Cadernos QRad 106 · Medula e Canal: Emergências e Tumores
Neurorradiologia · coluna

Medula e Canal: Emergências e Tumores

Fontes: Jiao et al: 2025, Koeller e Shih 2019 e Shih e Koeller 2020, RadioGraphics

Primeiro o espaço

Diante de uma lesão no canal, o passo que mais estreita o diferencial é dizer em que espaço ela está. Na emergência, a TC costuma vir primeiro (mostra o osso); a RM separa o que comprime a medula, que tende a ir para a cirurgia, do que não comprime, tratado com antibiótico, embolização ou imunoterapia.

EspaçoO que temComo a dura se comporta
EpiduralGordura, vasos, raízes · limites: corpos e discos à frente, facetas e ligamento amarelo atrásÍntegra, mas se deforma acompanhando a lesão
SubduralEspaço virtual entre dura e aracnoideÍntegra e não se deforma; a coleção apaga o subaracnoide
SubaracnoideLíquor, medula, raízesLesão intradural: extramedular (desloca a medula) ou intramedular (expande a medula)
Os três espaços
Epidural: a lesão empurra a dura, que se deforma.
Epidural: a lesão empurra a dura, que se deforma.
Subdural: a coleção fica por dentro da dura, que não se deforma, e comprime o saco.
Subdural: a coleção fica por dentro da dura, que não se deforma, e comprime o saco.
Subaracnoide: a lesão fica dentro do saco, junto da medula.
Subaracnoide: a lesão fica dentro do saco, junto da medula.
Fonte: Jiao A, Bhatia N, Arora S, et al. RadioGraphics 2025;45(10):e250023, apresentação, slide 12. Ver artigo
o que pede imagem Câncer conhecido, perda de peso, dor que não melhora e piora à noite; imunossupressão, droga injetável, infecção urinária, corticoide; retenção urinária, incontinência, anestesia em sela, fraqueza bilateral.

