Cadernos QRad 98 · Massas do Escroto e Tumores Germinativos
Geniturinário · escroto

Massas do Escroto e Tumores Germinativos

Fontes: Gabriel et al: 2023 e Katabathina et al: 2021, RadioGraphics

Dentro ou fora do testículo

A primeira pergunta diante de uma massa escrotal é onde ela nasce. Dentro do testículo, a massa sólida de um homem jovem é tumor germinativo até prova em contrário. Fora dele, a maioria é benigna: cisto do epidídimo, espermatocele, lipoma do cordão, tumor adenomatoide. O US com Doppler, com transdutor linear de alta frequência, é o exame inicial; a RM complementa quando a origem ou o conteúdo de gordura ficam em dúvida.

CompartimentoO que nasce ali
Pele e paredeCisto de inclusão epidérmica, cisto da rafe mediana, melanoma
Túnica vaginalPseudotumor fibroso, tumor adenomatoide, mesotelioma
Sistema tubularGranuloma espermático, cistadenoma da rete testis
EpidídimoCisto, espermatocele, cisto epidermoide, tumor adenomatoide, cistadenoma papilar, metástase, linfoma
ParatesticularApêndices, poliorquidia, lipogranuloma esclerosante, sarcomas
Cordão espermáticoLipoma, lipossarcoma, leiomioma, leiomiossarcoma, rabdomiossarcoma, hérnia
Cisto da rafe mediana infectado
US panorâmico: lesão alongada na linha média ventral do escroto.
US panorâmico: lesão alongada na linha média ventral do escroto.
Fonte: Gabriel H, Hammond NA, Marquez RA, et al. RadioGraphics 2023;43(4):e220113, Fig. 6. Ver artigo
Cisto de inclusão epidérmica
US: lesão hipoecogênica com reforço posterior (seta), entre os testículos.
US: lesão hipoecogênica com reforço posterior (seta), entre os testículos.
Fonte: Gabriel H, Hammond NA, Marquez RA, et al. RadioGraphics 2023;43(4):e220113, Fig. 5. Ver artigo
Pseudotumor fibroso da túnica
US: nódulo com sombra posterior.
US: nódulo com sombra posterior.
RM T2: lesão escura (seta).
RM T2: lesão escura (seta).
Forma difusa: túnica espessa (seta).
Forma difusa: túnica espessa (seta).
Fonte: Gabriel H, Hammond NA, Marquez RA, et al. RadioGraphics 2023;43(4):e220113, Fig. 7. Ver artigo
Mesotelioma da túnica vaginal
Hidrocele com nódulo na túnica (seta).
Hidrocele com nódulo na túnica (seta).
Meses depois, com Doppler: massa complexa que cresceu.
Meses depois, com Doppler: massa complexa que cresceu.
Fonte: Gabriel H, Hammond NA, Marquez RA, et al. RadioGraphics 2023;43(4):e220113, Fig. 8. Ver artigo
Tumor adenomatoide da túnica
US: nódulo sólido hipoecogênico.
US: nódulo sólido hipoecogênico.
Fonte: Gabriel H, Hammond NA, Marquez RA, et al. RadioGraphics 2023;43(4):e220113, Fig. 9. Ver artigo
o que ajuda a separar Massa que ocupa o testículo e o epidídimo sugere linfoma, leucemia ou metástase; tumor germinativo quase não cruza a túnica, com exceção do carcinoma embrionário. Excluídos os lipomas, 56% dos tumores do cordão são malignos.

