquisa com iodo; FDG se tireoglobulina alta com iodo negativo
Oncocítico (Hürthle)
Pouco (10 a 38% das células)
FDG intenso
Medular
Não
68Ga-DOTATATE (doença indolente, mais com calcitonina > 500), FDG (agressivo)
Anaplásico
Não
FDG (estadiamento e resposta)
Incidentaloma no FDG, mulher de 71 anos
US: nódulo.FDG PET/CT: massa muito ávida na tireoide.PET/CT: lesão na calota.TC: a lesão lítica da calota.
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 38. Ver artigo
Carcinoma medular, homem de 41 anos
68Ga-DOTATATE PET/CT: recidiva abaixo do leito tireoidiano.Doppler: nódulo no lobo direito.US transversal.
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 45. Ver artigo
Carcinoma anaplásico, mulher de 70 anos
TC: massa na tireoide (seta).TC: outra massa (seta).FDG PET/CT: metástase pulmonar (seta).FDG PET/CT: metástase pulmonar (seta).US.FDG depois do tratamento: resolução.
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 47. Ver artigo
Carcinoma oncocítico, mulher de 67 anos
US: nódulo de 1 cm.FDG MIP (projeção de intensidade máxima).FDG PET/CT: foco intenso à direita.
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 49. Ver artigo
Radioiodo no câncer
Dose (131I)
Ablação de resto
30 a 50 mCi
Doença locorregional
50 a 150 mCi
Metástase pulmonar e óssea
100 a 200 mCi
Limites da dosimetria
Sangue < 2 Gy; retenção em 48 h < 120 mCi (80 mCi com metástase pulmonar difusa); pulmão < 20 Gy
Papilífero após radioiodo
Corpo inteiro anterior e posterior: captação só no leito tireoidiano (resto).
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 40. Ver artigo
Metástases (struma ovarii)
Corpo inteiro com iodo antes do tratamento.Depois do 131I.FDG PET/CT: linfonodo axilar.FDG PET/CT: lesão hepática (seta).FDG PET/CT: mediastino (seta).FDG PET/CT: pelve (seta).
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 51. Ver artigo
Metástase pulmonar, mulher de 39 anos
Corpo inteiro: captação difusa nos dois pulmões.
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 52. Ver artigo
TENIS
TC e FDG PET/CT: linfonodo no nível II (seta).Nível IV esquerdo (seta): metástase de papilífero.
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 58. Ver artigo
TENIS
Tireoglobulina elevada com pesquisa de iodo negativa: estímulo de TSH insuficiente, contaminação por iodo,
foco pequeno ou perda de diferenciação. O próximo passo é o FDG PET.
incidentaloma no PET
Captação focal de FDG na tireoide tem risco de câncer de 36%: US e punção. Captação difusa sugere tireoidite
(inclusive por imunoterapia).
Pontos de prova: alto rendimento
Jejum para HIDA
4 a 24 h
Vesícula não aparece
Colecistite aguda
Sinal da borda
Gangrena, perfuração
Morfina
0,04 mg/kg
Sincalida
0,02 μg/kg
FEVB normal
≥ 38% (60 min)
Captação sem excreção
Obstrução alta ou atresia
Qualquer excreção no RN (recém-nascido)
Afasta atresia
Pertecnetato
Captado, não organificado
Captação difusa + TSH baixo
Graves
Amiodarona sem captação
Tipo II: corticoide
Anaplásico
Não capta iodo: FDG
Armadilhas e erros comuns
Erros
Fazer HIDA com jejum curto ou longo demais
Ler vesícula ausente com stent no colédoco
Chamar divertículo duodenal de vesícula
Dar Graves com TSH alto
Fazer cintilografia logo depois de TC com contraste
Achar que nódulo quente nunca é câncer
Questões
Questões
uma passada rápida no que o caderno cobraQuestão 1 / 6
Questão 1
HIDA por dor no hipocôndrio direito: fígado e intestino normais, vesícula não aparece em 60 min nem 30 min depois de morfina. Interpretação:
Vesícula que não aparece, mesmo com morfina, com via biliar e intestino normais, indica obstrução do cístico: colecistite aguda. Na obstrução do colédoco o traçador não chega ao intestino.
Paciente em jejum há 36 horas vai fazer HIDA por suspeita de colecistite aguda. O que fazer antes?
Jejum de mais de 24 h deixa a vesícula cheia de bile espessa e pode dar falso-positivo. Pré-tratar com sincalida (0,02 μg/kg) 15 a 30 min antes do traçador.
Recém-nascido de 6 semanas com icterícia colestática, preparado com fenobarbital. HIDA: captação hepática boa e nenhuma excreção intestinal em 24 horas. Conclusão:
Captação normal sem excreção em 24 h é atresia até prova em contrário. Qualquer excreção afasta atresia; captação ruim sugere hepatite neonatal.
Tireotoxicose em uso de amiodarona; cintilografia com pertecnetato sem captação. Tipo e tratamento:
No tipo II a lesão é tóxica e destrutiva: captação baixa ou ausente, trata-se com corticoide. No tipo I há captação (bócio ou Graves prévios com iodo).
Fontes.
1. Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. Hepatobiliary Scintigraphy: A Case-based Review. RadioGraphics
2023;43(9):e220104 (RadioGraphics Fundamentals, apresentação em slides). doi:10.1148/rg.220104
2. Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. Illustrative Review of Nuclear Medicine Thyroid Studies.
RadioGraphics 2024;44(2):e230095 (RadioGraphics Fundamentals, apresentação em slides). doi:10.1148/rg.230095
A fonte 2 dá a ablação pós-tireoidectomia como 30 a 200 mCi numa tabela e 30 a 50 mCi (resto) em outra; o
caderno usa a segunda. A fonte 1 fala em tardias de 4 h num slide e de 3 a 4 h em outro. Nenhuma trata de
disfunção do esfíncter de Oddi, pós-transplante, pesquisa de corpo inteiro com 131I diagnóstico ou
atordoamento. Tirei a histologia, os diagramas e as telas com texto em inglês. Conferido em 07/10/2026.
Blocos marcados com + complemento são aprofundamentos opcionais, tirados das mesmas fontes.