Emergências que comprimem

Emergência compressivaPistaImagem
Metástase e mieloma epiduraisCâncer conhecido; fratura patológica sem traumaMassa que sai do corpo para o epidural · sinal da cortina: o ligamento longitudinal posterior prende o meio e a massa abaula dos dois lados
Hérnia discalRadiculopatia, déficitProtrusão: base mais larga que o disco herniado · extrusão: base mais estreita · sequestro: fragmento solto (pode migrar)
EspondilodisciteFebre, VHS (velocidade de hemossedimentação) e PCR (proteína C reativa) altos; via hematogênica, S. aureusPlacas erodidas, disco e medula óssea com edema, realce paravertebral, abscesso epidural
Hematoma subduralCoagulopatia, anticoagulante, punção recenteColeção que não deforma a dura · Mercedes-Benz invertido: o septo dorsal e os ligamentos denticulados dividem o líquido em três folhas
Tumor intradural extramedularMeningioma, schwannomaDesloca a medula; ver adiante
Caso 1: mieloma epidural, mulher de 64 anos (anestesia em sela, retenção urinária)
TC e T2 axiais: massa epidural posterior apagando o saco dural.
TC e T2 axiais: massa epidural posterior apagando o saco dural.
T2 sagital: compressão e edema da medula de T3 a T5.
T2 sagital: compressão e edema da medula de T3 a T5.
T1 pós-contraste sagital.
T1 pós-contraste sagital.
Fonte: Jiao A, Bhatia N, Arora S, et al. RadioGraphics 2025;45(10):e250023, apresentação, slide 17. Ver artigo
Sinal da cortina
Desenho: a massa vertebral sobe pelo epidural anterior dos dois lados e o ligamento longitudinal posterior segura o meio (seta).
Desenho: a massa vertebral sobe pelo epidural anterior dos dois lados e o ligamento longitudinal posterior segura o meio (seta).
T2 axial, homem de 61 anos com câncer de próstata.
T2 axial, homem de 61 anos com câncer de próstata.
A mesma imagem com a massa contornada: o meio preso pelo ligamento.
A mesma imagem com a massa contornada: o meio preso pelo ligamento.
Fonte: Jiao A, Bhatia N, Arora S, et al. RadioGraphics 2025;45(10):e250023, apresentação, slide 18. Ver artigo
Caso 2: extrusão discal C6-C7, homem de 69 anos
Radiografia inicial normal; RM 4 dias depois em T2 e STIR (short tau inversion recovery: sequência com supressão de gordura por inversão) com a extrusão comprimindo a medula (setas); TC e T2 axiais com o disco no canal.
Radiografia inicial normal; RM 4 dias depois em T2 e STIR (short tau inversion recovery: sequência com supressão de gordura por inversão) com a extrusão comprimindo a medula (setas); TC e T2 axiais com o disco no canal.
Fonte: Jiao A, Bhatia N, Arora S, et al. RadioGraphics 2025;45(10):e250023, apresentação, slide 19. Ver artigo
Sequestro discal L4-L5, mulher de 53 anos
T2 sagital e axial: fragmento migrado para baixo, comprimindo a raiz L5 esquerda (contorno).
T2 sagital e axial: fragmento migrado para baixo, comprimindo a raiz L5 esquerda (contorno).
Fonte: Jiao A, Bhatia N, Arora S, et al. RadioGraphics 2025;45(10):e250023, apresentação, slide 20. Ver artigo
Caso 3: espondilodiscite, mulher de 74 anos
TC com contraste e coronal óssea: inflamação paravertebral e placas erodidas; RM com perda do sinal da medula óssea, realce, retropulsão e edema medular; TC dep
TC com contraste e coronal óssea: inflamação paravertebral e placas erodidas; RM com perda do sinal da medula óssea, realce, retropulsão e edema medular; TC depois da estabilização.
Fonte: Jiao A, Bhatia N, Arora S, et al. RadioGraphics 2025;45(10):e250023, apresentação, slide 21. Ver artigo
Caso 4: hematoma subdural, homem de 61 anos com plaquetas abaixo de 50 mil
T2 axiais e sagitais: coleções subdurais (setas) e metástases ósseas difusas.
T2 axiais e sagitais: coleções subdurais (setas) e metástases ósseas difusas.
Fonte: Jiao A, Bhatia N, Arora S, et al. RadioGraphics 2025;45(10):e250023, apresentação, slide 22. Ver artigo
Mercedes-Benz invertido
T2 axial: coleção em três folhas comprimindo a cauda equina.
T2 axial: coleção em três folhas comprimindo a cauda equina.
Desenho: o septo dorsal (seta) e os ligamentos denticulados (setas laterais) dividem o líquido.
Desenho: o septo dorsal (seta) e os ligamentos denticulados (setas laterais) dividem o líquido.
Fonte: Jiao A, Bhatia N, Arora S, et al. RadioGraphics 2025;45(10):e250023, apresentação, slide 23. Ver artigo
Caso 5: meningioma em C4, mulher de 54 anos
T2 sagital com edema medular, T1, T1 pós-contraste com realce homogêneo e base dural; axiais com a medula desviada.
T2 sagital com edema medular, T1, T1 pós-contraste com realce homogêneo e base dural; axiais com a medula desviada.
Fonte: Jiao A, Bhatia N, Arora S, et al. RadioGraphics 2025;45(10):e250023, apresentação, slide 24. Ver artigo