Anatomia e técnica

EstruturaO que saber
ParedePele e dartos, depois três camadas de fáscia vindas dos músculos da parede abdominal
Túnica vaginalFolhetos parietal e visceral com espaço virtual entre eles · cobre o testículo, menos atrás, onde ele se fixa à parede · nasce do processo vaginal (peritônio)
Túnica albugíneaLinha ecogênica · forma o mediastino do testículo
EpidídimoCabeça em cima (um pouco mais ecogênica), corpo e cauda atrás · a cauda continua no ducto deferente
CordãoDeferente (tubular, sem fluxo), artérias testicular, deferencial e cremastérica, plexo pampiniforme
ApêndicesDo testículo (resto mülleriano) e do epidídimo (resto wolffiano) · presentes na maioria
RMTestículo isointenso ao músculo em T1 e claro em T2 · epidídimo escuro em T2
Escroto extratesticular normal
Doppler colorido: epidídimo, deferente e vasos do cordão.
Doppler colorido: epidídimo, deferente e vasos do cordão.
Fonte: Gabriel H, Hammond NA, Marquez RA, et al. RadioGraphics 2023;43(4):e220113, Fig. 4. Ver artigo
seguir até o canal inguinal Toda massa do cordão deve ser seguida até o canal inguinal e o períneo: é assim que se reconhece a hérnia e a extensão de um sarcoma.

