Cadernos QRad 61 · Abdome Agudo do Recém-Nascido
Pediatria · neonatal

Abdome Agudo do Recém-Nascido

Fontes: Gerrie e Navarro 2023, Yousef et al: 2025 e Inarejos Clemente et al: 2023, RadioGraphics

Vômito bilioso é volvo até prova em contrário

No recém-nascido, as causas de obstrução se parecem na clínica e na imagem. O que separa é a idade gestacional, a clínica e um raciocínio em dois passos: a radiografia diz se há obstrução e se ela é proximal ou distal; o estudo contrastado e o US dizem a causa. Gás livre no peritônio é revisão cirúrgica urgente.

ProximalDistal
ClínicaVômito (bilioso ou não), pouca distensãoDistensão, com ou sem vômito, mecônio que não sai
RadiografiaNormal, bolha única, dupla ou triplaMuitas alças dilatadas (inespecífico)
Próximo exameSeriografia (esôfago, estômago e duodeno) e/ou USEnema contrastado · US para resolver dúvidas
US antes da seriografia Na suspeita de má rotação com volvo e de membrana duodenal, o US à beira do leito muitas vezes fecha o diagnóstico sem levar o bebê à fluoroscopia e sem radiação. A seriografia continua sendo a referência para a má rotação: se o US não for conclusivo, ela vem logo em seguida.

Atresia de esôfago

Atresia de esôfagoO que saber
Tipo mais comumCoto proximal com fístula traqueoesofágica distal (78 a 90%)
ClínicaNão controla a saliva, não aceita a dieta, a sonda não passa
RadiografiaSonda enrolada no coto · gás no abdome = fístula distal · abdome sem gás = sem fístula (mais comum) ou fístula proximal
AssociaçõesMais de 50%: VACTERL (anomalias vertebrais, anorretais, cardíacas, traqueoesofágicas, renais e de membros), CHARGE (coloboma, cardiopatia, atresia de coanas, atraso de crescimento e desenvolvimento, anomalias genitais e de orelha), trissomias 21 e 18, outras atresias (dupla bolha junto)
Atresia de esôfago, dois recém-nascidos a termo de 1 dia
Sonda enrolada no coto dilatado e gás no abdome: fístula distal.
Sonda enrolada no coto dilatado e gás no abdome: fístula distal.
Sonda no coto e abdome sem gás; na cirurgia, fístula proximal.
Sonda no coto e abdome sem gás; na cirurgia, fístula proximal.
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 1. Ver artigo
Atresia de esôfago com fístula distal e atresia duodenal
Sonda no coto e dupla bolha.
Sonda no coto e dupla bolha.
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 2. Ver artigo
Atresia de esôfago pura com atresia duodenal
Radiografia: sonda no coto, abdome sem gás e massa de partes moles no hemitórax esquerdo.
Radiografia: sonda no coto, abdome sem gás e massa de partes moles no hemitórax esquerdo.
US pré-natal, 34 semanas: dupla bolha (S, D) e polidrâmnio.
US pré-natal, 34 semanas: dupla bolha (S, D) e polidrâmnio.
US pré-natal: estrutura com líquido no tórax esquerdo, contínua com o estômago e o duodeno, empurrando o coração.
US pré-natal: estrutura com líquido no tórax esquerdo, contínua com o estômago e o duodeno, empurrando o coração.
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 3. Ver artigo

