Cadernos QRad 83 · Massa Renal Sólida: ccLS, Angiomiolipoma e OMS 2022
Abdome · rim

Massa Renal Sólida: ccLS, Angiomiolipoma e OMS 2022

Fontes: Shetty et al: 2023, Lubner, Marko et al: 2025 e Jinzaki et al: 2026, RadioGraphics

Pequena massa renal: é preciso tirar?

A pequena massa renal sólida (mais de 25% de parte sólida que realça, menos de 4 cm) é achado diário. Cerca de 80% são malignas e até 20% benignas (angiomiolipoma, oncocitoma), e o carcinoma de células renais pequeno raramente dá metástase: muitas podem ser vigiadas (risco de metástase de menos de 2%). A biópsia não diagnostica em até 20%. A imagem faz o papel de "biópsia virtual": o primeiro passo é procurar gordura macroscópica; o segundo, dizer se é um carcinoma de células claras.

Massa renalCaminho
Cística (menos de 25% sólida)Bosniak 2019
Com gordura macroscópicaAngiomiolipoma clássico
Sólida sem gordura macroscópicaccLS na RM (escore de probabilidade de células claras)
Massa cística: Bosniak, não ccLS, homem de 65 anos
RM coronal tardia: massa cística no polo inferior direito com nódulo que realça (4 mm ou mais, convexo), Bosniak IV. Carcinoma de células claras grau 1.
RM coronal tardia: massa cística no polo inferior direito com nódulo que realça (4 mm ou mais, convexo), Bosniak IV. Carcinoma de células claras grau 1.
Fonte: Shetty AS, Fraum TJ, Ballard DH, et al. RadioGraphics 2023;43(7):e220209, Fig. 1. Ver artigo
Cisto hemorrágico, mulher de 45 anos
T1 sem contraste: hipersinal uniforme.
T1 sem contraste: hipersinal uniforme.
Subtração na fase corticomedular: sem realce ("buraco negro").
Subtração na fase corticomedular: sem realce ("buraco negro").
Fonte: Shetty AS, Fraum TJ, Ballard DH, et al. RadioGraphics 2023;43(7):e220209, Fig. 3. Ver artigo

Gordura macroscópica e o angiomiolipoma clássico

O angiomiolipoma (AML) é benigno, feito de vasos, músculo liso e gordura (família PEC (perivascular epithelioid cell: célula epitelioide perivascular)), mais em mulheres (2:1), e é a neoplasia renal benigna mais comum. Gordura macroscópica praticamente o define; gordura só microscópica (queda de sinal na fase oposta) é mais de carcinoma de células claras.

MétodoGordura macroscópica
USMuito ecogênico, como a gordura do seio renal, às vezes com sombra · carcinoma pequeno também pode ser ecogênico: confirmar em TC ou RM
TCAtenuação de gordura, abaixo de −10 a −20 HU (unidades Hounsfield) · cortes de 1,5 a 3 mm acham melhor que de 5 mm
RMHipersinal em T1 que cai com a supressão de gordura · artefato de tinta nanquim na fase oposta, na interface gordura-tecido · imagem só de gordura (Dixon) com sinal igual ao da gordura retroperitoneal
AML clássico na RM, mulher de 45 anos
T2 com supressão de gordura: hipossinal como a gordura retroperitoneal.
T2 com supressão de gordura: hipossinal como a gordura retroperitoneal.
Fase oposta: artefato de tinta nanquim na interface com o rim.
Fase oposta: artefato de tinta nanquim na interface com o rim.
Dixon só de gordura: sinal igual ao da gordura.
Dixon só de gordura: sinal igual ao da gordura.
Fonte: Shetty AS, Fraum TJ, Ballard DH, et al. RadioGraphics 2023;43(7):e220209, Fig. 4. Ver artigo
AML clássico nos vários métodos
US: hiperecogênico, com leve atenuação do feixe.
US: hiperecogênico, com leve atenuação do feixe.
TC com contraste.
TC com contraste.
T2 sem supressão: músculo com hipossinal.
T2 sem supressão: músculo com hipossinal.
T1 em fase.
T1 em fase.
Fase oposta: queda de sinal e tinta nanquim na periferia.
Fase oposta: queda de sinal e tinta nanquim na periferia.
Fonte: Lubner MG, Marko J, Taffel MT, Horowitz JM, Udager AM. RadioGraphics 2025;45(7):e240159, Fig. 9. Ver artigo
FormaPista
Cortical, expansivaInterface angular com o rim · "casquinha de sorvete" (ponta afilada no rim, periferia abaulada) · "gota" ao longo da cápsula
VasosVasos tortuosos e desorganizados, às vezes com aneurisma (a fonte do sangramento)
CálcioRaríssimo · gordura com cálcio grosseiro: carcinoma com metaplasia óssea
Carcinoma com gordura por metaplasia óssea
TC: cálcio grosseiro junto da gordura.
TC: cálcio grosseiro junto da gordura.
T1 em fase: hipersinal.
T1 em fase: hipersinal.
T1 com supressão de gordura: o sinal cai.
T1 com supressão de gordura: o sinal cai.
Fonte: Lubner MG, Marko J, Taffel MT, Horowitz JM, Udager AM. RadioGraphics 2025;45(7):e240159, Fig. 14. Ver artigo
Imita AML clássicoDiferença
Lipossarcoma retroperitonealEmpurra o rim (sem "bico" no parênquima), poucos vasos, pode calcificar
Mielolipoma adrenalAcima do rim, cápsula em até 75%, cálcio em 25%
Hematopoese extramedularAnemia, hemoglobinopatia, mielofibrose · cápsula íntegra
Lipomatose do seio renalGordura uniforme, sem cápsula, parênquima afinado
O que imita AML clássico
Lipossarcoma retroperitoneal empurrando o rim, sem bico e sem artérias nutridoras.
Lipossarcoma retroperitoneal empurrando o rim, sem bico e sem artérias nutridoras.
Mielolipoma adrenal acima do rim.
Mielolipoma adrenal acima do rim.
Hematopoese extramedular acima e abaixo do rim esquerdo.
Hematopoese extramedular acima e abaixo do rim esquerdo.
Fonte: Lubner MG, Marko J, Taffel MT, Horowitz JM, Udager AM. RadioGraphics 2025;45(7):e240159, Fig. 13. Ver artigo
o sinal do bico Defeito em cunha na cápsula ou no parênquima (o "bico" ou a garra) quer dizer origem renal; uma artéria nutridora proeminente também favorece AML. Interface arredondada, sem defeito, é massa de fora empurrando o rim.

