Cadernos QRad 111 · TC de Dupla Energia e Realce pelo Contraste
Física · tomografia

TC de Dupla Energia e Realce pelo Contraste

Fontes: Parakh et al: 2021 e Alyani Nezhad et al: 2026, RadioGraphics

Por que o iodo brilha

O iodo (Z = 53) tem a borda K em 33,2 keV: quanto mais perto dela estiver a energia do feixe, mais ele absorve em relação à água. Daí duas ideias que este caderno junta: na TC comum, baixar o kV aumenta o realce; na TC de dupla energia, as imagens de baixo keV fazem o mesmo, e a diferença entre as duas energias permite separar materiais.

Tensão do tuboRealce do iodo (120 kV = 1)
80 kV (energia média cerca de 45 keV)1,68
100 kV1,27
120 kV1
140 kV (cerca de 67 keV)0,83
Mesmo paciente a 100 e a 120 kV
100 kV: tronco pulmonar com 424 UH (unidades Hounsfield).
100 kV: tronco pulmonar com 424 UH (unidades Hounsfield).
120 kV, mesmo protocolo: 334 UH.
120 kV, mesmo protocolo: 334 UH.
Fonte: Alyani Nezhad Z, Toia GV, Rose SD, et al. RadioGraphics 2026;46(7):e250192, Fig. 7. Ver artigo
baixo kV economiza iodo A 100 kV o mesmo bolo realça 27% mais. Num estudo, 42,5 mL a 80 kV deram o mesmo realce da artéria pulmonar que 77 mL a 120 kV. O preço é ruído maior e endurecimento do feixe em pacientes grandes.

Dupla energia: plataformas e imagens

PlataformaComo adquireDecompõe
Fonte duplaDois tubos com kV diferentes (filtro de estanho no alto)3 materiais, no domínio da imagem
Alternância rápida de kVUm tubo alternando 80 e 140 kV2 materiais, na projeção
Detector de dupla camadaUm feixe; camadas do detector separam as energias2 materiais, na projeção · ruído constante em todos os keV
Filtro divididoFeixe dividido por filtros de ouro e estanho3 materiais
ImagemPara quê
Monoenergética de baixo keV (40 a 65)Mais contraste do iodo: lesões hipervasculares, TEP (tromboembolia pulmonar), menos contraste injetado · mais ruído
Monoenergética de 65 a 75 keVEquivale à fase portal de rotina a 120 kV
Monoenergética de alto keV (108 a 149)Reduz o artefato de metal (não a falta de fótons) · apaga o iodo
Mapa de iodoRealça ou não realça, perfusão pulmonar, sangramento
Sem contraste virtualDispensa a fase sem contraste verdadeira
Mapa de uratoGota e cálculo de ácido úrico
Sem cálcio virtualEdema da medula óssea
Mapa de cálcioCalcificação × hemorragia cerebral
A atenuação muda com o keV: cisto renal simples
RM T2: o cisto (asterisco).
RM T2: o cisto (asterisco).
50 keV: 24,3 UH.
50 keV: 24,3 UH.
70 keV: 13,2 UH.
70 keV: 13,2 UH.
140 keV: 5,2 UH.
140 keV: 5,2 UH.
Fonte: Parakh A, Lennartz S, An C, et al. RadioGraphics 2021;41(1):98-119, Fig. 3. Ver artigo
Calcificação × hemorragia cerebral, trauma
Imagem convencional: foco denso (seta).
Imagem convencional: foco denso (seta).
Mapa de iodo.
Mapa de iodo.
Sem cálcio virtual: o foco some (era cálcio) (seta).
Sem cálcio virtual: o foco some (era cálcio) (seta).
Fonte: Parakh A, Lennartz S, An C, et al. RadioGraphics 2021;41(1):98-119, Fig. 7. Ver artigo
Urato falso
Mapa de urato: pixels verdes no leito ungueal (seta).
Mapa de urato: pixels verdes no leito ungueal (seta).
Volume renderizado do pé: na pele e na sola (setas).
Volume renderizado do pé: na pele e na sola (setas).
Fonte: Parakh A, Lennartz S, An C, et al. RadioGraphics 2021;41(1):98-119, Fig. 22. Ver artigo
a UH muda com o keV O fígado mede 110 UH a 50 keV e 65 UH a 140 keV; um cisto renal simples, 24 UH a 50 keV e 5 UH a 140 keV. Anote o keV junto da medida: os cortes das diretrizes (20 UH de realce, por exemplo) foram feitos a 120 kVp.