Massas extratesticulares benignas

LesãoNo USConduta
Cisto do epidídimo e espermatoceleAnecoico, parede fina · a espermatocele (cabeça) tem ecos finos e “neve caindo” no Doppler · juntos, as massas extratesticulares mais comuns (cisto em 20 a 40% dos homens)Conservadora · separar os dois não muda nada
Tumor adenomatoideO tumor sólido mais comum do epidídimo, em geral na cauda · nódulo homogêneo, liso, levemente hiperecogênico, 0,5 a 5 cm · pode estar na túnicaBenigno: sugerir no US evita cirurgia
Cistadenoma papilar do epidídimoNa cabeça, sólido com microcistos ou cístico, hipervascular · bilateral em cerca de 40%, o que aponta von Hippel-LindauVigilância
Granuloma espermáticoNódulo hipoecogênico nas pontas do deferente · até 42% depois de vasectomiaConservadora
Pseudotumor fibrosoNódulo hipoecogênico com sombra na túnica, às vezes múltiplo · hidrocele em cerca de 50% · RM escura em T1 e T2Conservadora ou excisão local
Lipoma do cordãoA neoplasia extratesticular mais comum (cerca de 45%) · ecogênico, homogêneo, sem fluxo e sem entrar no canal inguinalDeixar, se assintomático
PoliorquidiaTestículo extra com o mesmo eco e fluxo (75% no escroto)RM confirma
Cisto de inclusão epidérmicaNa parede, redondo, com reforço · trajeto até a pele é patognomônicoExcisão se incomodar
Lipogranuloma esclerosanteReação a óleo, silicone ou parafina injetados · silicone dá “tempestade de neve”Excisão
Granuloma espermático
Nódulo na cauda do epidídimo (seta).
Nódulo na cauda do epidídimo (seta).
Ectasia tubular com espermatozoides agrupados (pontas de seta).
Ectasia tubular com espermatozoides agrupados (pontas de seta).
Fonte: Gabriel H, Hammond NA, Marquez RA, et al. RadioGraphics 2023;43(4):e220113, Fig. 10. Ver artigo
Cistadenoma da rete testis
Lesão cística com muitos septos finos.
Lesão cística com muitos septos finos.
Outro corte.
Outro corte.
Fonte: Gabriel H, Hammond NA, Marquez RA, et al. RadioGraphics 2023;43(4):e220113, Fig. 11. Ver artigo
Cisto do epidídimo e espermatocele
Cisto anecoico.
Cisto anecoico.
Espermatocele com ecos finos.
Espermatocele com ecos finos.
Doppler: “neve caindo” na espermatocele.
Doppler: “neve caindo” na espermatocele.
Fonte: Gabriel H, Hammond NA, Marquez RA, et al. RadioGraphics 2023;43(4):e220113, Fig. 12. Ver artigo
Cisto epidermoide do epidídimo
US: aspecto em casca de cebola, sem fluxo.
US: aspecto em casca de cebola, sem fluxo.
Fonte: Gabriel H, Hammond NA, Marquez RA, et al. RadioGraphics 2023;43(4):e220113, Fig. 13. Ver artigo
Tumor adenomatoide do epidídimo
Nódulo iso a levemente hiperecogênico no corpo e cauda (seta).
Nódulo iso a levemente hiperecogênico no corpo e cauda (seta).
Outro paciente: pequeno nódulo hiperecogênico (seta).
Outro paciente: pequeno nódulo hiperecogênico (seta).
Fonte: Gabriel H, Hammond NA, Marquez RA, et al. RadioGraphics 2023;43(4):e220113, Fig. 14. Ver artigo
Tumor adenomatoide que imitou testículo extra
US: nódulo hiperecogênico (seta) junto ao testículo (*).
US: nódulo hiperecogênico (seta) junto ao testículo (*).
RM T2: isointenso ao testículo (seta).
RM T2: isointenso ao testículo (seta).
Fonte: Gabriel H, Hammond NA, Marquez RA, et al. RadioGraphics 2023;43(4):e220113, Fig. 15. Ver artigo
Cistadenoma papilar do epidídimo na doença de von Hippel-Lindau
US: lesão de aspecto sólido.
US: lesão de aspecto sólido.
Doppler: hipervascular.
Doppler: hipervascular.
Outro paciente: lesão mais sólida e cística.
Outro paciente: lesão mais sólida e cística.
RM sagital: hemangioblastomas no tronco e na medula (setas).
RM sagital: hemangioblastomas no tronco e na medula (setas).
Fonte: Gabriel H, Hammond NA, Marquez RA, et al. RadioGraphics 2023;43(4):e220113, Fig. 16. Ver artigo
Epididimo-orquite pelo BCG (bacilo de Calmette-Guérin)
Massa hipoecogênica no epidídimo.
Massa hipoecogênica no epidídimo.
Doppler: hiperemia no epidídimo e no testículo.
Doppler: hiperemia no epidídimo e no testículo.
Fonte: Gabriel H, Hammond NA, Marquez RA, et al. RadioGraphics 2023;43(4):e220113, Fig. 17. Ver artigo
Poliorquidia
US: terceiro testículo (seta) com o mesmo eco.
US: terceiro testículo (seta) com o mesmo eco.
Outro corte.
Outro corte.
Fonte: Gabriel H, Hammond NA, Marquez RA, et al. RadioGraphics 2023;43(4):e220113, Fig. 19. Ver artigo
Apêndice testicular
Apêndice normal (seta).
Apêndice normal (seta).
Mais tarde, torcido (seta).
Mais tarde, torcido (seta).
Fonte: Gabriel H, Hammond NA, Marquez RA, et al. RadioGraphics 2023;43(4):e220113, Fig. 20. Ver artigo
Lipogranuloma esclerosante por silicone
US: “tempestade de neve” que apaga o fundo.
US: “tempestade de neve” que apaga o fundo.
RM com sequência seletiva para silicone.
RM com sequência seletiva para silicone.
Fonte: Gabriel H, Hammond NA, Marquez RA, et al. RadioGraphics 2023;43(4):e220113, Fig. 21. Ver artigo
Lipoma do cordão e hérnia
US: lipoma ecogênico homogêneo.
US: lipoma ecogênico homogêneo.
TC: lesão de gordura (seta).
TC: lesão de gordura (seta).
US da virilha com Valsalva: hérnia com alça e gordura (seta).
US da virilha com Valsalva: hérnia com alça e gordura (seta).
TC coronal: gordura pré-peritoneal entrando no canal, o falso “lipoma do cordão” (setas).
TC coronal: gordura pré-peritoneal entrando no canal, o falso “lipoma do cordão” (setas).
Fonte: Gabriel H, Hammond NA, Marquez RA, et al. RadioGraphics 2023;43(4):e220113, Fig. 22. Ver artigo
hérnia que parece lipoma Lesão ecogênica no cordão: antes de chamar de lipoma, procurar peristalse e continuidade com o canal inguinal (hérnia; alça encarcerada pode não se mexer). Na TC ou RM o lipoma é só gordura; qualquer componente de tecido mole sugere lipossarcoma.