Sangramento, tratamento e esclerose tuberosa

Complicação ou cenárioO que saber
SangramentoHemorragia retroperitoneal (síndrome de Wunderlich) · risco maior com AML de mais de 4 a 6 cm e aneurisma de 5 mm ou mais
Extensão venosaTrombo de gordura na veia renal e na cava · não é sinal de malignidade
Esclerose tuberosaAML em até 60% (mais de 80% com linfangioleiomiomatose) · múltiplos, bilaterais, maiores, em gente mais jovem, mais componente epitelioide · rim "fantasma" substituído por gordura · procure os cistos pulmonares
Linfangioleiomiomatose esporádicaAML em até 30%
AML clássico com hemorragia retroperitoneal
TC axial: gordura, tecido, vasos dilatados e pequena hemorragia (ponta de seta).
TC axial: gordura, tecido, vasos dilatados e pequena hemorragia (ponta de seta).
TC coronal (seta).
TC coronal (seta).
Fonte: Lubner MG, Marko J, Taffel MT, Horowitz JM, Udager AM. RadioGraphics 2025;45(7):e240159, Fig. 8. Ver artigo
AML com extensão venosa
TC coronal: massa de gordura (estrela) entrando na veia renal esquerda.
TC coronal: massa de gordura (estrela) entrando na veia renal esquerda.
Chegando à cava (setas).
Chegando à cava (setas).
Fonte: Lubner MG, Marko J, Taffel MT, Horowitz JM, Udager AM. RadioGraphics 2025;45(7):e240159, Fig. 7. Ver artigo
Esclerose tuberosa, dois pacientes
TC sem contraste: vários AMLs com gordura nos dois rins.
TC sem contraste: vários AMLs com gordura nos dois rins.
T1 em fase (setas).
T1 em fase (setas).
Fase oposta: artefato de desvio químico na periferia (setas).
Fase oposta: artefato de desvio químico na periferia (setas).
Outro paciente, T1 com contraste: AML epitelioide com necrose (ponta de seta).
Outro paciente, T1 com contraste: AML epitelioide com necrose (ponta de seta).
Recidiva local e metástase hepática do AML epitelioide (seta, ponta de seta).
Recidiva local e metástase hepática do AML epitelioide (seta, ponta de seta).
Fonte: Lubner MG, Marko J, Taffel MT, Horowitz JM, Udager AM. RadioGraphics 2025;45(7):e240159, Fig. 5. Ver artigo
Esclerose tuberosa com linfangioleiomiomatose
TC sem contraste: AML e cistos renais bilaterais.
TC sem contraste: AML e cistos renais bilaterais.
Janela de pulmão: pequenos cistos pulmonares.
Janela de pulmão: pequenos cistos pulmonares.
Fonte: Lubner MG, Marko J, Taffel MT, Horowitz JM, Udager AM. RadioGraphics 2025;45(7):e240159, Fig. 6. Ver artigo
CondutaQuando
VigiarAssintomático, esporádico, menos de 4 cm (alguns aceitam até 6)
IntervirMais de 4 a 6 cm, aneurisma de 5 mm ou mais, crescimento de mais de 0,25 cm/ano, mulher em idade fértil (receptores hormonais, risco de romper na gestação), terapia hormonal
ComoEmbolização seletiva (sangramento, choque, reserva renal ruim), cirurgia poupadora, ablação · na esclerose tuberosa, inibidores de mTOR (alvo da rapamicina em mamíferos, via que controla o crescimento celular)

AML pobre em gordura e outras variantes

Até 5% dos AMLs têm pouca ou nenhuma gordura visível: predomina o músculo liso. É o grande imitador do carcinoma, e se parece com o papilífero no T2.

