Você vai medir as paredes miometriais anterior e posterior para avaliar assimetria. Qual a técnica correta segundo o consenso MUSA?
Útero e Miométrio ao US: MUSA
Duas camadas do mesmo consenso
O léxico MUSA (Morphological Uterus Sonographic Assessment) tem duas publicações, e elas não se substituem, se empilham:
Harmsen et al, UOG 2022 revisa apenas as definições dos sinais de adenomiose e acrescenta a divisão em sinais diretos e indiretos. Onde os dois divergem sobre adenomiose, vale o de 2022.
Como examinar o miométrio
A via preferida é a transvaginal de alta resolução, que permite avaliação detalhada do miométrio dentro de uma profundidade limitada. A transabdominal é necessária quando a lesão ultrapassa a pelve menor, e aí algum enchimento vesical ajuda a afastar alças do campo. Adiposidade, tecido cicatricial e retroversão uterina degradam a imagem transabdominal.
O exame transvaginal começa com uma varredura dinâmica em dois planos perpendiculares. Pressão suave com o transdutor ou com a mão livre avalia a mobilidade uterina e procura dor sítio-específica.
Na secção transversal do útero, os vasos arqueados aparecem junto à borda miometrial externa. A zona juncional (também chamada miométrio interno, arquimiométrio ou stratum subvasculare) é o halo hipoecogênico subendometrial, composto por fibras musculares lisas longitudinais e circulares densamente compactadas.
Medidas do útero e das paredes
d2 = maior diâmetro anteroposterior, no plano sagital. d3 = maior diâmetro transverso, no plano transverso.
Volume (cm³) = d1 × d2 × d3 × 0,523
Se a finalidade é avaliar o miométrio (adenomiose, por exemplo), o volume exclui o colo. Se o comprimento total é que interessa (avaliação pré-operatória), some o colo: total = d1 + c.
No plano sagital, perpendiculares ao endométrio, ambas na mesma imagem, no ponto mais espesso de cada parede.
Calcula-se a razão anterior/posterior: em torno de 1 = paredes simétricas; bem acima ou bem abaixo de 1 = assimetria, que também pode ser estimada subjetivamente.
O contorno seroso do útero é relatado como regular ou lobulado. A ecogenicidade global do miométrio, como homogênea ou heterogênea, e, se heterogênea, o motivo (cistos, sombra) deve ser especificado.
A zona juncional

A JZ é frequentemente visível ao 2D, mas o volume 3D permite avaliação completa nos planos sagital, transverso e coronal. Ela é relatada como regular, irregular, interrompida, não visível ou não avaliável, e pode ter mais de um atributo ao mesmo tempo (irregular e interrompida).
Magnitude da irregularidade: JZdif = JZmax − JZmin.
Extensão: percentual da JZ irregular ou interrompida, estimado subjetivamente (< 50% ou ≥ 50%), para o útero todo ou por localização.
Se a JZ é mal definida ou não visível, registra-se não mensurável.
Em 2022 o painel concluiu que a medida da espessura da JZ não tem, hoje, papel na prática clínica, e que não há evidência para um ponto de corte diagnóstico. As medidas seguem relevantes em pesquisa.
Descrever uma lesão miometrial
A patologia miometrial é localizada (uma ou mais lesões) ou difusa. A lesão é bem definida, como no mioma típico, ou mal definida, como na adenomiose difusa.
Localização: anterior, posterior, fúndica, lateral direita ou lateral esquerda, ou global, quando a doença acomete todo o miométrio difusamente.
Margem livre interna (IFM): menor distância entre o endométrio e a borda interna da lesão.
Margem livre externa (OFM): menor distância entre a serosa e a borda externa da lesão.
Para lesões mal definidas, que por definição são difíceis de delimitar:
Penetração = espessura máxima da lesão perpendicular ao endométrio ÷ espessura máxima da parede, na mesma imagem.
Extensão: localizada se envolve < 50% do volume miometrial total, difusa se ≥ 50%.
Ecogenicidade, halo e forma
A ecogenicidade é uniforme (homogênea ou com padrão simétrico) ou não uniforme. Uma lesão uniforme é hipo-, iso- ou hiperecogênica. A não uniformidade vem de ecogenicidade mista, áreas ecogênicas ou áreas císticas: estas, regulares ou irregulares.
O conteúdo cístico pode ser anecoico, de baixo nível, em vidro fosco ou de ecogenicidade mista. Áreas anecoicas se distinguem de vasos calibrosos com power Doppler, confirmando a ausência de fluxo.
O halo (rim) da lesão é hipoecogênico, hiperecogênico ou mal definido em relação ao miométrio. A forma é redonda ou não redonda, e, se não redonda, oval, lobulada ou irregular.
Sombra acústica







