Homem de 46 anos com glioma astrocítico difuso IDH-selvagem em biópsia, histologicamente grau 3, sem necrose e sem proliferação microvascular. Segundo a WHO CNS5, quais achados moleculares permitem classificá-lo como glioblastoma mesmo sem histologia de grau 4?
Tumores do SNC: Gliomas do Adulto
Compatível com grau 4: amplificação de PDGFRA (receptor alfa do fator de crescimento derivado de plaquetas; associada a comportamento agressivo no astrocitoma IDH-mutante) ao lado da já conhecida deleção homozigótica de CDKN2A/B (genes supressores de tumor que freiam o ciclo celular).
Risco intermediário, compatível com grau 3: mutação de PIK3 (fosfatidilinositol 3-quinase: PIK3CA ou PIK3R1), alteração de EGFR (receptor do fator de crescimento epidérmico), amplificação de MYCN (oncogene derivado do neuroblastoma) e alterações da via do retinoblastoma, como amplificação de CDK4, CDK6 (quinases dependentes de ciclina 4 e 6) ou CCND2 (ciclina D2), deleção homozigótica ou mutação de RB1 (gene do retinoblastoma), e mutação de CDKN2A.
Assinaturas de metilação G-CIMP-low (subgrupo de baixa metilação do fenótipo metilador do glioma) ou A_IDH_HG (classe de metilação do astrocitoma IDH-mutante de alto grau) são compatíveis com grau 3 ou 4, conforme os demais critérios. E foi sugerido um índice mitótico ≥ 3 por 2,4 mm² como critério de grau 3.
No oligodendroglioma IDH-mutante e 1p/19q-codeletado, a revisão não encontrou como melhorar a graduação. Um achado vale para o radiologista: tumores grau 3 com alto índice mitótico mas sem necrose, sem proliferação microvascular, sem deleção de CDKN2A/B e sem realce pelo contraste na RM podem ter sobrevida prolongada.
Para a leitura de imagem, o recado é o mesmo e fica mais forte: em glioma IDH-mutante, ausência de realce e de necrose não garante grau baixo, porque o grau vem do perfil molecular, sem tradução na imagem.
A pergunta que o caderno responde
Se o diagnóstico dos gliomas passou a ser molecular, o que sobra para a imagem? A resposta dos autores é direta: sobra quase tudo. A imagem pré-operatória define onde biopsiar, como amostrar, quais testes moleculares priorizar e o que dizer ao paciente antes do resultado integrado. Este caderno é organizado em torno de três perguntas práticas. AST (astrocitoma) ou ODG (oligodendroglioma)? Este tumor de aparência benigna pode ser um GBM (glioblastoma)? O que mudou depois da CNS5 (a 5ª edição, de 2021, da classificação dos tumores do SNC da OMS)?
Os três tipos do WHO CNS5
A 5ª edição da classificação da OMS reorganizou os gliomas difusos do adulto em três tipos integrados. Os gliomas pediátricos passaram a ter classificação separada, e os diagnósticos de “astrocitoma anaplásico” e “glioblastoma, IDH-mutante” foram abolidos.
| Tipo | Definição molecular | Graus possíveis |
|---|---|---|
| AST: astrocitoma, IDH-mutante | IDH mutado, sem codeleção 1p/19q | 2, 3 ou 4 |
| ODG: oligodendroglioma | Exige as duas coisas: IDH mutado e codeleção 1p/19q | 2 ou 3 |
| GBM: glioblastoma, IDH-selvagem | Glioma astrocítico difuso IDH-selvagem | 4 |
É daí que vem o termo informal “GBM molecular”: tumores histologicamente grau 2 ou 3 classificados como GBM pelos critérios moleculares. Conforme a coorte e os critérios, correspondem a mais de 60–70% dos gliomas difusos IDH-selvagens histologicamente de baixo grau.