Emergências que não comprimem

Emergência não compressivaImagem
Mielite transversaSegmento longo, toda a secção, medula sem expansão · idiopática, pós-infecciosa, sistêmica (o caso pós-COVID tinha realce das leptomeninges)
Aracnoidite e meningiteRaízes agrupadas que realçam · diferencial principal: doença leptomeníngea (punção lombar e encéfalo)
Artrite sépticaDerrame articular e partes moles (na coluna, sobretudo facetas; o caso foi em C1-C2)
Infarto medularOlhos de coruja: hipersinal nos cornos anteriores (artéria espinal anterior) · pedir difusão, que os protocolos não trazem · procurar dissecção vertebral
Fístula arteriovenosa duralHomem idoso, fraqueza que piora no esforço · edema medular torácico baixo com flow voids na face posterior da medula · angiografia para tratar
Degeneração combinada subagudaHipersinal longitudinal dos funículos posteriores, sem realce · B12 (a mais comum), óxido nitroso, cobre, vitamina E
Esclerose múltiplaLesões curtas, periféricas, várias · antes de culpar a EM, excluir o resto
OsteoblastomaLesão lítica com edema intenso em volta (flare)
Tendinite calcária do longo do pescoçoCalcificação abaixo de C1 + edema pré-vertebral · trata com anti-inflamatório, não com antibiótico
Nódulo de Schmorl agudoDefeito na placa com edema em volta
Modic 1 agudoEdema das placas · líquido no disco e realce paravertebral apontam infecção
Caso 6: mielite transversa pós-COVID, homem de 18 anos
T2: hipersinal longo em quase toda a medula, nas substâncias cinzenta e branca; T1 pós-contraste: realce das leptomeninges e das raízes (seta).
T2: hipersinal longo em quase toda a medula, nas substâncias cinzenta e branca; T1 pós-contraste: realce das leptomeninges e das raízes (seta).
Fonte: Jiao A, Bhatia N, Arora S, et al. RadioGraphics 2025;45(10):e250023, apresentação, slide 27. Ver artigo
Caso 7: aracnoidite com meningite e abscesso cerebral, homem de 21 anos
Axiais: raízes agrupadas e realçando (pontas de seta); sagital pós-contraste; encéfalo com abscesso roto no ventrículo.
Axiais: raízes agrupadas e realçando (pontas de seta); sagital pós-contraste; encéfalo com abscesso roto no ventrículo.
Fonte: Jiao A, Bhatia N, Arora S, et al. RadioGraphics 2025;45(10):e250023, apresentação, slide 28. Ver artigo
Caso 8: artrite séptica C1-C2, homem de 30 anos
STIR e T1: derrame e edema em volta do dente; TC: líquido no epidural anterior, sem erosão óssea.
STIR e T1: derrame e edema em volta do dente; TC: líquido no epidural anterior, sem erosão óssea.
Fonte: Jiao A, Bhatia N, Arora S, et al. RadioGraphics 2025;45(10):e250023, apresentação, slide 29. Ver artigo
Caso 9: infarto medular por dissecção vertebral, mulher de 61 anos
Angio-RM: a vertebral esquerda amputada; trombo no T1 axial; T2 com hipersinal do bulbo à medula cervical alta; difusão e ADC (coeficiente de difusão aparente) com restrição.
Angio-RM: a vertebral esquerda amputada; trombo no T1 axial; T2 com hipersinal do bulbo à medula cervical alta; difusão e ADC (coeficiente de difusão aparente) com restrição.
Fonte: Jiao A, Bhatia N, Arora S, et al. RadioGraphics 2025;45(10):e250023, apresentação, slide 30. Ver artigo
Caso 10: fístula arteriovenosa dural, homem de 75 anos
T2: edema de T8 a T10 com flow voids na face posterior (seta); angio-RM com veias tortuosas; angiografia da segmentar de T8 com veia precoce.
T2: edema de T8 a T10 com flow voids na face posterior (seta); angio-RM com veias tortuosas; angiografia da segmentar de T8 com veia precoce.
Fonte: Jiao A, Bhatia N, Arora S, et al. RadioGraphics 2025;45(10):e250023, apresentação, slide 31. Ver artigo
Caso 11: degeneração combinada subaguda por óxido nitroso, homem de 32 anos
T2 axial: hipersinal dos dois funículos posteriores (setas); sagitais do bulbo a C7 e na medula torácica.
T2 axial: hipersinal dos dois funículos posteriores (setas); sagitais do bulbo a C7 e na medula torácica.
Fonte: Jiao A, Bhatia N, Arora S, et al. RadioGraphics 2025;45(10):e250023, apresentação, slide 32. Ver artigo
Caso 12: esclerose múltipla
STIR e T2: lesões curtas e esparsas na medula cervicotorácica, laterais e posteriores no axial.
STIR e T2: lesões curtas e esparsas na medula cervicotorácica, laterais e posteriores no axial.
Fonte: Jiao A, Bhatia N, Arora S, et al. RadioGraphics 2025;45(10):e250023, apresentação, slide 33. Ver artigo
Caso 13: osteoblastoma de L2, homem de 55 anos
T1, STIR e T2 com edema e nódulo (setas); PET (tomografia por emissão de pósitrons) com captação intensa; TC com lesão lítica de borda lisa.
T1, STIR e T2 com edema e nódulo (setas); PET (tomografia por emissão de pósitrons) com captação intensa; TC com lesão lítica de borda lisa.
Fonte: Jiao A, Bhatia N, Arora S, et al. RadioGraphics 2025;45(10):e250023, apresentação, slide 34. Ver artigo
Caso 14: tendinite calcária do longo do pescoço
TC: calcificação abaixo de C1 (contorno); STIR e T2: edema pré-vertebral (setas).
TC: calcificação abaixo de C1 (contorno); STIR e T2: edema pré-vertebral (setas).
Fonte: Jiao A, Bhatia N, Arora S, et al. RadioGraphics 2025;45(10):e250023, apresentação, slide 35. Ver artigo
Caso 15: nódulo de Schmorl agudo em L2, mulher de 50 anos
TC: defeito redondo na placa superior com borda esclerótica (seta); STIR com edema em volta; T1.
TC: defeito redondo na placa superior com borda esclerótica (seta); STIR com edema em volta; T1.
Fonte: Jiao A, Bhatia N, Arora S, et al. RadioGraphics 2025;45(10):e250023, apresentação, slide 36. Ver artigo
Caso 16: Modic 1 agudo em L2-L3, mulher de 70 anos
STIR: edema nas placas anteriores (setas e contorno); T2 e T1.
STIR: edema nas placas anteriores (setas e contorno); T2 e T1.
Fonte: Jiao A, Bhatia N, Arora S, et al. RadioGraphics 2025;45(10):e250023, apresentação, slide 37. Ver artigo
três pegadinhas Hematoma subdural é raro e sugere coagulopatia ou procedimento. Doença não compressiva pode virar compressiva (o abscesso da discite). Modic 1 agudo e espondilodiscite se parecem: a clínica e o disco decidem.

