Cadernos QRad 120 · Articulação Temporomandibular na TC e na RM
Cabeça e pescoço · ATM

Articulação Temporomandibular na TC e na RM

Fonte: Cayón-Somacarrera et al: 2024, RadioGraphics

A RM decide; a TC mostra o osso

Até 30% da população tem alguma disfunção da ATM (articulação temporomandibular), mais em mulheres jovens e de meia-idade, e só 5 a 10% dos sintomáticos precisam de tratamento. A imagem entra quando o tratamento conservador falha, quando se suspeita de desarranjo avançado, artrite ou tumor. A RM é o método de escolha (95% de acurácia para posição e forma do disco); a TC fica para o osso e o planejamento cirúrgico.

o que o laudo precisa dizer Posição do disco em boca fechada e em boca aberta (reduz ou não?), forma do disco, derrame ou sinovite, alterações ósseas e lado. Deslocamento de disco aparece em até 30% dos assintomáticos: o achado só tem peso com a clínica.

Anatomia e protocolo

EstruturaO que éNa RM
Disco articularFibrocartilagem bicôncava e avascular; banda anterior, zona intermediária (a mais fina) e banda posterior (a mais grossa); borda medial mais grossa que a lateralHipossinal homogêneo; no coronal, crescente preso ao côndilo pelos ligamentos colaterais
CompartimentosSuperior (fossa e disco): translação. Inferior (disco e côndilo): rotação. Não se comunicam
Zona bilaminarLâmina superior (elástica, no processo pós-glenoide) e inferior (colágena, no colo do côndilo), com plexo venoso entre elasNa boca aberta o plexo distende: hipersinal em T2 e realce, normais
SuperfíciesRevestidas de fibrocartilagem, não de cartilagem hialinaFibrocartilagem e cortical formam uma faixa escura única de espessura uniforme
Pterigóideo lateralPrincipal músculo da abertura; ventre superior no disco, inferior no colo do côndilo
Anatomia da ATM
Corte sagital: 1 banda anterior, 2 zona intermediária, 3 banda posterior, 4 lâmina retrodiscal inferior, 5 lâmina retrodiscal superior, 6 pterigóideo lateral; e
Corte sagital: 1 banda anterior, 2 zona intermediária, 3 banda posterior, 4 lâmina retrodiscal inferior, 5 lâmina retrodiscal superior, 6 pterigóideo lateral; em amarelo, a zona bilaminar.
Fonte: Cayón-Somacarrera S, Gutiérrez-Rodríguez R, Muñoz-Guerra MF, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240025, Fig. 1. Ver artigo
Boca fechada e boca aberta
Desenho, boca fechada.
Desenho, boca fechada.
RM sagital T2, boca fechada (números como no desenho anterior).
RM sagital T2, boca fechada (números como no desenho anterior).
Desenho, boca aberta: o côndilo desliza para a eminência.
Desenho, boca aberta: o côndilo desliza para a eminência.
RM sagital T2, boca aberta.
RM sagital T2, boca aberta.
Fonte: Cayón-Somacarrera S, Gutiérrez-Rodríguez R, Muñoz-Guerra MF, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240025, Fig. 2. Ver artigo
Disco normal no coronal
RM coronal T2: disco em crescente sobre o côndilo (asterisco).
RM coronal T2: disco em crescente sobre o côndilo (asterisco).
Fonte: Cayón-Somacarrera S, Gutiérrez-Rodríguez R, Muñoz-Guerra MF, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240025, Fig. 3. Ver artigo
Protocolo de RMComo
Sagital oblíquoBilateral, sequência sensível a líquido, boca fechada e aberta; perpendicular ao côndilo
Coronal oblíquoBilateral, T1, boca fechada; paralelo aos côndilos
Espessura3 mm ou menos
AberturaPassiva, controlada por dispositivo
ContrasteSó na suspeita de infecção, artrite inflamatória ou tumor (T1 com saturação de gordura em todos os planos)
TCBoca fechada e aberta, reformatações coronal e sagital oblíquas, filtro ósseo e de partes moles; 3D para cirurgia
+ complemento · amplitudes normais Rotação abre até 25 mm entre os incisivos; com a translação, até 50 mm. Lateralidade 10 mm, protrusão 9 mm, retrusão 1 mm.

