Cadernos QRad 85 · Torção Anexial, Ectópica na Cicatriz e DIP
Ginecologia · dor pélvica aguda

Torção Anexial, Ectópica na Cicatriz e DIP

Fontes: Dawood et al: 2021, Kennedy et al: 2024 e Revzin et al: 2016, RadioGraphics

Dor pélvica aguda na mulher

Três diagnósticos que não podem passar: a torção anexial, que se salva com cirurgia rápida; a gestação na cicatriz de cesárea, que se não for vista cedo vira acretismo, hemorragia e histerectomia; e a doença inflamatória pélvica, a causa ginecológica mais comum de ida ao pronto-socorro. O primeiro exame é o teste de gravidez.

DiagnósticoPrimeiro exameA pista
Torção anexialUS transvaginal com DopplerOvário grande, edemaciado, na linha média, pedículo torcido
Gestação na cicatrizUS transvaginal entre 6 e 7 semanasSaco baixo, na frente, no nicho da cesárea
Doença inflamatória pélvicaUS (TC se a dor é vaga)Trompa espessa, gordura borrada, abscesso

Torção anexial

O ovário (e quase sempre a trompa) gira sobre o ligamento suspensor, que leva a artéria e a veia ovarianas. A veia e os linfáticos fecham primeiro: o ovário incha muito, e a artéria ainda tem fluxo (nessa fase, salvável). Depois a artéria fecha e vem o infarto hemorrágico. É 2 a 3% das dores pélvicas agudas, mais à direita, mais na idade fértil.