Quantificação de iodo

IodoValor
Erro do mapaCerca de 10% do valor real
Limite de detecção0,3 a 0,5 mg/mL (qualitativo) · 0,5 a 1,0 mg/mL (quantitativo)
Corte de realce em massa renal1,5 mg/mL (independente da plataforma) · 0,5 mg/mL na fonte dupla · 1,3 a 2,0 na alternância rápida
NormalizaçãoRazão lesão/aorta reduz a variação entre aparelhos
MedidaSó no software do fabricante; a imagem colorida no PACS (picture archiving and communication system: o sistema de arquivo e visualização de imagens) é qualitativa
Cisto hemorrágico com iodo acima do corte
Portal a 70 keV: 90 UH (seta).
Portal a 70 keV: 90 UH (seta).
Mapa de iodo: 1,9 mg/mL (seta).
Mapa de iodo: 1,9 mg/mL (seta).
Sem contraste verdadeiro: 66 UH (seta).
Sem contraste verdadeiro: 66 UH (seta).
RM T1: hipersinal (seta).
RM T1: hipersinal (seta).
RM pós-contraste: sem realce (seta).
RM pós-contraste: sem realce (seta).
Fonte: Parakh A, Lennartz S, An C, et al. RadioGraphics 2021;41(1):98-119, Fig. 21. Ver artigo
Terceiro material no mapa de iodo
Medicamento denso no intestino (seta).
Medicamento denso no intestino (seta).
Marca-passo (seta).
Marca-passo (seta).
Enxerto aórtico (seta).
Enxerto aórtico (seta).
Fonte: Parakh A, Lennartz S, An C, et al. RadioGraphics 2021;41(1):98-119, Fig. 6. Ver artigo
a regra binária A decomposição separa só os dois materiais do par. Um terceiro (cálcio, metal, medicamento denso, stent) aparece no mapa de iodo sem ter iodo. Cálcio é claro no mapa de iodo; bário e iodo se comportam igual em todas as imagens de dupla energia (só a fase sem contraste verdadeira separa).

