Cadernos QRad 101 · O-RADS RM: Protocolo e Escore
Ginecologia · anexos

O-RADS RM: Protocolo e Escore

Fontes: Tong et al: 2026 e Suarez-Weiss et al: 2023, RadioGraphics

A massa anexial que o US não resolveu

O O-RADS (Ovarian-Adnexal Reporting and Data System) RM classifica a massa anexial indeterminada no US. Mais de 75% das lesões mandadas como suspeitas pelo US são benignas na RM, que pode evitar 90% das cirurgias de cisto benigno; sem tecido sólido que realce, o valor preditivo negativo é de 98%. O escore depende de duas perguntas: há tecido sólido e, se há, como ele realça em relação ao miométrio externo.

EscoreRiscoLesõesVPP
0IncompletoExame inadequado
1Ovários normaisFolículo, corpo lúteo, cisto hemorrágico de até 3 cm na pré-menopausa
2Quase certamente benignoCisto unilocular sem realce da parede (ou com parede realçando e líquido simples ou endometriótico) · lesão com gordura sem tecido sólido · tecido sólido escuro em T2 e na difusãoMenos de 0,5%
3BaixoCisto unilocular com líquido proteico, hemorrágico ou mucinoso · cisto multilocular · tecido sólido com curva de baixo riscoCerca de 5%
4IntermediárioTecido sólido com curva intermediária · gordura com muito tecido sólido que realçaCerca de 50%
5AltoTecido sólido com curva de alto risco · implante peritoneal, mesentérico ou omental, com ou sem asciteCerca de 90%
o que é tecido sólido Componente que realça e tem forma de projeção papilar, nódulo mural, septo ou parede irregular, porção sólida grande ou lesão sólida. Não são tecido sólido: parede e septos lisos, coágulo e fibrina (não realçam), gordura, cabelo e cálcio do teratoma. Lesão puramente cística nunca passa de 3.

Protocolo

SequênciaDetalhe
T2 FSE (fast spin echo: spin-eco rápido) sem supressãoAxial (3 mm) e sagital ou coronal (4 mm) · campo de cerca de 28 cm · define origem, tecido sólido e líquido
T1 em fase e fora de fase (ou Dixon)Axial, 3 a 4 mm · gordura intravoxel · fora de fase antes da em fase
DifusãoAxial, 4 a 5 mm · b 50 e b 1000 a 1200 (apaga o líquido)
T1 3D com supressão antes do contrasteMesmos parâmetros do pós, para subtrair
Contraste dinâmicoT1 3D, 3 mm ou menos, resolução temporal de 15 s ou menos, começa antes da injeção (2 mL/s) e segue por 3 a 4 minutos · axial
T1 pós-contraste tardioMais resolução: mostra projeções papilares pequenas
Projeções papilares e espessura do corte, 61 anos
T2 de 6 mm, campo de 40 cm: as papilas não aparecem.
T2 de 6 mm, campo de 40 cm: as papilas não aparecem.
T2 de 3 mm, campo de 28 cm: as papilas aparecem (seta).
T2 de 3 mm, campo de 28 cm: as papilas aparecem (seta).
Difusão b 1000: confirma (seta).
Difusão b 1000: confirma (seta).
Fonte: Tong A, Kim N, Patel-Lippmann K, et al. RadioGraphics 2026;46(9):e250197, Fig. 2. Ver artigo
Artefato de respiração no T2
Sagital: bandas de saturação na parede anterior e no abdome superior.
Sagital: bandas de saturação na parede anterior e no abdome superior.
Axial com codificação de fase anteroposterior: fantasmas da respiração (seta).
Axial com codificação de fase anteroposterior: fantasmas da respiração (seta).
Com fase direita-esquerda: menos fantasmas (seta).
Com fase direita-esquerda: menos fantasmas (seta).
Fonte: Tong A, Kim N, Patel-Lippmann K, et al. RadioGraphics 2026;46(9):e250197, Fig. 3. Ver artigo
Difusão: o líquido se apaga no b alto
Bexiga em T2.
Bexiga em T2.
b 0.
b 0.
b 800.
b 800.
b 1000: o líquido apaga.
b 1000: o líquido apaga.
Tecido sólido em T2 (seta).
Tecido sólido em T2 (seta).
b 0 (seta).
b 0 (seta).
b 800 (seta).
b 800 (seta).
b 1000: o sólido continua claro (seta).
b 1000: o sólido continua claro (seta).
Fonte: Tong A, Kim N, Patel-Lippmann K, et al. RadioGraphics 2026;46(9):e250197, Fig. 7. Ver artigo
PreparoComo
Jejum3 a 6 horas
AntiespasmódicoOpcional (glucagon 1 mg ou butilescopolamina 20 mg)
BexigaParcialmente cheia (urinar 30 a 60 min antes)
Gel vaginalSem evidência para anexos
Campo1,5 ou 3 T; abaixo de 1,5 T (aberta) não serve
corte grosso perde a papila Com T2 de 6 mm e campo de 40 cm as projeções papilares somem; com 3 mm e 28 cm aparecem. Lesão maior que 15 cm pode ir a 3,5 a 4 mm, mas o risco de perder a papila aumenta.