FatorO que saber
Lesão ovariana benignaO maior fator de risco (mais de 80%): cisto simples, teratoma · massas de mais de 5 cm torcem mais, mas qualquer tamanho torce
OutrosIndução da ovulação, gestação (1º trimestre, corpo lúteo), cirurgia pélvica prévia
ProtegeAderências de câncer e de endometriose
Pré-menarcaO ovário costuma ser normal
Pós-menopausaMais associada a malignidade, mas ainda a minoria
ClínicaDor aguda intensa · náusea e vômito em 70%, mais que nas outras causas ginecológicas · a dor pode ir e voltar
O que torce
Esquema dos ovários (Ov) e do útero (U). À esquerda, o normal: ligamento suspensor do ovário com a artéria e a veia (1), ligamento largo (2), ligamento útero-ov
Esquema dos ovários (Ov) e do útero (U). À esquerda, o normal: ligamento suspensor do ovário com a artéria e a veia (1), ligamento largo (2), ligamento útero-ovariano (3) e trompa (4). À direita, a torção: pedículo torcido (seta) feito do ligamento suspensor e da trompa, com o ovário congesto e aumentado.
Fonte: Dawood MT, Naik M, Bharwani N, Sudderuddin SA, Rockall AG, Stewart VR. RadioGraphics 2021;41(2):609–624, Fig. 1. Ver artigo
Torção, mulher de 41 anos
US transvaginal: ovário direito de 7 cm com centro ecogênico (ponta de seta).
US transvaginal: ovário direito de 7 cm com centro ecogênico (ponta de seta).
Redemoinho dos vasos torcidos (seta curva).
Redemoinho dos vasos torcidos (seta curva).
Fonte: Dawood MT, Naik M, Bharwani N, Sudderuddin SA, Rockall AG, Stewart VR. RadioGraphics 2021;41(2):609–624, Fig. 2. Ver artigo
SinalUSTC e RM
Ovário grandeAté 85%, muitas vezes na linha médiaQuase sempre · massa acima do útero, na linha média
Edema centralMedula heterogêneaCentro com hipersinal em T2
Folículos periféricos"Colar de pérolas" · anel ecogênico em volta (sinal do anel folicular)Hipersinal periférico em T2
Pedículo torcidoRedemoinho de vasos junto do útero, ou alvo em corte transversalPartes moles triangulares entre o útero e o ovário · redemoinho na RM
Útero puxado para o lado torcidoÚtero desviado para o lado afetadoSinal muito sugestivo (outras massas empurram o útero)
InfartoSem fluxo centralHemorragia (hipersinal em T1), parede espessa excêntrica, sem realce, hemoperitônio
Torção esquerda, mulher de 20 anos
US transabdominal: massa com cisto.
US transabdominal: massa com cisto.
RM T2 axial: colar de pérolas e edema central.
RM T2 axial: colar de pérolas e edema central.
RM T2 coronal: útero puxado, pedículo, cisto de base e ovário direito normal.
RM T2 coronal: útero puxado, pedículo, cisto de base e ovário direito normal.
Fonte: Dawood MT, Naik M, Bharwani N, Sudderuddin SA, Rockall AG, Stewart VR. RadioGraphics 2021;41(2):609–624, Fig. 8. Ver artigo
Doppler que engana, mulher de 32 anos
US transvaginal: ovário de 6,4 cm com edema central e folículos periféricos.
US transvaginal: ovário de 6,4 cm com edema central e folículos periféricos.
Doppler: fluxo preservado. O ovário era viável e foi destorcido.
Doppler: fluxo preservado. O ovário era viável e foi destorcido.
Fonte: Dawood MT, Naik M, Bharwani N, Sudderuddin SA, Rockall AG, Stewart VR. RadioGraphics 2021;41(2):609–624, Fig. 9. Ver artigo
Torção direita, mulher de 36 anos
US transvaginal: ovário de 9,4 cm.
US transvaginal: ovário de 9,4 cm.
Doppler: cisto simples e cisto hemorrágico.
Doppler: cisto simples e cisto hemorrágico.
RM T2 sagital.
RM T2 sagital.
RM T2 coronal: redemoinho do pedículo.
RM T2 coronal: redemoinho do pedículo.
RM T2 axial.
RM T2 axial.
T1 com supressão de gordura: cisto hemorrágico.
T1 com supressão de gordura: cisto hemorrágico.
Fonte: Dawood MT, Naik M, Bharwani N, Sudderuddin SA, Rockall AG, Stewart VR. RadioGraphics 2021;41(2):609–624, Fig. 10. Ver artigo
Torção com hemorragia, mulher de 36 anos
TC: massa direita densa, partes moles anexiais e líquido.
TC: massa direita densa, partes moles anexiais e líquido.
RM T2 axial: ovário e pedículo.
RM T2 axial: ovário e pedículo.
RM T2 coronal.
RM T2 coronal.
T1 com supressão de gordura: hemorragia periférica (seta).
T1 com supressão de gordura: hemorragia periférica (seta).
Fonte: Dawood MT, Naik M, Bharwani N, Sudderuddin SA, Rockall AG, Stewart VR. RadioGraphics 2021;41(2):609–624, Fig. 3. Ver artigo
Cisto torcido acima do útero, mulher de 52 anos
TC coronal: cisto virado para cima do útero, DIU (dispositivo intrauterino) e líquido.
TC coronal: cisto virado para cima do útero, DIU (dispositivo intrauterino) e líquido.
RM T2: massa complexa.
RM T2: massa complexa.
RM T2 coronal: pedículo e útero puxado para a direita. Cisto benigno necrótico e hemorrágico.
RM T2 coronal: pedículo e útero puxado para a direita. Cisto benigno necrótico e hemorrágico.