Armadilhas da dupla energia

ArmadilhaComo apareceO que fazer
PseudorrealceLesão renal pequena parece realçar (40 a 70 keV ainda sofrem)Monoenergética de 80 keV ou mais; mapa de iodo
Fora do campoCorpo além de 50 cm: crescente claro na periferiaCentrar o paciente
Gás na alçaPseudopneumatose e falso hiper-realce no mapa de iodo (até 84%)Confirmar na monoenergética
Falso defeito de perfusãoEndurecimento por contraste na veia cava e subclávia (ápices), movimento do coração (língula) e do diafragma (bases), enfisema, bolhaLer junto com a janela de pulmão
Sem contraste virtualIodo concentrado não sai (artérias na fase arterial, pelve renal na excretora, bolo na veia); superestima 10 a 15 UHAdrenal: perde sensibilidade, não especificidade
Cálculos que somemMenores de 2,8 mm ou de menos de 387 UH no sem contraste virtualFase sem contraste verdadeira
Urato falsoLeito ungueal, pele, calosidades (queratina) em até 88%Separação espectral maior, filtros
Lipiodol, clipes, stentsSubtraídos de forma irregularComparar com a fase verdadeira
Fora do campo, homem de 56 anos
70 keV: crescente claro na periferia (seta).
70 keV: crescente claro na periferia (seta).
Água (iodo): pior (seta).
Água (iodo): pior (seta).
Mapa de iodo: melhor (seta).
Mapa de iodo: melhor (seta).
Fonte: Parakh A, Lennartz S, An C, et al. RadioGraphics 2021;41(1):98-119, Fig. 1. Ver artigo
Peristalse
65 keV: traço que simula perfuração (setas).
65 keV: traço que simula perfuração (setas).
Água (iodo): o mesmo (setas).
Água (iodo): o mesmo (setas).
Mapa de iodo: atenua (setas).
Mapa de iodo: atenua (setas).
Fonte: Parakh A, Lennartz S, An C, et al. RadioGraphics 2021;41(1):98-119, Fig. 2. Ver artigo
Endurecimento por artrodese
Mapa de iodo: metástase hepática mascarada (seta).
Mapa de iodo: metástase hepática mascarada (seta).
Monoenergética (seta).
Monoenergética (seta).
Outra fase (seta).
Outra fase (seta).
Fonte: Parakh A, Lennartz S, An C, et al. RadioGraphics 2021;41(1):98-119, Fig. 9. Ver artigo
Endurecimento na pelve
Primeira geração: próstata com falso pouco iodo (ponta de seta).
Primeira geração: próstata com falso pouco iodo (ponta de seta).
Mapa de iodo (setas).
Mapa de iodo (setas).
Segunda geração: melhor.
Segunda geração: melhor.
Mapa de iodo.
Mapa de iodo.
Fonte: Parakh A, Lennartz S, An C, et al. RadioGraphics 2021;41(1):98-119, Fig. 10. Ver artigo
Raias dos ombros
Mapa de perfusão: falso defeito nos ápices (setas).
Mapa de perfusão: falso defeito nos ápices (setas).
Janela de pulmão normal.
Janela de pulmão normal.
Fonte: Parakh A, Lennartz S, An C, et al. RadioGraphics 2021;41(1):98-119, Fig. 11. Ver artigo
Iodo falso em cisto hepático
Mapa de iodo colorido: cor dentro do cisto (seta).
Mapa de iodo colorido: cor dentro do cisto (seta).
RM T2: cisto simples (seta).
RM T2: cisto simples (seta).
Fonte: Parakh A, Lennartz S, An C, et al. RadioGraphics 2021;41(1):98-119, Fig. 12. Ver artigo
Enfisema
Janela de pulmão (setas).
Janela de pulmão (setas).
Perfusão: defeitos em manchas (pontas de seta).
Perfusão: defeitos em manchas (pontas de seta).
Fonte: Parakh A, Lennartz S, An C, et al. RadioGraphics 2021;41(1):98-119, Fig. 13. Ver artigo
Bolha
Janela de pulmão (seta).
Janela de pulmão (seta).
Perfusão: defeito bem delimitado (ponta de seta).
Perfusão: defeito bem delimitado (ponta de seta).
Fonte: Parakh A, Lennartz S, An C, et al. RadioGraphics 2021;41(1):98-119, Fig. 14. Ver artigo
Movimento do coração
Perfusão: falso defeito junto ao coração, na língula (setas).
Perfusão: falso defeito junto ao coração, na língula (setas).
Fonte: Parakh A, Lennartz S, An C, et al. RadioGraphics 2021;41(1):98-119, Fig. 15. Ver artigo
Movimento do diafragma
Perfusão coronal: faixas sem iodo nas bases (setas).
Perfusão coronal: faixas sem iodo nas bases (setas).
Fonte: Parakh A, Lennartz S, An C, et al. RadioGraphics 2021;41(1):98-119, Fig. 16. Ver artigo