O léxico e a gordura

SinalReferência
T2 escuroMais escuro que o iliopsoas
T2 intermediárioEntre o iliopsoas e o líquor
T1 claroIgual ou mais claro que a gordura
Difusão alta (b 1000)Claramente mais clara que urina ou líquor
Fibroma, 78 anos
T2: lesão homogênea escura como o iliopsoas (seta).
T2: lesão homogênea escura como o iliopsoas (seta).
Difusão b 1000: escura (seta).
Difusão b 1000: escura (seta).
Fonte: Tong A, Kim N, Patel-Lippmann K, et al. RadioGraphics 2026;46(9):e250197, Fig. 1. Ver artigo
Fibroma, 57 anos: escore 2
T2: escuro (setas).
T2: escuro (setas).
Difusão b alto: escuro (setas).
Difusão b alto: escuro (setas).
Pós-contraste sagital (seta).
Pós-contraste sagital (seta).
Subtração: realce discreto, que não muda o escore.
Subtração: realce discreto, que não muda o escore.
Fonte: Suarez-Weiss KE, Sadowski EA, Zhang M, et al. RadioGraphics 2023;43(7):e220142, Fig. 1. Ver artigo
GorduraComo achar
MacroscópicaClara no T1 sem supressão e apaga com a supressão (o sangue continua claro)
IntravoxelQueda de sinal fora de fase · artefato de tinta nanquim nas interfaces
Teratoma maduroGordura sem tecido sólido (nódulo de Rokitansky típico) = 2
Teratoma imaturoGordura com muito tecido sólido que realça = 4
Teratoma maduro, 37 anos
Em fase (seta).
Em fase (seta).
Fora de fase: queda de sinal pela gordura (seta).
Fora de fase: queda de sinal pela gordura (seta).
Fonte: Tong A, Kim N, Patel-Lippmann K, et al. RadioGraphics 2026;46(9):e250197, Fig. 4. Ver artigo
Teratoma maduro, 27 anos
Em fase: 157 de sinal.
Em fase: 157 de sinal.
Fora de fase: 105, queda pela gordura intravoxel.
Fora de fase: 105, queda pela gordura intravoxel.
Fonte: Tong A, Kim N, Patel-Lippmann K, et al. RadioGraphics 2026;46(9):e250197, Fig. 5. Ver artigo
Teratoma (*) e cisto hemorrágico (+), 32 anos
T2.
T2.
T1 em fase: os dois claros.
T1 em fase: os dois claros.
T1 com supressão: o teratoma apaga, o cisto hemorrágico continua claro.
T1 com supressão: o teratoma apaga, o cisto hemorrágico continua claro.
Fonte: Tong A, Kim N, Patel-Lippmann K, et al. RadioGraphics 2026;46(9):e250197, Fig. 6. Ver artigo
Teratoma maduro, 27 anos: escore 2
T2: multilocular com nível líquido-líquido (setas).
T2: multilocular com nível líquido-líquido (setas).
T1 sem supressão: tinta nanquim nas interfaces gordura-água.
T1 sem supressão: tinta nanquim nas interfaces gordura-água.
T1 com supressão: a parte anterior apaga (gordura) (seta).
T1 com supressão: a parte anterior apaga (gordura) (seta).
Pós-contraste: septos finos e lisos.
Pós-contraste: septos finos e lisos.
Subtração: sem tecido sólido.
Subtração: sem tecido sólido.
Fonte: Suarez-Weiss KE, Sadowski EA, Zhang M, et al. RadioGraphics 2023;43(7):e220142, Fig. 9. Ver artigo
Teratoma imaturo, 34 anos: escore 4
T2: massa pélvica heterogênea (setas).
T2: massa pélvica heterogênea (setas).
T1 com supressão: focos de queda de sinal (gordura) (ponta de seta).
T1 com supressão: focos de queda de sinal (gordura) (ponta de seta).
Outro corte.
Outro corte.
T2 sagital: extensão craniocaudal.
T2 sagital: extensão craniocaudal.
Pós-contraste sagital: várias áreas de realce (setas).
Pós-contraste sagital: várias áreas de realce (setas).
Subtração: o realce confirmado (setas).
Subtração: o realce confirmado (setas).
Fonte: Suarez-Weiss KE, Sadowski EA, Zhang M, et al. RadioGraphics 2023;43(7):e220142, Fig. 2. Ver artigo
Gordura que passou despercebida, gestante de 25 anos
T2: lesão multilocular.
T2: lesão multilocular.
Em fase.
Em fase.
Fora de fase: foco de gordura (escore deveria ser 2, não 3).
Fora de fase: foco de gordura (escore deveria ser 2, não 3).
Fonte: Suarez-Weiss KE, Sadowski EA, Zhang M, et al. RadioGraphics 2023;43(7):e220142, Fig. 3. Ver artigo
escuro em T2 e escuro na difusão Tecido sólido homogeneamente escuro em T2 e no b alto é fibroso (fibroma, fibrotecoma, Brenner, cistadenofibroma) e recebe 2, qualquer que seja o realce. Difusão alta sozinha não sobe o escore: abscesso, sangue, proteína e queratina também brilham.

