Cadernos QRad 78 · Doenças do Tabagismo e Atenuação em Mosaico
Tórax · TC

Doenças do Tabagismo e Atenuação em Mosaico

Fontes: Dulcich et al: 2026 e Kligerman et al: 2015, RadioGraphics

O cigarro e o mosaico

O cigarro faz mais que DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) e câncer: uma parte dos fumantes desenvolve doenças intersticiais próprias do tabagismo, com graus variados de inflamação e fibrose, que muitas vezes coexistem no mesmo pulmão. A primeira metade do caderno separa essas doenças na TC.

A segunda trata da atenuação em mosaico, um achado e não um diagnóstico: áreas de atenuação diferente lado a lado. Vem de doença das pequenas vias aéreas, de doença vascular ou de doença do parênquima (vidro fosco), e a dificuldade é saber qual área é a doente: a clara, a escura ou as duas.

GrupoDoenças
Atribuíveis ao tabacoPneumonia eosinofílica aguda · bronquiolite respiratória e doença intersticial associada · pneumonia por macrófagos alveolares (a antiga pneumonia intersticial descamativa) · histiocitose de Langerhans · fibrose intersticial relacionada ao tabagismo
Fortemente associadas, multifatoriaisFibrose pulmonar idiopática · enfisema combinado com fibrose

Enfisema e DPOC

Enfisema é o aumento irreversível dos espaços aéreos distais ao bronquíolo terminal, com destruição das paredes alveolares. O antigo critério "sem fibrose" caiu: fibrose e enfisema coexistem com frequência.

TipoImagemContexto
CentrolobularCentro do lóbulo secundário, predomínio superior, respeita os limites do lóbulo até avançarO mais comum, fortemente ligado ao fumo
ParasseptalPeriferia do lóbulo, junto da pleura · bolhas · pneumotórax espontâneoFumantes, com o centrolobular
PanlobularDestruição uniforme do lóbulo, áreas extensas sem arquitetura, predomínio inferiorReservado à deficiência de alfa-1-antitripsina
Graduação visual (Fleischner)Definição
Centrolobular leve0,5 a 5% de uma zona pulmonar
Centrolobular moderadoMais de 5% de uma zona
ConfluenteLucências que se juntam em vários lóbulos
Destrutivo avançadoLucências difusas, lóbulos hiperexpandidos e distorção
Parasseptal leve × substancialLucências subpleurais de menos de 1 cm × maiores, algumas de mais de 1 cm
Graus de enfisema centrolobular (Fleischner), quatro pacientes
Leve: 0,5 a 5% de uma zona.
Leve: 0,5 a 5% de uma zona.
Moderado: mais de 5% de uma zona.
Moderado: mais de 5% de uma zona.
Confluente: lucências que se juntam em vários lóbulos.
Confluente: lucências que se juntam em vários lóbulos.
Destrutivo avançado: lucências difusas, lóbulos hiperexpandidos e distorção.
Destrutivo avançado: lucências difusas, lóbulos hiperexpandidos e distorção.
Fonte: Dulcich G, Mestas Nuñez M et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250167, Fig. 3. Ver artigo
Enfisema parasseptal
Leve: lucências subpleurais redondas de menos de 1 cm.
Leve: lucências subpleurais redondas de menos de 1 cm.
Substancial: lucências maiores, algumas de mais de 1 cm, junto da parede e da pleura mediastinal.
Substancial: lucências maiores, algumas de mais de 1 cm, junto da parede e da pleura mediastinal.
Fonte: Dulcich G, Mestas Nuñez M et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250167, Fig. 4. Ver artigo
a graduação visual vale É reprodutível, acompanha gravidade, perda de função e mortalidade, e o grau inicial prevê progressão. A TC acha enfisema em quem ainda não preenche o critério espirométrico de DPOC, e a TC de baixa dose serve tanto quanto a de dose padrão. Gravidade do enfisema também se associa a mais câncer de pulmão.
+ complemento · fenótipo de via aérea e redução de volume Bronquite crônica: espessamento difuso da parede brônquica, às vezes com tampões. Doença de pequena via aérea: vidro fosco centrolobular e mosaico com aprisionamento na expiração. Na redução de volume (cirurgia ou válvulas endobrônquicas), a TC procura enfisema heterogêneo, com um lobo muito doente ao lado de outro preservado, e cissuras completas. A síndrome do pulmão evanescente são bolhas gigantes, em geral superiores, de até um terço do hemitórax.
DPOC com predomínio de via aérea
TC axial: espessamento difuso da parede brônquica (setas).
TC axial: espessamento difuso da parede brônquica (setas).
Fonte: Dulcich G, Mestas Nuñez M et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250167, Fig. 5. Ver artigo
Síndrome do pulmão evanescente, homem de 37 anos com dispneia
Radiografia: hipertransparência dos campos superior e médio direitos (seta) e atelectasia em estrias embaixo.
Radiografia: hipertransparência dos campos superior e médio direitos (seta) e atelectasia em estrias embaixo.
TC coronal: bolha gigante de parede fina ocupando quase todo o hemitórax direito e comprimindo o pulmão; bolhas menores à esquerda, enfisema parasseptal e centr
TC coronal: bolha gigante de parede fina ocupando quase todo o hemitórax direito e comprimindo o pulmão; bolhas menores à esquerda, enfisema parasseptal e centrolobular.
Fonte: Dulcich G, Mestas Nuñez M et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250167, Fig. 6. Ver artigo