Bolha única: atresia pilórica e estenose hipertrófica

CausaPista
Atresia gástrica ou pilóricaRaríssima · membrana · vômito não bilioso nas primeiras horas · estômago dilatado sem gás distal
Estenose hipertrófica do piloroMenino (4:1), 2 a 6 semanas, vômito em jato não bilioso · estômago dilatado com gás distal, sinal da "lagarta" (peristalse contra o piloro fechado) · piloromiotomia
Membrana antralPiloro normal no US · falha de enchimento curvilínea no antro na seriografia
Atresia pilórica, menino de 3 dias
Bolha única, sem gás distal.
Bolha única, sem gás distal.
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 4. Ver artigo
Membrana antral, prematuro de 32 semanas com 3 dias
Radiografia: estômago dilatado.
Radiografia: estômago dilatado.
US: piloro normal.
US: piloro normal.
Seriografia em perfil: falha de enchimento curvilínea no antro.
Seriografia em perfil: falha de enchimento curvilínea no antro.
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 10. Ver artigo
US do piloroCritério
Espessura do músculo3 mm ou mais
Comprimento do canal12 a 16 mm ou mais
EsvaziamentoAusente ou mínimo durante o exame
Estenose do piloro numa idade atípica, menino de 5 meses
Bolha única com gás distal.
Bolha única com gás distal.
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 5. Ver artigo
Estenose do piloro, menina de 4 semanas
O sinal da lagarta: peristalse gástrica contra o piloro fechado.
O sinal da lagarta: peristalse gástrica contra o piloro fechado.
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 6. Ver artigo
Estenose do piloro, menino de 3 semanas
US longitudinal: músculo de 5,7 mm e canal de 24 mm, junto da vesícula (GB).
US longitudinal: músculo de 5,7 mm e canal de 24 mm, junto da vesícula (GB).
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 7. Ver artigo
o piloro que não é piloro A junção esofagogástrica pode ser tomada por piloro normal: comece no lobo esquerdo do fígado e desça até a vesícula; o piloro fica junto da vesícula, mais anterior e mais baixo; a junção esofagogástrica fica atrás, na frente da aorta. Imitam estenose: hiperplasia foveolar pela prostaglandina (cardiopatia dependente do canal; espessa mucosa e submucosa, não o músculo), piloroespasmo (não é fixo) e massa peripilórica.
A junção esofagogástrica tomada por piloro, menina de 4 semanas
Exame de fora: a junção esofagogástrica chamada de piloro normal. O US repetido mostrou estenose.
Exame de fora: a junção esofagogástrica chamada de piloro normal. O US repetido mostrou estenose.
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 8. Ver artigo
Hiperplasia foveolar pela prostaglandina, menina de 23 dias com cardiopatia
US transversal: mucosa e submucosa espessadas, músculo normal.
US transversal: mucosa e submucosa espessadas, músculo normal.
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 9. Ver artigo

Dupla bolha: atresia, pâncreas anular e membrana

CausaRadiografiaO que mais saber
Atresia duodenalDupla bolha sem gás distal · depois da sonda, as bolhas murcham: a pista é a falta de gás distalFalha de recanalização · trissomia 21 em 25 a 30% · polidrâmnio no pré-natal · vômito bilioso nas primeiras horas · gás distal pode passar por um ducto hepatopancreático em Y
Pâncreas anularIgual à atresia, com ou sem gás distalAnel de pâncreas em volta da 2ª porção · se não der para separar: obstrução duodenal congênita, cirúrgica
Membrana duodenalEstômago e duodeno dilatados, com gás distal, variando entre os examesNa junção da 2ª com a 3ª porção, perto da papila · trissomia 21 em 25% · seriografia: "biruta" (divertículo intraluminal) com falha de enchimento curvilínea · US: divertículo e 3ª porção colapsada · gás ou contraste nas vias biliares se a membrana fica depois da papila
Atresia duodenal, recém-nascido de 1 dia
A dupla bolha clássica, sem gás distal.
A dupla bolha clássica, sem gás distal.
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 11. Ver artigo
Atresia duodenal depois da sonda, menino de 1 dia
As bolhas murcharam; a pista é a falta de gás distal.
As bolhas murcharam; a pista é a falta de gás distal.
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 12. Ver artigo
Pâncreas anular com atresia de esôfago
Dupla bolha.
Dupla bolha.
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 13. Ver artigo
Membrana duodenal, recém-nascido com trissomia 21
Estômago e bulbo dilatados, com gás distal.
Estômago e bulbo dilatados, com gás distal.
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 14. Ver artigo
Membrana duodenal na seriografia
Divertículo intraluminal em "biruta".
Divertículo intraluminal em "biruta".
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 15. Ver artigo
Membrana duodenal no US
Transversal: o divertículo na junção da 2ª com a 3ª porção, junto da artéria mesentérica superior.
Transversal: o divertículo na junção da 2ª com a 3ª porção, junto da artéria mesentérica superior.
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 16. Ver artigo
Membrana depois da papila, menina com trissomia 21
Radiografia depois da sonda.
Radiografia depois da sonda.
US: gás na vesícula.
US: gás na vesícula.
Seriografia tardia: contraste na vesícula.
Seriografia tardia: contraste na vesícula.
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 17. Ver artigo
dilatação proximal com gás distal Pense sempre em má rotação com volvo, que também dá dupla bolha com gás distal, e faça o US.

Má rotação e volvo do intestino médio

O intestino médio gira 270° em volta da artéria mesentérica superior. Na rotação normal o duodeno, retroperitoneal, cruza a linha média; a junção duodenojejunal fica no quadrante superior esquerdo (presa pelo ligamento de Treitz); o ceco fica na fossa ilíaca direita. A raiz do mesentério (da junção ao ceco) é larga. Na má rotação a junção fica à direita e o ceco alto: a raiz é estreita e o intestino pode torcer (volvo) em sentido horário. Na não rotação (delgado à direita, cólon à esquerda) a raiz é larga e o risco é menor.