As curvas de realce

CurvaForma (comparada ao miométrio externo)Escore
Baixo riscoSubida lenta e gradual, sem ombro nem platô3
IntermediárioSubida inicial menor ou igual à do miométrio, com ombro e platô4
Alto riscoSubida inicial mais rápida que a do miométrio, com ombro e platô5
Cistadenoma mucinoso, 26 anos
T2 sagital: cisto multilocular com tons diferentes.
T2 sagital: cisto multilocular com tons diferentes.
T1 com supressão: lóculos com sangue e proteína (*) e hemossiderina (seta).
T1 com supressão: lóculos com sangue e proteína (*) e hemossiderina (seta).
Fonte: Tong A, Kim N, Patel-Lippmann K, et al. RadioGraphics 2026;46(9):e250197, Fig. 8. Ver artigo
As três curvas na prática
Em cima, curva de baixo risco: a lesão (A) sobe devagar, bem abaixo do miométrio (M). No meio, intermediária: sobe menos que o miométrio e forma platô. Embaixo,
Em cima, curva de baixo risco: a lesão (A) sobe devagar, bem abaixo do miométrio (M). No meio, intermediária: sobe menos que o miométrio e forma platô. Embaixo, alto risco: sobe mais rápido que o miométrio.
Fonte: Tong A, Kim N, Patel-Lippmann K, et al. RadioGraphics 2026;46(9):e250197, Fig. 12. Ver artigo
Como montar a curvaRegra
ROI (região de interesse) de referênciaMiométrio externo, fora de miomas e vasos, na 1ª ou 2ª fase em que o útero realça
ROI da lesãoA parte sólida que mais realça
EscalaRelativa ou percentual, nunca absoluta
ConferirNa subtração: foco claro no T1 (sangue) não é realce
Seroso de alto grau bilateral, 45 anos
T2, pós-contraste, subtrações do dinâmico (fases de 15 s) e as ROIs no miométrio externo, longe do mioma, e nas projeções papilares; à direita a curva é interme
T2, pós-contraste, subtrações do dinâmico (fases de 15 s) e as ROIs no miométrio externo, longe do mioma, e nas projeções papilares; à direita a curva é intermediária, à esquerda de alto risco.
Fonte: Tong A, Kim N, Patel-Lippmann K, et al. RadioGraphics 2026;46(9):e250197, Fig. 10. Ver artigo
A escala do gráfico
ROIs no miométrio (azul) e na lesão (amarelo); em escala absoluta o gráfico engana, em escala relativa a curva da lesão aparece certa.
ROIs no miométrio (azul) e na lesão (amarelo); em escala absoluta o gráfico engana, em escala relativa a curva da lesão aparece certa.
Fonte: Tong A, Kim N, Patel-Lippmann K, et al. RadioGraphics 2026;46(9):e250197, Fig. 11. Ver artigo
Tumor seroso borderline, 30 anos: escore 4
T2: projeção papilar (seta).
T2: projeção papilar (seta).
T1 antes do contraste.
T1 antes do contraste.
T1 pós-contraste: realce.
T1 pós-contraste: realce.
ROIs na lesão e no miométrio: curva intermediária.
ROIs na lesão e no miométrio: curva intermediária.
Fonte: Suarez-Weiss KE, Sadowski EA, Zhang M, et al. RadioGraphics 2023;43(7):e220142, Fig. 4. Ver artigo
Sangue que parece realce, adenocarcinoma endometrioide, 67 anos
T2, T1 pós-contraste e subtração: o nódulo claro no T1 não realça (curva plana, sangue), enquanto o nódulo verdadeiro tem curva de alto risco.
T2, T1 pós-contraste e subtração: o nódulo claro no T1 não realça (curva plana, sangue), enquanto o nódulo verdadeiro tem curva de alto risco.
Fonte: Tong A, Kim N, Patel-Lippmann K, et al. RadioGraphics 2026;46(9):e250197, Fig. 9. Ver artigo
Sem dinâmicoRegra
QuandoT1 pós-contraste único 30 a 40 s depois da injeção
EscoreRealce menor ou igual ao do miométrio externo = 4 · maior = 5
LimiteNão existe 3 sem dinâmico · fase tardia subestima
Sem úteroSem ombro = 3 · com ombro = “pelo menos 4”
Carcinoma de células claras, 59 anos: escore 5 sem dinâmico
T2: massa cística e sólida (setas).
T2: massa cística e sólida (setas).
Em fase.
Em fase.
Fora de fase: sem gordura.
Fora de fase: sem gordura.
T2 sagital: a parte sólida embaixo (seta).
T2 sagital: a parte sólida embaixo (seta).
T1 antes do contraste.
T1 antes do contraste.
Pós-contraste aos 35 s: realce maior que o do miométrio externo (seta).
Pós-contraste aos 35 s: realce maior que o do miométrio externo (seta).
Fonte: Suarez-Weiss KE, Sadowski EA, Zhang M, et al. RadioGraphics 2023;43(7):e220142, Fig. 5. Ver artigo
sangue que parece realce Nódulo claro no T1 antes do contraste parece realçar no pós. A curva plana e a subtração mostram que é sangue, não tecido sólido.