Massas extratesticulares malignas

LesãoPistas
Lipossarcoma5ª a 7ª décadas, 3 a 30 cm · gordura com áreas hipoecogênicas, septos e tecido que realça · o bem diferenciado imita lipoma
RabdomiossarcomaO sarcoma do cordão mais comum (40%), em crianças · heterogêneo, hipervascular, pode invadir testículo e epidídimo
LeiomiossarcomaCerca de 10% dos sarcomas do cordão · massa heterogênea vascular
Mesotelioma da túnicaHidrocele com frondes ou nódulos, túnica espessa e hipervascular · amianto em 34 a 66% · pensar na hidrocele que cresce rápido
Linfoma, leucemia, metástaseTestículo e epidídimo ao mesmo tempo · metástase no cordão (estômago, próstata)
Linfoma, leucemia e carcinoma embrionário cruzando para o epidídimo
Leucemia/linfoma no testículo (*) e no epidídimo (seta).
Leucemia/linfoma no testículo (*) e no epidídimo (seta).
Carcinoma embrionário no testículo.
Carcinoma embrionário no testículo.
O mesmo tumor na cauda do epidídimo e no deferente (setas).
O mesmo tumor na cauda do epidídimo e no deferente (setas).
Fonte: Gabriel H, Hammond NA, Marquez RA, et al. RadioGraphics 2023;43(4):e220113, Fig. 18. Ver artigo
Hérnia de gordura e lipossarcoma
RM T2: hérnia de gordura (seta).
RM T2: hérnia de gordura (seta).
Outro paciente, US com Doppler: lesão heterogênea com fluxo no cordão, sem entrar no canal (seta).
Outro paciente, US com Doppler: lesão heterogênea com fluxo no cordão, sem entrar no canal (seta).
RM T2: lesão multisseptada sem entrar no canal: lipossarcoma.
RM T2: lesão multisseptada sem entrar no canal: lipossarcoma.
Fonte: Gabriel H, Hammond NA, Marquez RA, et al. RadioGraphics 2023;43(4):e220113, Fig. 23. Ver artigo
Lipossarcoma do cordão
US panorâmico: massa lobulada.
US panorâmico: massa lobulada.
RM T2: massa gordurosa com septos.
RM T2: massa gordurosa com septos.
Fonte: Gabriel H, Hammond NA, Marquez RA, et al. RadioGraphics 2023;43(4):e220113, Fig. 24. Ver artigo
Leiomiossarcoma do cordão
US com Doppler: massa hipoecogênica vascular.
US com Doppler: massa hipoecogênica vascular.
RM T1 com supressão e contraste: realce (seta).
RM T1 com supressão e contraste: realce (seta).
Fonte: Gabriel H, Hammond NA, Marquez RA, et al. RadioGraphics 2023;43(4):e220113, Fig. 25. Ver artigo
o caminho do cordão Massa ecogênica no cordão: excluir hérnia; depois lipoma × lipossarcoma. Pedir RM se não for homogeneamente ecogênica, se tiver fluxo ou se for grande. Massa sólida que não é hérnia nem lipoma precisa de RM ou ressecção.