Doenças intersticiais do tabagismo

DoençaTCPistas
Pneumonia eosinofílica agudaVidro fosco em placas, septos espessados, pequenos derrames · difusa, periférica em um terçoHomem de 20 a 40 anos que começou ou voltou a fumar · lavado com 25% ou mais de eosinófilos · eosinófilos do sangue normais no início · melhora em 24 a 48 h com corticoide
Bronquiolite respiratória (e a doença intersticial associada)Nódulos centrolobulares em vidro fosco, mal definidos, superiores · vidro fosco em placas · enfisema centrolobular · aprisionamento nas basesSem sintoma: bronquiolite · com tosse, dispneia e alteração funcional: doença intersticial · a diferença é clínica · parar de fumar
Pneumonia por macrófagos alveolares (antiga descamativa)Vidro fosco extenso, inferior, periférico ou difuso · cistos pequenos dentro do vidro fosco em um terço40 a 60 anos, homem, fumo em até 90% (também ocupação, colagenose, fármacos)
Histiocitose de LangerhansNódulos de menos de 1 cm, alguns escavados, que viram cistos bizarros de parede fina e grossa · superior, poupando bases e seios costofrênicos20 a 40 anos, fumo em mais de 95% · pneumotórax em 15% · neoplasia mieloide (BRAF V600E) · 25% regridem ao parar de fumar
Fibrose intersticial do tabagismoReticulação leve periférica, superior e média · cistos agrupados de paredes finas nos segmentos superiores dos lobos inferiores, poupando a região subpleural · podem se juntar em lesões císticas de parede grossa, muitas vezes de mais de 2,5 cmFibrose hialina ("colágeno em corda") com enfisema · evolução indolente, ao contrário da fibrose pulmonar idiopática
Pneumonia eosinofílica aguda, homem de 30 anos
TC axial: septos espessados difusos (setas), consolidação e vidro fosco em placas, pequenos derrames.
TC axial: septos espessados difusos (setas), consolidação e vidro fosco em placas, pequenos derrames.
TC coronal: o mesmo.
TC coronal: o mesmo.
Fonte: Dulcich G, Mestas Nuñez M et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250167, Fig. 7. Ver artigo
Bronquiolite respiratória, fumante de 42 anos
TC axial: nódulos centrolobulares em vidro fosco, mal definidos (setas).
TC axial: nódulos centrolobulares em vidro fosco, mal definidos (setas).
Fonte: Dulcich G, Mestas Nuñez M et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250167, Fig. 8. Ver artigo
Pneumonia por macrófagos alveolares, homem de 50 anos
TC axial: vidro fosco extenso nas bases (setas pretas) e pequenos cistos (setas brancas).
TC axial: vidro fosco extenso nas bases (setas pretas) e pequenos cistos (setas brancas).
TC coronal: o predomínio inferior (setas).
TC coronal: o predomínio inferior (setas).
Fonte: Dulcich G, Mestas Nuñez M et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250167, Fig. 9. Ver artigo
Fases da histiocitose de Langerhans, quatro pacientes
Nódulos bronquiolocêntricos mal definidos (setas brancas): fase inflamatória inicial.
Nódulos bronquiolocêntricos mal definidos (setas brancas): fase inflamatória inicial.
Nódulos escavados (setas pretas).
Nódulos escavados (setas pretas).
Cistos bizarros de parede fina e grossa.
Cistos bizarros de parede fina e grossa.
Fase fibrocística avançada, com distorção.
Fase fibrocística avançada, com distorção.
Fonte: Dulcich G, Mestas Nuñez M et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250167, Fig. 11. Ver artigo
Histiocitose de Langerhans, fumante de 43 anos
TC axial: nódulos sólidos irregulares (setas pretas), nódulos escavados (setas brancas) e cistos (pontas de seta).
TC axial: nódulos sólidos irregulares (setas pretas), nódulos escavados (setas brancas) e cistos (pontas de seta).
TC coronal: predomínio superior, bases e seios costofrênicos poupados.
TC coronal: predomínio superior, bases e seios costofrênicos poupados.
Dezoito meses depois de parar de fumar: os nódulos quase sumiram; ficam cistos e enfisema.
Dezoito meses depois de parar de fumar: os nódulos quase sumiram; ficam cistos e enfisema.
Fonte: Dulcich G, Mestas Nuñez M et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250167, Fig. 12. Ver artigo
CistosFibrose do tabagismoFaveolamentoEnfisema parasseptal
FormaIrregulares, muitas vezes maioresRedondos, uniformes (cerca de 1 cm), em fileirasPoligonais, numa camada subpleural
ParedeFina, bem definidaGrossa, bem definidaFeita pelos septos
OndeSuperior e média, poupa a subpleuraInferior, sem pouparSuperior, sem poupar
Fibrose intersticial do tabagismo, três pacientes
Fumante de 70 anos: reticulação subpleural e vidro fosco em placas (setas brancas) cercados de enfisema, e cisto de parede irregular (seta preta).
Fumante de 70 anos: reticulação subpleural e vidro fosco em placas (setas brancas) cercados de enfisema, e cisto de parede irregular (seta preta).
O mesmo paciente, no pulmão direito posterior.
O mesmo paciente, no pulmão direito posterior.
Ex-fumante de 66 anos: reticulação, vidro fosco periférico e cistos agrupados de tamanhos e paredes variados, nas regiões posteriores.
