A Society of Abdominal Radiology, a Society for Pediatric Radiology e a American Gastroenterological
Association publicaram em 2018 um consenso de nomenclatura para a entero-TC e a entero-RM na doença de
Crohn do delgado. O artigo de Guglielmo e colegas é o atlas desse consenso: o que cada termo quer dizer,
como medir e qual frase usar na impressão.
O laudo responde
Com os termos
Há inflamação ativa?
Espessamento, realce, edema, restrição, úlcera
Há estenose?
Estreitamento com dilatação a montante
Há doença penetrante?
Trajeto sinusal, fístula, massa inflamatória, abscesso, perfuração
Há outra coisa?
Mesentério, perianal, complicações fora do intestino
sinais de inflamação do delgado
(1) Espessamento da parede a partir de 3 mm; (2) edema da parede e da gordura vizinha; (3) realce
mural segmentar aumentado; (4) restrição à difusão, desde que a inflamação também apareça no T1 com
contraste ou no T2; (5) úlceras.
Técnica
Técnica
O que o artigo diz
Fase do contraste
Entérica (45 a 50 s do início da injeção) e/ou portal (60 a 70 s) · a entérica pode mostrar mais realce, sem diferença na detecção de lesões
Distensão
Medir a parede num segmento bem distendido por líquido ou contraste oral · alça colabada imita espessamento e dá falso sinal alto na difusão (jejuno e cólon)
RM
T1 com supressão de gordura e contraste e T2 com e sem supressão são as principais · difusão como complemento · cine sem antiperistáltico mostra a motilidade
Cobertura
Todo exame de Crohn inclui reto, canal anal e períneo
Perianal
RM melhor que a TC · protocolo dedicado com campo de 15 a 20 cm, T2 com e sem supressão, T1 com contraste e difusão
alça colabada
Segmento mal distendido parece espesso, realça e brilha na difusão. A cine-RM ajuda: motilidade normal
tranquiliza e separa a alça colabada da inflamada.
A parede inflamada
Achado na parede
Definição e como relatar
Realce mural segmentar
Mais realce que o delgado normal vizinho, num segmento não contraído · três padrões abaixo
Assimétrico
Específico de Crohn · mais na borda mesentérica
Estratificado
Camada interna (bilaminar) ou interna e externa (trilaminar) · não chamar de “realce mucoso” (a mucosa costuma faltar no segmento inflamado) · trilaminar aparece mais na RM
Homogêneo simétrico
Parede inteira · muitas causas além de Crohn: fibrose, infiltração, isquemia, choque
Espessamento
Na parte mais espessa do segmento mais distendido · leve 3 a 5 mm, moderado mais de 5 a 9 mm, grave 10 mm ou mais · mais de 15 mm não é típico: pensar em neoplasia, sobretudo se assimétrico ou com aspecto de massa
Edema mural
Hipersinal no T2 com supressão de gordura ou na difusão de b baixo (0 a 20) · parede clara no T2 sem supressão pode ser gordura intramural (sequela), que apaga com a supressão
Úlcera
Quebra da superfície com conteúdo entrando na parede, restrita à parede · não dizer “úlcera penetrante”
Restrição à difusão
Sinal alto em b de 500 ou mais e baixo no ADC (coeficiente de difusão aparente) · inespecífica: só vale com inflamação no T1 com contraste ou no T2
Saculações
Abaulamentos de base larga na borda antimesentérica, porque a mesentérica encurta · sequela, não indicam inflamação sozinhas
Motilidade reduzida
Na cine-RM sem antiperistáltico · reforça inflamação ou estenose
Realce assimétrico, mais na borda mesentérica
Entero-RM, T1 com supressão de gordura e contraste: realce e espessamento do íleo do lado mesentérico, borda antimesentérica poupada, com saculações e vasos retos ingurgitados.Entero-TC: o mesmo padrão; estreitamento em outra alça e colite distal.
Fonte: Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. RadioGraphics 2020;40(2):354–375, Fig. 1. Ver artigo
Realce estratificado
Entero-TC: bilaminar (camada interna), com estreitamento.Outro paciente, entero-RM com contraste: trilaminar.
Fonte: Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. RadioGraphics 2020;40(2):354–375, Fig. 2. Ver artigo
Realce homogêneo e simétrico
Entero-TC: realce da parede inteira, espessamento moderado e estreitamento.
Fonte: Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. RadioGraphics 2020;40(2):354–375, Fig. 3. Ver artigo
Espessamento leve (3 a 5 mm)
Entero-TC coronal: realce assimétrico do lado mesentérico; segmentos normais para comparar.
