Cadernos QRad 57 · Distorção Arquitetural, Triangulação e Tomossíntese
Mama · mamografia diagnóstica

Distorção Arquitetural, Triangulação e Tomossíntese

Fontes: Retson et al: 2024, Lorente-Ramos et al: 2026 e Horvat et al: 2019, RadioGraphics

Os achados que mais escapam

Três assuntos que se cruzam na mamografia diagnóstica: a distorção arquitetural, o achado sutil que mais se deixa passar; a triangulação, que diz onde está uma lesão vista numa incidência só; e as calcificações na tomossíntese, onde a tomossíntese ajuda menos do que nas massas e distorções.

SiglaO que é
CC · MLOCraniocaudal · oblíqua mediolateral (as duas de rotina)
ML · LMPerfil a 90° (mediolateral ou lateromedial)
DBTTomossíntese mamária digital
SM (s2D)Mamografia sintetizada, a 2D reconstruída da tomossíntese
CEMMamografia contrastada (imagem de baixa energia e recombinada)

Distorção arquitetural

O BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System) define a distorção arquitetural (DA) na mamografia como distorção do parênquima sem massa definida visível: linhas finas retas ou espículas que irradiam de um ponto, e retração ou retificação focal na borda do parênquima. Está em 6% das alterações do rastreamento e em 4% dos cânceres de mama, e é o sinal de câncer que mais se deixa passar.

MétodoComo aparece
MamografiaAchado primário: espículas que irradiam de um centro, sem massa · ou achado associado a massa, assimetria ou calcificações
TomossínteseDetecta quase o dobro de DA que a 2D (menos sobreposição) · VPP (valor preditivo positivo) da DA suspeita na DBT de 43 a 50,7%, menor que na 2D, mas DA confirmada continua suspeita
USAchado associado: o efeito da massa em volta · ligamentos de Cooper retificados ou dobrados, planos apagados, ductos desviados, halo ecogênico
RMAchado sem realce (retração e distorção focal) ou associado a realce
A distorção nos três métodos
Sintetizada: distorção clássica (círculo).
Sintetizada: distorção clássica (círculo).
US: distorção (setas) em volta de uma massa hipoecogênica com sombra.
US: distorção (setas) em volta de uma massa hipoecogênica com sombra.
RM, outra paciente com carcinoma ductal invasivo novo: a distorção associada (círculo).
RM, outra paciente com carcinoma ductal invasivo novo: a distorção associada (círculo).
Fonte: Retson T, Kocher P, Anaam D, et al. RadioGraphics 2024;44(9):e240024, apresentação, slide 7. Ver artigo
Massa com distorção associada, 55 anos, carcinoma ductal invasivo palpável
Mamografia: massa irregular que repuxa um ligamento de Cooper (setas).
Mamografia: massa irregular que repuxa um ligamento de Cooper (setas).
US: ligamentos de Cooper dobrados e retificados (setas).
US: ligamentos de Cooper dobrados e retificados (setas).
RM: massa irregular com distorção (retângulo).
RM: massa irregular com distorção (retângulo).
Fonte: Retson T, Kocher P, Anaam D, et al. RadioGraphics 2024;44(9):e240024, apresentação, slide 11. Ver artigo
A distorção na tomossíntese, 83 anos, carcinoma ductal invasivo
Sintetizada: distorção (círculo).
Sintetizada: distorção (círculo).
Um corte da tomossíntese: a mesma distorção, mais nítida sem a sobreposição (círculo).
Um corte da tomossíntese: a mesma distorção, mais nítida sem a sobreposição (círculo).
Fonte: Retson T, Kocher P, Anaam D, et al. RadioGraphics 2024;44(9):e240024, apresentação, slide 28. Ver artigo
a regra do BI-RADS Sem história de trauma ou cirurgia no local, distorção arquitetural é suspeita (câncer ou cicatriz radial) e pede diagnóstico histológico. A imagem não separa a DA benigna da maligna. Puxam para maligno: calcificações suspeitas, massa associada, margens angulares no US, distorção densa.