MétodoAML pobre em gordura
TC sem contrasteHiperatenuante ao parênquima (mais de 45 HU), sem gordura nem cálcio
RealceIntenso, homogêneo, que persiste ou lava
RMHipossinal homogêneo em T2 com realce intenso na fase corticomedular · restrição acentuada à difusão · pode ter queda de sinal na fase oposta (o células claras também)
Relação de realce arterial/tardio1,5 ou mais (lava mais que o células claras)
FormaInterface triangular, "casquinha de sorvete"
AML pobre em gordura, dois pacientes
US: massa exofítica hipoecogênica no rim direito.
US: massa exofítica hipoecogênica no rim direito.
TC com contraste: massa homogênea que realça, sem gordura.
TC com contraste: massa homogênea que realça, sem gordura.
Outro paciente, T2 coronal: hipossinal homogêneo no polo inferior esquerdo.
Outro paciente, T2 coronal: hipossinal homogêneo no polo inferior esquerdo.
Fonte: Lubner MG, Marko J, Taffel MT, Horowitz JM, Udager AM. RadioGraphics 2025;45(7):e240159, Fig. 10. Ver artigo
AML pobre em gordura, mulher de 70 anos
TC sem contraste: 52 HU, hiperatenuante (seta).
TC sem contraste: 52 HU, hiperatenuante (seta).
T2: hipossinal (seta).
T2: hipossinal (seta).
Fonte: Jinzaki M, Nicola R, Withey SJ, et al. RadioGraphics 2026;46(7):e250098, Fig. 6. Ver artigo
AML pobre em gordura no ccLS, mulher de 31 anos, massa de 2 cm
T2 coronal: hipossinal homogêneo.
T2 coronal: hipossinal homogêneo.
Fase corticomedular: realce intenso.
Fase corticomedular: realce intenso.
Tardia: hiporrealce, relação arterial/tardio de 1,6.
Tardia: hiporrealce, relação arterial/tardio de 1,6.
Difusão b 800: hipersinal.
Difusão b 800: hipersinal.
ADC (coeficiente de difusão aparente): hipossinal acentuado. ccLS 2; confirmado na cirurgia.
ADC (coeficiente de difusão aparente): hipossinal acentuado. ccLS 2; confirmado na cirurgia.
Fonte: Shetty AS, Fraum TJ, Ballard DH, et al. RadioGraphics 2023;43(7):e220209, Fig. 11. Ver artigo
VarianteO que saber
AML epitelioideCélulas epitelioides em 80% ou mais · pode recidivar e dar metástase · grande, heterogêneo, necrose, pouca ou nenhuma gordura · biópsia ou ressecção
AML com cistos epiteliaisRaríssimo, sólido e cístico · pode cair em Bosniak III ou IV e ser operado
AML epitelioide
TC axial: massa grande e heterogênea, sem gordura.
TC axial: massa grande e heterogênea, sem gordura.
TC coronal.
TC coronal.
Fonte: Lubner MG, Marko J, Taffel MT, Horowitz JM, Udager AM. RadioGraphics 2025;45(7):e240159, Fig. 11. Ver artigo
AML com cistos epiteliais
T2: nódulo sólido com hipossinal entre cistos.
T2: nódulo sólido com hipossinal entre cistos.
T1 com contraste: o nódulo realça de forma homogênea.
T1 com contraste: o nódulo realça de forma homogênea.
Fonte: Lubner MG, Marko J, Taffel MT, Horowitz JM, Udager AM. RadioGraphics 2025;45(7):e240159, Fig. 12. Ver artigo
T2 escuro não é só AML Hipossinal em T2 aparece no AML pobre em gordura, no carcinoma papilífero, no adenoma metanéfrico, no leiomioma e no tumor fibroso solitário. O que separa o AML do papilífero: o AML realça muito e é hiperatenuante sem contraste; o papilífero realça pouco e devagar.
Massas com T2 escuro
AML pobre em gordura: hipossinal em T2.
AML pobre em gordura: hipossinal em T2.
Realce heterogêneo.
Realce heterogêneo.
US: muito ecogênico, o que é atípico para carcinoma.
US: muito ecogênico, o que é atípico para carcinoma.
Carcinoma papilífero: hipossinal em T2.
Carcinoma papilífero: hipossinal em T2.
Hiporrealce.
Hiporrealce.
Fonte: Lubner MG, Marko J, Taffel MT, Horowitz JM, Udager AM. RadioGraphics 2025;45(7):e240159, Fig. 15. Ver artigo

O escore ccLS na RM

O ccLS (versão 2.0, 2022) dá de 1 a 5 a probabilidade de uma massa sólida, sem gordura macroscópica, ser carcinoma de células claras, o subtipo mais comum e o mais agressivo. Serve sobretudo para massas de até 4 cm (T1a).