por que é emergência No volvo a veia fecha primeiro e depois a artéria: o intestino médio pode necrosar em poucas horas. Até 20 a 35% dos recém-nascidos com volvo não vomitam bile no começo. Tratamento: cirurgia de Ladd (destorcer, cortar as bandas, alargar a raiz, deixar o delgado à direita e o cólon à esquerda, tirar o apêndice); volvo de novo em 2 a 7%.
USO que procurar
Mesentérica superior × veiaTraçar o eixo aorta-artéria: a veia fica à direita · na má rotação: invertida em 47%, à frente da artéria em 24%, normal em até 30% · transdutor na linha média e perpendicular (a janela oblíqua pelo fígado engana) · processo uncinado ausente reforça
3ª porção do duodenoCruzando a linha média entre a aorta e a artéria = retroperitoneal = rotação normal · o sinal mais confiável para excluir má rotação, mas difícil · na má rotação ela é intraperitoneal; no volvo passa na frente da artéria
RedemoinhoVeia e mesentério girando em sentido horário em volta da artéria (de cima para baixo), no cinza e no Doppler · o sinal mais específico do volvo · sensibilidade e especificidade do US acima de 90%
Outros2ª porção dilatada, afilamento em "bico" da 3ª, vasos ingurgitados, artéria afilada no centro, intestino espessado
Artéria e veia mesentéricas no US transversal
Menino de 4 dias, normal: a veia à direita do eixo aorta-artéria (linha tracejada).
Menino de 4 dias, normal: a veia à direita do eixo aorta-artéria (linha tracejada).
5 dias: relação invertida.
5 dias: relação invertida.
12 dias, vômito bilioso: relação invertida, processo uncinado ausente e 3ª porção passando na frente.
12 dias, vômito bilioso: relação invertida, processo uncinado ausente e 3ª porção passando na frente.
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 19. Ver artigo
3ª porção normal, menino de 4 dias
O duodeno cruza entre a aorta e a artéria mesentérica superior.
O duodeno cruza entre a aorta e a artéria mesentérica superior.
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 20. Ver artigo
Volvo, menino de 5 dias
A 3ª porção passa na frente da artéria mesentérica superior (setas).
A 3ª porção passa na frente da artéria mesentérica superior (setas).
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 21. Ver artigo
Volvo por bandas de Ladd, menina de 2 dias
A veia à esquerda da artéria.
A veia à esquerda da artéria.
Fonte: Inarejos Clemente EJ, Barber I, Navallas Irujo M, et al. RadioGraphics 2023;43(2):e220110, Fig. 20. Ver artigo
A mesma paciente
Duodeno proximal dilatado (D) junto da vesícula (GB). Sem necrose.
Duodeno proximal dilatado (D) junto da vesícula (GB). Sem necrose.
Fonte: Inarejos Clemente EJ, Barber I, Navallas Irujo M, et al. RadioGraphics 2023;43(2):e220110, Fig. 21. Ver artigo
Volvo, menino de 7 dias
Estômago e duodeno dilatados, afilamento em bico e 3ª porção na frente da artéria.
Estômago e duodeno dilatados, afilamento em bico e 3ª porção na frente da artéria.
Fonte: Inarejos Clemente EJ, Barber I, Navallas Irujo M, et al. RadioGraphics 2023;43(2):e220110, Fig. 22. Ver artigo
Redemoinho, menino de 12 dias com vômito bilioso
Escala de cinza.
Escala de cinza.
Doppler colorido: giro horário.
Doppler colorido: giro horário.
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 22. Ver artigo
Redemoinho, menino de 1 dia com vômito bilioso e hipotensão
Massa redonda em camadas em volta da artéria (pontilhado).
Massa redonda em camadas em volta da artéria (pontilhado).
Fonte: Inarejos Clemente EJ, Barber I, Navallas Irujo M, et al. RadioGraphics 2023;43(2):e220110, Fig. 9. Ver artigo
O mesmo paciente
Doppler colorido: os vasos girando. Sem necrose depois da destorção.
Doppler colorido: os vasos girando. Sem necrose depois da destorção.
Fonte: Inarejos Clemente EJ, Barber I, Navallas Irujo M, et al. RadioGraphics 2023;43(2):e220110, Fig. 10. Ver artigo
o falso redemoinho Um ramo da veia mesentérica superior pode contornar a artéria em sentido anti-horário, sem alça junto: é normal (pseudovolvo). Use o cine e o Doppler colorido. O redemoinho também imita o alvo da intussuscepção numa imagem parada: identifique sempre o íleo terminal e o ceco.
Pseudovolvo, menino de 12 semanas
Doppler colorido: giro anti-horário.
Doppler colorido: giro anti-horário.
Escala de cinza: um ramo da veia contornando a artéria, sem alça.
Escala de cinza: um ramo da veia contornando a artéria, sem alça.
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 23. Ver artigo
Seriografia normal (4 critérios)Como ver
Duodeno posteriorNo perfil verdadeiro, a 2ª e a 4ª porções quase sobrepostas
Junção duodenojejunal à esquerda do pedículo vertebral esquerdoNo AP (incidência anteroposterior)
Junção na altura do bulboNo AP
Primeiras alças jejunaisNo quadrante superior esquerdo
SeriografiaAchado
Má rotação sem volvoDuodeno e junção em posição anormal (junção baixa e à direita), sem dilatação
VolvoPassagem lenta, bulbo e 2ª porção dilatados, afilamento em bico, 3ª porção em posição anormal, saca-rolhas (às vezes só no AP ou só no perfil: faça os dois)
Bandas de LaddEstreitamento fixo da 2ª porção
TécnicaBebê em decúbito lateral direito, 10 a 20 mL pela sonda · registrar a primeira passagem do contraste · não encher demais o estômago (desloca a junção)
Falso-positivoJunção deslocada por massa (cisto de duplicação), alças dilatadas, esplenomegalia, estômago muito cheio · duodeno móvel, duodeno invertido
Volvo na seriografia, menino de 2 semanas
Duodeno em saca-rolhas.
Duodeno em saca-rolhas.
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 24. Ver artigo
Falso-positivo: cisto de duplicação, menina de 11 dias
Seriografia: junção duodenojejunal baixa por compressão extrínseca.
Seriografia: junção duodenojejunal baixa por compressão extrínseca.
US: cisto com debris.
US: cisto com debris.
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 25. Ver artigo