Ex-fumante de 66 anos: reticulação, vidro fosco periférico e cistos agrupados de tamanhos e paredes variados, nas regiões posteriores.
Fonte: Dulcich G, Mestas Nuñez M et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250167, Fig. 13. Ver artigo
Fibrose do tabagismo com enfisema, homem de 62 anos
TC coronal: reticulação periférica, vidro fosco, cistos de parede grossa (setas pretas) e enfisema parasseptal superior extenso (setas brancas).
TC coronal: reticulação periférica, vidro fosco, cistos de parede grossa (setas pretas) e enfisema parasseptal superior extenso (setas brancas).
TC axial: os cistos de parede grossa (setas).
TC axial: os cistos de parede grossa (setas).
Fonte: Dulcich G, Mestas Nuñez M et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250167, Fig. 14. Ver artigo
Fibrose do tabagismo acompanhada por 6 anos, fumante de 45 anos
Inicial: vidro fosco periférico e cistos pequenos.
Inicial: vidro fosco periférico e cistos pequenos.
Três anos depois: mais reticulação.
Três anos depois: mais reticulação.
Seis anos depois: cistos de parede fina mais evidentes nos lobos inferiores, poupando a subpleura. Progressão lenta, sem grande aumento de extensão.
Seis anos depois: cistos de parede fina mais evidentes nos lobos inferiores, poupando a subpleura. Progressão lenta, sem grande aumento de extensão.
Fonte: Dulcich G, Mestas Nuñez M et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250167, Fig. 15. Ver artigo
não escreva "enfisema combinado com fibrose" O termo é impreciso e foi ampliado para qualquer enfisema com qualquer fibrose. No laudo, descreva separadamente o padrão e a extensão do enfisema e da fibrose, dizendo se a fibrose é ou não PIU (pneumonia intersticial usual). Mesmo assim, a combinação importa: espirometria "preservada" (um processo compensa o outro), mais hipertensão pulmonar e mais câncer de pulmão. Cisto grande de parede grossa favorece fibrose do tabagismo, não faveolamento.
OutrosO que saber
Fibrose pulmonar idiopáticaFumo é fator de risco independente, dose-dependente · PIU: reticulação subpleural e basal, bronquiectasia de tração, faveolamento
Alterações intersticiais (ILA)Achados bilaterais não pendentes em mais de 5% de uma zona · vira doença intersticial com sintoma, função alterada, fibrose em mais de 5% do volume pulmonar ou progressão · TC a cada 2 a 3 anos no de baixo risco
Lesão por cigarro eletrônico (EVALI)Uso nos últimos 90 dias · padrão de pneumonia em organização em 55%, centrado na via aérea em 9%, misto em 20%, dano alveolar nos graves
Pneumonia intersticial usual (fibrose pulmonar idiopática), homem de 76 anos
TC axial: reticulação subpleural, bronquiectasia de tração e faveolamento agrupado.
TC axial: reticulação subpleural, bronquiectasia de tração e faveolamento agrupado.
TC sagital: o predomínio basal (seta).
TC sagital: o predomínio basal (seta).
Fonte: Dulcich G, Mestas Nuñez M et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250167, Fig. 16. Ver artigo
Enfisema e fibrose no mesmo pulmão, dois pacientes
Homem de 76 anos, sagital: enfisema centrolobular confluente em cima e PIU nos lobos inferiores (setas).
Homem de 76 anos, sagital: enfisema centrolobular confluente em cima e PIU nos lobos inferiores (setas).
O mesmo paciente, axial.
O mesmo paciente, axial.
Homem de 73 anos, coronal: enfisema centrolobular com bolha apical e nódulo irregular no lobo inferior direito (seta), que era carcinoma epidermoide, sobre fibr
Homem de 73 anos, coronal: enfisema centrolobular com bolha apical e nódulo irregular no lobo inferior direito (seta), que era carcinoma epidermoide, sobre fibrose do tabagismo.
O mesmo paciente, axial: reticulação periférica e vidro fosco nas bases (setas).
O mesmo paciente, axial: reticulação periférica e vidro fosco nas bases (setas).
Fonte: Dulcich G, Mestas Nuñez M et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250167, Fig. 17. Ver artigo
Enfisema, PIU e fibrose do tabagismo juntos, ex-fumante de 75 anos
TC axial: grande lesão cística (seta branca), bronquiectasia de tração subpleural com faveolamento leve (seta preta), enfisema centrolobular e parasseptal (pont
TC axial: grande lesão cística (seta branca), bronquiectasia de tração subpleural com faveolamento leve (seta preta), enfisema centrolobular e parasseptal (pontas de seta).
Fonte: Dulcich G, Mestas Nuñez M et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250167, Fig. 18. Ver artigo
Alteração intersticial que progrediu, fumante de 78 anos
Inicial: vidro fosco subpleural no lobo inferior esquerdo.
Inicial: vidro fosco subpleural no lobo inferior esquerdo.
Dois anos depois: reticulação leve.
Dois anos depois: reticulação leve.
Quatro anos depois: distorção lobular. Virou doença intersticial fibrótica.
Quatro anos depois: distorção lobular. Virou doença intersticial fibrótica.
Fonte: Dulcich G, Mestas Nuñez M et al. RadioGraphics 2026;46(6):e250167, Fig. 19. Ver artigo