Fonte: Dawood MT, Naik M, Bharwani N, Sudderuddin SA, Rockall AG, Stewart VR. RadioGraphics 2021;41(2):609–624, Fig. 4. Ver artigo
Pedículo na TC e na RM, mulher de 60 anos
TC: cisto e triângulo de partes moles (seta tracejada).
TC: cisto e triângulo de partes moles (seta tracejada).
TC: útero (U) puxado para a direita e ovário esquerdo normal.
TC: útero (U) puxado para a direita e ovário esquerdo normal.
RM T2 sagital: estroma estirado.
RM T2 sagital: estroma estirado.
RM T2 axial: o pedículo.
RM T2 axial: o pedículo.
Fonte: Dawood MT, Naik M, Bharwani N, Sudderuddin SA, Rockall AG, Stewart VR. RadioGraphics 2021;41(2):609–624, Fig. 5. Ver artigo
Torção depois de histerectomia, mulher de 29 anos
TC sem contraste.
TC sem contraste.
RM T2 sagital: folículos periféricos e edema.
RM T2 sagital: folículos periféricos e edema.
RM T2 sagital: o pedículo torcido. Destorcido com sucesso.
RM T2 sagital: o pedículo torcido. Destorcido com sucesso.
Fonte: Dawood MT, Naik M, Bharwani N, Sudderuddin SA, Rockall AG, Stewart VR. RadioGraphics 2021;41(2):609–624, Fig. 6. Ver artigo
Tumor fusocelular benigno torcido, mulher de 61 anos
TC: partes moles triangulares do pedículo.
TC: partes moles triangulares do pedículo.
RM T2 axial: edema.
RM T2 axial: edema.
RM T2 coronal: pedículo, líquido e útero puxado.
RM T2 coronal: pedículo, líquido e útero puxado.
RM T2 sagital: a massa.
RM T2 sagital: a massa.
Fonte: Dawood MT, Naik M, Bharwani N, Sudderuddin SA, Rockall AG, Stewart VR. RadioGraphics 2021;41(2):609–624, Fig. 11. Ver artigo
Cistoadenoma mucinoso torcido, mulher de 56 anos
TC: massa septada com áreas densas.
TC: massa septada com áreas densas.
RM T2: pedículo torcido.
RM T2: pedículo torcido.
T1 com supressão de gordura: hemorragia.
T1 com supressão de gordura: hemorragia.
Subtração: sem realce, infarto.
Subtração: sem realce, infarto.
Fonte: Dawood MT, Naik M, Bharwani N, Sudderuddin SA, Rockall AG, Stewart VR. RadioGraphics 2021;41(2):609–624, Fig. 12. Ver artigo
Cisto infartado, mulher de 50 anos
RM T2.
RM T2.
T1: anel de hemorragia e gordura borrada.
T1: anel de hemorragia e gordura borrada.
T2 sagital: pedículo e líquido.
T2 sagital: pedículo e líquido.
Fonte: Dawood MT, Naik M, Bharwani N, Sudderuddin SA, Rockall AG, Stewart VR. RadioGraphics 2021;41(2):609–624, Fig. 13. Ver artigo
Doppler normal não afasta torção Com o duplo suprimento (ovariana e uterina), o fluxo arterial pode persistir até tarde. O fluxo venoso se altera primeiro. Ovário grande, edemaciado, na linha média e doloroso é torção até prova em contrário, com qualquer Doppler. A TC acerta pouco (42%), mas a reconstrução coronal ajuda muito, e quem pede TC por dor vaga com vômito não está pensando em torção: o radiologista precisa pensar.
DiferencialPista
Cisto hemorrágico rotoEcos em rede, coágulo que se deforma, hemoperitônio · dor que começa forte e melhora
Edema ovariano maciçoTorção intermitente sem isquemia · sem pedículo torcido
HiperestimulaçãoBilateral, folículos grandes em roda, estroma normal (mas torce mais)
Leiomioma pedunculado degeneradoOs dois ovários vistos separados da massa afastam a torção
Cisto hemorrágico roto, mulher de 57 anos
TC: conteúdo denso e líquido.
TC: conteúdo denso e líquido.
US transvaginal: ecos em rede.
US transvaginal: ecos em rede.
RM T2 6 semanas depois: regrediu.
RM T2 6 semanas depois: regrediu.
Fonte: Dawood MT, Naik M, Bharwani N, Sudderuddin SA, Rockall AG, Stewart VR. RadioGraphics 2021;41(2):609–624, Fig. 14. Ver artigo
Edema ovariano maciço por tumor de Krukenberg, mulher de 46 anos
TC.
TC.
RM T2 sagital.
RM T2 sagital.
T1 com contraste: centro sem realce.
T1 com contraste: centro sem realce.
Fonte: Dawood MT, Naik M, Bharwani N, Sudderuddin SA, Rockall AG, Stewart VR. RadioGraphics 2021;41(2):609–624, Fig. 15. Ver artigo
Hiperestimulação, 11 semanas de gestação após indução
US transabdominal: folículos grandes em roda de raios.
US transabdominal: folículos grandes em roda de raios.
Fonte: Dawood MT, Naik M, Bharwani N, Sudderuddin SA, Rockall AG, Stewart VR. RadioGraphics 2021;41(2):609–624, Fig. 16. Ver artigo
Leiomioma pedunculado torcido e degenerado, mulher de 67 anos
RM T2: hipossinal em teia e pedículo até o ligamento largo.
RM T2: hipossinal em teia e pedículo até o ligamento largo.
Fonte: Dawood MT, Naik M, Bharwani N, Sudderuddin SA, Rockall AG, Stewart VR. RadioGraphics 2021;41(2):609–624, Fig. 17. Ver artigo
a conduta Cirurgia rápida. A viabilidade é subestimada na cirurgia, sobretudo em crianças: mesmo o ovário escuro pode voltar, e a destorção é feita sempre, em qualquer idade, antes de pensar em ooforectomia.

