Cadernos QRad 123 · Medicina Nuclear: Vias Biliares e Tireoide
Medicina nuclear

Medicina Nuclear: Vias Biliares e Tireoide

Fontes: Mario et al: 2023 e Walker et al: 2024, RadioGraphics

Função, não forma

A cintilografia mostra o que o órgão faz: se a bile chega à vesícula e ao intestino, se a tireoide capta iodo e onde. Por isso nunca se lê sozinha. A da via biliar pede a pergunta clínica, a hora da última refeição e os opioides; a da tireoide pede o TSH (hormônio tireoestimulante).

as duas regras que mais caem HIDA (cintilografia hepatobiliar com derivado do ácido iminodiacético): vesícula que não aparece em 60 minutos nem depois da morfina (ou nas tardias) = obstrução do cístico, colecistite aguda. Tireoide: captação difusa aumentada só é Graves com TSH baixo; com TSH alto é hipotireoidismo ou tireoidite em recuperação.

HIDA: traçador, preparo e protocolo

HIDAPontos
TraçadorDerivados do ácido iminodiacético com 99mTc; captados pelo hepatócito como a bilirrubina, mas excretados sem conjugação. Mebrofenina (98% de captação hepática, 2% urinária) é a mais usada; disofenina 89%/11%
Dose e aquisição5 mCi (185 MBq) IV (intravenoso); dinâmica anterior por 60 min (1 quadro/min); janela de 140 keV
Jejum4 a 24 horas. Comeu há menos de 4 h: vesícula contraída. Jejum de mais de 24 h: vesícula cheia de bile espessa; pré-tratar com sincalida. Os dois dão falso-positivo. Fístula biliar não precisa de jejum
OpioidesContraem o esfíncter de Oddi: ajudam a vesícula a encher, mas atrasam o intestino. Para ver obstrução do colédoco, esperar quatro meias-vidas
Função hepáticaEnzimas "nos milhares" ou subindo: captação ruim, o exame não serve para colecistite aguda
Stent ou esfincterotomiaA bile vai direto ao intestino: vesícula que não aparece fica equívoca; a morfina pode não agir
Tempo normalEstrutura
ImediatoCaptação hepática pronta e uniforme
10 min (nítida em 30 a 40)Vesícula; depois de 60 min é tardia
20 minColédoco
Até 60 minIntestino delgado
HIDA normal
Imagem anterior: fígado, vesícula, via biliar e intestino no tempo normal.
Imagem anterior: fígado, vesícula, via biliar e intestino no tempo normal.
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 15. Ver artigo
FármacoDose e uso
Sincalida (CCK, análogo da colecistocinina)0,02 μg/kg IV em 30 ou 60 min; pré-tratamento 15 a 30 min antes do traçador (jejum longo) e fração de ejeção
Morfina0,04 mg/kg IV se a vesícula não apareceu em 60 min e já há traçador no intestino; vesícula em 5 a 15 min se o cístico estiver pérvio; substitui as tardias de 3 a 4 h; reforço de 1 mCi se o fígado já esvaziou
Fenobarbital5 mg/kg/dia por 5 dias antes, no recém-nascido com suspeita de atresia (alternativa: ácido ursodesoxicólico)