Critério maiorComo avaliar
T2Comparar a parte sólida que realça com o córtex, em T2 sem supressão: hiper, iso ou hipo
Realce corticomedularA parte que mais realça × córtex: intenso (mais de 75% do córtex), moderado (40 a 75%), leve (menos de 40%)
Gordura microscópicaQueda de sinal da fase em fase para a oposta · na dúvida, regra dos dois desvios-padrão: (sinal em fase − oposta) > (DP em fase + DP oposta)
Carcinoma de células claras, homem de 65 anos, massa de 3,4 cm
T2: hipersinal heterogêneo.
T2: hipersinal heterogêneo.
Fase corticomedular: realce intenso.
Fase corticomedular: realce intenso.
Em fase.
Em fase.
Fase oposta: queda de sinal (gordura microscópica). ccLS 5; grau 3.
Fase oposta: queda de sinal (gordura microscópica). ccLS 5; grau 3.
Fonte: Shetty AS, Fraum TJ, Ballard DH, et al. RadioGraphics 2023;43(7):e220209, Fig. 7. Ver artigo
Critério auxiliarO que é
Inversão segmentar do realceO que realça mais cedo fica escuro no tardio e vice-versa · lembra oncocitoma (baixa o escore)
Relação arterial/tardio1,5 ou mais lembra AML pobre em gordura
Restrição acentuadaMuito brilho em b 800 e ADC muito baixo · AML pobre em gordura e papilífero
HomogeneidadeDesempate na massa com T2 escuro e realce intenso
Oncocitoma, homem de 77 anos, massa de 2,4 cm
T2 com hipersinal; fase corticomedular com realce intenso da periferia e menor no centro (oval tracejado); tardia com inversão segmentar; SPECT-TC (tomografia por emissão de fóton único acoplada à TC) com sestamibi
T2 com hipersinal; fase corticomedular com realce intenso da periferia e menor no centro (oval tracejado); tardia com inversão segmentar; SPECT-TC (tomografia por emissão de fóton único acoplada à TC) com sestamibi com captação igual à do rim. ccLS 3; dobrou em 6 anos de vigilância.
Fonte: Shetty AS, Fraum TJ, Ballard DH, et al. RadioGraphics 2023;43(7):e220209, Fig. 10. Ver artigo
Provável oncocitoma, homem de 70 anos, massa de 3,7 cm
T2: hipersinal.
T2: hipersinal.
Fase corticomedular: realce intenso.
Fase corticomedular: realce intenso.
Tardia: inversão segmentar. ccLS 3; estável em 18 meses.
Tardia: inversão segmentar. ccLS 3; estável em 18 meses.
Fonte: Shetty AS, Fraum TJ, Ballard DH, et al. RadioGraphics 2023;43(7):e220209, Fig. 12. Ver artigo
Oncocitoma, mulher de 56 anos, massa de 4,4 cm
T2 iso, com cicatriz central clara.
T2 iso, com cicatriz central clara.
Realce intenso da periferia.
Realce intenso da periferia.
Inversão segmentar. ccLS 3; oncocitoma na cirurgia.
Inversão segmentar. ccLS 3; oncocitoma na cirurgia.
Fonte: Shetty AS, Fraum TJ, Ballard DH, et al. RadioGraphics 2023;43(7):e220209, Fig. 14. Ver artigo
A inversão segmentar também aparece no carcinoma, mulher de 57 anos
T2 iso.
T2 iso.
Realce moderado.
Realce moderado.
Tardia: inversão segmentar. ccLS 2; a cirurgia mostrou carcinoma de células claras grau 3.
Tardia: inversão segmentar. ccLS 2; a cirurgia mostrou carcinoma de células claras grau 3.
Fonte: Shetty AS, Fraum TJ, Ballard DH, et al. RadioGraphics 2023;43(7):e220209, Fig. 13. Ver artigo
Caminho (exemplos)ccLSPense em
T2 claro + realce intenso + gordura microscópica5Células claras
T2 iso + realce intenso, sem inversão4Células claras, cromófobo
T2 claro ou iso + realce intenso + inversão segmentar3Oncocitoma
T2 escuro + realce intenso + relação ≥ 1,5 / restrição acentuada2AML pobre em gordura
T2 escuro + realce leve + restrição acentuada1Papilífero
Exame ruim ou massa atípica3Biópsia
Cromófobo, homem de 78 anos, massa de 3,8 cm
T2 com supressão de gordura: sinal igual ao do córtex.
T2 com supressão de gordura: sinal igual ao do córtex.
