Adolescente com curva torácica de 32° pelo método de Cobb. Na radiografia em inclinação lateral para o lado convexo, a curva cai para 18°. A curva é:
Medidas da Coluna na Radiografia
Números que mudam a conduta
A radiografia da coluna em pé dá medidas que decidem colete, cirurgia e o plano de uma artrodese. O segredo é a técnica: paciente em pé e livre, distância foco-filme de 100 a 150 cm, frente e perfil, e, para deformidade, a coluna inteira (da base do crânio às cabeças femorais). Radiografias dinâmicas mostram instabilidade (flexão e extensão) e flexibilidade da curva (inclinação lateral).
| Armadilha | Cuidado |
|---|---|
| Pelve torta | Diferença de comprimento dos membros maior que 2 cm |
| Cobertura | Frente de C7 às cabeças femorais com as costelas · perfil de C7 a S1 |
| Marcos escondidos | Joias, protetores, fivelas, ombros sobre a coluna torácica alta |
| Comparação | Mesma distância, mesmas vértebras terminais no seguimento |
Incidência de frente
| Medida de frente | Como | Valores |
|---|---|---|
| Cobb | Vértebras terminais (as mais inclinadas): placa superior da de cima e inferior da de baixo | Escoliose a partir de 10° · leve 10 a 25°, moderada 25 a 45°, grave acima de 45° |
| Linha vertical sacral central | Vertical pelo centro de S1; distância até o centro de C7 | Até 2 cm: equilibrado · mais de 2 a 4 cm: desequilíbrio coronal |
| Vértebra apical | A mais desviada da linha sacral · modificador lombar de Lenke A, B ou C | |
| Rotação (Nash-Moe) | Corpo em 6 faixas; posição do pedículo do lado convexo | 0 simétrico a IV além da linha média |
| Obliquidade pélvica | Diferença de altura entre tangentes às cristas ilíacas | Normal menor que 1 cm |
| Equilíbrio do ombro lateral | Ângulo e altura das clavículas | Ângulo menor que 2° · altura menor que 10 mm |
| Equilíbrio do ombro medial | Inclinação de T1 | Até 5° · inclinação para o lado da curva sugere curva torácica alta estrutural |
| Inclinação lateral | Radiografias em inclinação | Curva estrutural se continua maior que 25° ou se a cifose regional passa de 20° |






Incidência de perfil e dinâmica
| Medida de perfil | Como | Valores |
|---|---|---|
| Lordose cervical | Cobb de C2 a C7 ou tangentes posteriores | Cerca de 10,5° (Cobb) · 17,5° (tangentes) · os métodos não são intercambiáveis |
| Cifose torácica | T4 a T12 (mais reprodutível) ou T1 a T12 | T4–T12 cerca de 41° ± 7° · T1–T12 cerca de 49° ± 10° |
| Scheuermann (Sorensen) | Cifose maior que 40° · cunha de 5° ou mais em 3 vértebras seguidas · placas irregulares, nódulos de Schmorl | |
| Lordose lombar | L1 a S1 (ou L5) | L1–S1 cerca de 42 a 62° · L1–L5 cerca de 30 a 45° · L5–S1 carrega 40 a 50% da curva |
| Rotação sagital (flexão-extensão) | Ângulo entre as placas em flexão menos em extensão | Mais de 15 a 20°: instabilidade (voluntários normais chegam a 25°) |
| Translação (flexão-extensão) | Deslocamento da parede posterior entre as posições | Mais de 3 mm |
| Cóccix (em pé × sentado) | Ângulo entre os segmentos | Variação menor que 5°: rígido · maior que 25°: hipermóvel |











Equilíbrio sagital e pelve
| Parâmetro | Como | Valores |
|---|---|---|
| Eixo vertical sagital (SVA) | Prumo do centro de C7 até o canto posterossuperior de S1 | Desequilíbrio se maior que 5 cm |
| Incidência pélvica (PI) | Do meio das cabeças femorais ao meio da placa de S1, contra a perpendicular à placa | Fixa depois da maturidade · PI = PT (inclinação pélvica) + SS (declive sacral) |
| Lordose ideal | Cerca de PI + 10° (ou 0,6 × PI + 27°) · desencaixe se PI menos lordose maior que 10° | |
| Inclinação pélvica (PT) | Cabeça femoral ao centro do platô sacral, contra a vertical | Maior que 20°: retroversão (compensação) |
| Declive sacral (SS) | Platô sacral contra a horizontal | Normal 33 a 38° · inverso da PT |