Passo a passo do laudo

PassoPergunta
1Doença peritoneal? Implante ou espessamento irregular = 5, mesmo sem massa (salvo outro câncer conhecido)
2É lesão anexial de verdade? Achados fisiológicos = 1 · traçar os vasos e achar os ovários
3Gordura? Sem tecido sólido = 2; muito tecido sólido que realça = 4
4Tecido sólido? Escuro em T2 e difusão = 2; senão, pela curva (3, 4, 5) ou pelo pós único (4, 5)
5Sem tecido sólido: multilocular = 3; unilocular sem realce da parede = 2; com parede realçando e líquido simples ou endometriótico = 2; hemorrágico ou proteico = 3 (2 na pré-menopausa se até 3 cm)
LaudoTamanho máximo, sinais e realce, escore final · cada lesão com o seu escore
Seroso de alto grau com implantes, 52 anos: escore 5
T2: massa anexial esquerda cística e sólida (setas).
T2: massa anexial esquerda cística e sólida (setas).
T2 sagital: massas peritoneais no fundo de saco (setas).
T2 sagital: massas peritoneais no fundo de saco (setas).
Pós-contraste axial: realce.
Pós-contraste axial: realce.
Pós-contraste sagital: os implantes realçam (setas).
Pós-contraste sagital: os implantes realçam (setas).
Fonte: Suarez-Weiss KE, Sadowski EA, Zhang M, et al. RadioGraphics 2023;43(7):e220142, Fig. 8. Ver artigo
+ complemento · limites O sistema é para pacientes de baixo risco sem sintomas; menopausa desconhecida: considerar pré-menopausa abaixo de 50 anos. O O-RADS RM não traz condutas, ao contrário do O-RADS US. Cerca de 9% das lesões foram mal classificadas, quase sempre por erro no tecido sólido ou na origem.