Sombra interna: origina-se de áreas dentro da lesão.
Sombra em leque: faixas lineares hipoecogênicas, às vezes alternadas com faixas lineares hiperecogênicas. Pode ser causada por estruturas (micro)císticas sobrejacentes.
Em todos, o grau é subjetivo: leve, moderado ou forte.
Cistos, ilhas e brotos








Alguns cistos não são mensuráveis individualmente e formam agregados de microcistos hipoecogênicos: as lacunas anecoicas. Costuma haver vários agregados numa mesma área.
Devem ser distinguidas dos pontos ecogênicos subendometriais, que são achado diferente.








Também devem ser distinguidos dos pequenos pontos hiperecogênicos do subendométrio.
Vascularização e color score
Magnificação e ajustes maximizando sensibilidade; o ganho deve ser reduzido até que todos os artefatos de cor desapareçam. Em geral, ajustes que detectam velocidades de 3 a 9 cm/s são ótimos, mas isso varia entre aparelhos.

Os vasos arqueados correm na periferia do miométrio, paralelos à serosa. Perpendiculares a eles, as artérias e veias radiais atravessam o miométrio.


O escore é subjetivo e leva em conta tanto o percentual vascularizado quanto a tonalidade da cor. Atribuído à lesão como um todo, mas, quando a vascularização é desigual (áreas císticas, necrose central), o escore reflete as partes sólidas. Pode ser atribuído separadamente à vascularização circunferencial e à intralesional.
O laudo na prática clínica
O consenso separa o que é importante na prática diária do que é de interesse para pesquisa. Na prática, o laudo do miométrio pode ser bem mais enxuto:
| O que descrever | Como |
|---|---|
| Corpo uterino | Comprimento, diâmetro anteroposterior, diâmetro transverso |
| Paredes miometriais | Simétricas / assimétricas |
| Ecogenicidade global | Homogênea / heterogênea |
| Lesões miometriais | Bem definida / mal definida |
| Número | 1, 2, 3, ou estimativa se mais de 4 |
| Localização | Anterior, posterior, fúndica, lateral direita, lateral esquerda, global |
| Sítio (lesão bem definida) | Classificação FIGO 1–7 |
| Tamanho | Maior diâmetro da lesão relevante |
| Sombra | De borda · interna · em leque: presente / ausente |
| Cistos · ilhas hiperecogênicas · linhas e brotos | Presente / ausente |
| Zona juncional | Regular / mal definida (se irregular, interrompida, não visível ou não avaliável) |
| Padrão vascular do útero | Uniforme / não uniforme |
| Cor na lesão | Color score 1 a 4 |
Preferencialmente também um corte transverso e/ou uma reconstrução coronal 3D.
Havendo lesão, pelo menos um corte que a inclua, e preferencialmente uma imagem ampliada dela, em cinza e com power Doppler.
Para mapeamento de miomas, o 3D com os três planos ortogonais ou o TUI podem ser ilustrativos.
Adenomiose: os sinais e a revisão de 2022
A adenomiose é a proliferação de glândulas e estroma endometriais que produz lesões mal definidas no miométrio. Pode estar dispersa pelo miométrio (adenomiose difusa), restrita a uma parte dele (focal) e, raramente, apresentar-se como um cisto grande: cisto adenomiótico ou adenomioma cístico.
Adenomiose focal não é a mesma coisa que adenomioma: o adenomioma é definido pelos patologistas como adenomiose focal com hipertrofia compensatória do miométrio ao redor.
A divisão de 2022: diretos e indiretos

cistos miometriais · ilhas hiperecogênicas · linhas e brotos subendometriais ecogênicos.
Indiretos (são consequência desse tecido, por hipertrofia muscular ou artefato):
útero globoso · espessamento miometrial assimétrico · sombra em leque · vascularização translesional · JZ irregular · JZ interrompida.
2. Uma JZ regular e não interrompida é indicador de ausência de adenomiose.
3. A importância relativa de cada sinal isolado ainda é desconhecida: faltam estudos prospectivos.