Atresias do delgado, íleo meconial e volvo segmentar

CausaRadiografiaEnema e US
Atresia jejunalPoucas alças altas dilatadas ("tripla bolha") com níveisPode ir direto à cirurgia
Atresia ilealMuitas alças com níveis, sem gás no cólon · uma alça muito dilatada sugere atresia (com volvo segmentar)Microcólon, o contraste reflui até a atresia
Íleo meconialAlças dilatadas sem níveis (mecônio grosso), aspecto de "bolhas de sabão"Microcólon com várias falhas de enchimento no íleo terminal (pede teste de fibrose cística) · o enema hiperosmolar também trata
Peritonite meconialCalcificaçõesAscite com ecos, calcificações na superfície do fígado e do peritônio, pseudocisto de parede calcificada
Volvo segmentarInespecíficaRedemoinho menor, horário ou anti-horário, em qualquer lugar, com artéria, veia e 3ª porção normais · procure a causa (atresia, duplicação)
Atresia jejunal, recém-nascido a termo
Frontal: poucas alças altas dilatadas.
Frontal: poucas alças altas dilatadas.
Perfil com raios horizontais: níveis hidroaéreos.
Perfil com raios horizontais: níveis hidroaéreos.
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 27. Ver artigo
Atresia ileal
Radiografia: muitas alças dilatadas.
Radiografia: muitas alças dilatadas.
Enema: microcólon, refluxo até o ceco e o íleo distal.
Enema: microcólon, refluxo até o ceco e o íleo distal.
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 28. Ver artigo
Atresia ileal com uma alça muito dilatada
Dilatação focal maciça.
Dilatação focal maciça.
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 29. Ver artigo
Íleo meconial
Aspecto de bolhas de sabão.
Aspecto de bolhas de sabão.
Enema: microcólon e falhas de enchimento no íleo.
Enema: microcólon e falhas de enchimento no íleo.
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 30. Ver artigo
Peritonite meconial com volvo segmentar, prematura de 36 semanas
Radiografia: calcificações.
Radiografia: calcificações.
US: pseudomassa.
US: pseudomassa.
Doppler colorido: pequeno redemoinho. Na cirurgia, atresia ileal com volvo segmentar.
Doppler colorido: pequeno redemoinho. Na cirurgia, atresia ileal com volvo segmentar.
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 31. Ver artigo
Peritonite meconial, prematuro de 34 semanas
US: ascite ecogênica com nódulos calcificados na serosa (K = rim).
US: ascite ecogênica com nódulos calcificados na serosa (K = rim).
Radiografia: nódulos calcificados.
Radiografia: nódulos calcificados.
Fonte: Inarejos Clemente EJ, Barber I, Navallas Irujo M, et al. RadioGraphics 2023;43(2):e220110, Fig. 26. Ver artigo
Pseudocisto meconial, bebê com fibrose cística
Radiografia: calcificação em anel e efeito de massa.
Radiografia: calcificação em anel e efeito de massa.
US: líquido, debris e parede calcificada.
US: líquido, debris e parede calcificada.
Fonte: Inarejos Clemente EJ, Barber I, Navallas Irujo M, et al. RadioGraphics 2023;43(2):e220110, Fig. 27. Ver artigo

Até 80% do íleo meconial tem fibrose cística, e cerca de metade é complicado (volvo, atresia, perfuração, peritonite ou pseudocisto). As atresias do delgado vêm de isquemia intrauterina; a "casca de maçã" (3b) tem a mesentérica superior obliterada e o íleo curto enrolado no pedículo.