Fase corticomedular: realce intenso (relação com o córtex de 75%).
Fase corticomedular: realce intenso (relação com o córtex de 75%).
Tardia: sem inversão; cicatriz central sem realce.
Tardia: sem inversão; cicatriz central sem realce.
ADC: restrição acentuada. ccLS 4; biópsia: cromófobo grau 2.
ADC: restrição acentuada. ccLS 4; biópsia: cromófobo grau 2.
Fonte: Shetty AS, Fraum TJ, Ballard DH, et al. RadioGraphics 2023;43(7):e220209, Fig. 9. Ver artigo
Carcinoma papilífero, homem de 67 anos, massa de 1,5 cm
T2: hipossinal.
T2: hipossinal.
Fase corticomedular: realce leve.
Fase corticomedular: realce leve.
Difusão b 800: hipersinal acentuado.
Difusão b 800: hipersinal acentuado.
ADC: hipossinal. ccLS 1.
ADC: hipossinal. ccLS 1.
Fonte: Shetty AS, Fraum TJ, Ballard DH, et al. RadioGraphics 2023;43(7):e220209, Fig. 8. Ver artigo
Carcinoma papilífero, homem de 37 anos, massa de 1,3 cm
T2 iso.
T2 iso.
Realce leve.
Realce leve.
ADC sem restrição. ccLS 2.
ADC sem restrição. ccLS 2.
Fonte: Shetty AS, Fraum TJ, Ballard DH, et al. RadioGraphics 2023;43(7):e220209, Fig. 15. Ver artigo
Provável células claras, homem de 82 anos, massa de 1,9 cm
T2: hipossinal homogêneo.
T2: hipossinal homogêneo.
Fase corticomedular: realce intenso.
Fase corticomedular: realce intenso.
Tardia: relação arterial/tardio de 1,4 (negativa).
Tardia: relação arterial/tardio de 1,4 (negativa).
Difusão sem restrição. ccLS 3; cresceu 50% em 4 anos.
Difusão sem restrição. ccLS 3; cresceu 50% em 4 anos.
Fonte: Shetty AS, Fraum TJ, Ballard DH, et al. RadioGraphics 2023;43(7):e220209, Fig. 16. Ver artigo
Massa indolente, mulher de 72 anos, 2,6 cm
T2: hipossinal.
T2: hipossinal.
Realce leve, em casquinha de sorvete.
Realce leve, em casquinha de sorvete.
Fase oposta: gordura microscópica.
Fase oposta: gordura microscópica.
ADC: restrição. ccLS 3; provável AML pobre em gordura, estável em 6 anos.
ADC: restrição. ccLS 3; provável AML pobre em gordura, estável em 6 anos.
Fonte: Shetty AS, Fraum TJ, Ballard DH, et al. RadioGraphics 2023;43(7):e220209, Fig. 17. Ver artigo
Carcinoma de células claras, mulher de 63 anos, massa de 3 cm
T1 sem contraste.
T1 sem contraste.
Fase corticomedular: medida do sinal da massa e do córtex.
Fase corticomedular: medida do sinal da massa e do córtex.
Subtração: realce de cerca de 120% do córtex, intenso. ccLS 5; grau 2.
Subtração: realce de cerca de 120% do córtex, intenso. ccLS 5; grau 2.
Fonte: Shetty AS, Fraum TJ, Ballard DH, et al. RadioGraphics 2023;43(7):e220209, Fig. 18. Ver artigo
Provável células claras achado na RM da coluna, mulher de 39 anos
T2: hipersinal heterogêneo que pode parecer cisto.
T2: hipersinal heterogêneo que pode parecer cisto.
Fase corticomedular: o realce mostra que é sólida. Com gordura microscópica, ccLS 5.
Fase corticomedular: o realce mostra que é sólida. Com gordura microscópica, ccLS 5.
Fonte: Shetty AS, Fraum TJ, Ballard DH, et al. RadioGraphics 2023;43(7):e220209, Fig. 2. Ver artigo
ccLSCélulas claras (massas de qualquer tamanho)Conduta proposta
15%Vigilância ativa
26%Vigilância ativa
335%Biópsia
478%Tratamento definitivo
593%Tratamento definitivo
o que o ccLS não faz Não diz o grau (18% das massas com ccLS 1 a 2 eram de alto grau). Não vale nas síndromes: na esclerose tuberosa, AML atípico é mais provável que células claras mesmo com ccLS alto; no Von Hippel-Lindau, quase toda lesão sólida é células claras. Não cobre linfoma, urotelial, metástase e os tumores raros da OMS 2022. Avalie só a parte que realça, e meça a porção que mais realça, não o centro.