Cervicotorácica e atlantoaxial
| Medida cervical | Como | Valores |
|---|---|---|
| Inclinação de T1 | Placa superior de T1 contra a horizontal | Média 20° · maior que 40° associa mau resultado |
| SVA cervical | Prumo de C2 até o canto posterossuperior de C7 | Maior que 40 mm: mau resultado |
| Ângulo do desfiladeiro torácico | T1 até a fúrcula, contra a perpendicular de T1 | Normal 70 a 80° |
| Intervalo atlantodental anterior | Arco anterior de C1 até o dente | Adulto: anormal acima de 2,5 a 3 mm · criança abaixo de 12 anos: acima de 4 mm · dinâmico: diferença maior que 2 mm |
| Intervalo atlantodental lateral | Massas laterais de C1 ao dente, na transoral | Assimetria maior que 2 a 3 mm no trauma levanta suspeita (muitas vezes é variante) |



Fratura, canal e maturidade
| Fratura, canal e maturidade | Como | Valores |
|---|---|---|
| Perda de altura | Média das vizinhas menos a menor altura da fraturada, dividida pela média | Limítrofe 10 a 20% · leve 20 a 25% · moderada 25 a 40% · grave acima de 40% |
| Razão anterior/posterior | Altura anterior ÷ posterior | Normal acima de 0,85 |
| Distância interpedicular | Entre pedículos ÷ largura do corpo (frente lombar) | Menor que 0,50: estenose possível · maior que 0,70: lesão expansiva ou erosão |
| Torg-Pavlov | Canal ÷ corpo (perfil cervical) | Menor que 0,8: estenose |
| Canal lombar | Corpo até a lâmina | Normal acima de 12 mm |
| Risser | Ossificação da apófise ilíaca | 0 a 5 · sistemas americano e europeu não são intercambiáveis |




Pontos de prova: alto rendimento
| Escoliose | Cobb ≥ 10° |
| Grave | Cobb > 45° |
| Equilíbrio coronal | C7 até 2 cm da linha sacral |
| Curva estrutural | > 25° na inclinação |
| Cifose T4–T12 | Cerca de 41° |
| Scheuermann | Cunha ≥ 5° em 3 vértebras |
| Instabilidade | Translação > 3 mm |
| SVA | > 5 cm desequilíbrio |
| Incidência pélvica | PI = PT + SS, fixa |
| Lordose ideal | PI + 10° |
| Retroversão | PT > 20° |
| Intervalo atlantodental | Adulto > 3 mm, criança > 4 mm |
| Torg-Pavlov | < 0,8 |
| Fratura grave | Perda > 40% |
Armadilhas e erros comuns
Erros
- Trocar as vértebras terminais no seguimento
- Comparar Cobb cervical com tangentes
- Medir cifose em T1 escondida pelos ombros
- Usar L1–L5 contra a incidência pélvica
- Chamar de instabilidade a rotação de 20° num paciente sem sintomas
- Fechar estenose pela radiografia
- Misturar Risser americano e europeu
Questões
Questões
uma passada rápida no que o caderno cobraQuestão 1 / 6Na radiografia de frente, o centro de C7 está 3 cm à direita da linha vertical sacral central. Isso indica:
Critério de Sorensen para a doença de Scheuermann:
Incidência pélvica de 60° e inclinação pélvica de 25°. O declive sacral e a interpretação são:
Adulto com artrite, perfil cervical em flexão: intervalo atlantodental anterior de 5 mm. Interpretação:
Fratura vertebral com 30% de perda de altura em relação à média das vizinhas. A graduação é:
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Coelho de Arruda PH, Borher Moreira PE, dos Reis Morimoto L, et al. Key Spine Measurements: A Radiographic Guide. RadioGraphics 2026;46(9):e260023 (artigo e apresentação em slides). doi:10.1148/rg.260023
A apresentação define o desencaixe entre incidência pélvica e lordose de dois jeitos (lordose menor que PI + 10° e PI menos lordose maior que 10°). As medidas craniocervicais (Powers, Wackenheim, Chamberlain, McGregor) e a graduação de Meyerding não estão na fonte. Os slides entraram só com as radiografias e as linhas de medida; os quadros de passo a passo em inglês e as fotos de pacientes ficaram de fora. Conferido em 07/10/2026.
Blocos marcados com + complemento são aprofundamentos opcionais, tirados da mesma fonte.