Até a puberdade, a mama do menino e a da menina são iguais. Na menina, o estrogênio
multiplica os ductos e a progesterona forma os lóbulos. No menino, a testosterona atrofia
os ductos, e sobram uns poucos ductos atrás da papila. Daí a regra que organiza o caderno:
o que nasce do lóbulo é raro no homem (fibroadenoma, cisto, alteração fibrocística,
carcinoma lobular), e o que nasce do ducto aparece.
A maioria dos homens que chegam com queixa mamária tem ginecomastia. O câncer de
mama no homem é raro (até 1% dos cânceres de mama), mas vem aumentando, aparece mais tarde
(idade média de 65 anos), mais avançado, e às vezes com cara benigna.
a regra prática
Quase todo nódulo sólido na mama do homem vai para biópsia: as lesões benignas
ovais e circunscritas comuns na mulher (fibroadenoma) são raras no homem, e o câncer às vezes
tem esse aspecto. Com nódulo suspeito, faça sempre US da axila: metade dos cânceres do
homem já tem linfonodo.
Por qual exame começar
Situação
Conduta
Clínica típica de ginecomastia ou pseudoginecomastia, sem nada suspeito
Sem imagem
Clínica duvidosa ou suspeita, 25 anos ou mais
Mamografia bilateral primeiro (ACR, American College of Radiology); US se a mamografia for suspeita
Menos de 25 anos
US primeiro (menos de 1% dos cânceres antes dos 30); mamografia se o US for duvidoso
RM
Rara: invasão da parede depois do diagnóstico, ou descarga papilar sem causa nos outros exames
por que a mamografia vem antes no homem
A mamografia é diagnóstica de ginecomastia quando a clínica combina (massa macia,
elástica, móvel, concêntrica à papila), e é muito sensível na mama masculina, que tem pouco
tecido fibroglandular. Nesse cenário, acrescentar US não achou nenhum câncer a mais e só
aumentou biópsias benignas.
+ complemento · técnica do US subareolar
Gel aquecido (contrai menos o músculo liso da aréola e faz menos sombra), e manobras para
deixar o feixe perpendicular aos ductos atrás da papila: compressão periférica do transdutor,
papila rolada com o dedo do outro lado e compressão com as duas mãos. Elas também
alongam os ductos e desfazem a falsa massa da ginecomastia.
Ginecomastia
Aumento de ductos e estroma por mais estrogênio em relação aos androgênios. Sem
progesterona, quase não há lóbulos. É a causa mais comum de nódulo, dor ou aumento da mama no
homem. Na imagem é em geral bilateral, muitas vezes assimétrica, mesmo quando a queixa é
de um lado.
Tipo
Causa
Fisiológica
Três picos: recém-nascido (hormônios da placenta; "leite de bruxa"), puberdade (30 a 60% dos meninos; some em até 2 anos) e idoso (cai a testosterona, depois dos 50)
Oblíquas: aumento difuso de gordura nas duas mamas, sem aumento de ductos. A densidade subareolar à esquerda (seta), sob o marcador (ponta de seta), era um cisto sebáceo no US.
Fonte: Mannix J et al. RadioGraphics 2024;44(6):e230181, Fig. 3. Ver artigo
Padrão
Tempo
Mamografia e US
Nodular
Menos de 1 ano · fase florida, reversível, dolorosa
Tecido subareolar em leque ou triângulo que se mistura com a gordura · no US, hipoecogênico, em leque ou disco, com vasos
Dendrítica
Mais de 1 ano · fibrose, irreversível
Densidade em chama com projeções em dedo para a gordura · no US mais ecogênica, menos vascular
Oblíquas: tecido subareolar em leque, maior à esquerda (setas), com marcador no ponto palpável.US à esquerda: tecido hipoecogênico triangular saindo da papila (seta).US à direita: o mesmo aspecto, menor (seta).
Fonte: Mannix J et al. RadioGraphics 2024;44(6):e230181, Fig. 4. Ver artigo
Ginecomastia dendrítica, homem de 48 anos
Oblíqua direita: tecido subareolar em chama com projeções para a gordura (pontas de seta).US: de início lido como nódulo hipoecogênico indistinto e antiparalelo (seta longa), com tecido ecogênico em volta (setas curtas).US com a manobra da papila rolada: os ductos se alongam (setas) e mostram que é ginecomastia.