Gestação ectópica na cicatriz de cesárea

É 4 a 6% das ectópicas, cerca de 1 em 500 a 1 em 2.000 mulheres com cesárea prévia, e está aumentando com a taxa de cesárea. O saco implanta no nicho (a falha da cicatriz, com 2 mm ou mais de profundidade). Gestação na cicatriz e acretismo placentário são, na histologia, a mesma doença.

Sinal no US transvaginal (6 a 7 semanas)Como
Implantação baixaCavidade vazia e o centro do saco abaixo da metade da linha do orifício externo ao fundo
Sinal do cruzamentoLinha do endométrio do orifício interno ao fundo: 2/3 ou mais do saco à frente dela, no miométrio inferior · associado a acretismo grave
Miométrio residualFino entre o saco e a bexiga (média de 1,6 mm na cicatriz contra 7,9 mm na implantação baixa normal) · menos de 2 mm: mais complicações · relatar o residual e o adjacente
DopplerFluxo peritrofoblástico intenso (escore de cor 3 a 4 em 74%) · relação com as artérias uterinas · pseudoaneurisma e fístula arteriovenosa
Sinal da implantação baixa, 6 semanas e 5 dias
O centro do saco fica abaixo da metade da linha do orifício externo (EO) ao fundo.
O centro do saco fica abaixo da metade da linha do orifício externo (EO) ao fundo.
Fonte: Kennedy A, Debbink M, Griffith A, Kaiser J, Woodward P. RadioGraphics 2024;44(7):e230199, Fig. 1. Ver artigo
Sinal do cruzamento, 6 semanas
O saco (GS) fica todo à frente da linha do orifício interno (IO) ao fundo.
O saco (GS) fica todo à frente da linha do orifício interno (IO) ao fundo.
Fonte: Kennedy A, Debbink M, Griffith A, Kaiser J, Woodward P. RadioGraphics 2024;44(7):e230199, Fig. 2. Ver artigo
As linhas usadas no laudo, útero sem gestação
Amarela: linha do endométrio (orifício interno ao fundo, sinal do cruzamento). Azul: orifício externo ao fundo (implantação baixa). Branca: linha da cavidade. V
Amarela: linha do endométrio (orifício interno ao fundo, sinal do cruzamento). Azul: orifício externo ao fundo (implantação baixa). Branca: linha da cavidade. Vermelha: linha da serosa.
Fonte: Kennedy A, Debbink M, Griffith A, Kaiser J, Woodward P. RadioGraphics 2024;44(7):e230199, Fig. 3. Ver artigo
Implantação baixa, cruzamento e padrão exogênico, 7 semanas e 5 dias
O saco passa a linha da cavidade (branca) e chega à da serosa (vermelha).
O saco passa a linha da cavidade (branca) e chega à da serosa (vermelha).
Fonte: Kennedy A, Debbink M, Griffith A, Kaiser J, Woodward P. RadioGraphics 2024;44(7):e230199, Fig. 4. Ver artigo
Miométrio residual de 1,2 mm, 6 semanas e 3 dias
Medida entre o saco (GS) e a serosa (asteriscos), e o miométrio adjacente (linha branca).
Medida entre o saco (GS) e a serosa (asteriscos), e o miométrio adjacente (linha branca).
Fonte: Kennedy A, Debbink M, Griffith A, Kaiser J, Woodward P. RadioGraphics 2024;44(7):e230199, Fig. 6. Ver artigo
Padrão exogênico com vascularização intensa
7 semanas: cavidade vazia e saco exogênico.
7 semanas: cavidade vazia e saco exogênico.
Doppler transabdominal 1 semana depois: escore de cor 4.
Doppler transabdominal 1 semana depois: escore de cor 4.
Fonte: Kennedy A, Debbink M, Griffith A, Kaiser J, Woodward P. RadioGraphics 2024;44(7):e230199, Fig. 7. Ver artigo
Vasos até as artérias uterinas, 8 semanas e 5 dias
Reconstrução coronal em 3D: espaços vasculares em direção às artérias uterinas, sem miométrio residual. A paciente recusou tratamento e precisou de histerectomi
Reconstrução coronal em 3D: espaços vasculares em direção às artérias uterinas, sem miométrio residual. A paciente recusou tratamento e precisou de histerectomia com 19 semanas por hemorragia.
Fonte: Kennedy A, Debbink M, Griffith A, Kaiser J, Woodward P. RadioGraphics 2024;44(7):e230199, Fig. 8. Ver artigo
PadrãoCrescimentoRisco
EndogênicoDa cicatriz para a cavidadePode chegar ao termo, com acretismo e hemorragia no parto
ExogênicoFundo no miométrio, além da serosa, para a bexigaRuptura precoce e acretismo grave