no recém-nascido obstruído com rotação normal Se a artéria, a veia e a 3ª porção do duodeno estão normais, varra o abdome e a pelve inteiros atrás de um redemoinho segmentar.
Volvo segmentar do íleo, recém-nascida de 1 dia
Artéria, veia e 3ª porção normais, com delgado proximal dilatado.
Artéria, veia e 3ª porção normais, com delgado proximal dilatado.
Fonte: Inarejos Clemente EJ, Barber I, Navallas Irujo M, et al. RadioGraphics 2023;43(2):e220110, Fig. 23. Ver artigo
A mesma paciente, sagital
O giro, com bico distal e alças colapsadas depois dele.
O giro, com bico distal e alças colapsadas depois dele.
Fonte: Inarejos Clemente EJ, Barber I, Navallas Irujo M, et al. RadioGraphics 2023;43(2):e220110, Fig. 24. Ver artigo
A mesma paciente, Doppler
Redemoinho em volta de um ramo da artéria. A causa era uma atresia ileal curta.
Redemoinho em volta de um ramo da artéria. A causa era uma atresia ileal curta.
Fonte: Inarejos Clemente EJ, Barber I, Navallas Irujo M, et al. RadioGraphics 2023;43(2):e220110, Fig. 25. Ver artigo

Cólon: Hirschsprung e imaturidade funcional

HirschsprungImaturidade funcional (tampão de mecônio, cólon esquerdo pequeno)
QuemA termo · trissomia 21Prematuro, filho de mãe diabética, sulfato de magnésio materno
CausaFalta de células ganglionares (o segmento fica contraído)Plexos imaturos, transitório
Relação retossigmoideInvertida (o reto fica menor que o sigmoide)Normal
TransiçãoNítida, mucosa irregular em "dentes de serra", saca-rolhasGradual, na flexura esplênica, cólon esquerdo fino com tampões
EvoluçãoBiópsia retal e cirurgiaOs tampões saem e o bebê melhora
HirschsprungO que saber
FrequênciaA causa mais comum de obstrução do cólon no recém-nascido
Segmento curto75%, transição no retossigmoide, meninos 4:1
Cólon total5% · pseudomicrocólon, imita atresia ileal e íleo meconial
RadiografiaDilatação difusa sem gás no reto (gás no reto não exclui)
EnterocoliteAté 25%, também com mucosa serrilhada
CorrespondênciaA transição no enema bate com a patologia em 90%
Hirschsprung na radiografia, 2 dias
Dilatação difusa sem gás no reto.
Dilatação difusa sem gás no reto.
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 33. Ver artigo
Hirschsprung no enema, menina de 3 dias
Relação retossigmoide invertida: reto (R) menor que o sigmoide (S).
Relação retossigmoide invertida: reto (R) menor que o sigmoide (S).
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 34. Ver artigo
Hirschsprung
Saca-rolhas, menino de 3 dias.
Saca-rolhas, menino de 3 dias.
Outro paciente, oblíqua: mucosa irregular.
Outro paciente, oblíqua: mucosa irregular.
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 35. Ver artigo
Hirschsprung de cólon total, menina de 2 dias
Pseudomicrocólon.
Pseudomicrocólon.
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 36. Ver artigo
o prematuro que não melhora O Hirschsprung de segmento longo pode ter a transição no mesmo lugar da imaturidade funcional. Prematuro com "imaturidade" que não melhora pede biópsia. A atresia de cólon (microcólon, o contraste para antes do ceco, com uma dobra) também se associa ao Hirschsprung.
Imaturidade funcional, prematuro de 30 semanas
Radiografia: alças dilatadas.
Radiografia: alças dilatadas.
Enema: cólon esquerdo fino com tampões de mecônio.
Enema: cólon esquerdo fino com tampões de mecônio.
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 37. Ver artigo
Atresia de cólon
Radiografia: bolhas de sabão e uma alça enorme.
Radiografia: bolhas de sabão e uma alça enorme.
Enema: microcólon que termina alto, com uma dobra.
Enema: microcólon que termina alto, com uma dobra.
Fonte: Gerrie SK, Navarro OM. RadioGraphics 2023;43(8):e230035, Fig. 32. Ver artigo

Enterocolite necrosante no US

A enterocolite necrosante é do prematuro de baixo peso (risco maior até 28 semanas e abaixo de 1.000 g), nas primeiras semanas; até 10% são a termo, sobretudo com cardiopatia. A radiografia é a primeira para gás; o US entra quando ela mostra abdome sem gás ou uma alça fixa, e mostra parede, fluxo, peristalse e líquido que a radiografia não vê.