Fonte: Mannix J et al. RadioGraphics 2024;44(6):e230181, Fig. 5. Ver artigo
Ginecomastia glandular difusa, homem de 58 anos em uso de espironolactona
Oblíquas: tecido heterogeneamente denso nas duas mamas (pontas de seta), igual a uma mamografia de mulher. Mastectomia: ginecomastia com fibrose, sem câncer.
Fonte: Mannix J et al. RadioGraphics 2024;44(6):e230181, Fig. 6. Ver artigo
ginecomastia que parece massa no US
No US, a ginecomastia nodular ou dendrítica pode parecer um nódulo hipoecogênico irregular,
sobretudo com técnica ruim. Examine a outra mama: achado parecido, mesmo menor, tranquiliza,
porque o câncer bilateral é raro no homem. E as manobras de papila rolada alongam os ductos e
mostram que é ginecomastia.
Câncer de mama no homem
Fator de risco
Exemplos
Genético
BRCA2 (mais que BRCA1; genes de suscetibilidade hereditária ao câncer de mama e de ovário), CHEK2 (gene de controle do ciclo celular e do reparo do DNA), PALB2 (gene parceiro e localizador do BRCA2), PTEN (gene supressor de tumor da síndrome de Cowden) · Klinefelter (até 50 vezes mais), Cowden
Hormonal
Cirrose, obesidade, estrogênio em dose alta, tratamento do câncer de próstata, doença testicular (criptorquidia, orquite, torção, trauma), hiperprolactinemia
Outros
Idade, câncer de mama pessoal ou na família, radioterapia no tórax, HIV
Ginecomastia
Câncer
Posição
Subareolar, concêntrica à papila
Subareolar, mas muitas vezes excêntrica · ou no quadrante superior externo
Dor
Frequente (fase nodular)
Em geral indolor
Lados
Em geral bilateral
Unilateral
Outros
Macia, móvel
Endurecida, fixa · retração da papila ou da pele, úlcera · descarga papilar · axila
Carcinoma ductal invasivo, homem de 69 anos
Craniocaudal e oblíqua: massa densa, irregular, subareolar (pontas de seta), que pega a pele e a papila (setas).US: massa irregular hipoecogênica de margens indistintas (seta), com pele espessada (ponta de seta).US da axila: linfonodo com córtex de cerca de 1 cm (marcadores) e hilo apagado (ponta de seta), metastático.
Fonte: Mannix J et al. RadioGraphics 2024;44(6):e230181, Fig. 8. Ver artigo
Tipo
Quanto
Imagem
Ductal invasivo
85 a 87%
Massa irregular, densa, espiculada ou indistinta, às vezes com calcificações (7 a 29%, mais grosseiras e menos numerosas) · às vezes oval e circunscrita · quase sempre receptor hormonal positivo
Carcinoma ductal in situ puro
5 a 10%
Nódulo ou massa sólida e cística, às vezes quase toda cística · em geral papilar, baixo ou intermediário grau
Papilar
2,5 a 5%
Duas vezes mais que na mulher (os ductos grandes) · o encapsulado é sólido e cístico, circunscrito, em geral indolente
Lobular
0,5 a 1,5%
Raro (sem lóbulos) · Klinefelter, estrogênio prolongado
Carcinoma lobular invasivo, homem de 80 anos
Oblíquas: massa subareolar indistinta à esquerda (seta longa) sob o marcador, com pele espessada (ponta de seta); à direita, ginecomastia dendrítica (seta curta).US: massa irregular hipoecogênica (pontas de seta) que invade o peitoral (seta longa) e a pele (seta curta). T4b, com 5 de 6 linfonodos positivos.
Fonte: Mannix J et al. RadioGraphics 2024;44(6):e230181, Fig. 11. Ver artigo
cisto e calcificação no homem
O cisto simples é raro no homem: diante de massa cística, procure parte sólida
(carcinoma in situ e papilar costumam ser sólidos e císticos). E calcificação na mama
masculina é suspeita, a menos que seja claramente benigna (necrose gordurosa, pele), porque
as causas benignas da mulher quase não existem nele.