Os subtipos principais

TumorFrequênciaImagem
Células claras65 a 70%Pseudocápsula, realce intenso e heterogêneo com lavagem, cistos internos em 30% · T2 iso ou claro · queda na fase oposta em 60%
Papilífero13 a 20%Homogêneo, hipovascular, realce lento e progressivo · T2 escuro (hemossiderina) · isoatenuante sem contraste (hiperatenuante se sangrou)
Cromófobo5 a 7%Homogêneo, realce moderado · Birt-Hogg-Dubé
Oncocitoma3 a 7%Realce moderado (raramente intenso), cicatriz central e inversão segmentar · sobrepõe-se ao cromófobo
Neoplasia cística multilocular de baixo potencial0,5 a 2,5%Multicística sem nódulo, Bosniak IIF ou III, indolente
Adenoma papilíferoAté 40% dos idosos na necropsiaAté 15 mm, em geral só seguir
Carcinoma de ductos coletores< 1%Medular, infiltrativo, hipovascular, rim aumentado com contorno preservado · metástases
Carcinoma de células claras, homem de 54 anos
Fase corticomedular: 150 HU.
Fase corticomedular: 150 HU.
Tardia: lavagem, 100 HU.
Tardia: lavagem, 100 HU.
Fonte: Jinzaki M, Nicola R, Withey SJ, et al. RadioGraphics 2026;46(7):e250098, Fig. 3. Ver artigo
Carcinoma papilífero, homem de 78 anos
Sem contraste: 30 HU, isoatenuante.
Sem contraste: 30 HU, isoatenuante.
Fase corticomedular: 40 HU.
Fase corticomedular: 40 HU.
Tardia: 60 HU, realce progressivo.
Tardia: 60 HU, realce progressivo.
T2: hipossinal.
T2: hipossinal.
Fonte: Jinzaki M, Nicola R, Withey SJ, et al. RadioGraphics 2026;46(7):e250098, Fig. 5. Ver artigo
Cromófobo, homem de 57 anos
Fase corticomedular: 70 HU, realce moderado e homogêneo.
Fase corticomedular: 70 HU, realce moderado e homogêneo.
Tardia: 51 HU.
Tardia: 51 HU.
Fonte: Jinzaki M, Nicola R, Withey SJ, et al. RadioGraphics 2026;46(7):e250098, Fig. 7. Ver artigo
Neoplasia cística multilocular de baixo potencial, homem de 41 anos
Massa multicística sem nódulos, Bosniak III.
Massa multicística sem nódulos, Bosniak III.
Fonte: Jinzaki M, Nicola R, Withey SJ, et al. RadioGraphics 2026;46(7):e250098, Fig. 4. Ver artigo
Carcinoma de ductos coletores, homem de 58 anos
Rim direito aumentado, com massa central infiltrativa e hipovascular (45 HU).
Rim direito aumentado, com massa central infiltrativa e hipovascular (45 HU).
Fonte: Jinzaki M, Nicola R, Withey SJ, et al. RadioGraphics 2026;46(7):e250098, Fig. 8. Ver artigo
Na TC sem contrastePense em
Menos de −10 HUAML clássico
Mais de 45 HU, homogêneoAML pobre em gordura (ou papilífero que sangrou, ou TFE3 (carcinoma com rearranjo do gene do fator de transcrição E3))

OMS 2022: o que mudou

A 5ª edição separa os tumores epiteliais em seis grupos: de células claras, papilíferos, oncocíticos e cromófobos, de ductos coletores, outros (pela histologia) e definidos molecularmente.