Tumores germinativos do testículo

OMS 2016Tumores
Derivados da neoplasia germinativa in situ (GCNIS, 18 a 45 anos)Seminoma · não seminomatosos: carcinoma embrionário, saco vitelino pós-puberal, teratoma pós-puberal, coriocarcinoma · tumor regredido (“burned-out”)
Não derivadosTeratoma pré-puberal e cisto epidermoide · saco vitelino pré-puberal · tumor espermatocítico (homem mais velho)
Testículo não descido no canal inguinal, menino de 12 anos
US do canal inguinal esquerdo (seta).
US do canal inguinal esquerdo (seta).
Fonte: Katabathina VS, Vargas-Zapata D, Monge RA, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1698–1716, Fig. 3. Ver artigo
Metástases de não seminomatoso com predomínio de coriocarcinoma
TC coronal: linfonodos retroperitoneais volumosos (seta) e metástase hepática (ponta de seta).
TC coronal: linfonodos retroperitoneais volumosos (seta) e metástase hepática (ponta de seta).
Fonte: Katabathina VS, Vargas-Zapata D, Monge RA, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1698–1716, Fig. 5. Ver artigo
TumorMarcadorNo US
Seminoma (até 50%)DHL (desidrogenase lática) · hCG (gonadotrofina coriônica humana) levemente alto em cerca de 15%Homogêneo, hipoecogênico, bem delimitado ou lobulado · RM: escuro em T2 com septos que realçam
Não seminomatoso misto (30 a 40%)VariávelHeterogêneo, mal definido, cistos, calcificação, hemorragia · 60% chegam avançados
Carcinoma embrionárioHipoecogênico mal definido, invade a túnica albugínea
Saco vitelino pós-puberalAFP (alfafetoproteína) muito altaCistos e hemorragia
CoriocarcinomahCG muito altoHemorrágico · metástases hemorrágicas precoces (pulmão, fígado, cérebro) · o pior prognóstico
Teratoma pós-puberalNormaisCístico, heterogêneo, gordura e cálcio
Tumor regredidoSó cicatriz ou calcificação num testículo pequeno, com metástase retroperitoneal
Cisto epidermoideNormaisCasca de cebola, sem fluxo: benigno
Saco vitelino pré-puberalAFPO maligno mais comum antes dos 2 anos
Tumor espermatocíticoNormaisMais de 5 cm, multinodular, homem de 60 anos · bom prognóstico
Seminoma contra não seminomatoso
Seminoma, 27 anos: homogêneo, com microlitíase.
Seminoma, 27 anos: homogêneo, com microlitíase.
Não seminomatoso misto, 32 anos: heterogêneo.
Não seminomatoso misto, 32 anos: heterogêneo.
Fonte: Katabathina VS, Vargas-Zapata D, Monge RA, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1698–1716, Fig. 4. Ver artigo
Seminoma
US: massa hipoecogênica homogênea (seta).
US: massa hipoecogênica homogênea (seta).
Doppler: vasos nos septos.
Doppler: vasos nos septos.
Fonte: Katabathina VS, Vargas-Zapata D, Monge RA, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1698–1716, Fig. 10. Ver artigo
RM do seminoma e do não seminomatoso
Seminoma, T2: escuro (seta).
Seminoma, T2: escuro (seta).
Difusão b 800: restrição (seta).
Difusão b 800: restrição (seta).
T1 com contraste (seta).
T1 com contraste (seta).
Não seminomatoso, T2: heterogêneo, chegando ao epidídimo (seta).
Não seminomatoso, T2: heterogêneo, chegando ao epidídimo (seta).
T1 com contraste (seta).
T1 com contraste (seta).
Fonte: Katabathina VS, Vargas-Zapata D, Monge RA, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1698–1716, Fig. 7. Ver artigo
Não seminomatoso misto
US: tumor substituindo o testículo (seta).
US: tumor substituindo o testículo (seta).
Teratoma em 99%: cístico com septos (seta).
Teratoma em 99%: cístico com septos (seta).
Fonte: Katabathina VS, Vargas-Zapata D, Monge RA, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1698–1716, Fig. 11. Ver artigo
Carcinoma embrionário predominante
US: tumor heterogêneo (seta) invadindo a túnica albugínea (ponta de seta).
US: tumor heterogêneo (seta) invadindo a túnica albugínea (ponta de seta).
Fonte: Katabathina VS, Vargas-Zapata D, Monge RA, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1698–1716, Fig. 12. Ver artigo
Saco vitelino predominante
US: tumor com cistos e microlitíase.
US: tumor com cistos e microlitíase.
TC com contraste (seta).
TC com contraste (seta).
Fonte: Katabathina VS, Vargas-Zapata D, Monge RA, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1698–1716, Fig. 13. Ver artigo
Coriocarcinoma
US: tumor heterogêneo com áreas hemorrágicas (setas).
US: tumor heterogêneo com áreas hemorrágicas (setas).
TC: linfonodo retroperitoneal necrótico (pontas de seta).
TC: linfonodo retroperitoneal necrótico (pontas de seta).
Fonte: Katabathina VS, Vargas-Zapata D, Monge RA, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1698–1716, Fig. 14. Ver artigo
Teratoma pós-puberal puro
US: tumor sólido e cístico (seta).
US: tumor sólido e cístico (seta).
TC: linfonodo retroperitoneal calcificado (ponta de seta).
TC: linfonodo retroperitoneal calcificado (ponta de seta).