Padrão endogênico, mulher de 43 anos com três cesáreas e uma gestação na cicatriz prévia
US 3D coronal: saco baixo e excêntrico.
US 3D coronal: saco baixo e excêntrico.
US com 16 semanas: placenta em volta do segmento, crescimento endogênico e deiscência.
US com 16 semanas: placenta em volta do segmento, crescimento endogênico e deiscência.
Fonte: Kennedy A, Debbink M, Griffith A, Kaiser J, Woodward P. RadioGraphics 2024;44(7):e230199, Fig. 5. Ver artigo
Endogênica que evoluiu para acretismo
7 semanas e 5 dias.
7 semanas e 5 dias.
10 semanas, Doppler: vascularização intensa e abaulamento para a bexiga.
10 semanas, Doppler: vascularização intensa e abaulamento para a bexiga.
Fonte: Kennedy A, Debbink M, Griffith A, Kaiser J, Woodward P. RadioGraphics 2024;44(7):e230199, Fig. 15. Ver artigo
Imita gestação na cicatrizPista
Abortamento em cursoSaco baixo que muda de lugar entre os exames ou se move com a pressão do transdutor, hemorragia em volta, sem batimento
Ectópica cervicalNo estroma do colo, abaixo do orifício interno (a da cicatriz fica acima, no segmento inferior)
Nicho vazioSem parede ecogênica espessa e sem fluxo
Implantação alta normalSaco no fundo com a cicatriz visível à parte
Gestação ectópica cervical
Saco abaixo do orifício interno (IO), endométrio decidualizado (E).
Saco abaixo do orifício interno (IO), endométrio decidualizado (E).
Modo M: batimento cardíaco.
Modo M: batimento cardíaco.
Fonte: Kennedy A, Debbink M, Griffith A, Kaiser J, Woodward P. RadioGraphics 2024;44(7):e230199, Fig. 9. Ver artigo
Abortamento em curso
Saco achatado passando pelo colo, endométrio fino.
Saco achatado passando pelo colo, endométrio fino.
Fonte: Kennedy A, Debbink M, Griffith A, Kaiser J, Woodward P. RadioGraphics 2024;44(7):e230199, Fig. 10. Ver artigo
Implantação alta normal, 6 semanas
Saco no fundo e a cicatriz visível à parte (seta).
Saco no fundo e a cicatriz visível à parte (seta).
Fonte: Kennedy A, Debbink M, Griffith A, Kaiser J, Woodward P. RadioGraphics 2024;44(7):e230199, Fig. 11. Ver artigo
Nicho com gestação × nicho vazio
5 semanas: saco pequeno no nicho; o controle 5 dias depois confirmou gestação na cicatriz.
5 semanas: saco pequeno no nicho; o controle 5 dias depois confirmou gestação na cicatriz.
Outra paciente, sem gestação: nicho vazio.
Outra paciente, sem gestação: nicho vazio.
Fonte: Kennedy A, Debbink M, Griffith A, Kaiser J, Woodward P. RadioGraphics 2024;44(7):e230199, Fig. 12. Ver artigo
batimento não quer dizer gestação normal Gestações intersticial, cervical e na cicatriz também têm batimento. Campo pequeno demais, ou foco só no saco, perde a implantação baixa; útero retrofletido é comum depois de várias cesáreas. Toda gestante com cesárea prévia merece olhar o segmento inferior, e implantação baixa duvidosa pede controle curto até esclarecer.
Gestação na cicatriz que passou
US transabdominal panorâmico: o saco no segmento inferior.
US transabdominal panorâmico: o saco no segmento inferior.
US de fora com 9 semanas, medido errado. Histerectomia com 14 semanas.
US de fora com 9 semanas, medido errado. Histerectomia com 14 semanas.
Fonte: Kennedy A, Debbink M, Griffith A, Kaiser J, Woodward P. RadioGraphics 2024;44(7):e230199, Fig. 13. Ver artigo
Chamada de abortamento, 8 semanas
O saco preso na cicatriz. Houve perfuração na curetagem.
O saco preso na cicatriz. Houve perfuração na curetagem.
Fonte: Kennedy A, Debbink M, Griffith A, Kaiser J, Woodward P. RadioGraphics 2024;44(7):e230199, Fig. 14. Ver artigo
o que fazer e o que relatar Conduta expectante tem risco alto (acretismo, hemorragia, ruptura, perda do útero): as sociedades recomendam tratamento ativo, de preferência cirúrgico (aspiração guiada por US, histeroscopia, laparoscopia, ressecção). A aspiração às cegas pode deixar o trofoblasto no nicho. No laudo: espessura do miométrio sobre a cicatriz (mais de 3, 1 a 3, menos de 1 mm), tamanho do saco e padrão endogênico ou exogênico.