MudançaAgora
Papilífero tipo 1 e 2Acabou a divisão: o tipo 1 é o "papilífero clássico"; o antigo tipo 2 se espalhou por vários tumores
Carcinoma papilífero de células clarasTumor papilífero de células claras (não dá metástase)
Translocação da família MiT (fatores de transcrição da microftalmia)Com rearranjo de TFE3 e com alteração de TFEB (fator de transcrição EB)
Associado a HLRCC (leiomiomatose hereditária e carcinoma de células renais)Deficiente em FH (fumarato hidratase)
Carcinoma medularCarcinoma medular deficiente em SMARCB1 (gene supressor de tumor)
NovosSólido e cístico eosinofílico, com rearranjo de ALK (gene da cinase do linfoma anaplásico), com mutação de ELOC (gene da elongina C), outros oncocíticos
TumorQuemImagem
Tumor papilífero de células claras1 a 4% · insuficiência renal, Von Hippel-LindauCístico ou sólido, às vezes realce intenso como o células claras · indolente
TubulocísticoHomensEsponjoso de cistos minúsculos · hiperecogênico no US
Associado à doença cística adquiridaDiálise longaNódulo na parede de cisto, realce sutil
Mucinoso tubular e fusocelularMulheresHipovascular, mas T2 iso ou claro (mucina), ADC baixo
Sólido e cístico eosinofílicoMulheres, às vezes esclerose tuberosa"Raiz de lótus": cistos no meio do sólido
TFE3Jovens (20 a 75% dos carcinomas renais da criança)Hiperatenuante sem contraste, calcificação (em casca de ovo), realce lento mas maior que o papilífero, linfonodos
Deficiente em FHMediana de 44 anos · leiomiomas da pele e do úteroInfiltrativo com partes císticas, avançado, PET (tomografia por emissão de pósitrons) muito ávido
Medular (SMARCB1)Jovem negro com traço falciformeCentral, infiltrativo, hipovascular, restrição · metástases
Tumor papilífero de células claras, homem de 41 anos
Fase corticomedular: cisto unilocular com parte sólida de 185 HU, Bosniak IV.
Fase corticomedular: cisto unilocular com parte sólida de 185 HU, Bosniak IV.
Fonte: Jinzaki M, Nicola R, Withey SJ, et al. RadioGraphics 2026;46(7):e250098, Fig. 9. Ver artigo
Mucinoso tubular e fusocelular, homem de 65 anos
Fase corticomedular: 55 HU.
Fase corticomedular: 55 HU.
Tardia: 65 HU.
Tardia: 65 HU.
T2: sinal igual ao do córtex, com pontos claros e pseudocápsula.
T2: sinal igual ao do córtex, com pontos claros e pseudocápsula.
Fonte: Jinzaki M, Nicola R, Withey SJ, et al. RadioGraphics 2026;46(7):e250098, Fig. 10. Ver artigo
Carcinoma associado à doença cística adquirida, homem de 67 anos
Fase corticomedular: realce sutil.
Fase corticomedular: realce sutil.
Difusão: o tumor tem sinal alto heterogêneo; o cisto hemorrágico, homogêneo.
Difusão: o tumor tem sinal alto heterogêneo; o cisto hemorrágico, homogêneo.
Fonte: Jinzaki M, Nicola R, Withey SJ, et al. RadioGraphics 2026;46(7):e250098, Fig. 11. Ver artigo
Sólido e cístico eosinofílico, menina de 12 anos
TC com contraste: o aspecto de raiz de lótus, cistos no meio do sólido.
TC com contraste: o aspecto de raiz de lótus, cistos no meio do sólido.
Fonte: Jinzaki M, Nicola R, Withey SJ, et al. RadioGraphics 2026;46(7):e250098, Fig. 12. Ver artigo
Carcinoma com rearranjo de TFE3, adolescente de 16 anos
Sem contraste: 45 HU, com calcificações.
Sem contraste: 45 HU, com calcificações.
Fase corticomedular: 72 HU, realce moderado e heterogêneo.
Fase corticomedular: 72 HU, realce moderado e heterogêneo.
Tardia: 90 HU; margens em parte nítidas, em parte irregulares.
Tardia: 90 HU; margens em parte nítidas, em parte irregulares.
Fonte: Jinzaki M, Nicola R, Withey SJ, et al. RadioGraphics 2026;46(7):e250098, Fig. 13. Ver artigo
Carcinoma deficiente em FH, mulher de 35 anos
Fase corticomedular: tumor infiltrativo com partes císticas (setas longas) e linfonodos metastáticos (setas curtas).
Fase corticomedular: tumor infiltrativo com partes císticas (setas longas) e linfonodos metastáticos (setas curtas).
Fonte: Jinzaki M, Nicola R, Withey SJ, et al. RadioGraphics 2026;46(7):e250098, Fig. 14. Ver artigo
Carcinoma medular deficiente em SMARCB1, homem de 25 anos
Fase nefrográfica: tumor infiltrativo, trombose da veia renal (seta grande) e linfonodos necróticos (seta pequena).
Fase nefrográfica: tumor infiltrativo, trombose da veia renal (seta grande) e linfonodos necróticos (seta pequena).
Fonte: Jinzaki M, Nicola R, Withey SJ, et al. RadioGraphics 2026;46(7):e250098, Fig. 15. Ver artigo
quando pensar num subtipo raro Massa que realça devagar como um papilífero mas é de paciente jovem, hiperatenuante, calcificada, de realce moderado, T2 claro, infiltrativa ou com metástase. Crescimento infiltrativo e metástase pesam contra o prognóstico, mas alguns tumores agressivos parecem bem delimitados.

Pontos de prova: alto rendimento

Pequena massa sólida> 25% sólida, < 4 cm · 80% malignas
Gordura macroscópicaAML clássico
TC< −10 a −20 HU
RMT1 claro que suprime · tinta nanquim
Gordura microscópicaCélulas claras
US ecogênicoConfirmar: RCC (renal cell carcinoma: carcinoma de células renais) pequeno também
Sinal do bicoOrigem renal
Sangramento> 4–6 cm, aneurisma ≥ 5 mm
Trombo de gorduraNão é maligno
Esclerose tuberosaAML múltiplos, bilaterais
AML pobre em gorduraHiperatenuante, T2 escuro, realce intenso
Restrição acentuadaAML pobre em gordura, papilífero
AML epitelioidePode dar metástase
ccLST2, realce, gordura microscópica
Realce intenso> 75% do córtex
Inversão segmentarOncocitoma, baixa o escore
ccLS 593% células claras
ccLS 1–2Vigilância
ccLS 3Biópsia
VHL (doença de von Hippel-Lindau)Sólido = células claras
PapilíferoT2 escuro, realce leve e lento
Células clarasRealce intenso heterogêneo
OncocitomaCicatriz, inversão
> 45 HU sem contrasteAML pobre em gordura
OMS 2022Fim do papilífero tipo 1/2
FH-deficienteInfiltrativo, jovem, leiomiomas
TFE3Jovem, hiperatenuante, cálcio
MedularTraço falciforme
TubulocísticoHiperecogênico