Atenuação em mosaico: as causas

CausaQuantoO que acontece
Parênquima (vidro fosco)Cerca de metadeA área densa é a doente · vasos do mesmo calibre nas duas áreas · edema, hemorragia, pneumocistose, dano alveolar, pneumonia em organização, pneumonite de hipersensibilidade, PINE (pneumonia intersticial não específica)
Pequenas vias aéreasCerca de um terçoA área clara é a doente (ar preso, menos perfusão por vasoconstrição hipóxica) · bronquiolite constritiva, asma, pneumonite de hipersensibilidade, bronquiolite respiratória
VascularO restoA área clara é a doente (menos fluxo) · TEP (tromboembolia pulmonar) crônico, hipertensão arterial pulmonar
Bronquiolite constritiva, mulher de 43 anos com artrite reumatoide
Inspiração: áreas claras geográficas (asteriscos) com vasos menores.
Inspiração: áreas claras geográficas (asteriscos) com vasos menores.
Expiração: as áreas claras não mudam (aprisionamento); a parede posterior da traqueia curvada para dentro (seta) mostra que a expiração foi boa.
Expiração: as áreas claras não mudam (aprisionamento); a parede posterior da traqueia curvada para dentro (seta) mostra que a expiração foi boa.
Fonte: Kligerman SJ, Henry T, Lin CT, Franks TJ, Galvin JR. RadioGraphics 2015;35(5):1360–1380, Fig. 1. Ver artigo
Pneumonia em organização, mulher de 55 anos
Inspiração: lobo superior esquerdo mais denso (asterisco).
Inspiração: lobo superior esquerdo mais denso (asterisco).
Expiração: tudo fica mais denso, sem aprisionamento. Vasos do mesmo calibre: a área densa é a doente.
Expiração: tudo fica mais denso, sem aprisionamento. Vasos do mesmo calibre: a área densa é a doente.
Fonte: Kligerman SJ, Henry T, Lin CT, Franks TJ, Galvin JR. RadioGraphics 2015;35(5):1360–1380, Fig. 2. Ver artigo
quanto mosaico é normal Um pouco de mosaico na inspiração aparece em até 20% das pessoas normais, e aprisionamento lobular em 40 a 80%, mais com a idade e no fumante. Aprisionamento em menos de três lóbulos vizinhos ou até um segmento aparece igual em normais e asmáticos. Mosaico ou aprisionamento em mais de um segmento costuma ter causa: procure.
Variação normal, mulher de 73 anos
Inspiração normal.
Inspiração normal.
Expiração: região anterior (asterisco) menos densa que a posterior e alguns lóbulos claros pendentes (setas). Sem significado patológico.
Expiração: região anterior (asterisco) menos densa que a posterior e alguns lóbulos claros pendentes (setas). Sem significado patológico.
Fonte: Kligerman SJ, Henry T, Lin CT, Franks TJ, Galvin JR. RadioGraphics 2015;35(5):1360–1380, Fig. 3. Ver artigo
Bronquiolite constritivaCausas
Pós-infecciosaVírus, micoplasma
ColagenoseArtrite reumatoide (a mais comum; olhe as erosões dos úmeros), lúpus, esclerose sistêmica
TransplanteRejeição crônica do pulmão (pelo menos 50% em 5 anos), doença do enxerto contra o hospedeiro
Fármacos e fumaçasPenicilamina, ouro, cocaína · NO2 (dióxido de nitrogênio), SO2 (dióxido de enxofre), amônia, cloro, diacetil (pipoca)
DIPNECH (hiperplasia difusa idiopática de células neuroendócrinas pulmonares)Mulher de meia-idade não fumante com "asma": mosaico com nódulos (menos de 5 mm, tumorlets; 5 mm ou mais, carcinoides)
Bronquiolite constritiva depois de transplante por fibrose cística, mulher de 22 anos
Pulmão quase homogêneo, com poucas áreas normais mais densas (asterisco), vias aéreas que não afilam (setas brancas) e fios de esternotomia em concha (seta pret
Pulmão quase homogêneo, com poucas áreas normais mais densas (asterisco), vias aéreas que não afilam (setas brancas) e fios de esternotomia em concha (seta preta).
Fonte: Kligerman SJ, Henry T, Lin CT, Franks TJ, Galvin JR. RadioGraphics 2015;35(5):1360–1380, Fig. 5. Ver artigo
Bronquiolite constritiva na artrite reumatoide, mulher de 41 anos
Mosaico de limites nítidos; sem expiração, o aprisionamento não pôde ser avaliado.
Mosaico de limites nítidos; sem expiração, o aprisionamento não pôde ser avaliado.
Janela óssea: erosões das cabeças umerais, a pista da artrite reumatoide.
Janela óssea: erosões das cabeças umerais, a pista da artrite reumatoide.
Fonte: Kligerman SJ, Henry T, Lin CT, Franks TJ, Galvin JR. RadioGraphics 2015;35(5):1360–1380, Fig. 19. Ver artigo
DIPNECH, mulher de 48 anos tratada como asma
Mosaico com nódulos de 3 a 6 mm (setas).
Mosaico com nódulos de 3 a 6 mm (setas).
Fonte: Kligerman SJ, Henry T, Lin CT, Franks TJ, Galvin JR. RadioGraphics 2015;35(5):1360–1380, Fig. 20. Ver artigo