As definições revisadas
| Sinal | O que 2022 fixou |
|---|---|
| Cistos miometriais direto | Espaços císticos redondos ou ovais de qualquer tamanho dentro do miométrio. Sem tamanho mínimo nem máximo; o halo hiperecogênico não é obrigatório. Como regra de bolso, usar Doppler colorido para separar vaso de cisto. |
| Ilhas hiperecogênicas direto | Áreas hiperecogênicas no miométrio sem conexão com o endométrio. Sem distância mínima do endométrio, sem diâmetro mínimo, sem número mínimo. Podem ser regulares, irregulares ou mal definidas. |
| Linhas e brotos subendometriais direto | Definição inalterada. Acrescentou-se que qualquer forma de invasão de tecido endometrial no miométrio conta como sinal, mesmo sem o aspecto de linha ou broto. |
| Útero globoso indireto | A serosa miometrial diverge do colo em pelo menos duas direções (anterior/posterior/lateral), em vez de seguir trajeto paralelo ao endométrio, e os diâmetros medidos do corpo são aproximadamente iguais. Globoso é forma, não tamanho. |
| Espessamento assimétrico indireto | Só como regra de bolso: diferença entre as paredes anterior e posterior maior que 5 mm, ou razão bem acima/abaixo de 1. Não há ponto de corte com base em evidência. |
| Sombra em leque indireto | Faixas hipoecogênicas atrás da lesão miometrial, às vezes alternadas com faixas hiperecogênicas (leve/moderada/forte). Melhor avaliada em modo B, sem Doppler colorido. |
| Vascularização translesional indireto | Definição inalterada. Regra de bolso: translesional é mais provável na adenomiose difusa; a circunferencial pode aparecer quando há adenomioma. |
| JZ irregular indireto | Irregular por áreas císticas, pontos hiperecogênicos, brotos e linhas hiperecogênicas. A medida da espessura da JZ não tem hoje papel na prática clínica. |
| JZ interrompida indireto | Há interrupção quando parte da JZ não pode ser visualizada ao US transvaginal 2D ou 3D em qualquer plano. Não é possível especificar a proporção (< 50% ou ≥ 50%). JZ não interrompida = claramente vista em todos os planos. |

cistos miometriais 86–98% de especificidade, 47–55% de sensibilidade;
linhas e brotos 83–95,5% e 12–54%;
ilhas hiperecogênicas 78% e 51%.
Os indiretos tendem a ser mais fáceis de ver, e tanto mais quanto mais avançada a doença, mas com sensibilidade heterogênea: assimetria de paredes 23–62%, útero globoso 51–74%. Miomas explicam parte dessa assimetria e desse formato globoso.
Ao US transvaginal como um todo, uma meta-análise encontrou sensibilidade e especificidade de 78%, com a histopatologia da histerectomia como padrão de referência.
Mioma típico, atípico e as degenerações
Histologicamente são células musculares lisas e tecido conjuntivo em espirais densamente compactadas, e a sombra acústica pode nascer da interface entre feixes musculares, conjuntivo hialinizado e miométrio normal.





| Degeneração | Aspecto ao US |
|---|---|
| Vermelha | Manifestação inicial, dias após o infarto; a degeneração espontânea pode ocorrer na gravidez. Pode ser inaparente, mas há relatos de lesão homogênea, hipoecogênica, com halo hiperecogênico e sem vascularização interna. Hemorragia e edema podem gerar ecogenicidade mista. |
| Hialina | Manifestação tardia mais comum após o infarto; alguns miomas mostram ecogenicidade mista ou áreas císticas hipoecogênicas. |
| Cística / mixoide | Áreas císticas hipoecogênicas regulares, com conteúdo líquido ou mixoide. |
| Após infarto induzido | Frequentemente uniformes, hipoecogênicos, com halo hiperecogênico e sombra acústica, sem vascularização interna, ou, no máximo, alguns vasos esparsos. |
Sarcomas e o território cinzento
Os sarcomas malignos incluem leiomiossarcoma, sarcoma do estroma endometrial, adenossarcoma e sarcoma indiferenciado. Apresentam-se como lesões puramente miometriais, tipicamente únicas e grandes. Os achados podem ser indistinguíveis dos de um mioma comum, ou compor uma massa irregularmente vascularizada, de contorno regular ou irregular, com áreas anecoicas irregulares por necrose.