Por que a imagem continua central
Com a genética molecular no centro do diagnóstico, poderia parecer que a imagem pré-operatória perdeu papel. Os autores argumentam o contrário, e a razão não é “evitar a biópsia”. A biópsia diagnóstica continua apropriada, e às vezes preferível, em lesões profundas, em áreas eloquentes, multifocais ou difusas, ou quando o diferencial inclui linfoma primário do SNC, doença desmielinizante, infecção e metástase.
- Alvo da biópsia: identificar a região radiologicamente mais agressiva (realce focal, restrição à difusão, perfusão elevada, hiperatenuação na TC sem contraste, alteração metabólica).
- Amostragem espacialmente anotada: mesmo na ressecção máxima segura, separar e rotular os fragmentos das regiões que devem conter o componente de maior grau.
- Planejamento cirúrgico: extensão esperada da ressecção, necessidade de cirurgia acordada ou mapeamento funcional, escolha do cirurgião e da equipe.
- Priorização dos testes moleculares e triagem precoce para ensaios clínicos e terapias-alvo.
- Aconselhamento pré-operatório mais preciso sobre prognóstico e estratégia.
AST × ODG: o sinal T2-FLAIR mismatch
É um biomarcador estabelecido de astrocitoma IDH-mutante, 1p/19q não codeletado. Demonstrado inicialmente com dados do TCGA/TCIA (The Cancer Genome Atlas e The Cancer Imaging Archive, bancos públicos de genômica e de imagem) e confirmado por revisão sistemática e metanálise: sensibilidade agrupada 0,42 e especificidade agrupada 0,99, ou seja, um sinal de altíssima especificidade e sensibilidade limitada.


A correlação radiológico-patológica sugere que o sinal reflete diferenças microestruturais região-dependentes: alteração microcística e matriz mixoide.
Mismatch parcial
Quando apenas parte do tumor mostra o padrão. Em estudo de tumores astrocíticos difusos grau 4 do adulto, o mismatch parcial foi significativamente mais frequente no grupo IDH-mutante (astrocitoma grau 4) que no IDH-selvagem: 32/121 (26,4%) contra 8/2044 (0,4%). Ou seja, uma definição estritamente “tudo ou nada” deixa escapar parte dos ASTs identificáveis na imagem.



2. O sinal só é altamente específico dentro do contexto clínico e radiológico apropriado de glioma difuso do adulto. Não é critério diagnóstico isolado de tipo tumoral.


Achados que favorecem oligodendroglioma




| Sinal | Como reconhecer | Desempenho (ODG × AST) |
|---|---|---|
| Sinal de alto fluxo cortical cortical high-flow sign, ASL | Hiperfluxo cortical na perfusão por marcação de spins arteriais | Sens. 54,5% Espec. 92,9% |
| Queda subcortical do sinal no FLAIR | Redução do sinal FLAIR localizada na substância branca subcortical | Sens. 44,0% Espec. 93,8% |
| Dois ou mais achados pró-ODG | Entre queda subcortical do FLAIR, múltiplas alterações císticas/necróticas e calcificação | Sens. 48,0% Espec. 100% |
| Mismatch T2-FLAIR sem achados pró-ODG | Combinação que aponta para o outro lado | Espec. 96,0% para AST |
Espectroscopia de prótons
- 2-hidroxiglutarato (2HG): oncometabólito que se acumula por consequência da mutação de IDH1/2; sua detecção permite inferir não invasivamente o status de IDH.
- Cistationina: tende a se acumular em gliomas 1p/19q-codeletados. Em série de 85 casos, a concentração foi maior no ODG e significativamente maior que no AST, mas, pela sobreposição com o GBM, o desempenho isolado é limitado: AUC (área sob a curva) 0,69 (ODG × AST) e 0,56 (ODG × GBM).
- Combinada com o sinal de alto fluxo cortical, a AUC para ODG × AST sobe para 0,875.