Colecistite aguda e crônica

ColecistiteAchadoNúmeros
AgudaVesícula não aparece em 60 min, nem com morfina ou nas tardiasHIDA sensível 97% e específico 94% (US: 77% e 83%)
Sinal do ducto císticoTraçador no cístico, sem chegar à vesículaConfirmado no SPECT/CT (tomografia por emissão de fóton único acoplada à TC)
Sinal da bordaFaixa de captação hepática em volta da fossa da vesículaEm ~20% das vesículas não vistas; 40% destas com gangrena ou perfuração
AcalculosaPode encher (falso-negativo)Sensibilidade de 70 a 80%; doente grave
CrônicaExame padrão quase sempre normal; fração de ejeção baixa com sincalidaNormal ≥ 38% com infusão de 60 min (≥ 35% com 30 min); só em ambulatorial
Colecistite aguda, mulher de 70 anos
HIDA, 0 a 60 min: a vesícula não aparece.
HIDA, 0 a 60 min: a vesícula não aparece.
Depois da morfina (60 a 90 min): continua sem vesícula.
Depois da morfina (60 a 90 min): continua sem vesícula.
US e TC: parede espessada e cálculo no colo (setas).
US e TC: parede espessada e cálculo no colo (setas).
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 16. Ver artigo
Sinal do ducto cístico, mulher de 33 anos
Quadros iniciais.
Quadros iniciais.
US e TC (setas).
US e TC (setas).
Quadros seguintes.
Quadros seguintes.
Atividade no cístico, sem vesícula (setas).
Atividade no cístico, sem vesícula (setas).
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 20. Ver artigo
O cístico no SPECT/CT
SPECT/CT axial: atividade no ducto cístico (seta).
SPECT/CT axial: atividade no ducto cístico (seta).
Quadros finais (setas).
Quadros finais (setas).
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 21. Ver artigo
Sinal da borda, homem de 59 anos
US: parede espessada (seta).
US: parede espessada (seta).
TC: vesícula distendida (setas).
TC: vesícula distendida (setas).
Quadros dinâmicos: sem vesícula, borda de captação (setas) e refluxo para o estômago.
Quadros dinâmicos: sem vesícula, borda de captação (setas) e refluxo para o estômago.
Imagem tardia: a borda de captação na fossa da vesícula (seta).
Imagem tardia: a borda de captação na fossa da vesícula (seta).
Perfil (seta).
Perfil (seta).
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 22. Ver artigo
Sinal da borda
Imagem de 90 min: faixa de captação hepática em volta da fossa da vesícula (seta).
Imagem de 90 min: faixa de captação hepática em volta da fossa da vesícula (seta).
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 24. Ver artigo
Divertículo duodenal imitando vesícula
Depois da morfina: atividade junto do duodeno, que se move.
Depois da morfina: atividade junto do duodeno, que se move.
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 31. Ver artigo
O divertículo no SPECT/CT
SPECT, TC e fusão: a atividade está no divertículo duodenal (setas).
SPECT, TC e fusão: a atividade está no divertículo duodenal (setas).
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 32. Ver artigo
Colecistite crônica, mulher de 75 anos
HIDA: captação hepática.
HIDA: captação hepática.
A vesícula enche normalmente.
A vesícula enche normalmente.
US: vesícula com cálculos.
US: vesícula com cálculos.
Imagem de 50 min com a vesícula cheia.
Imagem de 50 min com a vesícula cheia.
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 33. Ver artigo
Fração de ejeção baixa
Antes da sincalida: vesícula cheia.
Antes da sincalida: vesícula cheia.
Depois: quase não esvazia (fração de ejeção de 16%).
Depois: quase não esvazia (fração de ejeção de 16%).
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 34. Ver artigo
o divertículo duodenal Atividade junto da vesícula que se move como intestino pode ser divertículo duodenal: falso-negativo para colecistite. Perfil direito, oblíqua anterior esquerda, SPECT/CT ou água por via oral resolvem.
+ complemento · a fração de ejeção FEVB (fração de ejeção da vesícula biliar) = (contagem máxima − mínima) / máxima × 100, na vesícula, durante a sincalida. A refeição gordurosa substitui, mas é menos reprodutível. Internado pode ter FEVB baixa por outra doença; FEVB normal no internado afasta colecistite crônica.