Técnica e normalValor
TransdutorLinear de 9 MHz ou mais, quatro quadrantes, compressão leve e gradual
MicrovascularEscala de velocidade de cerca de 1 a 2 cm/s, ganho alto, caixa pequena
Parede normal1,1 a 2,6 mm · fina: menos de 1 mm
Fluxo normal1 a 9 pixels de cor por cm²
Peristalse normalPelo menos 10 contrações por minuto
AchadoSignificado
Mucosa e muscular hiperecogênicas, perda das camadasInflamação, fase inicial
Padrão em zebra, em Y, em anelHiperemia (inicial)
PneumatosePontos ecogênicos na parede com reverberação, que não se mexem com a peristalse · não acompanha a gravidade
Gás portalPontos que andam no fígado, picos no Doppler · a causa mais comum no recém-nascido é o cateter umbilical
PneumoperitônioFaixa ecogênica peritoneal, microbolhas que a radiografia não vê
Parede fina sem fluxoNecrose: o sinal mais preocupante
Líquido complexo ou coleçãoPerfuração (líquido anecoico não é específico)
Enterocolite inicial, prematuro de 34 semanas
Mucosa e muscular hiperecogênicas.
Mucosa e muscular hiperecogênicas.
Fonte: Inarejos Clemente EJ, Barber I, Navallas Irujo M, et al. RadioGraphics 2023;43(2):e220110, Fig. 1. Ver artigo
Padrão em zebra, prematuro de 32 semanas
Segmento longo inflamado.
Segmento longo inflamado.
Fonte: Inarejos Clemente EJ, Barber I, Navallas Irujo M, et al. RadioGraphics 2023;43(2):e220110, Fig. 2. Ver artigo
O mesmo paciente da primeira figura
Microvascular: hiperemia. Melhorou com 7 dias de tratamento clínico.
Microvascular: hiperemia. Melhorou com 7 dias de tratamento clínico.
Fonte: Inarejos Clemente EJ, Barber I, Navallas Irujo M, et al. RadioGraphics 2023;43(2):e220110, Fig. 3. Ver artigo
Pneumatose, prematura de 28 semanas
Padrão granular ecogênico na parede. Na cirurgia, 15 cm de necrose.
Padrão granular ecogênico na parede. Na cirurgia, 15 cm de necrose.
Fonte: Inarejos Clemente EJ, Barber I, Navallas Irujo M, et al. RadioGraphics 2023;43(2):e220110, Fig. 4. Ver artigo
Gás portal, prematuro de 30 semanas
Pontos ecogênicos no fígado. Melhorou com tratamento clínico.
Pontos ecogênicos no fígado. Melhorou com tratamento clínico.
Fonte: Inarejos Clemente EJ, Barber I, Navallas Irujo M, et al. RadioGraphics 2023;43(2):e220110, Fig. 5. Ver artigo
Pneumoperitônio, prematura de 27 semanas
Faixa ecogênica peritoneal com líquido. Íleo distal necrótico e perfurado.
Faixa ecogênica peritoneal com líquido. Íleo distal necrótico e perfurado.
Fonte: Inarejos Clemente EJ, Barber I, Navallas Irujo M, et al. RadioGraphics 2023;43(2):e220110, Fig. 6. Ver artigo
Necrose, prematuro de 31 semanas
Alça fina e dilatada, gás na parede, microbolhas no peritônio e líquido. 17 cm de íleo necrótico.
Alça fina e dilatada, gás na parede, microbolhas no peritônio e líquido. 17 cm de íleo necrótico.
Fonte: Inarejos Clemente EJ, Barber I, Navallas Irujo M, et al. RadioGraphics 2023;43(2):e220110, Fig. 7. Ver artigo
Perfuração com abscesso, prematura de 30 semanas
Coleção complexa septada.
Coleção complexa septada.
Fonte: Inarejos Clemente EJ, Barber I, Navallas Irujo M, et al. RadioGraphics 2023;43(2):e220110, Fig. 8. Ver artigo
o que pesa para a cirurgia Pneumoperitônio, líquido complexo e parede muito fina sem fluxo apontam para cirurgia; líquido anecoico e gás portal permitem tratamento clínico. O Doppler colorido comum perde o fluxo lento e superestima a isquemia: o microvascular é mais confiável. A doença é heterogênea (alça hiperêmica ao lado de alça necrótica) e muda rápido: repita o exame.
Heterogeneidade, prematura de 29 semanas
Espessamento, pneumatose e afilamento lado a lado.
Espessamento, pneumatose e afilamento lado a lado.
Microvascular: hiperemia ao lado de segmentos sem fluxo. Necrose de 5 cm.
Microvascular: hiperemia ao lado de segmentos sem fluxo. Necrose de 5 cm.
Fonte: Inarejos Clemente EJ, Barber I, Navallas Irujo M, et al. RadioGraphics 2023;43(2):e220110, Fig. 11. Ver artigo
Afilamento, prematura de 30 semanas
Parede fina com camadas descamando. 10 cm de necrose.
Parede fina com camadas descamando. 10 cm de necrose.
Fonte: Inarejos Clemente EJ, Barber I, Navallas Irujo M, et al. RadioGraphics 2023;43(2):e220110, Fig. 13. Ver artigo
Padrão em Y e segmento sem fluxo, prematura de 29 semanas
16 cm ressecados.
16 cm ressecados.
Fonte: Inarejos Clemente EJ, Barber I, Navallas Irujo M, et al. RadioGraphics 2023;43(2):e220110, Fig. 14. Ver artigo
Padrão em anel, prematuro de 28 semanas
Hiperemia. Melhorou com tratamento clínico.
Hiperemia. Melhorou com tratamento clínico.
Fonte: Inarejos Clemente EJ, Barber I, Navallas Irujo M, et al. RadioGraphics 2023;43(2):e220110, Fig. 15. Ver artigo
Fluxo diminuído, prematuro de 32 semanas
Microvascular: segmento sem fluxo. 13 cm ressecados.
Microvascular: segmento sem fluxo. 13 cm ressecados.
Fonte: Inarejos Clemente EJ, Barber I, Navallas Irujo M, et al. RadioGraphics 2023;43(2):e220110, Fig. 16. Ver artigo
O Doppler comum engana, prematura de 27 semanas
Doppler colorido: sem fluxo.
Doppler colorido: sem fluxo.
Microvascular: há fluxo. Melhorou com tratamento clínico.
Microvascular: há fluxo. Melhorou com tratamento clínico.
Fonte: Inarejos Clemente EJ, Barber I, Navallas Irujo M, et al. RadioGraphics 2023;43(2):e220110, Fig. 17. Ver artigo
Necrose de verdade, prematuro de 29 semanas
Doppler colorido: sem fluxo e líquido ecogênico.
Doppler colorido: sem fluxo e líquido ecogênico.
Microvascular: sem fluxo. Perfuração; 22 cm ressecados.
Microvascular: sem fluxo. Perfuração; 22 cm ressecados.
Fonte: Inarejos Clemente EJ, Barber I, Navallas Irujo M, et al. RadioGraphics 2023;43(2):e220110, Fig. 18. Ver artigo