Posição do disco

SituaçãoCritério
Normal, boca fechadaJunção banda posterior/zona bilaminar sobre a cabeça do côndilo, perto de 11 a 12 horas
Normal, boca abertaZona intermediária entre a eminência articular e o côndilo (posição de 12 horas)
Deslocamento anteriorJunção banda posterior/zona bilaminar à frente de 11 horas
DeslocamentoFrequência e plano
Anterior50%, o mais comum; sagital
Anterolateral30%
Lateral ou medialMelhor no coronal; no sagital, disco flutuante num corte em que o côndilo já não aparece
PosteriorRaro (até 0,7%): travamento súbito de boca aberta
ParcialBanda posterior normal em pelo menos um corte sagital
RotacionalSó a parte lateral do disco vai para a frente
Deslocamentos laterais
RM coronal T2: disco deslocado para fora (asterisco).
RM coronal T2: disco deslocado para fora (asterisco).
RM coronal T2: disco deslocado para dentro (asterisco).
RM coronal T2: disco deslocado para dentro (asterisco).
Fonte: Cayón-Somacarrera S, Gutiérrez-Rodríguez R, Muñoz-Guerra MF, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240025, Fig. 5. Ver artigo
Disco flutuante
RM sagital T2: disco deslocado lateralmente (seta) no mesmo corte do conduto auditivo (asterisco), sem côndilo.
RM sagital T2: disco deslocado lateralmente (seta) no mesmo corte do conduto auditivo (asterisco), sem côndilo.
Fonte: Cayón-Somacarrera S, Gutiérrez-Rodríguez R, Muñoz-Guerra MF, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240025, Fig. 6. Ver artigo
Com ou sem reduçãoCom reduçãoSem redução
Boca abertaO disco volta para cima do côndiloO disco continua à frente do côndilo
ClínicaEstalido; sintomas levesSem estalido, abertura limitada, dor, desvio da mandíbula (closed lock)
CondutaEm geral nenhumaCirurgia em ~10%, após 3 a 6 meses de tratamento conservador sem sucesso
Deslocamento anterior com redução
Boca fechada: disco à frente (asterisco).
Boca fechada: disco à frente (asterisco).
Boca aberta: o disco volta (asterisco); lâmina retrodiscal superior (seta).
Boca aberta: o disco volta (asterisco); lâmina retrodiscal superior (seta).
Fonte: Cayón-Somacarrera S, Gutiérrez-Rodríguez R, Muñoz-Guerra MF, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240025, Fig. 7. Ver artigo
Deslocamento anterior sem redução
Boca fechada: disco à frente (asterisco).
Boca fechada: disco à frente (asterisco).
Boca aberta: o disco continua à frente (asterisco), com ruptura da lâmina retrodiscal superior (seta).
Boca aberta: o disco continua à frente (asterisco), com ruptura da lâmina retrodiscal superior (seta).
Fonte: Cayón-Somacarrera S, Gutiérrez-Rodríguez R, Muñoz-Guerra MF, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240025, Fig. 8. Ver artigo
o disco que não reduz só na RM Alguns discos que não reduziram na RM de boca aberta estavam em posição normal na artroscopia, provavelmente porque sob anestesia a boca abre mais. A abertura passiva do exame pode não reproduzir a fisiológica.