Doença inflamatória pélvica

Infecção ascendente (vagina, colo, trompas, ovários, peritônio) por Chlamydia, gonococo, Mycoplasma e gram-negativos (polimicrobiana em 30 a 40%). Fatores: vários parceiros, idade jovem, procedimento uterino, DIU. A clínica é vaga: a TC muitas vezes é o primeiro exame.

FaseImagem
CerviciteColo aumentado, canal hiperêmico · estroma profundo íntegro (sem parte sólida, que seria tumor)
EndometriteÚtero grande, líquido na cavidade, endométrio realçando mais que o miométrio · contorno uterino borrado
SalpingiteTrompa de mais de 5 mm com parede que realça (normal: 1 a 4 mm) · a forma inicial mais comum e a de maior risco para infertilidade
OoforiteOvário de mais de 3 cm, aspecto policístico, estroma hiperêmico · diferencial com torção
Complexo tubo-ovarianoTrompa e ovário colados, mas ainda distinguíveis
Abscesso tubo-ovarianoMassa multiloculada de parede espessa que realça, sem separar trompa e ovário · até 15% da doença · gás é raro
PiossalpingeTrompa obstruída com pus, parede espessa, nível líquido-debris
HidrossalpingeTrompa dilatada com líquido simples, dobrada sobre si (septos incompletos), pregas espessas em corte ("roda dentada") · parede fina, sem hiperemia
Pelve normal na TC
Útero (U), anexos e fundo de saco.
Útero (U), anexos e fundo de saco.
Fonte: Revzin MV, Mathur M, Dave HB, Macer ML, Spektor M. RadioGraphics 2016;36(5):1579–1596, Fig. 2. Ver artigo
Cervicite, mulher de 54 anos
TC: colo aumentado com realce do canal.
TC: colo aumentado com realce do canal.
Doppler transvaginal 5 dias depois: hiperemia.
Doppler transvaginal 5 dias depois: hiperemia.
Fonte: Revzin MV, Mathur M, Dave HB, Macer ML, Spektor M. RadioGraphics 2016;36(5):1579–1596, Fig. 4. Ver artigo
Endometrite, mulher de 43 anos com diabetes
TC coronal: gás no canal endometrial.
TC coronal: gás no canal endometrial.
Fonte: Revzin MV, Mathur M, Dave HB, Macer ML, Spektor M. RadioGraphics 2016;36(5):1579–1596, Fig. 5. Ver artigo
Salpingite, mulher de 19 anos
TC coronal: trompa espessa que realça.
TC coronal: trompa espessa que realça.
Doppler transvaginal 2 dias depois: parede hiperêmica.
Doppler transvaginal 2 dias depois: parede hiperêmica.
Fonte: Revzin MV, Mathur M, Dave HB, Macer ML, Spektor M. RadioGraphics 2016;36(5):1579–1596, Fig. 6. Ver artigo
Ooforite, mulher de 24 anos
Doppler transvaginal: ovário de aspecto policístico com estroma hiperêmico.
Doppler transvaginal: ovário de aspecto policístico com estroma hiperêmico.
Fonte: Revzin MV, Mathur M, Dave HB, Macer ML, Spektor M. RadioGraphics 2016;36(5):1579–1596, Fig. 7. Ver artigo
Piossalpinge, mulher de 48 anos
TC coronal: trompa dilatada com parede espessa.
TC coronal: trompa dilatada com parede espessa.
US transvaginal: debris.
US transvaginal: debris.
Doppler: parede hiperêmica.
Doppler: parede hiperêmica.
Fonte: Revzin MV, Mathur M, Dave HB, Macer ML, Spektor M. RadioGraphics 2016;36(5):1579–1596, Fig. 8. Ver artigo
Hidrossalpinge, mulher de 50 anos
TC coronal: trompa dilatada com septos incompletos.
TC coronal: trompa dilatada com septos incompletos.
Fonte: Revzin MV, Mathur M, Dave HB, Macer ML, Spektor M. RadioGraphics 2016;36(5):1579–1596, Fig. 9. Ver artigo
Abscessos tubo-ovarianos bilaterais, mulher de 35 anos
TC coronal: massas multiloculadas de parede espessa (setas).
TC coronal: massas multiloculadas de parede espessa (setas).
Fonte: Revzin MV, Mathur M, Dave HB, Macer ML, Spektor M. RadioGraphics 2016;36(5):1579–1596, Fig. 10. Ver artigo
Piometra, mulher de 52 anos
Doppler transvaginal: cavidade distendida com conteúdo.
Doppler transvaginal: cavidade distendida com conteúdo.
TC sagital: nível hidroaéreo.
TC sagital: nível hidroaéreo.
Fonte: Revzin MV, Mathur M, Dave HB, Macer ML, Spektor M. RadioGraphics 2016;36(5):1579–1596, Fig. 11. Ver artigo
Sinal na TCO que é
Gordura pélvica borradaUm dos sinais mais sensíveis (até 65%)
Ligamentos uterossacros espessosExtensão posterior · gordura pré-sacral e perirretal borrada
Trompa de mais de 5 mm + realce da cápsula hepáticaSensibilidade de 71,9%, especificidade de 81,3%
Linfonodos para-aórticosReacionais, na altura dos hilos renais (drenagem pela veia gonadal)
Abscesso tubo-ovarianoDesloca o ligamento largo para a frente (o mesovário é posterior)
Sinais de inflamação pélvica
Mulher de 32 anos: ligamentos uterossacros espessos (setas).
Mulher de 32 anos: ligamentos uterossacros espessos (setas).
Mulher de 25 anos: gordura anterior borrada e trompa esquerda espessa.