Atenuação em mosaico: como diferenciar

PassoO que procurar
1. Vasos na área claraFinos: via aérea ou vascular · iguais nas duas áreas: parênquima · na hipertensão pulmonar, os vasos da área densa ficam maiores que o brônquio
2. Vias aéreas grandesEspessamento, distorção e tampões apontam doença de pequena via aérea (o melhor preditor, melhor que o aprisionamento) · bronquiectasia na área clara: pequena via aérea · na área densa: parênquima (pneumonia em organização, PINE)
3. Sinais diretosNódulos centrolobulares com mosaico = pequena via aérea · superiores, com vidro fosco e lóbulos claros: pneumonite de hipersensibilidade · enfisema ou fumo favorecem bronquiolite respiratória (o fumo protege da hipersensibilidade)
4. Artéria pulmonarTronco acima de 29 mm (homem) ou 27 mm (mulher) · tronco maior que a aorta · artéria segmentar maior que o brônquio em 3 lobos ou mais (muito específico)
5. CoraçãoVD (ventrículo direito) com parede acima de 4 mm, VD:VE (razão entre os ventrículos direito e esquerdo) acima de 1, septo retificado, refluxo para a veia cava inferior e as hepáticas · coração direito dilatado: procure shunt
6. Septos espessadosVidro fosco difuso com septos: edema, pneumocistose (periferia poupada, cistos), hemorragia, doença veno-oclusiva
7. FibroseFavorece causa intersticial (dano alveolar em organização, hipersensibilidade fibrótica)
8. ExpiraçãoA área clara não muda: aprisionamento (pequena via aérea) · tudo fica mais denso: parênquima ou vascular
Os vasos na área clara, três pacientes
TEP crônico, homem de 48 anos: áreas claras segmentares com vasos finos (setas brancas) e áreas densas (setas pretas); artéria segmentar maior que o brônquio (p
TEP crônico, homem de 48 anos: áreas claras segmentares com vasos finos (setas brancas) e áreas densas (setas pretas); artéria segmentar maior que o brônquio (pontas de seta) e artéria pulmonar esquerda dilatada (asterisco).
Asma mal controlada, homem de 54 anos: áreas claras bem definidas (asterisco), vasos finos e tampões nos brônquios que as suprem (setas).
Asma mal controlada, homem de 54 anos: áreas claras bem definidas (asterisco), vasos finos e tampões nos brônquios que as suprem (setas).
Hemorragia alveolar, homem de 41 anos: vidro fosco com pulmão normal, vasos de calibre igual e septos espessados (setas).
Hemorragia alveolar, homem de 41 anos: vidro fosco com pulmão normal, vasos de calibre igual e septos espessados (setas).
Fonte: Kligerman SJ, Henry T, Lin CT, Franks TJ, Galvin JR. RadioGraphics 2015;35(5):1360–1380, Fig. 6. Ver artigo
Onde estão os brônquios doentes, dois pacientes
Fibrose cística, mulher de 22 anos: bronquiectasias com tampões (setas) indo para o pulmão claro; brônquios normais no pulmão denso (asterisco).
Fibrose cística, mulher de 22 anos: bronquiectasias com tampões (setas) indo para o pulmão claro; brônquios normais no pulmão denso (asterisco).
Pneumonia em organização, mulher de 42 anos: brônquios dilatados (setas) no pulmão denso. O contrário da doença de pequena via aérea.
Pneumonia em organização, mulher de 42 anos: brônquios dilatados (setas) no pulmão denso. O contrário da doença de pequena via aérea.
Fonte: Kligerman SJ, Henry T, Lin CT, Franks TJ, Galvin JR. RadioGraphics 2015;35(5):1360–1380, Fig. 7. Ver artigo
Edema, mulher de 66 anos
Angio-TC coronal: mosaico lobular em vidro fosco, espessamento peribrônquico (seta branca) sem distorção nem tampões, pior nas áreas densas, e septos espessados
Angio-TC coronal: mosaico lobular em vidro fosco, espessamento peribrônquico (seta branca) sem distorção nem tampões, pior nas áreas densas, e septos espessados (setas pretas).
Fonte: Kligerman SJ, Henry T, Lin CT, Franks TJ, Galvin JR. RadioGraphics 2015;35(5):1360–1380, Fig. 8. Ver artigo
Nódulos centrolobulares com mosaico, dois pacientes
Pneumonite de hipersensibilidade, homem de 34 anos que cria papagaios: vidro fosco e nódulos centrolobulares de predomínio superior (setas) e lóbulos claros nas
Pneumonite de hipersensibilidade, homem de 34 anos que cria papagaios: vidro fosco e nódulos centrolobulares de predomínio superior (setas) e lóbulos claros nas bases (asterisco).
Bronquiolite respiratória, fumante de 29 anos: vidro fosco tênue, nódulos centrolobulares superiores (setas) e lucências nas bases (asterisco).
Bronquiolite respiratória, fumante de 29 anos: vidro fosco tênue, nódulos centrolobulares superiores (setas) e lucências nas bases (asterisco).
Fonte: Kligerman SJ, Henry T, Lin CT, Franks TJ, Galvin JR. RadioGraphics 2015;35(5):1360–1380, Fig. 10. Ver artigo
Pneumonite de hipersensibilidade fibrótica, mulher de 61 anos
Inspiração: mosaico, reticulação periférica média e superior (ponta de seta) e nódulos centrolobulares (setas).
Inspiração: mosaico, reticulação periférica média e superior (ponta de seta) e nódulos centrolobulares (setas).
Expiração: aprisionamento focal (asterisco).
Expiração: aprisionamento focal (asterisco).
Fonte: Kligerman SJ, Henry T, Lin CT, Franks TJ, Galvin JR. RadioGraphics 2015;35(5):1360–1380, Fig. 11. Ver artigo
Pneumonia intersticial descamativa, fumante de 50 anos
Lobos superiores: vidro fosco poupando lóbulos e nódulos centrolobulares mal definidos (seta), da bronquiolite respiratória que a acompanha.
Lobos superiores: vidro fosco poupando lóbulos e nódulos centrolobulares mal definidos (seta), da bronquiolite respiratória que a acompanha.
Fonte: Kligerman SJ, Henry T, Lin CT, Franks TJ, Galvin JR. RadioGraphics 2015;35(5):1360–1380, Fig. 12. Ver artigo
Pneumocistose, homem de 43 anos com aids (contagem de linfócitos T CD4 de 23)
Vidro fosco difuso poupando lóbulos, com septos espessados (seta).
Vidro fosco difuso poupando lóbulos, com septos espessados (seta).