Causas benignas

CausaPista
Cicatriz cirúrgicaA causa mais comum de longe · exige história de cirurgia no mesmo lugar (até 6 meses depois de biópsia cirúrgica, DA em mais de 80% das mamografias) · necrose gordurosa, calcificações, retração e espessamento da pele · cicatriz de mamoplastia redutora pode ser exuberante
Necrose gordurosaDistorção com calcificações em anel · pode imitar câncer
Cicatriz radial e lesão esclerosante complexaNão é cicatriz: centro de ductos e lóbulos irradiados com alterações proliferativas · a lesão complexa tem mais de 1 cm · o centro gorduroso ("estrela negra") não é específico · é o achado benigno mais comum na biópsia de DA, e é concordante
Adenose esclerosanteCalcificações amorfas, distorção ou massa · pode coexistir com câncer
FibromatoseMassa com distorção · rara, pode se associar a implante
Tumor de células granularesRaro · excisão
Cicatriz cirúrgica
Mamografia depois de cirurgia: distorção (círculo) com calcificação (seta amarela) e retração da pele (seta verde).
Mamografia depois de cirurgia: distorção (círculo) com calcificação (seta amarela) e retração da pele (seta verde).
Fonte: Retson T, Kocher P, Anaam D, et al. RadioGraphics 2024;44(9):e240024, apresentação, slide 14. Ver artigo
Cicatriz junto da lumpectomia, 65 anos (câncer aos 45, cirurgia e radioterapia)
Rastreamento: distorção às 2 horas da mama direita (círculo).
Rastreamento: distorção às 2 horas da mama direita (círculo).
Ampliação localizada: distorção junto da cicatriz da lumpectomia (círculo).
Ampliação localizada: distorção junto da cicatriz da lumpectomia (círculo).
US: alteração hipoecogênica irregular com sombra (setas). Biópsia: fibrose cicatricial.
US: alteração hipoecogênica irregular com sombra (setas). Biópsia: fibrose cicatricial.
Fonte: Retson T, Kocher P, Anaam D, et al. RadioGraphics 2024;44(9):e240024, apresentação, slide 16. Ver artigo
Necrose gordurosa na mamografia contrastada, 88 anos (câncer 7 anos antes, marca-passo que impedia a RM)
CEM, baixa energia e recombinada: retração e distorção (círculo) e áreas de realce heterogêneo (setas).
CEM, baixa energia e recombinada: retração e distorção (círculo) e áreas de realce heterogêneo (setas).
A outra incidência: várias áreas de necrose gordurosa (setas).
A outra incidência: várias áreas de necrose gordurosa (setas).
Fonte: Retson T, Kocher P, Anaam D, et al. RadioGraphics 2024;44(9):e240024, apresentação, slide 12. Ver artigo
olhe o que muda perto da cicatriz Cicatriz de cirurgia de câncer estável é BI-RADS 2. Achado novo junto dela (calcificações, mais densidade, assimetria nova) pede investigação: uma assimetria nova junto da cicatriz de uma mastopexia era um carcinoma ductal invasivo.
Cicatrizes de mamoplastia
Assimetria nova junto da cicatriz de mastopexia (círculo); no US, massa hipoecogênica com halo ecogênico grosso (seta). Carcinoma ductal invasivo.
Assimetria nova junto da cicatriz de mastopexia (círculo); no US, massa hipoecogênica com halo ecogênico grosso (seta). Carcinoma ductal invasivo.
Outra paciente: distorção por cicatrizes exuberantes de mamoplastia redutora (seta).
Outra paciente: distorção por cicatrizes exuberantes de mamoplastia redutora (seta).
A outra incidência da mesma paciente (seta).
A outra incidência da mesma paciente (seta).
Fonte: Retson T, Kocher P, Anaam D, et al. RadioGraphics 2024;44(9):e240024, apresentação, slide 15. Ver artigo
Lesão na biópsiaCom atipiaSem atipia
Cicatriz radialExcisão ou seguimento próximo, conforme tamanho e sintomaSeguimento por imagem se pequena e bem amostrada · excisão se subamostrada, suspeita ou dolorosa
Lesão esclerosante complexaExcisão (atipia e câncer junto)Seguimento próximo, excisão se mudar
Adenose esclerosanteExcisão pode ser considerada, ou observaçãoSeguimento
FibromatoseExcisão ampla (recidiva local)Seguimento, excisão se crescer
Tumor de células granularesExcisãoExcisão
Lesão esclerosante complexa, 48 anos
Rastreamento: distorção (círculo).
Rastreamento: distorção (círculo).
A outra incidência (círculo).
A outra incidência (círculo).
Mamografia diagnóstica confirma (círculo).
Mamografia diagnóstica confirma (círculo).
US: distorção (setas). Estereotaxia: lesão esclerosante complexa.
US: distorção (setas). Estereotaxia: lesão esclerosante complexa.
RM: distorção de 1,4 cm em volta do clipe (retângulo), lesão papilar esclerosante.
RM: distorção de 1,4 cm em volta do clipe (retângulo), lesão papilar esclerosante.
Fonte: Retson T, Kocher P, Anaam D, et al. RadioGraphics 2024;44(9):e240024, apresentação, slide 18. Ver artigo
Cicatrizes radiais
68 anos: linhas retas irradiando do centro (círculo).
68 anos: linhas retas irradiando do centro (círculo).
57 anos: o mesmo aspecto (círculo), também cicatriz radial.
57 anos: o mesmo aspecto (círculo), também cicatriz radial.
27 anos: US (setas) e mamografia (círculo) com distorção; cicatriz radial, sem upgrade na cirurgia.
27 anos: US (setas) e mamografia (círculo) com distorção; cicatriz radial, sem upgrade na cirurgia.
36 anos, palpável: distorção na mamografia (círculo).
36 anos, palpável: distorção na mamografia (círculo).
RM: cicatriz radial sem realce (círculo); sem upgrade na cirurgia.
RM: cicatriz radial sem realce (círculo); sem upgrade na cirurgia.
Fonte: Retson T, Kocher P, Anaam D, et al. RadioGraphics 2024;44(9):e240024, apresentação, slide 19. Ver artigo
Adenose esclerosante, 56 anos
Rastreamento: distorção às 12 horas da mama esquerda (círculo).
Rastreamento: distorção às 12 horas da mama esquerda (círculo).
Mamografia diagnóstica: distorção com calcificações (círculo).
Mamografia diagnóstica: distorção com calcificações (círculo).
US: massa hipoecogênica irregular, de margens angulares e com sombra (setas). BI-RADS 4; biópsia: adenose esclerosante, concordante.
US: massa hipoecogênica irregular, de margens angulares e com sombra (setas). BI-RADS 4; biópsia: adenose esclerosante, concordante.
Fonte: Retson T, Kocher P, Anaam D, et al. RadioGraphics 2024;44(9):e240024, apresentação, slide 20. Ver artigo