Mulher de 25 anos: gordura anterior borrada e trompa esquerda espessa.
Fonte: Revzin MV, Mathur M, Dave HB, Macer ML, Spektor M. RadioGraphics 2016;36(5):1579–1596, Fig. 3. Ver artigo
Gestação ectópica tubária, mulher de 19 anos
TC: o ligamento largo deslocado para a frente pela massa anexial.
TC: o ligamento largo deslocado para a frente pela massa anexial.
Fonte: Revzin MV, Mathur M, Dave HB, Macer ML, Spektor M. RadioGraphics 2016;36(5):1579–1596, Fig. 12. Ver artigo
ComplicaçãoImagem
Fitz-Hugh-Curtis (peri-hepatite)1 a 30% · dor no hipocôndrio direito · realce e espessamento da cápsula hepática anterior, líquido na goteira direita · aderências em "corda de violino"
Abscesso rotoPeritonite, vários abscessos, íleo · mortalidade de 5 a 10%
Tromboflebite da veia ovarianaDireita em 80 a 90% · veia distendida com falha de enchimento
PiometraPus com estenose cervical · na pós-menopausa · ruptura (fundo) é emergência
SequelasEctópica (30 a 40% das ectópicas) e infertilidade (40 a 50% atribuídas à doença)
Fitz-Hugh-Curtis, mulher de 35 anos
TC coronal: realce da cápsula hepática e líquido na goteira (setas).
TC coronal: realce da cápsula hepática e líquido na goteira (setas).
TC axial: espessamento e realce da cápsula hepática anterior.
TC axial: espessamento e realce da cápsula hepática anterior.
Fonte: Revzin MV, Mathur M, Dave HB, Macer ML, Spektor M. RadioGraphics 2016;36(5):1579–1596, Fig. 14. Ver artigo
Abscesso tubo-ovariano perfurado, mulher de 43 anos com diabetes
TC axial: peritonite (seta).
TC axial: peritonite (seta).
TC coronal: abscesso que chega ao iliopsoas.
TC coronal: abscesso que chega ao iliopsoas.
Fonte: Revzin MV, Mathur M, Dave HB, Macer ML, Spektor M. RadioGraphics 2016;36(5):1579–1596, Fig. 13. Ver artigo
Tromboflebite da veia ovariana esquerda, mulher de 36 anos
TC coronal: veia distendida com falha de enchimento (seta).
TC coronal: veia distendida com falha de enchimento (seta).
Fonte: Revzin MV, Mathur M, Dave HB, Macer ML, Spektor M. RadioGraphics 2016;36(5):1579–1596, Fig. 15. Ver artigo
Piometra rota, mulher de 82 anos com actinomicose
TC axial: ruptura com peritonite.
TC axial: ruptura com peritonite.
Fonte: Revzin MV, Mathur M, Dave HB, Macer ML, Spektor M. RadioGraphics 2016;36(5):1579–1596, Fig. 16. Ver artigo
ImitadorPista
EndometrioseLesões múltiplas, componentes densos, hematossalpinge (hipersinal em T1)
Torção ovarianaOvário de mais de 5 cm, sem realce, útero desviado para o lado
Torção isolada da trompaTrompa dilatada que afila em bico, ovário normal ao lado
Neoplasia ovarianaMassa sólida ou complexa de mais de 4 cm, projeções papilares, septos de mais de 3 mm
ApendiciteApendicolito, origem no ceco, apêndice de mais de 7 mm não compressível
DiverticuliteMais velha, divertículos inflamados, parede do abscesso mais grossa
Endometriose, mulher de 32 anos
TC: massa anexial.
TC: massa anexial.
RM T2 sagital: sigmoide repuxado.
RM T2 sagital: sigmoide repuxado.
Fonte: Revzin MV, Mathur M, Dave HB, Macer ML, Spektor M. RadioGraphics 2016;36(5):1579–1596, Fig. 17. Ver artigo
Torção que imitava ooforite, mulher de 36 anos
TC coronal: ovário esquerdo (O) deslocado para a direita, útero (U) com mioma. Na cirurgia, giro de 720° e ovário inviável.
TC coronal: ovário esquerdo (O) deslocado para a direita, útero (U) com mioma. Na cirurgia, giro de 720° e ovário inviável.
Fonte: Revzin MV, Mathur M, Dave HB, Macer ML, Spektor M. RadioGraphics 2016;36(5):1579–1596, Fig. 18. Ver artigo
Cistoadenofibromas serosos bilaterais, mulher de 63 anos
TC axial: massas anexiais (setas).
TC axial: massas anexiais (setas).
Fonte: Revzin MV, Mathur M, Dave HB, Macer ML, Spektor M. RadioGraphics 2016;36(5):1579–1596, Fig. 19. Ver artigo
Carcinoma da trompa, mulher de 46 anos
TC sem contraste.
TC sem contraste.
RM T2 axial.
RM T2 axial.
Fonte: Revzin MV, Mathur M, Dave HB, Macer ML, Spektor M. RadioGraphics 2016;36(5):1579–1596, Fig. 20. Ver artigo
Apendicite, mulher de 37 anos
TC axial: apendicolito e trompa direita reativa.
TC axial: apendicolito e trompa direita reativa.
Doppler transvaginal.
Doppler transvaginal.
Fonte: Revzin MV, Mathur M, Dave HB, Macer ML, Spektor M. RadioGraphics 2016;36(5):1579–1596, Fig. 21. Ver artigo
tratamento Doença não complicada: antibiótico oral. Complicada (abscesso): internação, antibiótico venoso e drenagem percutânea ou cirúrgica. Piometra rota com peritonite: laparotomia imediata.