Obstrução, fístula e o recém-nascido

SituaçãoHIDA
Obstrução de alto grauSinal do "liver scan": o fígado capta e não excreta (sem via biliar nem intestino em 1 e 24 h). A dilatação na US pode levar 24 a 72 h para aparecer
Efeito de opioideVesícula enche, intestino tarda; só nas tardias o traçador chega. O HIDA não afasta obstrução parcial
Fístula biliarColeção fora da via biliar, saída pelo dreno; sinal do fígado que reaparece (atividade crescendo sobre o lobo direito). Se a bile vai sobretudo para o intestino, observar
Efeito de opioide, mulher de 44 anos
Primeira hora.
Primeira hora.
Segunda hora.
Segunda hora.
Quatro horas: vesícula cheia, ainda sem intestino.
Quatro horas: vesícula cheia, ainda sem intestino.
Dezesseis horas, anterior e perfil: o traçador chega ao intestino.
Dezesseis horas, anterior e perfil: o traçador chega ao intestino.
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 38. Ver artigo
Stent biliar, mulher de 85 anos
HIDA inicial.
HIDA inicial.
Traçador direto pelo stent ao intestino, sem vesícula: resultado equívoco.
Traçador direto pelo stent ao intestino, sem vesícula: resultado equívoco.
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 41. Ver artigo
Síndrome de Mirizzi, homem de 80 anos
Uma hora, oblíqua e perfil: fígado sem excreção.
Uma hora, oblíqua e perfil: fígado sem excreção.
TC: cálculo no cístico (seta).
TC: cálculo no cístico (seta).
Vinte e quatro horas, oblíqua: o mesmo, sinal do "liver scan".
Vinte e quatro horas, oblíqua: o mesmo, sinal do "liver scan".
Vinte e quatro horas, perfil.
Vinte e quatro horas, perfil.
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 43. Ver artigo
Fístula biliar após colecistectomia, homem de 44 anos
HIDA: atividade fora da via biliar sobre o fígado.
HIDA: atividade fora da via biliar sobre o fígado.
Fístula ao lado do lobo direito.
Fístula ao lado do lobo direito.
TC: coleção junto do fígado (setas).
TC: coleção junto do fígado (setas).
SPECT/CT: a coleção capta o traçador.
SPECT/CT: a coleção capta o traçador.
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 52. Ver artigo
Controle seis dias depois
Sem fístula.
Sem fístula.
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 53. Ver artigo
Biloma na fossa da vesícula, homem de 69 anos
HIDA.
HIDA.
SPECT e TC: atividade na fossa (setas).
SPECT e TC: atividade na fossa (setas).
SPECT/CT: o biloma (setas).
SPECT/CT: o biloma (setas).
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 55. Ver artigo
Recém-nascidoAtresia biliarHepatite neonatal
CaptaçãoNormalLenta, com fundo alto
Excreção em 24 hNenhumaPode haver
RegraQualquer excreção afasta atresiaSem excreção e captação ruim: até 3 meses, provável outra colestase
NúmerosSensível até 100%, específica 93%; valor preditivo negativo próximo de 100%
PistasCordão triangular > 4 mm na US; 10 a 15% com heterotaxia; diagnóstico até 60 dias (Kasai)Prematuro, nutrição parenteral, sepse
Atresia biliar com heterotaxia, menina de 8 dias
HIDA: fígado transverso, sem excreção.
HIDA: fígado transverso, sem excreção.
Mais tarde, sem excreção.
Mais tarde, sem excreção.
Colangiografia intraoperatória.
Colangiografia intraoperatória.
Quadros dinâmicos.
Quadros dinâmicos.
Vinte e quatro horas: nada no intestino.
Vinte e quatro horas: nada no intestino.
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 48. Ver artigo
Hepatite neonatal, prematura de 2 meses
Captação hepática ruim (seta).
Captação hepática ruim (seta).
Vinte e quatro horas: um pouco de traçador no intestino (seta).
Vinte e quatro horas: um pouco de traçador no intestino (seta).
Fonte: Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. RadioGraphics 2023;43(9):e220104, apresentação, slide 50. Ver artigo