GBM “molecular”
Quanto isso pesa na prática
Em coorte de 1211 gliomas difusos do adulto: GBM histologicamente grau 4 em 777 casos (64,2%), GBM molecular em 40 (3,3%), AST em 204 (16,8%) e ODG em 190 (15,7%). Ou seja, aproximadamente 1 em cada 20 GBMs daquela coorte era um GBM molecular.
Outro traço importante: a ausência de sinais que apoiem GBM clássico, AST ou ODG.
Padrão de crescimento em gliomatose cerebri em 30% dos casos e distribuição multifocal em 9%.






A dimensão temporal
Achado longitudinal frequentemente esquecido: o grau histológico pode aumentar com o tempo ou na recidiva. E há um viés de amostragem: em casos diagnosticados por biópsia, componentes de grau 4 como necrose ou proliferação microvascular podem simplesmente não estar no fragmento.








A sobrevida mediana foi de 74 meses, bem maior que a do GBM típico. Isso sugere que parte dos tumores com padrão de gliomatose pode ser uma classe de metilação independente, e não apenas um padrão de crescimento.
cIMPACT-NOW: Updates 8 a 11
O WHO (World Health Organization, a OMS) CNS5 incorporou as recomendações dos Updates 1–7. O cIMPACT-NOW (Consortium to Inform Molecular and Practical Approaches to CNS Tumor Taxonomy, Not Official WHO) reúne especialistas em neuropatologia, neurorradiologia, genética molecular e oncologia clínica, e segue publicando.
| Update | Tema | O que propõe |
|---|---|---|
| 8 | Meningiomas | Aplicação prática da graduação: interpretação padronizada da invasão cerebral e reavaliação do grau incorporando parâmetros moleculares de risco, como deleção de 1p com deleção de 22q ou alteração de NF2 (gene da neurofibromatose tipo 2), mutação do promotor de TERT e deleção homozigótica de CDKN2A/B |
| 9 | Perfil de metilação de DNA | O resultado não deve ser lido isoladamente: precisa ser integrado a um diagnóstico em camadas, no contexto de imagem, clínica, histologia e demais achados moleculares. A leitura deve incluir também o perfil de número de cópias e biomarcadores auxiliares |
| 10 | Critérios para novos tipos tumorais | Fenótipo clínico distinto, agrupamento molecular, alterações driver, achados microscópicos e imuno-histoquímicos e achados de imagem característicos podem todos contribuir para definir um novo tipo. A imagem deixa de ser acessória da taxonomia |
| 11 | Critérios do glioblastoma | Ver detalhamento abaixo |
- A categoria diagnóstica relevante é o glioma astrocítico difuso IDH-selvagem E H3-selvagem.
- Mutação isolada do promotor de TERT não basta para diagnosticar como GBM um tumor histologicamente de baixo grau, pela preocupação de longa data de que esses casos, incluindo muitos semelhantes ao grupo HGG-F, tenham prognóstico significativamente melhor.
- Amplificação de EGFR isolada ou +7/−10 isolado não devem diagnosticar GBM em pacientes com menos de 40 anos, porque essas alterações também ocorrem em grupos não adultos mais frequentes nessa faixa etária.
- Em tumores não medianos de pacientes com mais de 55 anos, o teste de H3 K27 pode ser omitido. Expressão retida de ATRX (proteína de remodelação da cromatina ligada ao X) com positividade de OLIG2 (fator de transcrição dos oligodendrócitos) apoia status H3 G34-selvagem (sem alteração da histona H3 na glicina 34).
- O glioma pediátrico difuso de alto grau H3-selvagem e IDH-selvagem é difícil de distinguir do GBM, e o diagnóstico definitivo exige perfil de metilação. Em adultos jovens, considerar as classes de metilação pediátricas antes de classificar como GBM do adulto. Alterações de PDGFRA, EGFR e amplificação de MYCN apoiam esse diagnóstico, mas o Update 11 restringe seu uso a pacientes com menos de 25 anos.