Carcinoma ductal in situ, homem de 51 anos
Craniocaudais e oblíquas: massa irregular indistinta à esquerda, às 3 horas, a 1 cm da papila (setas), no ponto palpável.US: massa irregular sólida e cística (ponta de seta) com fluxo periférico. Carcinoma in situ cribriforme e micropapilar.
Fonte: Mannix J et al. RadioGraphics 2024;44(6):e230181, Fig. 9. Ver artigo
Carcinoma papilar encapsulado, homem de 68 anos
Craniocaudal e oblíqua: massa subareolar bilobada (setas) com retração discreta da papila (ponta de seta).US: duas massas sólidas e císticas lado a lado (setas), com reforço posterior sutil.Doppler: pouco fluxo periférico (ponta de seta). Havia também focos de carcinoma ductal invasivo.
Fonte: Mannix J et al. RadioGraphics 2024;44(6):e230181, Fig. 10. Ver artigo
+ complemento · prognóstico e tratamento
O homem chega com tumor maior e mais linfonodo, em parte por demorar a procurar e em parte
porque a mama pequena deixa o tumor chegar logo à pele e ao músculo. O tratamento costuma ser
mastectomia; a conduta é extrapolada da mulher. Metástase para a mama é rara (linfoma, melanoma,
próstata, pulmão).
Metástase de melanoma, homem de 79 anos
Craniocaudal e oblíqua: massa oval indistinta posterior (setas), que captava no PET (tomografia por emissão de pósitrons).US: massa oval circunscrita, discretamente heterogênea (seta longa), com reforço (ponta de seta), encostada no peitoral (seta curta).
Fonte: Mannix J et al. RadioGraphics 2024;44(6):e230181, Fig. 12. Ver artigo
Outras lesões benignas
Lipoma, angiolipoma, cistos sebáceos e de inclusão, linfonodo intramamário e necrose
gordurosa aparecem como na mulher. As específicas:
Lesão
Como aparece
Conduta
Abscesso
Subareolar, em ectasia ductal de ginecomastia antiga · fumante, diabético, obeso · coleção ou massa sólida e cística com fluxo periférico
Antibiótico e drenagem · fístula: cirurgia · pode imitar câncer: às vezes biópsia
Papiloma intraductal
Descarga papilar ou massa subareolar · nódulo dentro de ducto dilatado, pedículo vascular
Excisão no homem, mesmo sem atipia (o carcinoma papilar é mais comum nele)
Miofibroblastoma
Homem de 60 a 70 anos · massa oval circunscrita sem cálcio, hipoecogênica, com reforço
Biópsia; em geral excisão
Hemangioma
Superficial (derme, subcutâneo) · oval ou lobulado, às vezes com flebólito
Biópsia (não se separa bem do angiossarcoma)
Hiperplasia estromal pseudoangiomatosa
Com ginecomastia · nódulo oval circunscrito ou irregular
Biópsia
Cisto
Raro · com ginecomastia
Simples típico: sem amostra · parede espessa, septo, parte sólida: biópsia
Fibroadenoma
Raro · quase sempre com estrogênio (mulheres trans, câncer de próstata)
Biópsia (o câncer pode ter a mesma cara)
Abscesso, homem de 57 anos fumante
Compressão localizada: massa densa irregular subareolar (seta) com retração da papila (ponta de seta).US: massa sólida e cística irregular (seta), com reforço posterior (estrela); papila íntegra (ponta de seta).Doppler: fluxo periférico (seta), sem fluxo interno. Abscesso na biópsia.
Fonte: Mannix J et al. RadioGraphics 2024;44(6):e230181, Fig. 13. Ver artigo
Papiloma intraductal, dois pacientes
Oblíqua de homem de 56 anos com descarga papilar: ginecomastia e estruturas tubulares serpiginosas (setas) até o ponto palpável.US do mesmo paciente: ductos dilatados (setas) com nódulo dentro (ponta de seta).Magnificação de outro homem: calcificações amorfas (seta) num papiloma sem atipia.