Contraste denso na veia
Raias da veia braquiocefálica (setas).
Raias da veia braquiocefálica (setas).
Janela de pulmão normal.
Janela de pulmão normal.
Fonte: Parakh A, Lennartz S, An C, et al. RadioGraphics 2021;41(1):98-119, Fig. 17. Ver artigo
Falso-negativo
Perfusão coronal: trombo segmentar não oclusivo sem defeito (seta).
Perfusão coronal: trombo segmentar não oclusivo sem defeito (seta).
Fonte: Parakh A, Lennartz S, An C, et al. RadioGraphics 2021;41(1):98-119, Fig. 18. Ver artigo
Gás na alça
Convencional: alça com gás (seta).
Convencional: alça com gás (seta).
Mapa de iodo: pseudopneumatose (seta).
Mapa de iodo: pseudopneumatose (seta).
Estômago (asterisco).
Estômago (asterisco).
Mapa de iodo: falso hiper-realce da parede (pontas de seta).
Mapa de iodo: falso hiper-realce da parede (pontas de seta).
Fonte: Parakh A, Lennartz S, An C, et al. RadioGraphics 2021;41(1):98-119, Fig. 19. Ver artigo
O mesmo cateter em cada aparelho
Convencional (setas).
Convencional (setas).
Dupla camada: escuro.
Dupla camada: escuro.
Alternância rápida: escuro com borda clara.
Alternância rápida: escuro com borda clara.
Filtro dividido: claro (seta).
Filtro dividido: claro (seta).
Fonte: Parakh A, Lennartz S, An C, et al. RadioGraphics 2021;41(1):98-119, Fig. 20. Ver artigo
Iodo que não sai: veia porta
Arterial (seta).
Arterial (seta).
Sem contraste virtual: iodo residual simulando trombo (seta).
Sem contraste virtual: iodo residual simulando trombo (seta).
Fonte: Parakh A, Lennartz S, An C, et al. RadioGraphics 2021;41(1):98-119, Fig. 23. Ver artigo
Iodo na pelve renal × cálculo
Excretora: pelve densa (seta).
Excretora: pelve densa (seta).
Sem contraste virtual: iodo não sai (saturação) (seta).
Sem contraste virtual: iodo não sai (saturação) (seta).
Sem contraste verdadeiro.
Sem contraste verdadeiro.
Cálculo ureteral (seta).
Cálculo ureteral (seta).
Sem contraste virtual: o cálculo (seta).
Sem contraste virtual: o cálculo (seta).
Sem contraste verdadeiro (seta).
Sem contraste verdadeiro (seta).
Fonte: Parakh A, Lennartz S, An C, et al. RadioGraphics 2021;41(1):98-119, Fig. 24. Ver artigo
Bolo na subclávia
Arterial (seta).
Arterial (seta).
Sem contraste virtual: iodo residual (seta).
Sem contraste virtual: iodo residual (seta).
Fonte: Parakh A, Lennartz S, An C, et al. RadioGraphics 2021;41(1):98-119, Fig. 25. Ver artigo
Lipiodol depois de quimioembolização
Arterial.
Arterial.
Iodo.
Iodo.
Sem contraste virtual: subtração irregular (pontas de seta).
Sem contraste virtual: subtração irregular (pontas de seta).
Sem contraste verdadeiro.
Sem contraste verdadeiro.
Fonte: Parakh A, Lennartz S, An C, et al. RadioGraphics 2021;41(1):98-119, Fig. 26. Ver artigo
Clipes e cálculo
Convencional (setas).
Convencional (setas).
Sem contraste virtual: clipes menos densos e cálculo apagado.
Sem contraste virtual: clipes menos densos e cálculo apagado.
Fonte: Parakh A, Lennartz S, An C, et al. RadioGraphics 2021;41(1):98-119, Fig. 27. Ver artigo
Stents
Convencional: stents pancreático e biliar (setas).
Convencional: stents pancreático e biliar (setas).
Sem contraste virtual: o pancreático some.
Sem contraste virtual: o pancreático some.
Fonte: Parakh A, Lennartz S, An C, et al. RadioGraphics 2021;41(1):98-119, Fig. 28. Ver artigo
Enxerto de Dacron
Convencional (seta).
Convencional (seta).
Sem contraste virtual: menos denso (seta).
Sem contraste virtual: menos denso (seta).
Fonte: Parakh A, Lennartz S, An C, et al. RadioGraphics 2021;41(1):98-119, Fig. 29. Ver artigo
Esteatose
Sem contraste verdadeiro: medidas no fígado e no baço.
Sem contraste verdadeiro: medidas no fígado e no baço.
Sem contraste virtual: valores diferentes.
Sem contraste virtual: valores diferentes.
Fonte: Parakh A, Lennartz S, An C, et al. RadioGraphics 2021;41(1):98-119, Fig. 30. Ver artigo