Pontos de prova: alto rendimento

Sem tecido sólidoMáximo 3
Tecido sólidoRealça e tem forma
Escuro T2 e difusão2
Gordura sem sólido2
Gordura com muito sólido4
Multilocular3
Implante peritoneal5
Curva baixa3, sem ombro
Curva intermediária4, subida ≤ miométrio
Curva alta5, subida > miométrio
ReferênciaMiométrio externo
Dinâmico≤15 s por fase
Sem dinâmico30–40 s, ≤ miométrio = 4
Difusãob 1000–1200
VPP (valor preditivo positivo) 5Cerca de 90%

Armadilhas e erros comuns

Erros

  • Chamar coágulo ou septo liso de tecido sólido
  • Dar escore alto só pela difusão
  • Ler sangue como realce sem a subtração
  • Usar escala absoluta na curva
  • Dar 3 sem dinâmico
  • Esquecer o peritônio
  • Fazer T2 grosso e perder a papila

Questões

Questões

uma passada rápida no que o caderno cobraQuestão 1 / 6
Questão 1

Cisto multilocular anexial com septos finos e lisos que realçam, sem tecido sólido, sem gordura. O escore O-RADS RM é:

Lesão cística multilocular sem tecido sólido recebe 3, qualquer que seja o líquido (o teratoma já foi excluído pela gordura). Lesão puramente cística nunca passa de 3.
↑revisar esta parte do caderno · A massa anexial que o US não resolveu
Questão 2

Massa anexial sólida homogeneamente escura em T2 e escura na difusão de b alto. O escore é:

Tecido sólido escuro em T2 e escuro na difusão é fibroso (fibroma, fibrotecoma, Brenner, cistadenofibroma) e recebe 2, qualquer que seja o realce.
↑revisar esta parte do caderno · O léxico e a gordura
Questão 3

Tecido sólido cuja curva sobe mais rápido que a do miométrio externo e forma ombro e platô. O escore é:

Subida inicial mais rápida que a do miométrio externo com ombro e platô é a curva de alto risco: 5 (VPP de cerca de 90%). Subida menor ou igual com platô é 4; subida lenta sem ombro é 3.
↑revisar esta parte do caderno · As curvas de realce
Questão 4

Sem contraste dinâmico, a parte sólida realça menos que o miométrio externo na imagem de 30 a 40 s. O escore é:

No método sem dinâmico, realce menor ou igual ao do miométrio externo aos 30 a 40 s dá 4; maior dá 5. Não existe 3 sem curva.
↑revisar esta parte do caderno · As curvas de realce
Questão 5

Cisto anexial simples, mas com nódulos peritoneais e espessamento irregular do omento. O escore é:

Implante ou espessamento irregular de peritônio, mesentério ou omento dá 5, com ou sem ascite e mesmo sem massa anexial suspeita (o seroso de alto grau pode nascer na tuba ou no peritônio), salvo outro câncer conhecido.
↑revisar esta parte do caderno · Passo a passo do laudo
Questão 6

Lesão anexial com gordura (apaga com a supressão) e um nódulo de Rokitansky típico, sem outro tecido sólido. O escore é:

Teratoma maduro: gordura sem tecido sólido (o nódulo de Rokitansky com realce mínimo não conta) recebe 2. Gordura com muito tecido sólido que realça recebe 4 (pensar em teratoma imaturo).
↑revisar esta parte do caderno · O léxico e a gordura
0/6acertos
Responda as questões acima para ver o desempenho.
Praticar no QRad →
Teclas 1–5 respondem a questão visível · → ou Enter avança · ← volta · Shift+número ou botão direito risca uma alternativa.

Cadernos relacionados

Fontes.
Tong A, Kim N, Patel-Lippmann K, et al. Optimizing the MRI Pelvis Protocol for O-RADS MRI. RadioGraphics 2026;46(9):e250197. doi:10.1148/rg.250197
Suarez-Weiss KE, Sadowski EA, Zhang M, et al. Practical Tips for Reporting Adnexal Lesions Using O-RADS MRI. RadioGraphics 2023;43(7):e220142. doi:10.1148/rg.220142

Os artigos diferem na duração do dinâmico (3 × 4 minutos) e nos cortes da difusão. O segundo artigo traz o VPP do escore 2 como “menor que 0,05%” numa tabela e “menor que 0,5%” no texto; o caderno usa 0,5%. Hidrossalpinge, cisto paraovariano, endometrioma decidualizado e torção não estão nas fontes. As curvas trazem rótulos curtos em inglês (Myo = miométrio, Adx = anexo). Conferido em 07/10/2026.

Blocos marcados com + complemento são aprofundamentos opcionais, tirados das mesmas fontes.