Fonte: Katabathina VS, Vargas-Zapata D, Monge RA, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1698–1716, Fig. 15. Ver artigo
Tumor regredido
US: calcificação e área hipoecogênica (setas).
US: calcificação e área hipoecogênica (setas).
Testículo não descido atrófico com calcificações (setas).
Testículo não descido atrófico com calcificações (setas).
Fonte: Katabathina VS, Vargas-Zapata D, Monge RA, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1698–1716, Fig. 16. Ver artigo
Teratoma pré-puberal, menino de 9 anos
US: lesão heterogênea (seta).
US: lesão heterogênea (seta).
Fonte: Katabathina VS, Vargas-Zapata D, Monge RA, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1698–1716, Fig. 17. Ver artigo
Cisto epidermoide
US: aspecto em casca de cebola, sem fluxo.
US: aspecto em casca de cebola, sem fluxo.
Fonte: Katabathina VS, Vargas-Zapata D, Monge RA, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1698–1716, Fig. 18. Ver artigo
Cisto epidermoide atípico
US: calcificação periférica (seta).
US: calcificação periférica (seta).
RM T1: hipersinal (seta).
RM T1: hipersinal (seta).
Fonte: Katabathina VS, Vargas-Zapata D, Monge RA, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1698–1716, Fig. 19. Ver artigo
Saco vitelino pré-puberal, menino de 12 anos
US: massa substituindo o testículo (seta).
US: massa substituindo o testículo (seta).
Fonte: Katabathina VS, Vargas-Zapata D, Monge RA, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1698–1716, Fig. 20. Ver artigo
Linfonodos retroperitoneais com hidronefrose
TC: linfonodos retroperitoneais (seta) com hidronefrose e menos realce dos rins (pontas de seta).
TC: linfonodos retroperitoneais (seta) com hidronefrose e menos realce dos rins (pontas de seta).
Fonte: Katabathina VS, Vargas-Zapata D, Monge RA, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1698–1716, Fig. 21. Ver artigo
Síndrome do coriocarcinoma
TC: metástase hepática com hematoma subcapsular (seta).
TC: metástase hepática com hematoma subcapsular (seta).
Nódulos pulmonares com halo em vidro fosco (pontas de seta).
Nódulos pulmonares com halo em vidro fosco (pontas de seta).
Fonte: Katabathina VS, Vargas-Zapata D, Monge RA, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1698–1716, Fig. 22. Ver artigo
Síndrome do teratoma em crescimento
TC coronal: massa retroperitoneal multicística (setas).
TC coronal: massa retroperitoneal multicística (setas).
Fonte: Katabathina VS, Vargas-Zapata D, Monge RA, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1698–1716, Fig. 23. Ver artigo
Infarto testicular, imitador
US: área hipoecogênica (seta).
US: área hipoecogênica (seta).
RM T2: área em cunha (seta).
RM T2: área em cunha (seta).
T1 com contraste: sem realce (seta).
T1 com contraste: sem realce (seta).
Fonte: Katabathina VS, Vargas-Zapata D, Monge RA, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1698–1716, Fig. 6. Ver artigo
Seminoma viável em linfonodos inguinais
PET-CT (tomografia por emissão de pósitrons acoplada à TC): captação nos linfonodos inguinais dos dois lados (setas).
PET-CT (tomografia por emissão de pósitrons acoplada à TC): captação nos linfonodos inguinais dos dois lados (setas).
Fonte: Katabathina VS, Vargas-Zapata D, Monge RA, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1698–1716, Fig. 8. Ver artigo
MicrolitíaseConduta (ESUR)
ClassificaçãoLimitada (menos de 5 por imagem), clássica (mais de 5), difusa (tempestade de neve)
Isolada, sem fator de riscoNão pede seguimento por imagem: autoexame mensal
Com fator de riscoUrologista e US anual até os 55 anos
Junto de uma massaSugere tumor germinativo
Microlitíase pela ESUR (European Society of Urogenital Radiology)
Limitada: 4 microlitos.
Limitada: 4 microlitos.
Clássica: mais de 5.
Clássica: mais de 5.
Difusa: tempestade de neve.
Difusa: tempestade de neve.
Fonte: Katabathina VS, Vargas-Zapata D, Monge RA, et al. RadioGraphics 2021;41(6):1698–1716, Fig. 9. Ver artigo
estadiar e vigiar Orquiectomia radical é o padrão (poupar o testículo se menor que 2 cm, bilateral ou testículo único). TC estadia; linfonodos medidos no maior diâmetro. O seminoma sobe pelo ducto torácico ao mediastino posterior. PET-CT só para massa residual de seminoma maior que 3 cm, 6 semanas depois da quimioterapia. Linfonodo retroperitoneal em homem jovem pede US do testículo.
+ complemento · complicações e imitadores Síndrome do teratoma em crescimento (metástases que crescem com marcadores normais: cistos, cálcio, gordura; tratar com ressecção), síndrome do coriocarcinoma (hemorragias), torção do testículo criptorquídico com tumor. Imitadores: hematoma, infarto (em cunha na RM), abscesso, restos adrenais, sarcoidose, linfoma e metástase.