Desarranjo interno avançado

AchadoO que éPista
Disco presoImóvel na boca aberta e fechada, por aderências (até 20%, recesso anterior do compartimento superior)A RM vê mal as aderências; a artroscopia vê e trata
Forma do discoBicôncavo no início; depois achatado, arredondado ou amassadoDisco deformado não volta a funcionar bem
Perfuração5 a 15%; deslocamento sem redução e artrose avançadaFalha no disco na boca aberta
DerrameLíquido em volta da banda anterior; mais comum sem reduçãoPossível sinal precoce de artrose
SinoviteSinóvia inflamadaRealça no T1 com saturação pós-contraste; derrame não realça
Ruptura da lâmina retrodiscal superiorFase tardia, lâminas afinadasDisco muito instável
Disco duploInserção inferior do pterigóideo lateral espessada, paralela ao disco anteriorizadoNão confundir com o disco
PseudodiscoTecido retrodiscal que fibrosa e passa a funcionar como discoExplica estalido sem dor
Disco preso
RM sagital T2, boca fechada: disco à frente (asterisco).
RM sagital T2, boca fechada: disco à frente (asterisco).
Boca aberta: o disco não se move.
Boca aberta: o disco não se move.
Fonte: Cayón-Somacarrera S, Gutiérrez-Rodríguez R, Muñoz-Guerra MF, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240025, Fig. 9. Ver artigo
Forma do disco
Achatado (asterisco).
Achatado (asterisco).
Arredondado (asterisco).
Arredondado (asterisco).
Amassado (asterisco).
Amassado (asterisco).
Fonte: Cayón-Somacarrera S, Gutiérrez-Rodríguez R, Muñoz-Guerra MF, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240025, Fig. 10. Ver artigo
Perfuração do disco
RM sagital T2, boca aberta: disco (asteriscos) perfurado (ponta de seta).
RM sagital T2, boca aberta: disco (asteriscos) perfurado (ponta de seta).
Fonte: Cayón-Somacarrera S, Gutiérrez-Rodríguez R, Muñoz-Guerra MF, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240025, Fig. 11. Ver artigo
Derrame
RM sagital T2, boca aberta: líquido (seta) em volta da banda anterior do disco (asterisco).
RM sagital T2, boca aberta: líquido (seta) em volta da banda anterior do disco (asterisco).
Fonte: Cayón-Somacarrera S, Gutiérrez-Rodríguez R, Muñoz-Guerra MF, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240025, Fig. 12. Ver artigo
Sinovite
T1 com saturação de gordura pós-contraste, boca fechada: realce sinovial intenso (seta).
T1 com saturação de gordura pós-contraste, boca fechada: realce sinovial intenso (seta).
Fonte: Cayón-Somacarrera S, Gutiérrez-Rodríguez R, Muñoz-Guerra MF, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240025, Fig. 13. Ver artigo
Ruptura da lâmina retrodiscal superior
RM sagital T2, boca aberta: disco amassado que não reduz (asterisco) e a ruptura (seta).
RM sagital T2, boca aberta: disco amassado que não reduz (asterisco) e a ruptura (seta).
Fonte: Cayón-Somacarrera S, Gutiérrez-Rodríguez R, Muñoz-Guerra MF, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240025, Fig. 14. Ver artigo
Disco duplo
RM sagital T2, boca fechada: disco à frente (asterisco) e, paralelo a ele, o tendão espessado do pterigóideo lateral (seta).
RM sagital T2, boca fechada: disco à frente (asterisco) e, paralelo a ele, o tendão espessado do pterigóideo lateral (seta).
Fonte: Cayón-Somacarrera S, Gutiérrez-Rodríguez R, Muñoz-Guerra MF, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240025, Fig. 15. Ver artigo
de onde vem a dor Do tecido retrodiscal, inervado e vascularizado, esmagado pelo côndilo quando o disco vai para a frente, sobretudo sem redução. Articulações dolorosas tendem a ter mais sinal em T2 e mais realce retrodiscal.

Artrose, anquilose e hipermobilidade

ArtroseAchados na TC e na RM
OndeFace anterossuperior do côndilo (a de carga)
SinaisEspaço reduzido, fenômeno de vácuo, erosões, côndilo achatado, osteófitos, esclerose, cistos, edema medular
LigaçãoDeslocamento sem redução leva à artrose
Limite da RMNão vê a condromalácia (a artroscopia vê amolecimento e rugas)
ClínicaImagem e sintoma se dissociam; dor tende a melhorar com a idade
CondutaConservador resolve mais de 70%; depois, artroscopia com lavagem e infiltração
Artrose
RM sagital T2: disco arredondado e deslocado (asterisco), com alterações do côndilo.
RM sagital T2: disco arredondado e deslocado (asterisco), com alterações do côndilo.
TC coronal: espaço perdido, côndilo achatado e osteófito inicial (seta).
TC coronal: espaço perdido, côndilo achatado e osteófito inicial (seta).
TC coronal: fenômeno de vácuo.
TC coronal: fenômeno de vácuo.
Fonte: Cayón-Somacarrera S, Gutiérrez-Rodríguez R, Muñoz-Guerra MF, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240025, Fig. 16. Ver artigo
Anquilose e hipermobilidadePontos
AnquiloseFibrosa ou óssea; trauma é a causa mais comum (até 63%), depois artrite (sobretudo AIJ, artrite idiopática juvenil), infecção e cirurgia; condilectomia e artroplastia
Hipermobilidade (open lock)O côndilo passa à frente do ápice da eminência e não volta; ligamentos frouxos
VariantesCôndilo bífido (0,48%; sulco anteroposterior congênito, mediolateral pós-trauma) e hiperplasia condilar (aumento uniforme, unilateral, assimetria facial)
Hiperplasia condilar
TC axial: côndilo direito aumentado (seta).
TC axial: côndilo direito aumentado (seta).
TC coronal: o aumento é uniforme (seta).
TC coronal: o aumento é uniforme (seta).
Fonte: Cayón-Somacarrera S, Gutiérrez-Rodríguez R, Muñoz-Guerra MF, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240025, Fig. 4. Ver artigo
Anquilose da ATM esquerda
TC coronal: espaço articular perdido, cortical irregular, osteófitos e ponte óssea.
TC coronal: espaço articular perdido, cortical irregular, osteófitos e ponte óssea.
TC sagital.
TC sagital.
Fonte: Cayón-Somacarrera S, Gutiérrez-Rodríguez R, Muñoz-Guerra MF, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240025, Fig. 17. Ver artigo
dois travamentos de boca aberta Disco deslocado para trás e hipermobilidade (côndilo à frente da eminência) travam a boca aberta. O sagital em boca aberta separa um do outro.