Armadilhas e erros comuns

Erros

  • Chamar de AML a massa ecogênica no US sem confirmar gordura
  • Chamar de AML a massa com gordura só microscópica
  • Confundir lipossarcoma retroperitoneal com AML exofítico
  • Chamar de maligno o trombo de gordura do AML
  • Aplicar o ccLS em massa cística ou com gordura macroscópica
  • Medir o realce no centro necrótico
  • Chamar de papilífero o T2 escuro com realce intenso
  • Usar o ccLS no Von Hippel-Lindau ou na esclerose tuberosa
  • Esquecer que ccLS baixo não garante baixo grau

Questões

Questões

uma passada rápida no que o caderno cobraQuestão 1 / 6
Questão 1

Qual achado permite diagnosticar angiomiolipoma clássico numa massa renal?

Gordura macroscópica (abaixo de −10 a −20 HU na TC, ou hipersinal em T1 que cai com a supressão de gordura) praticamente define o AML clássico. Massa ecogênica no US pode ser carcinoma pequeno; queda na fase oposta é gordura microscópica, mais de carcinoma de células claras.
↑revisar esta parte do caderno · Gordura macroscópica e o angiomiolipoma clássico
Questão 2

AML esporádico de 3 cm, assintomático, em homem de 60 anos, sem aneurisma. A conduta mais adequada é:

AML esporádico, assintomático e com menos de 4 cm é vigiado. Intervém-se com mais de 4 a 6 cm, aneurisma de 5 mm ou mais, crescimento de mais de 0,25 cm/ano, sintomas, mulher em idade fértil ou terapia hormonal. Inibidor de mTOR é para a esclerose tuberosa.
↑revisar esta parte do caderno · Sangramento, tratamento e esclerose tuberosa
Questão 3

Massa renal de 2 cm, hiperatenuante sem contraste, com hipossinal homogêneo em T2, realce corticomedular intenso e restrição acentuada à difusão. A hipótese mais provável é:

O AML pobre em gordura tem T2 escuro como o papilífero, mas realça intensamente, é hiperatenuante sem contraste (músculo liso) e restringe muito. O papilífero também tem T2 escuro, mas realça pouco e devagar. No ccLS, esse caminho dá 2.
↑revisar esta parte do caderno · AML pobre em gordura e outras variantes
Questão 4

Massa renal sólida de 3 cm: hipersinal em T2, realce corticomedular intenso e queda de sinal na fase oposta. O ccLS é:

T2 claro, realce intenso e gordura microscópica é o padrão do carcinoma de células claras: ccLS 5 (93% eram células claras). Se em vez da gordura houvesse inversão segmentar do realce, o escore cairia para 3, com oncocitoma no diferencial.
↑revisar esta parte do caderno · O escore ccLS na RM
Questão 5

Sobre o uso do ccLS, é correto:

Na conduta proposta, ccLS 3 vai para biópsia, 4 a 5 para tratamento e 1 a 2 para vigilância. O escore não vale para massa com gordura macroscópica nem cística, 18% das massas com 1 a 2 eram de alto grau, no Von Hippel-Lindau quase toda lesão sólida é células claras, e mede-se a porção que mais realça.
↑revisar esta parte do caderno · O escore ccLS na RM
Questão 6

Homem de 24 anos com traço falciforme e massa renal central, infiltrativa, com linfonodos. O diagnóstico a lembrar é:

O carcinoma medular, hoje deficiente em SMARCB1, é de jovens negros com traço falciforme: central, infiltrativo, hipovascular, com metástases frequentes. Sobrepõe-se ao deficiente em FH, ao de ductos coletores e ao urotelial.
↑revisar esta parte do caderno · OMS 2022: o que mudou
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Fontes.
Shetty AS, Fraum TJ, Ballard DH, et al. Renal Mass Imaging with MRI Clear Cell Likelihood Score: A User's Guide. RadioGraphics 2023;43(7):e220209. doi:10.1148/rg.220209
Lubner MG, Marko J, Taffel MT, Horowitz JM, Udager AM. Spectrum of Renal Angiomyolipoma with Radiologic-Pathologic Correlation. RadioGraphics 2025;45(7):e240159. doi:10.1148/rg.240159
Jinzaki M, Nicola R, Withey SJ, et al. WHO 2022 Renal Cell Tumor Classification: Imaging Features and Clinical Implications. RadioGraphics 2026;46(7):e250098. doi:10.1148/rg.250098

O fluxograma completo do ccLS e as tabelas da OMS são imagens com texto em inglês e ficaram de fora; o caderno dá os caminhos confirmados pelos casos do artigo. As lâminas, as peças cirúrgicas e a foto da raiz de lótus também. O limiar do realce intenso aparece como 70% num quadro do artigo e 75% no texto; o caderno usa 75%. Conferido em 07/10/2026.

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