O que muda o realce

Os fatores agem de três jeitos sobre a curva tempo × realce: escalares multiplicam a curva inteira (kV, tamanho do paciente, volume sanguíneo, concentração); temporais mudam forma e hora do pico (débito cardíaco, taxa, volume, soro); de amostragem só mudam o momento em que o aparelho adquire (atraso, duração da aquisição).

FatorEfeito
Tamanho do pacienteO feixe endurece: a 120 kV o realce cai cerca de 4,5 UH por centímetro de diâmetro · mesma angio-TC: 810 UH (62 kg) a 388 UH (114 kg)
Volume sanguíneoDilui o bolo · em obeso o volume por kg é menor: 70 mL/kg superestima · gestação: plasma quase +50%
Débito cardíaco baixoPico maior, mais tardio e mais longo: daí o disparo automático pelo bolo (bolus tracking) ou o bolo-teste
Taxa de injeção (taxa de iodo, g I/s)Realce arterial proporcional à taxa de iodo · pesa cerca de 2,5 vezes mais na artéria que no parênquima
Volume de contrastePesa mais no parênquima que na artéria
ConcentraçãoProporcional: 100 UH com 300 mg I/mL viram cerca de 123 com 370
Soro depois+5 a 10% no pico arterial; troca até 30 mL de contraste; menos artefato na veia cava
Duração da aquisiçãoAquisição longa precisa de injeção longa, senão o realce cai do início ao fim
Antes e depois do contraste
Tórax sem contraste.
Tórax sem contraste.
Com contraste: tronco pulmonar, aortas e átrio (setas).
Com contraste: tronco pulmonar, aortas e átrio (setas).
Abdome sem contraste.
Abdome sem contraste.
Com contraste: fígado, aorta e veia cava (setas).
Com contraste: fígado, aorta e veia cava (setas).
Fonte: Alyani Nezhad Z, Toia GV, Rose SD, et al. RadioGraphics 2026;46(7):e250192, Fig. 1. Ver artigo
TEP
Sem contraste.
Sem contraste.
Com contraste, normal.
Com contraste, normal.
Falha de enchimento (seta).
Falha de enchimento (seta).
Fonte: Alyani Nezhad Z, Toia GV, Rose SD, et al. RadioGraphics 2026;46(7):e250192, Fig. 2. Ver artigo
Obeso de 174 kg
96 mL: exame não diagnóstico (seta).
96 mL: exame não diagnóstico (seta).
Novo bolo de 159 mL: diagnóstico (seta).
Novo bolo de 159 mL: diagnóstico (seta).
Fonte: Alyani Nezhad Z, Toia GV, Rose SD, et al. RadioGraphics 2026;46(7):e250192, Fig. 3. Ver artigo
Aquisição × injeção
Aquisição longa demais: a aorta cai de 276 para 208 UH do começo ao fim.
Aquisição longa demais: a aorta cai de 276 para 208 UH do começo ao fim.
Aquisição adequada: 380 e 340 UH.
Aquisição adequada: 380 e 340 UH.
Fonte: Alyani Nezhad Z, Toia GV, Rose SD, et al. RadioGraphics 2026;46(7):e250192, Fig. 10. Ver artigo
Chegada do contraste (veia do braço)Tempo
Artéria pulmonar7 a 10 s
Aorta ascendente12 a 15 s
Aorta abdominal15 a 18 s
Parênquima hepático30 a 40 s
o atraso certo Centre a aquisição no pico: atraso ótimo é o tempo do pico menos metade da duração da aquisição. Na mesma angio-TC pulmonar, cedo deu 390 UH, no tempo 601 e tarde 351. E subdosar o obeso por medo de reação também é erro: 96 mL não bastaram para um paciente de 174 kg; 159 mL deram exame diagnóstico.