Tireoide: traçadores e protocolo

TraçadorEnergia e meia-vidaUso
99mTc (pertecnetato)140 keV, 6 hImagem; só é captado, não organificado; 5 a 10 mCi IV, imagem em 15 a 20 min; captação normal 0,4 a 4%
123I159 keV, 13 hImagem e captação; 200 a 600 μCi VO (via oral), imagem em 3 a 24 h; captação de 24 h normal 10 a 30%
131I364 keV, 8 diasTratamento (beta) e dosimetria
18F-FDG (fluordesoxiglicose marcada com flúor-18)PET (tomografia por emissão de pósitrons)Anaplásico e pouco diferenciado; captação focal incidental pede US e PAAF (punção aspirativa por agulha fina)
68Ga-DOTA (análogo da somatostatina marcado com gálio-68)PETCarcinoma medular
PreparoRegra
Contraste iodadoEsperar 4 a 6 semanas, senão a captação cai
MedicamentosAmiodarona, antitireoidianos, hormônio, polivitamínico com iodo
Gestação131I contraindicado; a tireoide fetal capta iodo a partir da 12ª semana
AmamentaçãoParar 6 semanas antes do 131I; suspender 5 dias após 123I e 2 a 3 dias após 99mTc
DietaPobre em iodo 1 semana antes do 131I
+ complemento · tireoide ectópica Ectopia em 7 a 10%; em 70 a 90% é o único tecido tireoidiano, e a base da língua responde por ~90%. Em criança, a cintilografia serve sobretudo para achar tecido ectópico no hipotireoidismo.