Numa série, a DA com atipia na biópsia subiu para câncer em 28% na cirurgia; sem atipia, em 2%.

Causas malignas

TumorComo se mostra
Carcinoma ductal invasivoEspículas que irradiam de uma massa central · a DA não é a forma mais comum dele
Carcinoma lobular invasivoDA pura é frequente (cresce em fila, sem formar massa) · multicêntrico, a RM acha focos a mais
Carcinoma in situMicrocalcificações com distorção · até 10% se apresenta como DA pura (2 a 10%)
Carcinomas invasivos
39 anos: distorção mais clara na compressão localizada.
39 anos: distorção mais clara na compressão localizada.
US do mesmo caso: massa irregular, não paralela, de margens angulares (setas amarelas), carcinoma ductal invasivo; embaixo, 69 anos: distorção vista só na tomos
US do mesmo caso: massa irregular, não paralela, de margens angulares (setas amarelas), carcinoma ductal invasivo; embaixo, 69 anos: distorção vista só na tomossíntese (círculo).
US da paciente de 69 anos: massa com ligamentos de Cooper retificados e dobrados (setas). Carcinoma lobular invasivo.
US da paciente de 69 anos: massa com ligamentos de Cooper retificados e dobrados (setas). Carcinoma lobular invasivo.
RM: massa espiculada com o artefato do clipe (seta).
RM: massa espiculada com o artefato do clipe (seta).
Fonte: Retson T, Kocher P, Anaam D, et al. RadioGraphics 2024;44(9):e240024, apresentação, slide 22. Ver artigo
Carcinoma lobular invasivo, 61 anos
US: massa irregular com distorção (seta).
US: massa irregular com distorção (seta).
Mamografia: distorção no rastreamento (círculo).
Mamografia: distorção no rastreamento (círculo).
A outra incidência (círculo).
A outra incidência (círculo).
RM: outras massas pequenas (setas), mais focos de carcinoma lobular e carcinoma lobular in situ; multicêntrico, a mais de 5 cm.
RM: outras massas pequenas (setas), mais focos de carcinoma lobular e carcinoma lobular in situ; multicêntrico, a mais de 5 cm.
Fonte: Retson T, Kocher P, Anaam D, et al. RadioGraphics 2024;44(9):e240024, apresentação, slide 24. Ver artigo
Carcinoma in situ que distorce
66 anos: distorção no rastreamento com tomossíntese (círculo).
66 anos: distorção no rastreamento com tomossíntese (círculo).
US: massa irregular com sombra (seta). Carcinoma in situ microinvasivo sobre adenose esclerosante.
US: massa irregular com sombra (seta). Carcinoma in situ microinvasivo sobre adenose esclerosante.
50 anos: distorção no quadrante superolateral esquerdo, mais clara na compressão localizada (círculo).
50 anos: distorção no quadrante superolateral esquerdo, mais clara na compressão localizada (círculo).
US: massa irregular com distorção (setas). Carcinoma in situ de alto grau com cicatriz radial.
US: massa irregular com distorção (setas). Carcinoma in situ de alto grau com cicatriz radial.
Fonte: Retson T, Kocher P, Anaam D, et al. RadioGraphics 2024;44(9):e240024, apresentação, slide 26. Ver artigo
por que o câncer distorce Desmoplasia: fibrose densa em volta do tumor, com estroma mais celular, que dá o aspecto estrelado. No carcinoma in situ, esclerose intersticial em volta dos ductos e tumor dentro dos ligamentos de Cooper.