Fonte: Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. RadioGraphics 2020;40(2):354–375, Fig. 4. Ver artigo
Espessamento moderado (mais de 5 a 9 mm)
Entero-TC coronal: realce estratificado, estreitamento e fístula enteroentérica na ponta proximal; saculações em outro ponto.
Fonte: Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. RadioGraphics 2020;40(2):354–375, Fig. 5. Ver artigo
Espessamento grave (10 mm ou mais) com edema
Entero-RM, T2 com supressão de gordura axial: parede com hipersinal (edema) comparada ao psoas e à parede normal, com estreitamento.T2 coronal: o mesmo segmento e edema perientérico.
Fonte: Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. RadioGraphics 2020;40(2):354–375, Fig. 6. Ver artigo
Edema mural
T2 sem supressão de gordura: parede ileal clara.T2 com supressão: continua clara, então é edema, não gordura.
Fonte: Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. RadioGraphics 2020;40(2):354–375, Fig. 7. Ver artigo
Úlceras
Entero-TC: contraste entrando na parede (úlceras).Outro paciente, entero-RM com contraste: úlcera intramural.T2: a mesma úlcera.
Fonte: Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. RadioGraphics 2020;40(2):354–375, Fig. 11. Ver artigo
Restrição à difusão no íleo terminal
Difusão (b 900): sinal alto.Mapa de ADC: sinal baixo.T1 com contraste: espessamento moderado e realce estratificado, que confirmam a inflamação.
Fonte: Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. RadioGraphics 2020;40(2):354–375, Fig. 12. Ver artigo
Saculações
Entero-RM com contraste: abaulamentos na borda antimesentérica, com inflamação do lado mesentérico.Outro paciente, entero-TC: o mesmo achado.
Fonte: Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. RadioGraphics 2020;40(2):354–375, Fig. 13. Ver artigo
Crohn provável mesmo sem diagnóstico
Realce e espessamento num paciente com Crohn conhecido apontam inflamação ativa. Sem diagnóstico prévio,
Crohn é provável se a inflamação é assimétrica (pior na borda mesentérica) ou vem com complicação
penetrante típica, afastadas apendicite, diverticulite, neoplasia e tuberculose.
Estenose
Estenose é estreitamento da luz (pelo menos 50% de redução em relação a uma alça normal vizinha)
com dilatação inequívoca a montante, de 3 cm ou mais. Pode ter ou não inflamação ativa.
Situação
Como relatar
Dilatação leve (3 a 4 cm)
A mais comum · pode haver fezes no delgado (sinal das fezes no delgado)
Dilatação moderada a grave (mais de 4 cm)
Pode caber “com obstrução do delgado” na impressão
Estenose provável sem dilatação (menos de 3 cm)
(1) Uma fístula descomprime a alça de cima · (2) duas estenoses próximas, e a de baixo recebe pouco · (3) estreitamento fixo em várias sequências ou exames
Na anastomose
Dizer se é anastomótica: causa e resposta ao tratamento endoscópico mudam
O que relatar
Local, extensão, inflamação ativa ou não, dilatação a montante
Estenose provável sem dilatação a montante
Entero-TC com contraste oral positivo: espessamento e estreitamento (seta) sem dilatação acima (ponta de seta).Fístulas enteroentéricas e enterocólicas (setas tracejadas) em estrela, que descomprimem a alça de cima.
Fonte: Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. RadioGraphics 2020;40(2):354–375, Fig. 8. Ver artigo
Estenose curta com dilatação leve
Entero-TC axial: estenose ileal com alça de cima dilatada e sinal das fezes no delgado.
Fonte: Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. RadioGraphics 2020;40(2):354–375, Fig. 9. Ver artigo
Estenose com dilatação moderada a grave (mais de 4 cm)
Entero-TC coronal: dilatação acentuada e mais duas estenoses no jejuno.Outro paciente, entero-RM T2: dilatação e líquido livre na pelve.
Fonte: Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. RadioGraphics 2020;40(2):354–375, Fig. 10. Ver artigo
Inflamação na estenose
O que saber
Com inflamação ativa
A maioria · fibrose e inflamação andam juntas na histologia · inflamação sugere papel para tratamento clínico
Sem inflamação ativa
Parede com sinal mais baixo no T2 e conteúdo fecalizado a montante (estase antiga) · não chamar de “fibroestenótica”
Estenose com inflamação ativa, dois pacientes
Entero-RM com contraste: segmento inflamado e alça de cima com 5 cm.Entero-TC: dilatação leve e colite do descendente.