Artrites inflamatórias

ArtriteArtrite reumatoideArtrite idiopática juvenil
Acometimento da ATM50 a 75%; a artrite inflamatória do adulto que mais pega a ATMAté 87%; 70% sem sintomas
AchadosProliferação e realce sinovial (antes das erosões), derrame, erosões, côndilo achatado, edemaEspessamento e realce sinovial e derrame; depois erosões e destruição do disco
Risco próprioArtrite mutilante e anquiloseLesa a placa de crescimento: côndilos pequenos e retrognatia (bilateral) ou assimetria (unilateral)
ExameRM com contrasteRM com contraste; há quem rastreie no diagnóstico

Tumores e tratamento

LesãoImagemConduta
Osteocondromatose sinovialNódulos de cartilagem na sinóvia, no compartimento superior, com derrame; TC mostra os calcificados, RM mostra também os não calcificadosArtroscopia primeiro; aberta se corpos grandes, muitos ou mediais; recidiva não é rara
OsteocondromaTumor mais comum da ATM: massa óssea pediculada na face anterior do côndilo, com continuidade medular e corticalRessecção local ou condilectomia com prótese
Hiperplasia condilarAumento uniforme do côndilo (o osteocondroma é excrescência)Diferencial do osteocondroma
Osteocondromatose sinovial
RM sagital T2, boca fechada: nódulos escuros (setas).
RM sagital T2, boca fechada: nódulos escuros (setas).
TC sagital: corpos livres calcificados (seta).
TC sagital: corpos livres calcificados (seta).
Fonte: Cayón-Somacarrera S, Gutiérrez-Rodríguez R, Muñoz-Guerra MF, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240025, Fig. 18. Ver artigo
Osteocondromatose: nódulo não calcificado
RM sagital T2, boca aberta: nódulo no compartimento superior (seta).
RM sagital T2, boca aberta: nódulo no compartimento superior (seta).
Fonte: Cayón-Somacarrera S, Gutiérrez-Rodríguez R, Muñoz-Guerra MF, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240025, Fig. 19. Ver artigo
Osteocondroma do côndilo
TC coronal: excrescência óssea do côndilo (seta), com medular contínua.
TC coronal: excrescência óssea do côndilo (seta), com medular contínua.
TC sagital (seta).
TC sagital (seta).
Fonte: Cayón-Somacarrera S, Gutiérrez-Rodríguez R, Muñoz-Guerra MF, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240025, Fig. 20. Ver artigo
TratamentoQuando
ConservadorPlaca oclusal, fisioterapia, anti-inflamatório: resolve mais de 90%
ArtroscopiaSem melhora após 6 meses e dor > 3 na escala visual, com ou sem abertura < 35 mm; complicação 1,34%; achados mais comuns: condromalácia e sinovite, depois aderências
MeniscopexiaReposicionar o disco; aberta com parafuso tem baixo sucesso
DiscectomiaDisco que atrapalha; interposição de cartilagem auricular, gordura ou músculo temporal
Prótese totalÚltimo recurso: anquilose, artrite destrutiva, tumor, falha cirúrgica
Meniscopexia que falhou
RM sagital em densidade de prótons.
RM sagital em densidade de prótons.
Panorâmica ampliada: parafuso no côndilo (seta).
Panorâmica ampliada: parafuso no côndilo (seta).
RM sagital T2, boca fechada: disco à frente (asterisco) e disco duplo (ponta de seta).
RM sagital T2, boca fechada: disco à frente (asterisco) e disco duplo (ponta de seta).
Boca aberta: o disco não reduz, apesar da cirurgia (asterisco).
Boca aberta: o disco não reduz, apesar da cirurgia (asterisco).
Fonte: Cayón-Somacarrera S, Gutiérrez-Rodríguez R, Muñoz-Guerra MF, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240025, Fig. 21. Ver artigo
Discectomia
RM sagital gradiente-eco antes: disco à frente (asterisco).
RM sagital gradiente-eco antes: disco à frente (asterisco).
Depois: enxerto de cartilagem da orelha no lugar do disco (ponta de seta).
Depois: enxerto de cartilagem da orelha no lugar do disco (ponta de seta).
Fonte: Cayón-Somacarrera S, Gutiérrez-Rodríguez R, Muñoz-Guerra MF, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240025, Fig. 22. Ver artigo
Desarranjo grave tratado com prótese
Panorâmica: côndilo esquerdo achatado e irregular.
Panorâmica: côndilo esquerdo achatado e irregular.
TC sagital: côndilo deformado, com erosões e corpos livres calcificados (setas).
TC sagital: côndilo deformado, com erosões e corpos livres calcificados (setas).
Fonte: Cayón-Somacarrera S, Gutiérrez-Rodríguez R, Muñoz-Guerra MF, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240025, Fig. 24. Ver artigo