Fonte: Kligerman SJ, Henry T, Lin CT, Franks TJ, Galvin JR. RadioGraphics 2015;35(5):1360–1380, Fig. 16. Ver artigo
Dano alveolar difuso, 26 anos
Consolidação e vidro fosco geográficos (asterisco) com lóbulos poupados (ponta de seta).
Consolidação e vidro fosco geográficos (asterisco) com lóbulos poupados (ponta de seta).
Fonte: Kligerman SJ, Henry T, Lin CT, Franks TJ, Galvin JR. RadioGraphics 2015;35(5):1360–1380, Fig. 17. Ver artigo
TEP crônicoHipertensão arterial pulmonar
MosaicoSegmentar ou subsegmentar, bem demarcadoPequenas áreas no lóbulo, vidro fosco perivascular (parece nódulo centrolobular)
ArtériasTrombo aderido, oclusão abrupta, teias e bandas, calibre irregularAfilamento abrupto, vasos em saca-rolhas
Por que importaTem tratamento invasivoTrombo in situ pode imitar TEP crônico
Hipertensão arterial pulmonar, mulher de 24 anos
Vidro fosco nodular centrado nas artérias.
Vidro fosco nodular centrado nas artérias.
Expiração: aumento difuso da densidade, sem aprisionamento.
Expiração: aumento difuso da densidade, sem aprisionamento.
Tronco pulmonar de só 26 mm, mas maior que a aorta.
Tronco pulmonar de só 26 mm, mas maior que a aorta.
Quatro câmaras: septo retificado na sístole (seta) e trabéculas do VD proeminentes.
Quatro câmaras: septo retificado na sístole (seta) e trabéculas do VD proeminentes.
Fonte: Kligerman SJ, Henry T, Lin CT, Franks TJ, Galvin JR. RadioGraphics 2015;35(5):1360–1380, Fig. 13. Ver artigo
TEP crônico, homem de 56 anos
Sagital: artérias segmentares finas na área clara (contorno branco) e grossas na densa (contorno preto); tronco pulmonar dilatado (asterisco).
Sagital: artérias segmentares finas na área clara (contorno branco) e grossas na densa (contorno preto); tronco pulmonar dilatado (asterisco).
Janela de partes moles: tronco muito maior que a aorta e trombo crônico na artéria pulmonar esquerda (seta).
Janela de partes moles: tronco muito maior que a aorta e trombo crônico na artéria pulmonar esquerda (seta).
Fonte: Kligerman SJ, Henry T, Lin CT, Franks TJ, Galvin JR. RadioGraphics 2015;35(5):1360–1380, Fig. 14. Ver artigo
Hipertensão pulmonar recém-diagnosticada, mulher de 75 anos
Mosaico e artéria subsegmentar do lobo superior direito muito maior que o brônquio (círculo); veia cava superior esquerda (seta).
Mosaico e artéria subsegmentar do lobo superior direito muito maior que o brônquio (círculo); veia cava superior esquerda (seta).
Átrio e ventrículo direitos dilatados e comunicação interatrial do tipo seio venoso (seta preta).
Átrio e ventrículo direitos dilatados e comunicação interatrial do tipo seio venoso (seta preta).
Veia do lobo superior direito drenando na cava superior (drenagem anômala parcial) e veia cava inferior dilatada com refluxo.
Veia do lobo superior direito drenando na cava superior (drenagem anômala parcial) e veia cava inferior dilatada com refluxo.
Fonte: Kligerman SJ, Henry T, Lin CT, Franks TJ, Galvin JR. RadioGraphics 2015;35(5):1360–1380, Fig. 15. Ver artigo
Doença veno-oclusiva, mulher de 36 anos tratada como hipertensão arterial pulmonar
Vidro fosco, septos espessados (setas brancas) e nódulos centrolobulares mal definidos (setas pretas).
Vidro fosco, septos espessados (setas brancas) e nódulos centrolobulares mal definidos (setas pretas).
Septo retificado (seta), VD hipertrofiado, septo interatrial abaulado para a esquerda e tronco maior que a aorta.
Septo retificado (seta), VD hipertrofiado, septo interatrial abaulado para a esquerda e tronco maior que a aorta.
Fonte: Kligerman SJ, Henry T, Lin CT, Franks TJ, Galvin JR. RadioGraphics 2015;35(5):1360–1380, Fig. 18. Ver artigo
a expiração que não foi expiração Confira se a parede membranosa posterior da traqueia se curva para dentro: sem isso, a expiração foi fraca e o aprisionamento não pode ser avaliado. O inverso também engana: o paciente que expira durante a aquisição "inspiratória" deixa o pulmão normal parecendo vidro fosco. E algumas doenças não brônquicas também prendem ar: TEP crônico, pneumonite de hipersensibilidade e a pneumonia por macrófagos (pela bronquiolite associada).
TEP crônico que prende ar, homem de 66 anos
Inspiração: áreas claras (asterisco), artéria pulmonar direita, átrio direito e cava inferior dilatados, refluxo nas hepáticas (seta).
Inspiração: áreas claras (asterisco), artéria pulmonar direita, átrio direito e cava inferior dilatados, refluxo nas hepáticas (seta).
Expiração 2 dias depois: aprisionamento (asterisco) e trombo calcificado aderido na artéria pulmonar direita (seta branca).
Expiração 2 dias depois: aprisionamento (asterisco) e trombo calcificado aderido na artéria pulmonar direita (seta branca).
Fonte: Kligerman SJ, Henry T, Lin CT, Franks TJ, Galvin JR. RadioGraphics 2015;35(5):1360–1380, Fig. 21. Ver artigo
Doença mista na artrite reumatoide, mulher de 60 anos
Inspiração.
Inspiração.
Expiração: as áreas densas normais ficam mais densas, as claras não mudam (aprisionamento) e o vidro fosco aumenta. A biópsia mostrou bronquiolite constritiva o
Expiração: as áreas densas normais ficam mais densas, as claras não mudam (aprisionamento) e o vidro fosco aumenta. A biópsia mostrou bronquiolite constritiva onde havia aprisionamento e pneumonia em organização no vidro fosco.
Fonte: Kligerman SJ, Henry T, Lin CT, Franks TJ, Galvin JR. RadioGraphics 2015;35(5):1360–1380, Fig. 22. Ver artigo
+ complemento · técnica da expiração Cortes finos em duas a seis alturas, em expiração forçada, com reconstrução de alta resolução. Indicações: doença bronquiolar conhecida que piorou, fator de risco para bronquiolite constritiva, ou mosaico achado por acaso (vale chamar o paciente de volta). Doença mista é comum: aprisionamento num lugar, vidro fosco em outro.