Roteiro e conduta

PassoO que fazer
1. HistóriaCirurgia ou trauma no local? Cicatriz explica a DA (BI-RADS 2)
2. ConfirmarCompressão localizada, com ou sem tomossíntese · vista numa incidência só: incidências adicionais
3. USProcurar a massa: correlato no US vale biópsia guiada por US, e DA com achado no US tem mais chance de ser câncer
4. CaracterizarDA isolada ou com massa, assimetria, calcificações
5. BiopsiarBI-RADS 4 ou 5 e biópsia por agulha grossa · sem correlato no US: estereotaxia ou tomossíntese
6. ConcordânciaResultado benigno não concordante (ex.: lesão fibroepitelial, hiperplasia estromal pseudoangiomatosa) pede nova biópsia ou excisão · cicatriz radial é concordante
RM e CEMPara mama densa com mamografia indeterminada, em casos escolhidos · a RM não separa cicatriz radial de câncer
Discordância radiopatológica, 35 anos com massa palpável
Mamografia diagnóstica: distorção às 11 horas (círculo).
Mamografia diagnóstica: distorção às 11 horas (círculo).
Detalhe da distorção (círculo).
Detalhe da distorção (círculo).
US: massa irregular, não paralela, espiculada (setas); RM: massa espiculada que realça (retângulo). Duas biópsias benignas e discordantes; a cirurgia mostrou ci
US: massa irregular, não paralela, espiculada (setas); RM: massa espiculada que realça (retângulo). Duas biópsias benignas e discordantes; a cirurgia mostrou cicatriz radial.
Fonte: Retson T, Kocher P, Anaam D, et al. RadioGraphics 2024;44(9):e240024, apresentação, slide 32. Ver artigo
Distorção sem correlato no US, 41 anos
Rastreamento: distorção (círculo).
Rastreamento: distorção (círculo).
US sem alteração correspondente.
US sem alteração correspondente.
Biópsia guiada por tomossíntese no centro da distorção: cicatriz radial.
Biópsia guiada por tomossíntese no centro da distorção: cicatriz radial.
Fonte: Retson T, Kocher P, Anaam D, et al. RadioGraphics 2024;44(9):e240024, apresentação, slide 31. Ver artigo
DA não é BI-RADS 3 Na biópsia guiada por tomossíntese de DA vista só na tomossíntese, sem correlato no US, 19% eram câncer, quase sempre lobular. Seguir DA como provavelmente benigna é inaceitável. Outro erro: chamar para revisão só com ampliação, que não reproduz a distorção, e mandar para controle em 6 meses; a compressão localizada (de preferência com tomossíntese) é a que acentua a DA.
O erro de seguir a distorção, 73 anos
Rastreamento: distorção às 12 horas (círculos); embaixo, o US 6 meses depois: massa irregular, não paralela, de margem angular que dobra um ligamento de Cooper
Rastreamento: distorção às 12 horas (círculos); embaixo, o US 6 meses depois: massa irregular, não paralela, de margem angular que dobra um ligamento de Cooper (seta).
Compressão localizada com tomossíntese 6 meses depois: a distorção acentuada. Carcinoma ductal invasivo; a revisão inicial só com ampliação não a reproduziu.
Compressão localizada com tomossíntese 6 meses depois: a distorção acentuada. Carcinoma ductal invasivo; a revisão inicial só com ampliação não a reproduziu.
Fonte: Retson T, Kocher P, Anaam D, et al. RadioGraphics 2024;44(9):e240024, apresentação, slide 35. Ver artigo
ArmadilhaSaída
Mama densa esconde a DACompressão localizada, ampliação, tomossíntese
Vista numa incidência sóIncidências adicionais (a orientação das espículas em relação ao plano)
Biópsia não pegouErro de amostragem: correlacionar e repetir com outra técnica

Onde está a lesão: triangulação

A mama tem poucos pontos de referência; o único fixo é a papila. Cada incidência informa um eixo: a CC diz com segurança se a lesão é medial ou lateral; o perfil a 90° (ML ou LM), se é superior ou inferior. A MLO, que mostra mais tecido e é a incidência mais importante do rastreamento, não diz com segurança se a lesão está acima ou abaixo da papila, porque o feixe é oblíquo.

IncidênciaO que conferir
MLO corretaPapila de perfil · peitoral maior até a altura da papila · sulco inframamário aberto
CC corretaPapila centrada e de perfil · espaço retromamário visível
Linha papilar posteriorDa papila ao peitoral (na CC, à borda da imagem) · diferença de até 10 mm entre CC e MLO
Perfil a 90°A incidência adicional mais usada · a lesão o mais perto possível do detector
Por que a lesão anda entre as incidências
A mesma lesão lateral (esfera) projetada no detector da CC, da MLO e do perfil: a posição em relação à papila muda conforme o ângulo do feixe.
A mesma lesão lateral (esfera) projetada no detector da CC, da MLO e do perfil: a posição em relação à papila muda conforme o ângulo do feixe.
Fonte: Lorente-Ramos RM, Azpeitia Armán J, Azpeitia-Hernández J, Juan-Porter M. RadioGraphics 2026;46(3):e250096, apresentação, slide 23. Ver artigo
medial sobe, lateral desce Do MLO para o perfil a 90°, a lesão medial sobe e a lateral desce (em inglês, Muffins Rise, Lead Falls: o bolinho cresce, o chumbo afunda). A lesão central não muda de altura. Quanto mais longe da papila, mais ela anda; perto da papila quase não anda, e a triangulação falha.
MétodoComo fazer
Da linhaAlinhe as papilas das três incidências na mesma altura, com a MLO no meio (CC, MLO, ML) · uma reta pela lesão nas duas em que ela aparece mostra onde procurar na terceira
Da distânciaMeça a distância da lesão à base da papila na incidência em que ela aparece e trace um arco com esse raio, centrado na papila, nas outras · a lesão está no arco · dá para fazer de cabeça
Método da linha, 65 anos, carcinoma ductal invasivo na mama esquerda
Perfil, MLO e CC com as papilas alinhadas: a reta passa pela lesão nas três (círculos). Abaixo da papila na MLO, ela está de fato acima no perfil.
Perfil, MLO e CC com as papilas alinhadas: a reta passa pela lesão nas três (círculos). Abaixo da papila na MLO, ela está de fato acima no perfil.
US: nódulo hipoecogênico com sombra (seta).
US: nódulo hipoecogênico com sombra (seta).
Fonte: Lorente-Ramos RM, Azpeitia Armán J, Azpeitia-Hernández J, Juan-Porter M. RadioGraphics 2026;46(3):e250096, apresentação, slide 24. Ver artigo
Erro comumA verdade
Usar só a MLOSempre com pelo menos outra incidência
"Acima da papila na MLO"Pode estar abaixo (e vice-versa): faça o perfil
Alta e posterior junto do peitoral na MLO = quadrante superolateralPode estar no superomedial
Centrada na papila na MLO = 3 ou 9 horasPode estar em qualquer lado · se é lateral na CC, desce no perfil: quadrante inferolateral
Ignorar o que aparece numa incidência sóAchado que parece real numa incidência é real até prova em contrário
a teoria e a mama real A mama não é meia esfera e não se comprime igual em todos os quadrantes; o feixe diverge na periferia das mamas grandes; e a MLO não sai sempre a 45° (varia de 30 a 60°). Se a MLO saiu mais fechada ou mais aberta, a lesão se desloca em direção à CC ou ao perfil. A tomossíntese resolveu boa parte desse problema, mas não todo.