Hipertireoidismo e nódulos

Captação difusaTSH baixoTSH alto
AumentadaGravesHipotireoidismo ou tireoidite em recuperação
ReduzidaTireoidite ou tireotoxicose factíciaHipotireoidismo ou tireoide parcialmente retirada
AusenteTireoidite aguda, factícia, iodo exógeno, medicamentoGlândula ausente ou ectópica
Tireoidite em recuperação, mulher de 73 anos
123I anterior: captação difusa aumentada (33% em 24 h) com TSH alto.
123I anterior: captação difusa aumentada (33% em 24 h) com TSH alto.
Oblíqua.
Oblíqua.
Oblíqua.
Oblíqua.
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 27. Ver artigo
DoençaCintilografiaPista
GravesCaptação difusa alta (81% no caso); lobo piramidal pode aparecerTRAb (anticorpo antirreceptor de TSH)/TSI (imunoglobulina estimuladora da tireoide)
Nódulo autônomoCaptação no nódulo, resto suprimidoQuase sempre benigno; nódulo discordante (quente no 99mTc, frio no 123I) vai para biópsia
Bócio multinodular tóxicoCaptação heterogênea, multifocalFrio dominante merece investigação
Tireoidite subagudaCaptação quase nula; salivares visíveisDor, VHS (velocidade de hemossedimentação) alta; hiper, depois hipo, recupera
HashimotoVariável: alta no início, depois baixa ou heterogêneaAnti-TPO (anticorpo antitireoperoxidase); não é indicação de rotina
Amiodarona tipo ICaptação presenteAntitireoidiano, radioiodo ou cirurgia
Amiodarona tipo IICaptação baixa ou ausenteCorticoide
ImunoterapiaFDG difuso na tireoide, às vezes antes do laboratórioTireoidite destrutiva; acaba em hipotireoidismo
Nódulo autônomo, homem de 54 anos
123I anterior: captação no nódulo, resto suprimido.
123I anterior: captação no nódulo, resto suprimido.
US: o nódulo no lobo esquerdo.
US: o nódulo no lobo esquerdo.
Doppler.
Doppler.
Oblíqua anterior esquerda.
Oblíqua anterior esquerda.
Oblíqua anterior direita.
Oblíqua anterior direita.
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 17. Ver artigo
Bócio multinodular tóxico, mulher de 77 anos
123I: captação heterogênea, mais no polo inferior direito.
123I: captação heterogênea, mais no polo inferior direito.
US: nódulos (setas).
US: nódulos (setas).
US: nódulo (seta).
US: nódulo (seta).
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 19. Ver artigo
Graves, mulher de 21 anos
123I anterior: captação difusa (81% em 24 h).
123I anterior: captação difusa (81% em 24 h).
Doppler: fluxo aumentado.
Doppler: fluxo aumentado.
Oblíqua.
Oblíqua.
Oblíqua.
Oblíqua.
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 21. Ver artigo
Hashimoto, mulher de 80 anos
Doppler.
Doppler.
FDG PET/CT: captação difusa na tireoide.
FDG PET/CT: captação difusa na tireoide.
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 23. Ver artigo
Tireoidite subaguda, mulher de 65 anos
Pertecnetato: captação mínima na tireoide (setas); salivares visíveis (S).
Pertecnetato: captação mínima na tireoide (setas); salivares visíveis (S).
US do istmo.
US do istmo.
US do lobo direito.
US do lobo direito.
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 25. Ver artigo
Tireotoxicose por amiodarona, homem de 52 anos
US.
US.
Pertecnetato: captação de 0%, tipo II.
Pertecnetato: captação de 0%, tipo II.
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 29. Ver artigo
Tireoidite por imunoterapia, homem de 60 anos
FDG PET/CT antes: tireoide normal.
FDG PET/CT antes: tireoide normal.
Durante a imunoterapia: captação difusa.
Durante a imunoterapia: captação difusa.
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 31. Ver artigo
Atrofia após imunoterapia, mulher de 56 anos
TC antes.
TC antes.
Meses depois.
Meses depois.
Depois.
Depois.
Depois.
Depois.
TC final: tireoide atrófica.
TC final: tireoide atrófica.
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 33. Ver artigo
Bócio tóxico tratado com radioiodo
123I: anterior e oblíquas (captação de 39% em 24 h).
123I: anterior e oblíquas (captação de 39% em 24 h).
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 36. Ver artigo
Nódulo frio, homem de 50 anos
US do lobo direito.
US do lobo direito.
US do lobo esquerdo.
US do lobo esquerdo.
123I: nódulo frio no polo superior direito (seta).
123I: nódulo frio no polo superior direito (seta).
Oblíquas (seta); era NIFTP (neoplasia folicular não invasiva da tireoide com núcleos semelhantes aos do carcinoma papilífero).
Oblíquas (seta); era NIFTP (neoplasia folicular não invasiva da tireoide com núcleos semelhantes aos do carcinoma papilífero).
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 41. Ver artigo
Nódulo quente que era câncer, mulher de 84 anos
123I: nódulo quente dominante.
123I: nódulo quente dominante.
Oblíquas.
Oblíquas.
US: massa no lobo esquerdo.
US: massa no lobo esquerdo.
TC: massa com desvio da traqueia; carcinoma folicular.
TC: massa com desvio da traqueia; carcinoma folicular.
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 43. Ver artigo
nódulo frio Não capta: o mais comum é cisto coloide, mas cerca de 5% são malignos. Vai para US e punção. Nódulo quente maligno existe, mas é muito raro.
+ complemento · radioiodo no hipertireoidismo Empírico em geral de 5 a 30 mCi (regra prática: 10 mCi Graves, 15 a 20 mCi bócio tóxico, 30 mCi adenoma); ou por fórmula: massa (g) × 80 a 200 μCi/g ÷ captação. Falha em 10 a 20%. No Graves com saída rápida, a captação de 4 h passa a de 24 h e engana o cálculo.