Hérnia inguinal

Hérnia inguinalO que saber
Frequência1 a 5% dos recém-nascidos, 9 a 11% dos prematuros · estrangula em até 31%
EncarceradaAlça de parede grossa e hiperecogênica, fluxo muitas vezes aumentado
EstranguladaSem fluxo no Doppler colorido ou microvascular: cirurgia de urgência · a isquemia pode começar em 2 horas
Ovário no canal de NuckFolículos normais · torcido: massa heterogênea, fluxo no pedículo e não no ovário
Hérnia inguinal direita, menino de 2 semanas
Alça de delgado (SB) no canal; B = bexiga.
Alça de delgado (SB) no canal; B = bexiga.
Fonte: Inarejos Clemente EJ, Barber I, Navallas Irujo M, et al. RadioGraphics 2023;43(2):e220110, Fig. 28. Ver artigo
Hérnia encarcerada, menino de 5 dias
Alça hiperêmica. Reduzida na cirurgia.
Alça hiperêmica. Reduzida na cirurgia.
Fonte: Inarejos Clemente EJ, Barber I, Navallas Irujo M, et al. RadioGraphics 2023;43(2):e220110, Fig. 29. Ver artigo

Pontos de prova: alto rendimento

Vômito biliosoVolvo até prova em contrário
ProximalSeriografia ou US
DistalEnema contrastado
Atresia de esôfagoGás no abdome = fístula distal
Estenose do piloro≥ 3 mm, canal ≥ 12–16 mm
Piloro × JEG (junção esofagogástrica)Piloro junto da vesícula
ProstaglandinaHiperplasia foveolar
Atresia duodenalDupla bolha sem gás distal · T21
Membrana duodenalBiruta, gás distal
Dupla bolha + gás distalPensar em volvo
Rotação270° em volta da artéria
VolvoHorário, raiz estreita
Artéria × veiaVeia à direita · normal em até 30% da má rotação
3ª porçãoEntre aorta e artéria = normal
RedemoinhoHorário, o mais específico
Anti-horárioPseudovolvo
Seriografia normalJunção à esquerda do pedículo, altura do bulbo
Saca-rolhasAP e perfil
LaddVolvo de novo em 2–7%
Atresia ilealMicrocólon, níveis
Íleo meconialSem níveis, bolhas de sabão, fibrose cística
Volvo segmentarArtéria, veia e D3 normais
HirschsprungRelação retossigmoide invertida
ImaturidadePrematuro, cólon esquerdo fino, tampões
Cólon totalPseudomicrocólon
Parede fina< 1 mm
Gás portalCateter umbilical é a causa mais comum
NecroseParede fina sem fluxo
Líquido complexoPerfuração
Hérnia sem fluxoEstrangulada