Pontos de prova: alto rendimento

Massa extratesticular mais comumCisto do epidídimo e espermatocele
Neve caindo no DopplerEspermatocele
Sólido do epidídimo mais comumTumor adenomatoide, cauda
Cistadenoma papilar bilateralVon Hippel-Lindau
Neoplasia extratesticular mais comumLipoma do cordão
Lipoma que entra no canalPensar em hérnia
Sarcoma do cordão mais comumRabdomiossarcoma (criança)
Hidrocele que cresce rápidoMesotelioma
Testículo + epidídimoLinfoma, leucemia, metástase
SeminomaHomogêneo, hipoecogênico
Não seminomatosoHeterogêneo, cistos, cálcio
AFP altaSaco vitelino
hCG muito altoCoriocarcinoma
Casca de cebola sem fluxoCisto epidermoide
Menor que 2 anosSaco vitelino
Microlitíase isoladaAutoexame
Linfonodo retroperitoneal em jovemUS do testículo

Armadilhas e erros comuns

Erros

  • Chamar de lipoma a hérnia inguinoescrotal
  • Operar tumor adenomatoide típico do epidídimo
  • Achar que todo tumor germinativo cruza para o epidídimo
  • Perder o tumor regredido num testículo pequeno e calcificado
  • Pedir US seriado para microlitíase isolada
  • Medir linfonodo do testículo pelo menor eixo
  • Esquecer de seguir a massa do cordão até o canal