Fonte: Mannix J et al. RadioGraphics 2024;44(6):e230181, Fig. 16. Ver artigo
Miofibroblastoma, homem de 71 anos
Oblíqua: massa densa circunscrita bilobada (seta) sob o marcador.US: nódulo oval, paralelo, circunscrito e hipoecogênico, com fluxo interno (seta).
Fonte: Mannix J et al. RadioGraphics 2024;44(6):e230181, Fig. 15. Ver artigo
Hemangioma, homem de 61 anos
Oblíqua: pseudoginecomastia e massa microlobulada na parte superior (seta).US: nódulo superficial, paralelo, microlobulado e hipoecogênico (seta), com reforço discreto (ponta de seta).
Fonte: Mannix J et al. RadioGraphics 2024;44(6):e230181, Fig. 14. Ver artigo
Hiperplasia estromal pseudoangiomatosa, homem de 70 anos
Tomossíntese com compressão: massa irregular (seta) e ginecomastia.US: nódulo irregular hipoecogênico de margens indistintas (seta).
Fonte: Mannix J et al. RadioGraphics 2024;44(6):e230181, Fig. 17. Ver artigo
Cisto, homem de 18 anos
US: nódulo oval, circunscrito e anecoico, de parede imperceptível (seta), com reforço posterior (ponta de seta). A punção o esvaziou; citologia sem malignidade.
Fonte: Mannix J et al. RadioGraphics 2024;44(6):e230181, Fig. 18. Ver artigo
descarga papilar no homem
No homem, a descarga papilar é sinal suspeito, mais ligada a câncer do que na mulher, e
também a papiloma. Investigue sempre.
Fibroadenoma em mulher trans com 4 anos de estrogênio
Oblíqua direita: massa oval parcialmente circunscrita (seta) sob o marcador, em mama densa por ginecomastia glandular difusa.US: nódulo oval, paralelo, hipoecogênico e circunscrito (seta), com reforço discreto (ponta de seta).
Fonte: Mannix J et al. RadioGraphics 2024;44(6):e230181, Fig. 19. Ver artigo
Rastreamento no homem de alto risco e na mulher trans
Não há rastreamento de rotina para homens. O NCCN (National Comprehensive Cancer Network) recomenda exame clínico anual a partir de
35 anos em portadores de BRCA1 ou BRCA2 e considerar mamografia anual nos mais velhos com
ginecomastia e história familiar de câncer de mama masculino. Em estudos com homens de alto
risco, a detecção foi de 4,9 a 18 por 1.000 mamografias, com tumores iniciais e sem linfonodo.
Grupo
Recomendação
Mulher trans com risco aumentado e ≥ 5 anos de hormônio
Mamografia anual a partir de 25 a 30 anos (ACR)
Mulher trans de risco habitual com ≥ 5 anos de hormônio
Mamografia anual a partir dos 40 pode ser apropriada (ACR) · outras instituições: a partir dos 50
Homem trans sem mastectomia
Como a mulher cis da mesma idade e risco
Homem trans com mastectomia bilateral
Sem rastreamento por imagem
+ complemento · silicone injetado
O silicone livre injetado (proibido nos Estados Unidos, ainda usado em alguns lugares) causa
granulomas, densos e às vezes calcificados na mamografia, e no US a tempestade de neve:
focos ecogênicos com sombra.