Armadilhas e erros comuns

Erros

  • Esperar bile para pensar em volvo
  • Excluir má rotação porque a artéria e a veia estão normais
  • Avaliar artéria e veia por janela oblíqua
  • Chamar o pseudovolvo anti-horário de volvo
  • Tomar a junção esofagogástrica por piloro
  • Encher demais o estômago na seriografia
  • Esquecer o perfil na seriografia
  • Chamar de imaturidade funcional o Hirschsprung de segmento longo
  • Confiar no Doppler comum para dizer que a alça está isquêmica

Questões

Questões

uma passada rápida no que o caderno cobraQuestão 1 / 6
Questão 1

Recém-nascido de 5 dias com vômito bilioso. No US, qual achado praticamente exclui má rotação?

A 3ª porção do duodeno cruzando a linha média entre a aorta e a artéria mesentérica superior é retroperitoneal e indica rotação normal: é o sinal mais confiável para excluir má rotação. A relação artéria-veia é normal em até 30% das más rotações e não basta.
↑revisar esta parte do caderno · Má rotação e volvo do intestino médio
Questão 2

No US de um recém-nascido, a veia mesentérica e o mesentério giram em volta da artéria mesentérica superior. Qual dado favorece volvo?

O redemoinho do volvo gira em sentido horário (de cima para baixo) com o mesentério e as alças. O giro anti-horário de um ramo da veia, sem alça, é o pseudovolvo, normal. O alvo é da intussuscepção, e o cine com Doppler evita a confusão.
↑revisar esta parte do caderno · Má rotação e volvo do intestino médio
Questão 3

Recém-nascido com trissomia 21 e vômito bilioso nas primeiras horas. A radiografia mostra dupla bolha sem nenhum gás distal. A hipótese mais provável é:

Atresia duodenal: dupla bolha sem gás distal, vômito bilioso precoce, trissomia 21 em 25 a 30%. A membrana duodenal costuma deixar passar gás. Dupla bolha com gás distal pede US para excluir volvo.
↑revisar esta parte do caderno · Dupla bolha: atresia, pâncreas anular e membrana
Questão 4

Menino de 4 semanas com vômito em jato não bilioso. Qual conjunto confirma estenose hipertrófica do piloro?

Os critérios são músculo de 3 mm ou mais, canal de 12 a 16 mm ou mais e esvaziamento ausente ou mínimo. Mucosa espessa em todo o estômago sem músculo grosso é hiperplasia foveolar (prostaglandina); espessamento que some é piloroespasmo.
↑revisar esta parte do caderno · Bolha única: atresia pilórica e estenose hipertrófica
Questão 5

Recém-nascido a termo com distensão e mecônio que não sai. No enema, o reto é mais estreito que o sigmoide, com mucosa serrilhada. O diagnóstico mais provável é:

Relação retossigmoide invertida (reto menor que o sigmoide), transição nítida e mucosa serrilhada em bebê a termo sugerem Hirschsprung; a confirmação é a biópsia retal. Na imaturidade funcional (prematuro) a relação é normal e há tampões no cólon esquerdo fino.
↑revisar esta parte do caderno · Cólon: Hirschsprung e imaturidade funcional
Questão 6

Prematuro de 28 semanas com enterocolite necrosante. Qual achado do US mais sugere necessidade de cirurgia?

Parede fina sem fluxo (necrose), líquido complexo (perfuração) e pneumoperitônio pesam para cirurgia. Gás portal e líquido anecoico permitem tratamento clínico, a zebra é hiperemia inicial e a pneumatose não acompanha a gravidade.
↑revisar esta parte do caderno · Enterocolite necrosante no US
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Fontes.
Gerrie SK, Navarro OM. Imaging Features of Neonatal Bowel Obstruction. RadioGraphics 2023;43(8):e230035. doi:10.1148/rg.230035
Yousef A, Gerrie S, Hurteau-Miller J. Imaging Review of Intestinal Malrotation and Midgut Volvulus. RadioGraphics 2025;45(4):e240177. doi:10.1148/rg.240177 (artigo e apresentação de slides; usado no texto)
Inarejos Clemente EJ, Barber I, Navallas Irujo M, et al. US for Evaluation of Acute Abdominal Conditions in Neonates. RadioGraphics 2023;43(2):e220110. doi:10.1148/rg.220110

As fotos de cirurgia e o esquema da atresia em casca de maçã ficaram de fora; os slides da má rotação são quase todos esquemas e casos recortados, e as figuras vieram dos dois outros artigos. As fontes discordam na frequência da má rotação (1 em 500 nascidos num artigo; 3,9 por 10.000 no outro). Conferido em 07/10/2026.

Blocos marcados com + complemento são aprofundamentos opcionais, tirados das mesmas fontes.