Incidências adicionais

IncidênciaPara quê
Compressão localizadaSeparar tecido sobreposto e acentuar distorção ou margem
AmpliaçãoCaracterizar calcificações (morfologia, número, extensão)
Rotacionadas (CC e MLO)O feixe não muda, só a mama gira · o achado some = sobreposição · o achado que anda junto com a parte de cima da mama está na metade superior; o que anda ao contrário, na inferior
Sulco intermamário (cleavage)As duas mamas juntas, puxadas para a frente: tecido posteromedial e lesões no sulco
CC exagerada lateral e CleópatraParte lateral e prolongamento axilar, quando a lesão só aparece na cauda axilar da MLO
TangencialPele ou parênquima? Marcador na pele sobre o achado (pela placa fenestrada) e feixe tangente ali · quadrantes superiores pela CC, inferiores pelo perfil · com a tomossíntese é menos necessária
Manobra de EklundImplante empurrado para trás e tecido puxado para a frente · completa as incidências de rotina, não substitui (perde o tecido posterior)
Incidência do sulco intermamário, 53 anos com nódulo palpável no quadrante inferomedial
CEM em CC: massa pouco visível (seta).
CEM em CC: massa pouco visível (seta).
CEM no sulco intermamário, baixa energia: duas massas irregulares (pontas de seta).
CEM no sulco intermamário, baixa energia: duas massas irregulares (pontas de seta).
Recombinada: as duas massas realçam de forma heterogênea (pontas de seta).
Recombinada: as duas massas realçam de forma heterogênea (pontas de seta).
Como se posiciona: as duas mamas juntas no detector.
Como se posiciona: as duas mamas juntas no detector.
RM (projeção de intensidade máxima): confirma as massas (setas). Carcinoma ductal invasivo.
RM (projeção de intensidade máxima): confirma as massas (setas). Carcinoma ductal invasivo.
Fonte: Lorente-Ramos RM, Azpeitia Armán J, Azpeitia-Hernández J, Juan-Porter M. RadioGraphics 2026;46(3):e250096, apresentação, slide 44. Ver artigo
Incidência de Cleópatra
MLO com ampliação: calcificações agrupadas no quadrante superior (círculo), que não apareciam na CC.
MLO com ampliação: calcificações agrupadas no quadrante superior (círculo), que não apareciam na CC.
CC e CC forçada lateral (Cleópatra), que mostra as calcificações (círculo).
CC e CC forçada lateral (Cleópatra), que mostra as calcificações (círculo).
Fonte: Lorente-Ramos RM, Azpeitia Armán J, Azpeitia-Hernández J, Juan-Porter M. RadioGraphics 2026;46(3):e250096, apresentação, slide 45. Ver artigo
Incidência tangencial
61 anos: calcificações heterogêneas na MLO (seta), que a tangencial mostra na pele (seta).
61 anos: calcificações heterogêneas na MLO (seta), que a tangencial mostra na pele (seta).
50 anos: assimetria sutil na MLO (seta), confirmada na tangencial com marcador (seta). Necrose gordurosa.
50 anos: assimetria sutil na MLO (seta), confirmada na tangencial com marcador (seta). Necrose gordurosa.
Fonte: Lorente-Ramos RM, Azpeitia Armán J, Azpeitia-Hernández J, Juan-Porter M. RadioGraphics 2026;46(3):e250096, apresentação, slide 46. Ver artigo
Manobra de Eklund, 50 anos com implantes e nódulo palpável
CEM, baixa energia: o implante esconde o tecido.
CEM, baixa energia: o implante esconde o tecido.
Recombinada: artefato do implante.
Recombinada: artefato do implante.
Com a manobra de Eklund, baixa energia: o tecido puxado para a frente.
Com a manobra de Eklund, baixa energia: o tecido puxado para a frente.
Recombinada com a manobra: massas irregulares que realçam (setas).
Recombinada com a manobra: massas irregulares que realçam (setas).
US: massas com sombra (setas).
US: massas com sombra (setas).
RM: massa que realça (seta). Carcinoma ductal invasivo.
RM: massa que realça (seta). Carcinoma ductal invasivo.
Fonte: Lorente-Ramos RM, Azpeitia Armán J, Azpeitia-Hernández J, Juan-Porter M. RadioGraphics 2026;46(3):e250096, apresentação, slide 47. Ver artigo