Pontos de prova: alto rendimento

Borda K do iodo33,2 keV
80 kV1,68 × o realce de 120 kV
100 kV1,27
Baixo keVMais iodo, mais ruído
65 a 75 keVComo 120 kVp portal
Alto keVMetal (não falta de fótons)
Massa renalIodo ≥ 1,5 mg/mL
Sem contraste virtualSuperestima 10 a 15 UH
Regra bináriaTerceiro material engana
Pseudorrealce≥ 80 keV ajuda
Paciente maior−4,5 UH por cm
Débito baixoPico maior e tardio
TaxaManda na artéria
VolumeManda no parênquima
Soro+5 a 10% no pico

Armadilhas e erros comuns

Erros

  • Comparar UH de keV diferentes
  • Medir iodo na imagem colorida do PACS
  • Ler cálcio no mapa de iodo como realce
  • Confiar no sem contraste virtual para cálculo pequeno
  • Chamar de TEP o defeito por endurecimento no ápice
  • Usar 70 mL/kg no obeso
  • Subdosar contraste em paciente grande

Questões

Questões

uma passada rápida no que o caderno cobraQuestão 1 / 6
Questão 1

Mantido o protocolo, ao reduzir a tensão de 120 para 100 kV, o realce arterial pelo iodo:

Mais perto da borda K do iodo (33,2 keV), mais absorção: 100 kV ≈ 1,27 e 80 kV ≈ 1,68 vezes o realce de 120 kV. O custo é ruído maior.
↑revisar esta parte do caderno · Por que o iodo brilha
Questão 2

Na dupla energia, a imagem monoenergética usada para reduzir o artefato de prótese metálica é a de:

O alto keV reduz o endurecimento do feixe (não corrige a falta de fótons) e apaga o iodo. Baixo keV aumenta contraste e ruído.
↑revisar esta parte do caderno · Dupla energia: plataformas e imagens
Questão 3

No mapa de iodo, uma calcificação aórtica aparece clara. A explicação:

A decomposição é binária: um terceiro material (cálcio, metal, medicamento) é escrito como combinação do par iodo/água e aparece no mapa de iodo sem ter iodo.
↑revisar esta parte do caderno · Quantificação de iodo
Questão 4

Sobre o sem contraste virtual na avaliação de nódulo adrenal:

O sem contraste virtual superestima 10 a 15 UH: menos adenomas ficam abaixo do corte (perde sensibilidade), mas o que fica abaixo continua confiável (especificidade preservada).
↑revisar esta parte do caderno · Armadilhas da dupla energia
Questão 5

Paciente com débito cardíaco baixo. Na angio-TC, o pico de realce aórtico tende a ser:

Com débito baixo, menos sangue sem contraste dilui o bolo: pico maior, mais tardio e prolongado. Por isso o disparo pelo bolo é preferível ao atraso fixo.
↑revisar esta parte do caderno · O que muda o realce
Questão 6

Fator da injeção que mais pesa no realce arterial (mais que no parenquimatoso):

O realce arterial é proporcional à taxa de iodo (g I/s), com efeito cerca de 2,5 vezes maior que no parênquima. O volume pesa mais no parênquima.
↑revisar esta parte do caderno · O que muda o realce
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Fontes.
1. Parakh A, Lennartz S, An C, et al. Dual-Energy CT Images: Pearls and Pitfalls. RadioGraphics 2021;41(1):98-119. doi:10.1148/rg.2021200102
2. Alyani Nezhad Z, Toia GV, Rose SD, et al. Factors Affecting Contrast Enhancement on CT Images. RadioGraphics 2026;46(7):e250192. doi:10.1148/rg.250192

A fonte 1 mostra um cisto renal hemorrágico benigno com 1,9 mg/mL de iodo, acima do próprio corte de 1,5 mg/mL: o corte não é infalível. A fonte 2 não dá os tempos das fases portal e nefrográfica, nem doses em g de iodo por kg. Os gráficos e esquemas com texto em inglês ficaram de fora; algumas imagens trazem medidas em inglês (CT#, Mean). Conferido em 07/10/2026.