Pontos de prova: alto rendimento
| Os três tipos | AST (IDH-mut, 1p/19q íntegro) · ODG (IDH-mut e 1p/19q codeletado) · GBM (IDH-selvagem). |
| Diagnósticos abolidos | “Astrocitoma anaplásico” e “glioblastoma, IDH-mutante”. |
| Graus do AST | Pode ser grau 2, 3 ou 4. |
| GBM sem histologia grau 4 | Amplificação de EGFR, mutação do promotor de TERT ou +7/−10. |
| GBM molecular: frequência | >60–70% dos IDH-selvagens histologicamente de baixo grau; ~1 em 20 GBMs em coorte de 1211 casos. |
| T2-FLAIR mismatch | T2 hiperintenso quase completo + queda quase completa no FLAIR, com halo periférico. Sens. 0,42, espec. 0,99. |
| Substrato do mismatch | Alteração microcística e matriz mixoide. |
| Mismatch parcial em grau 4 | Sens. 26,4% e espec. 99,6% para IDH-mutante (32/121 vs 8/2044). |
| Falso-positivo do mismatch | Componente cístico ou necrótico não conta: necrose de GBM lida como mismatch gera erro. |
| Mismatch fora do adulto | Glioma difuso da linha média H3 K27, MYB/MYBL1, glioma angiocêntrico, MAPK-alterado, pilocítico, DNET (tumor neuroepitelial disembrioplásico) e desmielinizante. |
| Tríade do ODG | Calcificação grosseira · córtico-subcortical · predomínio frontal. Calcificação em 50% dos ODG e 0% dos AST. |
| Cortical high-flow sign | ASL. Sens. 54,5% · espec. 92,9% para ODG. |
| Queda subcortical do FLAIR | Sens. 44,0% · espec. 93,8% para ODG. |
| Dois ou mais achados pró-ODG | Queda subcortical do FLAIR + cistos/necrose múltiplos + calcificação → especificidade 100%. |
| Mismatch sem achados pró-ODG | Especificidade 96% para AST. |
| Espectroscopia | 2HG infere mutação de IDH. Cistationina favorece ODG (AUC 0,69 vs AST); com o alto fluxo cortical, AUC 0,875. |
| GBM molecular: imagem | Infiltrativo, mal delimitado, realce ausente ou tênue, rCBV baixo, mas com focos de hiperatenuação, restrição ou rCBV alto. |
| Gliomatose cerebri | Padrão de crescimento (≥3 lobos), presente em 30% dos GBM moleculares; multifocal em 9%. |
| Progressão temporal | O grau histológico pode subir com o tempo ou na recidiva: cuidado com o viés da biópsia. |
| INDIGO | Vorasidenibe (inibidor de IDH1/2) prolonga a sobrevida livre de progressão em glioma grau 2 IDH-mutante residual. |
| Update 11: TERT | Mutação isolada de TERT não basta para chamar de GBM um tumor histologicamente de baixo grau. |
| Update 11: idade | EGFR isolada ou +7/−10 isolado não diagnosticam GBM em <40 anos; PDGFRA/EGFR/MYCN restritos a <25 anos. |
| Update 11: H3 | Em tumores não medianos de pacientes >55 anos, o teste de H3 K27 pode ser omitido. |
| Update 10 | Achados de imagem característicos podem integrar a definição de um novo tipo tumoral. |
Armadilhas e erros comuns
Na leitura da RM
- Contar componente cístico ou necrótico como T2-FLAIR mismatch: falso-positivo de IDH-mutante.
- Diagnosticar AST só porque há aparência de mismatch: o sinal não é critério isolado de tipo tumoral.
- Confundir queda subcortical do FLAIR (favorece ODG) com mismatch parcial (favorece AST): avalie a localização subcortical com cuidado.
- Esquecer a TC: a calcificação grosseira do ODG pode ser invisível na RM.