Fonte: Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. RadioGraphics 2020;40(2):354–375, Fig. 27. Ver artigo
Estenose sem inflamação ativa no jejuno médio
Entero-TC coronal: estenose sem realce aumentado, com conteúdo fecalizado acima.Sagital: o mesmo segmento.
Fonte: Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. RadioGraphics 2020;40(2):354–375, Fig. 28. Ver artigo
estenose e fístula andam juntas
Achou doença penetrante: procure a estenose vizinha, em geral ativa. Achou estenose ativa: procure a
fístula, que costuma sair da sua parte média ou proximal.
Doença penetrante
Achado penetrante
Definição
Trajeto sinusal
Trajeto que passa da serosa e termina em fundo cego, sem chegar a outro órgão nem à pele
Fístula simples
Um trajeto ligando a luz a outra superfície epitelizada · nomeada pelo que liga (enteroentérica, enterocólica, enterovesical, enterocutânea, retovaginal)
Fístula complexa
Mais de um trajeto · alças anguladas e presas em estrela ou trevo · pode vir com massa inflamatória ou abscesso entre alças
Massa inflamatória
Inflamação densa do mesentério sem líquido bem definido nem parede · não dizer “fleimão”
Abscesso
Coleção com realce periférico (parede formada), com ou sem gás · costuma restringir · a difusão ajuda quando não se pode dar contraste
Perfuração livre
Rara · ar livre · avaliação cirúrgica
Fístula enterocólica e trajeto sinusal
Entero-RM T2: fístula do íleo para o retossigmoide e um trajeto que termina em fundo cego.
Fonte: Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. RadioGraphics 2020;40(2):354–375, Fig. 14. Ver artigo
Fístula complexa
Entero-TC coronal: várias fístulas enteroentéricas (*) e uma enterocólica para o transverso.
Fonte: Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. RadioGraphics 2020;40(2):354–375, Fig. 15. Ver artigo
Massa inflamatória
Entero-TC axial: inflamação densa no mesentério com trajetos do íleo terminal e do ascendente.Coronal: a mesma massa.Outro paciente, entero-RM T2: grande massa inflamatória com hipossinal no mesentério.
Fonte: Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. RadioGraphics 2020;40(2):354–375, Fig. 16. Ver artigo
Abscesso
Entero-TC: coleção com realce periférico.Outro paciente, entero-RM com contraste: abscesso com debris claros no T1.Difusão (b 800): restrição.
Fonte: Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. RadioGraphics 2020;40(2):354–375, Fig. 17. Ver artigo
Perianal
O que saber
Origem
Fístula perianal nasce do reto ou do canal anal (úlcera profunda com inflamação), não de estenose
Classificação
Parks ou St James quando possível · simples ou complexa · com ou sem abscesso
Por que importa
Abscesso pode exigir antibiótico e drenagem antes de imunossupressor ou biológico
Fístula perianal transesfincteriana
RM, T2 com supressão de gordura: trajeto que sai às 6 horas e cruza o esfíncter externo à direita.T1 com contraste: extensão para a fossa isquiorretal e a prega glútea.
Fonte: Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. RadioGraphics 2020;40(2):354–375, Fig. 29. Ver artigo
Mesentério e fora do intestino
No mesentério
Definição
Edema e inflamação perientérica
Gordura vizinha mais densa na TC ou com hipersinal em T2
Sinal do pente
Vasos retos ingurgitados · inflamação atual ou passada
Proliferação fibrogordurosa
Gordura mesentérica hipertrofiada que afasta as alças · um pouco mais densa na TC · em geral na borda mesentérica
Veias mesentéricas
Agudo: trombo distende a veia · crônico: veias centrais estreitadas ou interrompidas, colaterais, varizes · sem trombo agudo, dizer oclusão venosa mesentérica crônica
Linfonodos
Medir o menor eixo · até 1 a 1,5 cm são comuns e reativos
Edema perientérico
Entero-TC coronal: gordura densa e pouco líquido junto à alça com realce estratificado e dilatação acima.
Fonte: Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. RadioGraphics 2020;40(2):354–375, Fig. 18. Ver artigo
Sinal do pente
Entero-RM com contraste: vasos retos ingurgitados junto a uma estenose com dilatação leve.
Fonte: Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. RadioGraphics 2020;40(2):354–375, Fig. 19. Ver artigo
Proliferação fibrogordurosa, dois pacientes
Entero-RM com contraste: gordura em volta de toda a alça, com realce trilaminar.Entero-RM T2: gordura de um lado só, junto a uma estenose.