Câncer de tireoide

TipoIodoMelhor imagem funcional
Papilífero e folicularCaptamPesquisa com iodo; FDG se tireoglobulina alta com iodo negativo
Oncocítico (Hürthle)Pouco (10 a 38% das células)FDG intenso
MedularNão68Ga-DOTATATE (doença indolente, mais com calcitonina > 500), FDG (agressivo)
AnaplásicoNãoFDG (estadiamento e resposta)
Incidentaloma no FDG, mulher de 71 anos
US: nódulo.
US: nódulo.
FDG PET/CT: massa muito ávida na tireoide.
FDG PET/CT: massa muito ávida na tireoide.
PET/CT: lesão na calota.
PET/CT: lesão na calota.
TC: a lesão lítica da calota.
TC: a lesão lítica da calota.
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 38. Ver artigo
Carcinoma medular, homem de 41 anos
68Ga-DOTATATE PET/CT: recidiva abaixo do leito tireoidiano.
68Ga-DOTATATE PET/CT: recidiva abaixo do leito tireoidiano.
Doppler: nódulo no lobo direito.
Doppler: nódulo no lobo direito.
US transversal.
US transversal.
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 45. Ver artigo
Carcinoma anaplásico, mulher de 70 anos
TC: massa na tireoide (seta).
TC: massa na tireoide (seta).
TC: outra massa (seta).
TC: outra massa (seta).
FDG PET/CT: metástase pulmonar (seta).
FDG PET/CT: metástase pulmonar (seta).
FDG PET/CT: metástase pulmonar (seta).
FDG PET/CT: metástase pulmonar (seta).
US.
US.
FDG depois do tratamento: resolução.
FDG depois do tratamento: resolução.
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 47. Ver artigo
Carcinoma oncocítico, mulher de 67 anos
US: nódulo de 1 cm.
US: nódulo de 1 cm.
FDG MIP (projeção de intensidade máxima).
FDG MIP (projeção de intensidade máxima).
FDG PET/CT: foco intenso à direita.
FDG PET/CT: foco intenso à direita.
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 49. Ver artigo
Radioiodo no câncerDose (131I)
Ablação de resto30 a 50 mCi
Doença locorregional50 a 150 mCi
Metástase pulmonar e óssea100 a 200 mCi
Limites da dosimetriaSangue < 2 Gy; retenção em 48 h < 120 mCi (80 mCi com metástase pulmonar difusa); pulmão < 20 Gy
Papilífero após radioiodo
Corpo inteiro anterior e posterior: captação só no leito tireoidiano (resto).
Corpo inteiro anterior e posterior: captação só no leito tireoidiano (resto).
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 40. Ver artigo
Metástases (struma ovarii)
Corpo inteiro com iodo antes do tratamento.
Corpo inteiro com iodo antes do tratamento.
Depois do 131I.
Depois do 131I.
FDG PET/CT: linfonodo axilar.
FDG PET/CT: linfonodo axilar.
FDG PET/CT: lesão hepática (seta).
FDG PET/CT: lesão hepática (seta).
FDG PET/CT: mediastino (seta).
FDG PET/CT: mediastino (seta).
FDG PET/CT: pelve (seta).
FDG PET/CT: pelve (seta).
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 51. Ver artigo
Metástase pulmonar, mulher de 39 anos
Corpo inteiro: captação difusa nos dois pulmões.
Corpo inteiro: captação difusa nos dois pulmões.
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 52. Ver artigo
TENIS
TC e FDG PET/CT: linfonodo no nível II (seta).
TC e FDG PET/CT: linfonodo no nível II (seta).
Nível IV esquerdo (seta): metástase de papilífero.
Nível IV esquerdo (seta): metástase de papilífero.
Fonte: Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. RadioGraphics 2024;44(2):e230095, apresentação, slide 58. Ver artigo
TENIS Tireoglobulina elevada com pesquisa de iodo negativa: estímulo de TSH insuficiente, contaminação por iodo, foco pequeno ou perda de diferenciação. O próximo passo é o FDG PET.
incidentaloma no PET Captação focal de FDG na tireoide tem risco de câncer de 36%: US e punção. Captação difusa sugere tireoidite (inclusive por imunoterapia).