- Ler espectroscopia como determinante isolado em vez de informação complementar.
No raciocínio diagnóstico
- Subestimar um tumor infiltrativo pouco realçante: pode ser GBM molecular com prognóstico de GBM.
- Aceitar histologia de biópsia isoladamente para chamar de baixo grau: o fragmento pode não conter o componente de grau 4.
- Não apontar no laudo os focos agressivos que deveriam guiar a amostragem dirigida.
- Tratar o resultado de metilação como resposta autossuficiente: o Update 9 pede diagnóstico em camadas.
- Classificar adulto jovem IDH-selvagem/H3-selvagem como GBM do adulto sem considerar as classes pediátricas.
- Assumir que todo tumor com padrão de gliomatose tem o mesmo prognóstico: o grupo HGG-F teve sobrevida mediana de 74 meses.
Questões
Questões
uma passada rápida no que o caderno cobraQuestão 1 / 7O ensaio de fase 3 INDIGO mostrou que o inibidor de IDH1/2 vorasidenibe prolonga significativamente a sobrevida livre de progressão em pacientes com glioma grau 2 IDH-mutante com doença residual pós-operatória. Segundo o caderno, por que esse resultado eleva a aposta da neurorradiologia?
Mulher de 26 anos com massa no lobo temporal direito, completamente hiperintensa em T2 e com queda quase completa do sinal no FLAIR, exceto por um halo periférico hiperintenso. Qual afirmativa está correta sobre esse achado?
Mulher de 43 anos com massa córtico-subcortical frontal esquerda, com calcificação grosseira na TC, queda subcortical do sinal no FLAIR e sinal de alto fluxo cortical na ASL. Qual afirmativa está correta sobre o desempenho desses achados no diferencial ODG × AST?
Homem de 40 anos com tumor infiltrativo bifrontal e biparietal, hiperintenso em T2/FLAIR, sem realce na maior parte, com focos de restrição à difusão e de hiperatenuação na TC sem contraste. A biópsia mostra grau 3 sem necrose nem proliferação microvascular, e a mutação do promotor de TERT fecha o diagnóstico de glioblastoma IDH-selvagem. Qual a frequência desse cenário em coorte de 1211 gliomas difusos do adulto?
Paciente de 35 anos com glioma difuso IDH-selvagem e H3-selvagem, histologicamente de baixo grau, cujo único achado molecular é +7/−10 isolado. Segundo o cIMPACT-NOW Update 11, qual conduta diagnóstica está correta?
Astrocitoma IDH-mutante, 1p/19q não codeletado, ressecado. A histologia é de grau 2: sem necrose, sem proliferação microvascular, índice mitótico baixo. O painel molecular mostra amplificação de PDGFRA e não mostra deleção homozigótica de CDKN2A/B. Segundo o cIMPACT-NOW 12, qual a leitura correta?
Duas armadilhas moram nas alternativas: a classificação da OMS segue sendo a de 2021 (não existe CNS6) e “glioblastoma, IDH-mutante” continua não existindo; a restrição de PDGFRA, EGFR e MYCN a menores de 25 anos é do Update 11, no contexto do glioma pediátrico difuso de alto grau, e não vale para a graduação do IDH-mutante.
Cadernos relacionados
- 18: Classificação OMS 2021 dos tumores do SNCAs mudanças estruturais da CNS5 que sustentam este caderno.
- 07: HidrocefaliaMassas que obstruem o sistema ventricular e o diferencial das lesões de fossa posterior.
- 26: Leucodistrofias do adultoAlteração difusa de substância branca: o diferencial não neoplásico do padrão infiltrativo.
Nota sobre o cIMPACT-NOW. As recomendações dos Updates 8–11 ainda não são classificação oficial da OMS: o próprio nome do consórcio traz o “Not Official WHO”. Elas indicam para onde a próxima edição provavelmente caminha e já influenciam a prática, mas o laudo deve se ancorar na CNS5 vigente.