Pontos de prova: alto rendimento
Mama masculina
Sem lóbulos: fibroadenoma, cisto e lobular são raros
Câncer no homem
Até 1% · 65 anos · mais avançado
≥ 25 anos
Mamografia bilateral primeiro
< 25 anos
US primeiro
Ginecomastia típica
Mamografia diagnóstica · US não acrescenta
Ginecomastia
Ductos e estroma · bilateral, às vezes assimétrica
Picos
Recém-nascido, puberdade (30–60%), idoso
Pseudoginecomastia
Só gordura
Nodular
< 1 ano, leque, reversível, dolorosa
Dendrítica
> 1 ano, chama, fibrose, irreversível
Glandular difusa
Estrogênio: parece mama feminina
Ginecomastia × câncer
Concêntrica e dolorosa × excêntrica e indolor
Risco
BRCA2, Klinefelter, cirrose, testículo
Axila
Metade com linfonodo: US da axila sempre
Tipos
Ductal 85–87% · in situ 5–10% · papilar 2× a mulher · lobular raro
Nódulo sólido
Biópsia: o câncer pode ser circunscrito
Cisto no homem
Raro: procurar parte sólida
Calcificação
Suspeita no homem
Descarga papilar
Suspeita no homem
Papiloma
Excisão no homem
Alto risco
BRCA: exame clínico a partir de 35
Mulher trans
≥ 5 anos de hormônio e risco alto: mamografia a partir de 25–30
Armadilhas e erros comuns
Erros
Pedir US quando a clínica e a mamografia já são de ginecomastia típica
Chamar de massa a ginecomastia no US sem olhar a outra mama
Tranquilizar diante de um nódulo sólido oval e circunscrito no homem
Esquecer a axila com nódulo suspeito
Chamar de cisto simples a massa cística com parte sólida
Tratar a descarga papilar do homem como benigna
Seguir com controle o papiloma do homem em vez de excisar
Questões
Questões
uma passada rápida no que o caderno cobraQuestão 1 / 6
Questão 1
Homem de 45 anos com nódulo doloroso atrás da papila esquerda há 2 meses, com exame clínico duvidoso. O primeiro exame recomendado é:
No homem de 25 anos ou mais com clínica duvidosa ou suspeita, começa-se pela mamografia bilateral: ela é diagnóstica de ginecomastia quando a clínica combina e é muito sensível na mama masculina. O US vem se a mamografia for suspeita; abaixo de 25 anos, o US vem primeiro.
Homem de 60 anos com aumento mamário há 3 anos, pouco doloroso. A mamografia mostra densidade subareolar em chama, com projeções em dedo para a gordura. O padrão é:
Há mais de 1 ano, com fibrose, a ginecomastia fica dendrítica: densidade em chama com projeções em dedo, irreversível e menos dolorosa. A nodular é a fase florida de menos de 1 ano, em leque, dolorosa e reversível; a glandular difusa parece mama feminina; a pseudoginecomastia é só gordura.
Qual achado favorece câncer, e não ginecomastia, num homem com massa subareolar?
O câncer do homem costuma ser indolor, endurecido e excêntrico à papila, e unilateral. A ginecomastia é concêntrica, frequentemente dolorosa na fase nodular e em geral bilateral: achado parecido na outra mama tranquiliza, porque o câncer bilateral é raro.
Homem de 68 anos com massa subareolar de 2 cm, oval, de margens circunscritas e sólida no US. A conduta é:
O fibroadenoma e outras lesões ovais e circunscritas são raros no homem, que não tem lóbulos, e o câncer masculino às vezes tem aspecto benigno. Quase todo nódulo sólido no homem vai para biópsia, com US da axila: metade dos cânceres já tem linfonodo.
Homem de 56 anos com descarga papilar e nódulo dentro de um ducto dilatado. A biópsia por agulha grossa mostra papiloma intraductal sem atipia. A conduta é:
No homem, o papiloma comprovado na biópsia deve ser excisado com o ducto, mesmo sem atipia, porque o carcinoma papilar é proporcionalmente mais comum na mama masculina e os dois não se separam pela imagem.
Sobre o câncer de mama no homem, é correto afirmar:
O carcinoma papilar é cerca de duas vezes mais frequente no homem, pelos ductos grandes da mama masculina. O ductal invasivo responde por 85 a 87%; o lobular é raro (sem lóbulos); BRCA2 pesa mais que BRCA1; quase todos são receptor hormonal positivo; e calcificação no homem é suspeita.
Fonte.
Mannix J, Duke H, Almajnooni A, Ongkeko M. Imaging the Male Breast: Gynecomastia, Male Breast
Cancer, and Beyond. RadioGraphics 2024;44(6):e230181. doi:10.1148/rg.230181
As recomendações de rastreamento são as norte-americanas (ACR, NCCN e centros de saúde
transgênero) citadas no artigo. Conferido em 06/10/2026.
Blocos marcados com + complemento são aprofundamentos opcionais, tirados da mesma
fonte.