Pontos de prova: alto rendimento

Jejum para HIDA4 a 24 h
Vesícula não apareceColecistite aguda
Sinal da bordaGangrena, perfuração
Morfina0,04 mg/kg
Sincalida0,02 μg/kg
FEVB normal≥ 38% (60 min)
Captação sem excreçãoObstrução alta ou atresia
Qualquer excreção no RN (recém-nascido)Afasta atresia
PertecnetatoCaptado, não organificado
Captação difusa + TSH baixoGraves
Amiodarona sem captaçãoTipo II: corticoide
AnaplásicoNão capta iodo: FDG

Armadilhas e erros comuns

Erros

  • Fazer HIDA com jejum curto ou longo demais
  • Ler vesícula ausente com stent no colédoco
  • Chamar divertículo duodenal de vesícula
  • Dar Graves com TSH alto
  • Fazer cintilografia logo depois de TC com contraste
  • Achar que nódulo quente nunca é câncer

Questões

Questões

uma passada rápida no que o caderno cobraQuestão 1 / 6
Questão 1

HIDA por dor no hipocôndrio direito: fígado e intestino normais, vesícula não aparece em 60 min nem 30 min depois de morfina. Interpretação:

Vesícula que não aparece, mesmo com morfina, com via biliar e intestino normais, indica obstrução do cístico: colecistite aguda. Na obstrução do colédoco o traçador não chega ao intestino.
↑revisar esta parte do caderno · Colecistite aguda e crônica
Questão 2

Paciente em jejum há 36 horas vai fazer HIDA por suspeita de colecistite aguda. O que fazer antes?

Jejum de mais de 24 h deixa a vesícula cheia de bile espessa e pode dar falso-positivo. Pré-tratar com sincalida (0,02 μg/kg) 15 a 30 min antes do traçador.
↑revisar esta parte do caderno · HIDA: traçador, preparo e protocolo
Questão 3

Recém-nascido de 6 semanas com icterícia colestática, preparado com fenobarbital. HIDA: captação hepática boa e nenhuma excreção intestinal em 24 horas. Conclusão:

Captação normal sem excreção em 24 h é atresia até prova em contrário. Qualquer excreção afasta atresia; captação ruim sugere hepatite neonatal.
↑revisar esta parte do caderno · Obstrução, fístula e o recém-nascido
Questão 4

Na HIDA de colecistite aguda, uma faixa curvilínea de captação hepática em volta da fossa da vesícula (sinal da borda) sugere:

O sinal da borda aparece em cerca de 20% das vesículas não vistas, e 40% destas têm vesícula gangrenosa ou perfurada.
↑revisar esta parte do caderno · Colecistite aguda e crônica
Questão 5

Cintilografia da tireoide com captação difusamente aumentada e TSH elevado. Hipótese:

Captação alta só é Graves com TSH baixo. Com TSH alto, é hipotireoidismo ou tireoidite na fase de recuperação.
↑revisar esta parte do caderno · Hipertireoidismo e nódulos
Questão 6

Tireotoxicose em uso de amiodarona; cintilografia com pertecnetato sem captação. Tipo e tratamento:

No tipo II a lesão é tóxica e destrutiva: captação baixa ou ausente, trata-se com corticoide. No tipo I há captação (bócio ou Graves prévios com iodo).
↑revisar esta parte do caderno · Hipertireoidismo e nódulos
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Fontes.
1. Mario J, Dietsche E, Halpern J, et al. Hepatobiliary Scintigraphy: A Case-based Review. RadioGraphics 2023;43(9):e220104 (RadioGraphics Fundamentals, apresentação em slides). doi:10.1148/rg.220104
2. Walker SM, Schneider A, Olulade O, et al. Illustrative Review of Nuclear Medicine Thyroid Studies. RadioGraphics 2024;44(2):e230095 (RadioGraphics Fundamentals, apresentação em slides). doi:10.1148/rg.230095

A fonte 2 dá a ablação pós-tireoidectomia como 30 a 200 mCi numa tabela e 30 a 50 mCi (resto) em outra; o caderno usa a segunda. A fonte 1 fala em tardias de 4 h num slide e de 3 a 4 h em outro. Nenhuma trata de disfunção do esfíncter de Oddi, pós-transplante, pesquisa de corpo inteiro com 131I diagnóstico ou atordoamento. Tirei a histologia, os diagramas e as telas com texto em inglês. Conferido em 07/10/2026.

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