Leiomiomatose intravenosa, leiomiomatose peritoneal disseminada e leiomioma metastatizante benigno têm os mesmos achados de miomas comuns. Costumam ser múltiplos e podem ser reconhecidos pela localização fora dos limites uterinos. Devem ser distinguidos da leiomiomatose difusa.
Mioma × adenomiose
| Achado | Mioma típico | Adenomiose |
|---|---|---|
| Contorno seroso do útero | Lobulado ou regular | Frequentemente útero globalmente aumentado |
| Definição da lesão | Bem definida | Mal definida na difusa (o adenomioma pode ser bem definido) |
| Simetria das paredes | Assimétrica na presença de lesão bem definida | Assimetria anteroposterior do miométrio |
| Forma | Redonda, oval, lobulada | Mal definida |
| Contorno da lesão | Liso | Irregular ou mal definido |
| Halo | Hipo- ou hiperecogênico | Sem halo |
| Sombra | Sombra de borda, sombra interna (muitas vezes em leque) | Sem sombra de borda; sombra em leque |
| Ecogenicidade | Uniforme (hiper-, iso-, hipo-) ou mista | Não uniforme: mista; cistos, ilhas hiperecogênicas, linhas e brotos |
| Vascularização | Fluxo circunferencial | Fluxo translesional |
| JZ | Regular ou não visível | Irregular, interrompida ou mal definida (a espessura saiu em 2022) |
| JZ: interrupção | Interrompida ou estirada nas áreas com lesões FIGO 1–3 | Interrompida mesmo sem lesão localizada |
Pontos de prova: alto rendimento
| Volume uterino | d1 × d2 × d3 × 0,523. Para avaliar miométrio, exclui o colo. |
| d1 | Fundo + cavidade, medidos preferencialmente em separado. |
| Paredes miometriais | Da serosa ao contorno externo do endométrio, incluindo a JZ, excluindo o endométrio; sagital, perpendicular, mesma imagem, ponto mais espesso. |
| Assimetria de paredes | Razão A/P em torno de 1 = simétrico. Regra de bolso de 2022: diferença > 5 mm, sem ponto de corte baseado em evidência. |
| Descritores da JZ | Regular · irregular · interrompida · não visível · não avaliável. |
| Espessura da JZ | Sem papel na prática clínica (consenso de 2022). Segue relevante em pesquisa. |
| JZdif | JZmax − JZmin. Extensão da irregularidade: < 50% ou ≥ 50%, subjetiva. |
| Sinais DIRETOS de adenomiose | Cistos miometriais · ilhas hiperecogênicas · linhas e brotos subendometriais. |
| Sinais INDIRETOS | Útero globoso · espessamento assimétrico · sombra em leque · vascularização translesional · JZ irregular · JZ interrompida. |
| A regra de ouro de 2022 | Sem sinal direto, os indiretos não são conclusivos. JZ regular e não interrompida indica ausência de adenomiose. |
| Cisto miometrial (2022) | Espaço cístico redondo ou oval de qualquer tamanho; halo não obrigatório; Doppler colorido separa vaso de cisto. |
| Ilha hiperecogênica (2022) | Sem conexão com o endométrio; sem distância, diâmetro ou número mínimos. |
| Útero globoso (2022) | Serosa diverge do colo em pelo menos duas direções e diâmetros aproximadamente iguais. É forma, não tamanho. |
| Sombra em leque (2022) | Atrás da lesão; avaliar em modo B sem Doppler. Sombra de borda lateral aponta mioma ou cicatriz de cesárea. |
| Translesional × circunferencial | Translesional = adenomiose (mais na difusa). Circunferencial = mioma, e pode aparecer no adenomioma. |
| Color score | 1 sem cor · 2 mínima · 3 moderada · 4 abundante. Considera percentual vascularizado e tonalidade. |
| Ajuste de Doppler | Power Doppler preferido; velocidades de 3–9 cm/s; ganho reduzido até sumir o artefato de cor. |