Pontos de prova: alto rendimento

Torção: maior riscoLesão benigna > 5 cm
TorçãoOvário grande, linha média, náusea e vômito
Folículos periféricosColar de pérolas
PedículoRedemoinho
ÚteroPuxado para o lado torcido
Doppler normalNão afasta
Hemorragia, sem realceInfarto
CondutaDestorção sempre
Cicatriz de cesárea4–6% das ectópicas
Implantação baixaAbaixo da metade orifício externo-fundo
Cruzamento≥ 2/3 do saco à frente da linha
Miométrio residual< 2 mm, mais complicação
ExogênicoRuptura e acretismo
EndogênicoHemorragia no parto
AbortamentoSaco que se move
CervicalAbaixo do orifício interno
BatimentoNão é normalidade
CicatrizTratamento ativo
SalpingiteTrompa > 5 mm
Complexo × abscessoAinda separa × não separa
HidrossalpingeSeptos incompletos
Gordura borradaAté 65%
Fitz-Hugh-CurtisCápsula hepática realça
Veia ovarianaDireita 80–90%
DIP (doença inflamatória pélvica) e ectópica30–40% das ectópicas

Armadilhas e erros comuns

Erros

  • Afastar torção porque há fluxo arterial
  • Não pensar em torção numa TC de dor com vômito
  • Ler o pedículo torcido como parte da massa
  • Medir só o saco e perder a implantação baixa
  • Aceitar batimento como prova de gestação normal
  • Confundir abortamento em curso com gestação na cicatriz
  • Chamar de tumor ovariano o abscesso tubo-ovariano
  • Esquecer a cápsula hepática na DIP

Questões

Questões

uma passada rápida no que o caderno cobraQuestão 1 / 6
Questão 1

Mulher de 28 anos com dor pélvica direita súbita e vômitos. O US mostra ovário direito de 7 cm, edemaciado, com folículos na periferia, na linha média, e fluxo arterial presente no Doppler. A conduta é:

Ovário grande, edemaciado, com folículos periféricos e na linha média, com dor e vômito, é torção até prova em contrário. A veia fecha antes da artéria, e o duplo suprimento mantém fluxo arterial até tarde: Doppler normal não afasta. A viabilidade é subestimada, e a destorção é feita sempre.
↑revisar esta parte do caderno · Torção anexial
Questão 2

Qual achado na TC ou na RM favorece torção em vez de outra massa anexial?

Na torção o ovário sobe para a linha média, na frente do útero, e puxa o útero para o lado afetado; as outras massas empurram o útero para trás ou para o outro lado. Junto com o pedículo torcido (partes moles entre útero e ovário), é sinal muito sugestivo.
↑revisar esta parte do caderno · Torção anexial
Questão 3

Gestante de 6 semanas com duas cesáreas prévias. O saco está no segmento inferior anterior, quase todo à frente da linha do orifício interno ao fundo, com miométrio de 1,2 mm até a bexiga. O diagnóstico é:

Saco no nicho, com 2/3 ou mais à frente da linha do orifício interno ao fundo (sinal do cruzamento) e miométrio residual fino (menos de 2 mm): gestação na cicatriz. A cervical fica abaixo do orifício interno; o abortamento se move com a pressão do transdutor.
↑revisar esta parte do caderno · Gestação ectópica na cicatriz de cesárea
Questão 4

Sobre a gestação na cicatriz de cesárea, é correto:

O padrão exogênico (fundo no miométrio, além da serosa, para a bexiga) é o mais ligado a ruptura precoce e acretismo grave. Gestações na cicatriz também têm batimento; a conduta recomendada é ativa; a aspiração às cegas deixa trofoblasto no nicho; e o melhor momento para ver é entre 6 e 7 semanas.
↑revisar esta parte do caderno · Gestação ectópica na cicatriz de cesárea
Questão 5

Mulher de 24 anos com dor pélvica, febre e dor no hipocôndrio direito. A TC mostra trompas espessas e realce da cápsula hepática anterior. O diagnóstico é:

A Fitz-Hugh-Curtis é a peri-hepatite da doença inflamatória pélvica (1 a 30%): dor no hipocôndrio direito e realce e espessamento da cápsula hepática anterior, com líquido na goteira direita. Trompa de mais de 5 mm com realce da cápsula hepática teve especificidade de 81%.
↑revisar esta parte do caderno · Doença inflamatória pélvica
Questão 6

O que separa o abscesso tubo-ovariano do complexo tubo-ovariano?

No complexo tubo-ovariano a trompa e o ovário estão colados, mas ainda se distinguem; no abscesso a arquitetura some: massa multiloculada de parede espessa que realça. Gás é raro, e o abscesso é unilateral em 25 a 50%.
↑revisar esta parte do caderno · Doença inflamatória pélvica
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Fontes.
Dawood MT, Naik M, Bharwani N, Sudderuddin SA, Rockall AG, Stewart VR. Adnexal Torsion: Review of Radiologic Appearances. RadioGraphics 2021;41(2):609–624. doi:10.1148/rg.2021200118
Kennedy A, Debbink M, Griffith A, Kaiser J, Woodward P. Cesarean Scar Ectopic Pregnancy: A Do-Not-Miss Diagnosis. RadioGraphics 2024;44(7):e230199. doi:10.1148/rg.230199
Revzin MV, Mathur M, Dave HB, Macer ML, Spektor M. Pelvic Inflammatory Disease: Multimodality Imaging Approach with Clinical-Pathologic Correlation. RadioGraphics 2016;36(5):1579–1596. doi:10.1148/rg.2016150202

O fluxograma da torção, as fotos de cirurgia e de peças, a citologia e a histologia ficaram de fora. A fonte da DIP associa a "roda dentada" à hidrossalpinge; parte da literatura a associa à salpingite aguda. Conferido em 07/10/2026.

Blocos marcados com + complemento são aprofundamentos opcionais, tirados das mesmas fontes.