Fonte: Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. RadioGraphics 2020;40(2):354–375, Fig. 20. Ver artigo
Oclusão venosa mesentérica crônica
Entero-TC coronal: veia mesentérica superior ocluída (seta) com colaterais (pontas de seta).Outro corte: colaterais e o íleo vizinho espessado com realce estratificado (seta).Outro paciente, reconstrução em MIP (projeção de intensidade máxima): veia ileocólica direita interrompida com colaterais.
Fonte: Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. RadioGraphics 2020;40(2):354–375, Fig. 21. Ver artigo
Fora do intestino
Procurar
Osso e articulação
Necrose avascular da cabeça femoral, sacroiliíte
Fígado e vias biliares
Colangite esclerosante primária, colelitíase
Outros
Pancreatite, nefrolitíase, trombose ou oclusão venosa mesentérica, neoplasia
Complicações ósseas, dois pacientes
TC em janela óssea: necrose avascular das duas cabeças femorais, com esclerose subcondral em crescente.Outro paciente, RM T2 com supressão de gordura: sacroiliíte bilateral.
Fonte: Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. RadioGraphics 2020;40(2):354–375, Fig. 30. Ver artigo
Colangite esclerosante primária com estenose ileal
Entero-TC coronal: parede do ducto hepático comum espessa (seta) e estenose ileal ativa na pelve (seta tracejada) com dilatação acima.Outro corte: dilatação irregular das vias intra-hepáticas (pontas de seta).Colangio-RM (MIP): estenoses intra e extra-hepáticas (pontas de seta), que confirmam a colangite esclerosante.
Fonte: Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. RadioGraphics 2020;40(2):354–375, Fig. 31. Ver artigo
O laudo: impressões e termos
Impressão
Quando usar
Sem sinais de inflamação ativa
Suspeita de Crohn sem achados, ou resolução completa no controle
Inflamação inespecífica do delgado
Realce ou espessamento simétrico sem diagnóstico de Crohn: só local e extensão
Crohn ativo sem estreitamento da luz
Luz normal · serve também para inflamação assimétrica sem diagnóstico confirmado
Crohn ativo com estreitamento da luz
Estreitamento sem dilatação a montante de 3 cm
Crohn sem sinais de inflamação ativa
Só sequelas: gordura intramural, saculação, espessamento leve sem estreitamento
Estenose com ou sem inflamação ativa
Com dilatação a montante de 3 cm ou mais
Doença penetrante
Somada à frase de inflamação ou estenose (“estenose com inflamação ativa associada a fístula enteroentérica”)
Sem sinais de inflamação ativa
Entero-TC coronal: delgado e íleo terminal normais.
Fonte: Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. RadioGraphics 2020;40(2):354–375, Fig. 22. Ver artigo
Inflamação inespecífica do delgado
Entero-TC coronal: espessamento longo e simétrico do íleo distal com realce estratificado, sem diagnóstico de Crohn.Controle em 2 semanas: resolvido (enterite infecciosa).
Fonte: Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. RadioGraphics 2020;40(2):354–375, Fig. 23. Ver artigo
Crohn ativo sem estreitamento da luz
Entero-RM com contraste: vários segmentos curtos, piores do lado mesentérico.T2 com supressão de gordura: edema nos mesmos segmentos.
Fonte: Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. RadioGraphics 2020;40(2):354–375, Fig. 24. Ver artigo
Crohn ativo com estreitamento da luz
Entero-RM T2: íleo terminal estreitado, alça de cima com menos de 3 cm.T1 com contraste: realce do segmento.
Fonte: Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. RadioGraphics 2020;40(2):354–375, Fig. 25. Ver artigo
Crohn sem sinais de inflamação ativa após tratamento
Antes, T1 com contraste: íleo terminal ativo.Antes, T2 com supressão de gordura: edema.Depois, T1 com contraste: espessamento residual mínimo.Depois, T2 com supressão: sem edema.
Fonte: Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. RadioGraphics 2020;40(2):354–375, Fig. 26. Ver artigo
Não usar
Usar
Inflamação aguda
Inflamação ativa
Fibroestenótica
Estenose sem inflamação ativa
Úlcera penetrante
Úlcera
Fleimão
Massa inflamatória
Quiescente
Crohn sem sinais de inflamação ativa
Crônico, ativo sobre crônico
Sem substituto: não usar
+ complemento · o modelo de laudo
O consenso tem modelo estruturado no RadReport (radreport.org, modelo 50799). O artigo não traz os
índices de atividade (MaRIA: Magnetic Resonance Index of Activity; Clermont) nem o ultrassom intestinal.