Calcificações na tomossíntese

A tomossíntese faz várias projeções num arco e reconstrói cortes: o plano focal fica nítido e o resto borra. A dose vai de pouco menos a mais que o dobro da 2D; a sintetizada (2D reconstruída dos mesmos dados) substitui a 2D e corta 40 a 50% da dose do conjunto. O ganho dos estudos (mais câncer detectado, menos reconvocação) veio das massas, assimetrias e distorções; para calcificações, não houve ganho significativo, e algumas aparecem menos.

EstudoAchado
Oslo (DBT + 2D × 2D)Câncer por mil: 9,3 × 6,3 · especificidade 97,5 × 96,4%
STORM-2Câncer por mil: DBT + sintetizada 8,8 · DBT + 2D 8,5 · só 2D 6,3
TOMMYSensibilidade para calcificação dominante: DBT + 2D = 2D = 88% · DBT + sintetizada 85%
ConspicuidadeDBT igual ou melhor que a 2D em até 92% dos casos nos estudos mais novos (43% no primeiro)
Três grupos de calcificações amorfas, 56 anos, carcinoma in situ
MLO digital: o grupo de cima (amarelo) aparece mais que o de baixo (vermelho).
MLO digital: o grupo de cima (amarelo) aparece mais que o de baixo (vermelho).
MLO sintetizada: o grupo de baixo (vermelho) aparece mais. Nos cortes da tomossíntese, os três ficavam claros.
MLO sintetizada: o grupo de baixo (vermelho) aparece mais. Nos cortes da tomossíntese, os três ficavam claros.
Fonte: Horvat JV, Keating DM, Rodrigues-Duarte H, Morris EA, Mango VL. RadioGraphics 2019;39(2):307–316, Fig. 6. Ver artigo
CalcificaçãoNa tomossíntese
PeleAparece nos primeiros e nos últimos 3 cortes (onde a pele toca a placa ou o detector) · se a pele não encostava, não aparece ali: incidência tangencial · placa flexível e erro de espessura a jogam mais para dentro
VascularTrilhos paralelos ao longo do vaso, mais claros na DBT
Grosseira (pipoca)Mais de 3 mm, fibroadenoma involuído · a massa às vezes só aparece na DBT
Em anelNecrose gordurosa, cisto oleoso · a parede fina e a gordura aparecem melhor
Leite de cálcioEm menisco no perfil, redonda e borrada na CC · ampliação em perfil confirma
SuspeitasAmorfas, grosseiras heterogêneas, finas pleomórficas, finas lineares ramificadas · mais visíveis na DBT às vezes · a DBT mostra a distância entre grupos (extensão)
DistribuiçãoDifusa: quase sempre benigna · linear e segmentar: mais câncer (até redondas, assim, são BI-RADS 4)
Calcificações de pele
MLO digital: calcificações (seta).
MLO digital: calcificações (seta).
Tomossíntese, corte 7 de 40: as calcificações (seta).
Tomossíntese, corte 7 de 40: as calcificações (seta).
Tangencial: estão na pele (seta).
Tangencial: estão na pele (seta).
Fonte: Horvat JV, Keating DM, Rodrigues-Duarte H, Morris EA, Mango VL. RadioGraphics 2019;39(2):307–316, Fig. 2. Ver artigo
Calcificações vasculares
Tomossíntese: trilhos paralelos ao longo do vaso, mais claros que na 2D.
Tomossíntese: trilhos paralelos ao longo do vaso, mais claros que na 2D.
Fonte: Horvat JV, Keating DM, Rodrigues-Duarte H, Morris EA, Mango VL. RadioGraphics 2019;39(2):307–316, Fig. 3. Ver artigo
Fibroadenoma calcificado
Tomossíntese: massa oval circunscrita com calcificações grosseiras.
Tomossíntese: massa oval circunscrita com calcificações grosseiras.
Fonte: Horvat JV, Keating DM, Rodrigues-Duarte H, Morris EA, Mango VL. RadioGraphics 2019;39(2):307–316, Fig. 4. Ver artigo
Cisto oleoso com parede calcificada
MLO digital: parede calcificada (seta).
MLO digital: parede calcificada (seta).
Sintetizada: a parede aparece (seta), o cisto não tão bem.
Sintetizada: a parede aparece (seta), o cisto não tão bem.
Tomossíntese: o cisto (seta) e outro menor ao lado (ponta de seta).
Tomossíntese: o cisto (seta) e outro menor ao lado (ponta de seta).
Fonte: Horvat JV, Keating DM, Rodrigues-Duarte H, Morris EA, Mango VL. RadioGraphics 2019;39(2):307–316, Fig. 5. Ver artigo
Calcificações finas pleomórficas e lineares ramificadas segmentares, 57 anos
Tomossíntese.
Tomossíntese.
MLO digital.
MLO digital.
Ampliação em perfil. Biópsia: carcinoma in situ.
Ampliação em perfil. Biópsia: carcinoma in situ.
Fonte: Horvat JV, Keating DM, Rodrigues-Duarte H, Morris EA, Mango VL. RadioGraphics 2019;39(2):307–316, Fig. 7. Ver artigo
BI-RADS 3 para calcificações Grupo único de calcificações redondas no primeiro exame, confirmado com ampliação em CC e perfil: controle com ampliação em 6, 12 e 24 meses; estável 24 meses vira BI-RADS 2; mudou de forma ou aumentou em número, BI-RADS 4 e biópsia. Com câncer prévio, morfologia não só puntiforme ou muitas calcificações, muitos preferem biopsiar.
ArtefatoO que é
Sombra (slinky)Faixas escuras ao lado de calcificações grandes, na sintetizada
ZíperRepetição fora do plano de calcificação densa ou metal nos cortes
PseudocalcificaçãoO algoritmo da sintetizada realça ruído · aparece numa incidência só e não na DBT · na dúvida, ampliação
Artefatos
MLO digital: calcificações densas.
MLO digital: calcificações densas.
Sintetizada: artefato de sombra ao lado delas (setas).
Sintetizada: artefato de sombra ao lado delas (setas).
Tomossíntese: artefato em zíper, repetições fora do plano (setas).
Tomossíntese: artefato em zíper, repetições fora do plano (setas).
Fonte: Horvat JV, Keating DM, Rodrigues-Duarte H, Morris EA, Mango VL. RadioGraphics 2019;39(2):307–316, Fig. 8. Ver artigo
procure calcificação nos cortes também Algumas calcificações malignas ficam apagadas na DBT e na sintetizada (resolução menor no plano). Procure-as com cuidado nos cortes (placas de 10 mm mostram melhor a distribuição) e faça ampliação: ela continua sendo a melhor para morfologia, número e extensão.
Calcificações amorfas agrupadas, 61 anos
MLO digital.
MLO digital.
Tomossíntese: visibilidade parecida.
Tomossíntese: visibilidade parecida.
Ampliação em perfil: mais nítidas, mostrando extensão, número e forma.
Ampliação em perfil: mais nítidas, mostrando extensão, número e forma.
Fonte: Horvat JV, Keating DM, Rodrigues-Duarte H, Morris EA, Mango VL. RadioGraphics 2019;39(2):307–316, Fig. 9. Ver artigo