Pontos de prova: alto rendimento

Disco normal em boca fechadaBanda posterior às 11 a 12 h
Deslocamento mais comumAnterior (50%)
Não reduz na aberturaClosed lock
Lateral ou medialVer no coronal
Disco flutuanteDeslocamento lateral no sagital
Disco duploPterigóideo lateral espessado
Derrame × sinoviteSó a sinovite realça
Zona bilaminar clara na aberturaPlexo venoso: normal
ArtroseFace anterossuperior do côndilo
AnquiloseTrauma, até 63%
Tumor mais comumOsteocondroma
AIJAté 87%, 70% sem sintomas

Armadilhas e erros comuns

Erros

  • Fazer só boca fechada
  • Avaliar deslocamento lateral só no sagital
  • Chamar de disco o tendão do pterigóideo lateral
  • Chamar de doença o realce da zona bilaminar na abertura
  • Esperar ver aderência e condromalácia na RM
  • Confundir hiperplasia condilar com osteocondroma

Questões

Questões

uma passada rápida no que o caderno cobraQuestão 1 / 6
Questão 1

RM sagital da ATM em boca fechada: a junção da banda posterior com a zona bilaminar está às 9 horas sobre o côndilo. Na boca aberta, o disco continua à frente do côndilo. Diagnóstico:

Normal é 11 a 12 horas; à frente de 11 h é deslocamento anterior. Se o disco não volta na boca aberta, é sem redução (closed lock).
↑revisar esta parte do caderno · Posição do disco
Questão 2

Suspeita de deslocamento medial ou lateral do disco. Qual plano mostra melhor?

O coronal mostra os deslocamentos laterais e mediais. No sagital, a pista é o disco flutuante, num corte em que o côndilo já não aparece.
↑revisar esta parte do caderno · Posição do disco
Questão 3

Como separar derrame de sinovite na ATM?

A sinovite realça no T1 com saturação de gordura pós-contraste; o derrame não realça. Os dois são claros em T2.
↑revisar esta parte do caderno · Desarranjo interno avançado
Questão 4

Na RM em boca aberta, a zona bilaminar fica clara em T2 e realça com gadolínio. Interpretação:

A abertura distende o plexo venoso entre as lâminas retrodiscais: hipersinal em T2 e realce são esperados. Pseudodisco é o contrário, fibrose escura.
↑revisar esta parte do caderno · Anatomia e protocolo
Questão 5

Massa óssea pediculada na face anterior do côndilo, com cortical e medular contínuas com as do côndilo. Diagnóstico mais provável:

Osteocondroma, o tumor mais comum da ATM: a chave é a continuidade medular e cortical. A hiperplasia aumenta o côndilo de modo uniforme.
↑revisar esta parte do caderno · Tumores e tratamento
Questão 6

Na artrite idiopática juvenil, qual é a característica do acometimento da ATM?

A ATM é acometida em até 87%, e 70% não têm sintomas; a lesão da placa de crescimento dá côndilo pequeno e retrognatia.
↑revisar esta parte do caderno · Artrites inflamatórias
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Fonte.
Cayón-Somacarrera S, Gutiérrez-Rodríguez R, Muñoz-Guerra MF, Rodríguez-Campo FJ, Escorial-Hernández V, Ocón-Alonso EM. Unlocking the Temporomandibular Joint: CT, MRI, and Arthroscopic Correlation. RadioGraphics 2024;44(10):e240025. doi:10.1148/rg.240025. Autores de Santander e Madri, Espanha.

O protocolo da fonte pede coronal em T1, mas as figuras coronais são T2. A fonte não usa estadiamento (Wilkes ou outro), não trata de fratura do côndilo, luxação, necrose avascular, artrite séptica nem depósito de cristais. Tirei as fotos de artroscopia, de cirurgia e do implante. Conferido em 07/10/2026.

Blocos marcados com + complemento são aprofundamentos opcionais, tirados da mesma fonte.