Pontos de prova: alto rendimento
Espessamento
A partir de 3 mm
Leve, moderado, grave
3–5, >5–9, ≥10 mm
Mais de 15 mm
Pensar em neoplasia
Realce assimétrico
Borda mesentérica, específico de Crohn
Estratificado
Não é “realce mucoso”
Edema
T2 com supressão de gordura
T2 claro que apaga
Gordura intramural
Restrição
Só vale com outro sinal
Saculação
Antimesentérica, não indica atividade
Estenose
Luz ≥50% menor + montante ≥3 cm
Fezes no delgado
Estenose
Fístula
Sai da parte média ou proximal da estenose
Fístula complexa
Sinal da estrela
Massa inflamatória
No lugar de fleimão
Abscesso
Realce periférico
Sinal do pente
Inflamação atual ou passada
Linfonodo
Até 1–1,5 cm é reativo
Simétrico sem diagnóstico
Inflamação inespecífica
Fase do contraste
Entérica 45–50 s ou portal 60–70 s
Cobertura
Até o períneo
Armadilhas e erros comuns
Erros
Medir a parede em alça colabada
Chamar de edema o T2 claro que é gordura
Dar atividade só pela difusão
Chamar saculação de inflamação ativa
Chamar de estenose o estreitamento sem dilatação, sem qualificar
Esquecer de procurar fístula na estenose ativa
Usar fleimão, fibroestenótica, quiescente
Dizer trombose sem trombo agudo
Não incluir o períneo
Questões
Questões
uma passada rápida no que o caderno cobraQuestão 1 / 6
Questão 1
Segmento ileal bem distendido com parede de 7 mm. Pela graduação do consenso, o espessamento é:
Leve 3 a 5 mm, moderado mais de 5 a 9 mm, grave 10 mm ou mais. Mais de 15 mm não é típico de Crohn e deve levantar suspeita de neoplasia, sobretudo se assimétrico. Medir sempre no segmento distendido.
Parede ileal com hipersinal no T2 sem supressão de gordura que some no T2 com supressão. O achado corresponde a:
Sinal que apaga com a supressão de gordura é gordura intramural, sequela de inflamação antiga. O edema continua claro no T2 com supressão (ou na difusão de b baixo).
Para chamar de estenose um estreitamento do íleo, o consenso exige dilatação inequívoca a montante de pelo menos:
Estenose é estreitamento (luz pelo menos 50% menor que a de uma alça normal) com dilatação a montante de 3 cm ou mais. Sem isso, cabe “estenose provável sem dilatação” nos cenários do artigo (fístula descomprimindo, estenoses em série, estreitamento fixo).
Inflamação densa no mesentério junto a uma alça doente, sem coleção bem definida nem parede. O termo recomendado é:
O consenso troca “fleimão”, ambíguo, por massa inflamatória. Abscesso exige coleção com realce periférico; trajeto sinusal termina em fundo cego no mesentério.
Abaulamentos de base larga na borda antimesentérica de uma alça ileal. O que eles indicam?
São saculações: a borda mesentérica encurta pela inflamação ou fibrose e a antimesentérica abaula. São sequela e não indicam atividade sozinhas; a atividade se procura no realce, no edema e na espessura.
Espessamento simétrico do íleo distal com realce estratificado, em paciente sem diagnóstico de Crohn. A impressão recomendada é:
Inflamação simétrica sem diagnóstico de Crohn é “inflamação inespecífica do delgado”, com local e extensão (no artigo, era enterite infecciosa que sumiu em 2 semanas). Inflamação assimétrica pode receber “Crohn ativo” mesmo sem diagnóstico. “Quiescente” e “agudo sobre crônico” não devem ser usados.
Fonte.
Guglielmo FF, Anupindi SA, Fletcher JG, et al. Small Bowel Crohn Disease at CT and MR Enterography:
Imaging Atlas and Glossary of Terms. RadioGraphics 2020;40(2):354–375. doi:10.1148/rg.2020190091
O artigo ilustra o consenso da SAR, SPR e AGA (Bruining et al., Radiology 2018 e Gastroenterology
2018). Não traz o contraste oral, o antiperistáltico nem a lista completa de sequências. Conferido em
07/10/2026.
Blocos marcados com + complemento são aprofundamentos opcionais, tirados da mesma fonte.