Biópsia: estereotaxia ou tomossíntese

EstereotaxiaGuiada por tomossíntese
ProfundidadePor triangulação em duas projeções angularesDireto no corte, sem triangulação
PosiçãoMuitas vezes em decúbito ventralEm geral sentada
CampoJanela de biópsia restritaO detector inteiro
ResultadoSucesso de 93% num estudo100% e menos da metade do tempo (a maioria das lesões não era calcificação)
LimiteCalcificação posterior, difícil de ver nas duas projeçõesCalcificações finas ou pouco agrupadas, difíceis de ver na DBT · artefato

Na tomossíntese também é mais fácil conferir a posição do clipe e ver se ele se deslocou. A estereotaxia continua necessária quando as calcificações são finas demais para a tomossíntese, quando artefato esconde o alvo ou quando é preciso o decúbito ventral.

Pontos de prova: alto rendimento

DADistorção sem massa · 6% das alterações do rastreamento
Causa mais comumCicatriz cirúrgica
DBTQuase o dobro de DA · VPP 43–50,7%
USCooper retificado ou dobrado
Sem cirurgiaDA é suspeita: biópsia
BI-RADS 3Nunca para DA
DA só na DBT sem US19% câncer, lobular
RevisãoCompressão localizada, não só ampliação
Cicatriz radialBenigno mais comum, concordante
Estrela negraNão é específica
UpgradeCom atipia 28% · sem 2%
LobularDA pura
In situAté 10% como DA pura
RMNão separa cicatriz radial de câncer
CCMedial × lateral
Perfil 90°Superior × inferior
MLONão diz acima ou abaixo da papila
RegraMedial sobe, lateral desce
CentralNão anda
Método da linhaMLO no meio, papilas alinhadas
Método da distânciaArco centrado na papila
MLO30–60°, não sempre 45°
RotacionadaAnda com a parte de cima = superior
CleópatraCauda axilar
TangencialPele × parênquima
EklundImplante para trás
Calcificação na DBTSem ganho · procurar nos cortes
Pele na DBT3 primeiros e 3 últimos cortes
BI-RADS 3 cálcioRedondas, grupo único · 6, 12, 24 meses
SintetizadaSombra e pseudocalcificação
Biópsia por DBTSem triangulação · ruim para cálcio fino