| Índices 3D (VI, FI, VFI) | Não usar fora de pesquisa: dependem dos ajustes do aparelho. |
| Sítio do mioma | Classificação FIGO 0–8: 0 pediculado intracavitário → 7 subseroso pediculado; 8 = outros. |
| Extensão de lesão mal definida | Localizada < 50% do volume miometrial · difusa ≥ 50%. |
| Penetração | Espessura máxima da lesão ÷ espessura máxima da parede, perpendicular ao endométrio, na mesma imagem. |
| Especificidade dos diretos | Cistos 86–98% · linhas e brotos 83–95,5% · ilhas 78%, com sensibilidade baixa (47–55%, 12–54%, 51%). |
| Adenomiose focal × adenomioma | Adenomioma = adenomiose focal com hipertrofia compensatória do miométrio ao redor. |
| Mioma típico | Redondo, bem definido, sombra de borda e/ou interna em leque, fluxo circunferencial. |
| Mioma atípico | Termo do consenso para o mioma sem os achados típicos: sinaliza incerteza. |
| Sarcoma | Lesão puramente miometrial, tipicamente única e grande; pode ser indistinguível de mioma, ou massa irregularmente vascularizada com áreas anecoicas de necrose. |
| STUMP | Sem achados ultrassonográficos descritos. |
| Endométrio | Descrito com o léxico IETA, não com o MUSA. |
| Halo × sombra de borda | São do mioma. A adenomiose não tem halo nem sombra de borda. |
Armadilhas e erros comuns
De técnica
- Avaliar sombra em leque com Doppler colorido ligado: o sinal é de modo B.
- Deixar o ganho de Doppler alto: artefato de cor vira falso color score.
- Usar Doppler colorido onde o power seria superior para vasos lentos.
- Medir as paredes em imagens diferentes, ou incluir o endométrio na medida.
- Confundir área anecoica com vaso: o power Doppler resolve.
- Usar índices 3D (VI/FI/VFI) como se fossem medida clínica.
De interpretação
- Concluir adenomiose só com sinais indiretos: o consenso de 2022 diz que não fecham.
- Tratar útero globoso como tamanho: é forma, e falseia com mioma ou alteração intracavitária.
- Aplicar o corte de 5 mm de assimetria como critério duro: é regra de bolso.
- Ler contração transitória ou útero rodado como assimetria verdadeira.
- Chamar de ilha hiperecogênica o que está em conexão com o endométrio.
- Confundir pontos ecogênicos subendometriais com ilhas ou com brotos.
- Esquecer que invasão endometrial na pós-menopausa pode ser malignidade.
- Assumir que degeneração significa benignidade.
Questões
Questões
uma passada rápida no que o caderno cobraQuestão 1 / 6Útero globoso, com espessamento assimétrico da parede posterior e sombra em leque atrás da área espessada. Ao exame cuidadoso não se identificam cistos miometriais, ilhas hiperecogênicas nem linhas ou brotos subendometriais. Qual a conclusão correta segundo o consenso de 2022?
Sobre a avaliação da zona juncional após a revisão de 2022, qual afirmativa está correta?
Lesão miometrial mal definida, sem halo, com vasos que atravessam a lesão perpendicularmente à cavidade. Qual a leitura desse padrão vascular?
Ao avaliar sombra acústica numa lesão miometrial, qual conduta e interpretação estão corretas?
Mioma bem definido, inteiramente intramural, mas em contato com o endométrio, sem componente submucoso. Qual o sítio pela classificação FIGO?
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As definições dos sinais de adenomiose seguem a revisão de 2022; o restante do léxico (medidas, zona juncional, descrição de lesões, vascularização, miomas e sarcomas) vem do consenso de 2015. A classificação FIGO dos miomas é a de Munro et al, reproduzida no consenso.