Questões

Questões

uma passada rápida no que o caderno cobraQuestão 1 / 6
Questão 1

Nódulo sólido, homogêneo, liso e levemente hiperecogênico de 1,5 cm na cauda do epidídimo, em homem assintomático. O diagnóstico mais provável é:

O tumor adenomatoide é o tumor sólido mais comum do epidídimo, típico da cauda: pequeno, liso, homogêneo, iso a levemente hiperecogênico. Sugerir o diagnóstico no US evita cirurgia. O cistadenoma papilar fica na cabeça e é hipervascular.
↑revisar esta parte do caderno · Massas extratesticulares benignas
Questão 2

Lesão ecogênica no cordão espermático que se continua com o canal inguinal. Antes de chamá-la de lipoma, deve-se:

Continuidade com o canal inguinal e peristalse apontam hérnia (a alça encarcerada pode não se mexer). O lipoma do cordão não entra no canal. Na dúvida, TC ou RM.
↑revisar esta parte do caderno · Massas extratesticulares benignas
Questão 3

Hidrocele que cresceu rápido, com nódulos ecogênicos na túnica vaginal espessa e hipervascular, em homem com exposição a amianto. Pensar em:

O mesotelioma da túnica vaginal é raro e agressivo: hidrocele com frondes ou nódulos e túnica espessa e hipervascular. A hidrocele que cresce rápido é o alerta. O pseudotumor fibroso é hipoecogênico com sombra.
↑revisar esta parte do caderno · Massas extratesticulares malignas
Questão 4

Massa intratesticular homogênea e hipoecogênica, bem delimitada, em homem de 34 anos, com DHL alta e AFP normal. O tipo mais provável é:

O seminoma é homogêneo e hipoecogênico, na 4ª década, com DHL alta (hCG levemente alto em cerca de 15%). Os não seminomatosos são heterogêneos; AFP muito alta sugere saco vitelino e hCG muito alto, coriocarcinoma.
↑revisar esta parte do caderno · Tumores germinativos do testículo
Questão 5

Lesão intratesticular em camadas concêntricas (casca de cebola), sem fluxo ao Doppler, com marcadores normais. Trata-se de:

O aspecto em casca de cebola sem fluxo é do cisto epidermoide, benigno, do grupo do teratoma pré-puberal (não derivado da neoplasia in situ). Pode ser enucleado poupando o testículo.
↑revisar esta parte do caderno · Tumores germinativos do testículo
Questão 6

Microlitíase testicular clássica achada por acaso, sem massa e sem fator de risco. A conduta recomendada é:

Pela ESUR, microlitíase isolada sem fator de risco não pede seguimento por imagem: tranquilizar e orientar autoexame mensal. Com fator de risco (criptorquidia, tumor prévio, atrofia), urologista e US anual até os 55 anos.
↑revisar esta parte do caderno · Tumores germinativos do testículo
0/6acertos
Responda as questões acima para ver o desempenho.
Praticar no QRad →
Teclas 1–5 respondem a questão visível · → ou Enter avança · ← volta · Shift+número ou botão direito risca uma alternativa.

Cadernos relacionados

Fontes.
Gabriel H, Hammond NA, Marquez RA, et al. Gamut of Extratesticular Scrotal Masses: Anatomic Approach to Sonographic Differential Diagnosis. RadioGraphics 2023;43(4):e220113. doi:10.1148/rg.220113
Katabathina VS, Vargas-Zapata D, Monge RA, et al. Testicular Germ Cell Tumors: Classification, Pathologic Features, Imaging Findings, and Management. RadioGraphics 2021;41(6):1698–1716. doi:10.1148/rg.2021210024

As fontes não tratam de varicocele, hidrocele isolada, tumores do estroma (Leydig, Sertoli) nem dos territórios de drenagem linfática por lado. Os esquemas com texto em inglês e as fotos de peça e de histologia foram tirados. Conferido em 07/10/2026.

Blocos marcados com + complemento são aprofundamentos opcionais, tirados das mesmas fontes.