Pontos de prova: alto rendimento

CentrolobularSuperior, o mais comum
PanlobularInferior · alfa-1-antitripsina
ParasseptalSubpleural · pneumotórax
Fleischner leve0,5–5% de uma zona
Enfisema e câncerMais enfisema, mais câncer
Pneumonia eosinofílica agudaComeçou a fumar · septos, derrame · lavado ≥ 25%
Bronquiolite respiratóriaNódulos centrolobulares em vidro fosco superiores
Bronquiolite × doença intersticialDiferença clínica
Macrófagos alveolaresVidro fosco inferior, cistos em 1/3
LangerhansNódulos escavados e cistos bizarros · poupa as bases
Fibrose do tabagismoCistos agrupados, poupa a subpleura, lesões > 2,5 cm
FaveolamentoCistos de ~1 cm em fileiras, basais
Enfisema + fibroseDescrever separado · hipertensão pulmonar, câncer
ILA> 5% de uma zona
MosaicoAchado, não diagnóstico
CausasParênquima ~1/2, via aérea ~1/3, vascular
Aprisionamento normalLobular em 40–80%
> 1 segmentoProcurar causa
Vasos iguaisParênquima: a área densa é a doente
Bronquiectasia na área claraPequena via aérea
Nódulos centrolobulares + mosaicoPequena via aérea
Tronco > aortaHipertensão pulmonar
Segmentar > brônquio em ≥ 3 lobosHipertensão pulmonar
TEP crônicoMosaico segmentar, teias
ExpiraçãoClara que não muda = aprisionamento
Expiração boaTraqueia posterior curvada para dentro
DIPNECHMulher não fumante, mosaico e nódulos