Armadilhas e erros comuns

Erros

  • Chamar de cicatriz uma DA sem cirurgia naquele ponto
  • Dar BI-RADS 3 para distorção arquitetural
  • Desistir da DA porque a ampliação não a reproduziu
  • Aceitar benigno discordante na biópsia
  • Localizar a lesão só pela MLO
  • Procurar no US às 9 horas uma lesão lateral que está abaixo da papila
  • Triangular lesão colada na papila
  • Confiar na DBT e na sintetizada para todas as calcificações
  • Chamar de suspeita a calcificação de pele que não encostou na placa

Questões

Questões

uma passada rápida no que o caderno cobraQuestão 1 / 6
Questão 1

Mulher de 58 anos, sem cirurgia prévia, com distorção arquitetural nova vista só na tomossíntese e sem correlato no US. A conduta mais adequada é:

Distorção sem história de cirurgia ou trauma é suspeita (BI-RADS 4 ou 5). Sem correlato no US, biopsia-se por tomossíntese ou estereotaxia: numa série, 19% dessas distorções eram câncer, quase sempre lobular. BI-RADS 3 é inaceitável, a RM não separa cicatriz radial de câncer, e a ampliação não é a incidência que acentua a distorção (a compressão localizada é).
↑revisar esta parte do caderno · Roteiro e conduta
Questão 2

Biópsia por agulha grossa de uma distorção arquitetural mostrou cicatriz radial sem atipia, numa lesão pequena e bem amostrada. Sobre isso, é correto:

A cicatriz radial é o achado benigno mais comum na biópsia de distorção e é concordante. Sem atipia, pequena e bem amostrada, admite seguimento por imagem; com atipia, pende para excisão (upgrade de 28% contra 2% sem atipia numa série). Não é cicatriz cirúrgica, a "estrela negra" não é específica e a RM não separa cicatriz radial de câncer.
↑revisar esta parte do caderno · Causas benignas
Questão 3

Um nódulo aparece na mama direita no mesmo nível da papila na MLO e mais baixo no perfil a 90°. Onde ele provavelmente está?

Do MLO para o perfil a 90°, a lesão medial sobe e a lateral desce; a central não muda. Como desceu, é lateral (provavelmente no quadrante inferolateral). Na MLO, uma lesão na altura da papila pode estar acima ou abaixo dela de verdade: só o perfil diz.
↑revisar esta parte do caderno · Onde está a lesão: triangulação
Questão 4

Assimetria vista só na CC. Na CC rotacionada, ela desaparece. Isso indica que:

Nas incidências rotacionadas o feixe não muda; só a mama gira. Achado que some era sobreposição. Se o achado persiste e anda junto com a parte de cima da mama, está na metade superior; se anda ao contrário, na inferior.
↑revisar esta parte do caderno · Incidências adicionais
Questão 5

Sobre calcificações na tomossíntese com mamografia sintetizada, é correto:

O ganho da tomossíntese veio das massas, assimetrias e distorções; para calcificações, não houve ganho significativo, e algumas ficam apagadas na DBT e na sintetizada. Por isso se procura nos cortes e se faz ampliação. A pele só aparece nos primeiros e últimos cortes se encostava na placa ou no detector; a sintetizada tem artefato de sombra; e calcificação redonda em distribuição linear ou segmentar é BI-RADS 4.
↑revisar esta parte do caderno · Calcificações na tomossíntese
Questão 6

Qual é uma vantagem da biópsia guiada por tomossíntese em relação à estereotaxia?

Na tomossíntese a profundidade sai direto do corte, sem triangulação, e usa-se o detector inteiro; o procedimento é mais rápido e é mais fácil conferir o clipe. A limitação são justamente as calcificações finas ou pouco agrupadas e os artefatos; aí a estereotaxia continua necessária.
↑revisar esta parte do caderno · Biópsia: estereotaxia ou tomossíntese
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Fontes.
Retson T, Kocher P, Anaam D, et al. Do Not Miss Architectural Distortion. RadioGraphics 2024;44(9):e240024. doi:10.1148/rg.240024 (artigo e apresentação de slides)
Lorente-Ramos RM, Azpeitia Armán J, Azpeitia-Hernández J, Juan-Porter M. Triangulation and Additional Views in Mammography. RadioGraphics 2026;46(3):e250096. doi:10.1148/rg.250096 (artigo e apresentação de slides)
Horvat JV, Keating DM, Rodrigues-Duarte H, Morris EA, Mango VL. Calcifications at Digital Breast Tomosynthesis: Imaging Features and Biopsy Techniques. RadioGraphics 2019;39(2):307–316. doi:10.1148/rg.2019180124

Muitos slides da triangulação são esquemas com texto em inglês ou vêm recortados em pedaços; ficaram os casos inteiros. Conferido em 07/10/2026.

Blocos marcados com + complemento são aprofundamentos opcionais, tirados das mesmas fontes.