Armadilhas e erros comuns

Erros

  • Chamar de doença o aprisionamento de poucos lóbulos
  • Achar que a área clara é sempre a normal
  • Ler aprisionamento numa expiração fraca
  • Chamar de vidro fosco o pulmão de quem expirou na aquisição
  • Escrever "enfisema combinado com fibrose" sem descrever cada um
  • Confundir cistos da fibrose do tabagismo com faveolamento
  • Esquecer a artéria pulmonar e o coração diante de um mosaico
  • Chamar de asma a DIPNECH

Questões

Questões

uma passada rápida no que o caderno cobraQuestão 1 / 6
Questão 1

Homem de 45 anos, não fumante, com enfisema de distribuição uniforme no lóbulo e predomínio nos lobos inferiores. A causa a investigar é:

O enfisema panlobular, uniforme no lóbulo e de predomínio inferior, é o da deficiência de alfa-1-antitripsina. O centrolobular, o mais comum, é superior e ligado ao fumo; o parasseptal é subpleural.
↑revisar esta parte do caderno · Enfisema e DPOC
Questão 2

Homem de 32 anos, fumante, com nódulos e cistos de formas bizarras nos lobos superiores, poupando as bases e os seios costofrênicos. O diagnóstico mais provável é:

Nódulos (alguns escavados) evoluindo para cistos bizarros, de predomínio superior e poupando as bases, em fumante jovem: histiocitose de Langerhans (fumo em mais de 95%). A linfangioleiomiomatose tem cistos difusos e regulares em mulheres; a pneumonia por macrófagos tem vidro fosco inferior.
↑revisar esta parte do caderno · Doenças intersticiais do tabagismo
Questão 3

Homem de 25 anos que voltou a fumar há 2 semanas, com dispneia, febre, vidro fosco com septos espessados e pequenos derrames. O lavado broncoalveolar tem 30% de eosinófilos. O diagnóstico é:

Doença aguda (até 1 mês), opacidades difusas com septos espessados e derrames, lavado com 25% ou mais de eosinófilos, em quem começou ou voltou a fumar: pneumonia eosinofílica aguda. Os eosinófilos do sangue costumam ser normais no início; melhora em 24 a 48 horas com corticoide.
↑revisar esta parte do caderno · Doenças intersticiais do tabagismo
Questão 4

Ex-fumante com cistos agrupados de paredes finas, de formas variadas, nos segmentos superiores dos lobos inferiores, poupando a região subpleural, e alguns cistos grandes de parede grossa. A hipótese que melhor explica é:

Cistos agrupados de formas variadas, poupando a subpleura, nos segmentos superiores dos lobos inferiores, que podem se juntar em lesões de parede grossa (muitas vezes de mais de 2,5 cm), são a marca da fibrose do tabagismo. O faveolamento é subpleural, basal, em fileiras de cistos de cerca de 1 cm; o parasseptal é uma camada subpleural.
↑revisar esta parte do caderno · Doenças intersticiais do tabagismo
Questão 5

TC com atenuação em mosaico: na área clara os vasos são finos e, na expiração, essa área não muda de atenuação. Há brônquios espessados com tampões que vão para a área clara. A causa mais provável é:

Área clara que não muda na expiração é aprisionamento, e brônquios doentes indo para a área clara apontam pequenas vias aéreas (o melhor preditor). Nas causas vasculares e de parênquima, todo o pulmão fica mais denso na expiração; no vidro fosco, os vasos têm o mesmo calibre nas duas áreas.
↑revisar esta parte do caderno · Atenuação em mosaico: como diferenciar
Questão 6

Quanto ao aprisionamento de ar na TC em expiração, é correto afirmar que:

Aprisionamento lobular aparece em 40 a 80% das pessoas normais e aumenta com a idade e o fumo; o que pede investigação é o que passa de um segmento. TEP crônico e pneumonite de hipersensibilidade também prendem ar. E sem a parede posterior da traqueia curvada para dentro, a expiração pode ter sido insuficiente.
↑revisar esta parte do caderno · Atenuação em mosaico: as causas
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Fontes.
Dulcich G, Mestas Nuñez M, Bang TJ, Zuccarino F, Perez-Johnston R, Cool C, Vargas D. Imaging Findings of Smoking-related Pulmonary Parenchymal Disease. RadioGraphics 2026;46(6):e250167. doi:10.1148/rg.250167
Kligerman SJ, Henry T, Lin CT, Franks TJ, Galvin JR. Mosaic Attenuation: Etiology, Methods of Differentiation, and Pitfalls. RadioGraphics 2015;35(5):1360–1380. doi:10.1148/rg.2015140308

PIU: pneumonia intersticial usual; PINE: pneumonia intersticial não específica; DIPNECH: hiperplasia difusa idiopática de células neuroendócrinas pulmonares. Conferido em 06/10/2026.

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