Tumores intradurais extramedulares

Os tumores da coluna são 5 a 10% dos do SNC, e 70 a 80% deles ficam no espaço intradural extramedular. Qual é o mais comum depende da fonte: a série clássica dá o schwannoma (30 a 50%); o registro SEER (Surveillance, Epidemiology, and End Results: registro americano de câncer), o meningioma (31%).

Tumor intradural extramedularQuem e ondeRM
MeningiomaMulher (até 9:1), idade média 64 anos; torácico em 80%; lateral à medula (anterior mais na cervical)Isossinal em T1, realce homogêneo, cauda dural em 60 a 70% · folha de ginkgo (medula em leque) · calcificado em 1 a 5%
Schwannoma40 a 60 anos; raiz dorsal, lombarHipersinal em T2, realce, cisto e realce anelar quando grande · halteres pelo forame · erosão por pressão
Schwannoma melanóticoComplexo de Carney; ~10% malignoHipersinal em T1 e hipossinal em T2 (melanina)
NeurofibromaNF1 (neurofibromatose tipo 1); cervical; raízes múltiplas bilateraisEnvolve as raízes; hipersinal intenso em T2 · plexiforme em saco de vermes
MPNST (tumor maligno da bainha do nervo periférico)Metade em NF1; ~10% pós-radioterapiaHeterogêneo, mais de 5 cm, necrose; imita o benigno
Ependimoma mixopapilarHomem (2,2:1), 36 anos; filum e cauda (83% dos primários ali)Massa em salsicha centrada em L2, hipersinal em T2, realce, siderose · contato com o cone
ParagangliomaHomem, 46 anos; filumRealce intenso, flow voids, sinal do capuz (hemossiderina na borda, ~5%)
Tumor fibroso solitárioTorácico (60%); fusão NAB2-STAT6Realce intenso, flow voids, base dural
Metástase leptomeníngeaMelanoma, mama, pulmão, leucemia, linfomaNódulos que realçam (mais específicos que o realce linear) · metade tem líquor negativo
Meningioma ventral, homem de 63 anos
T2 sagital: massa quase isointensa empurrando a medula para trás (seta).
T2 sagital: massa quase isointensa empurrando a medula para trás (seta).
T1 sagital: isossinal.
T1 sagital: isossinal.
T1 pós-contraste: realce homogêneo.
T1 pós-contraste: realce homogêneo.
Axial pós-contraste: compressão importante da medula (pontas de seta).
Axial pós-contraste: compressão importante da medula (pontas de seta).
Fonte: Koeller KK, Shih RY. RadioGraphics 2019;39(2):468-490, Fig. 1. Ver artigo
Meningioma ossificado T4-T5, mulher de 85 anos
T2 sagital: massa escura (seta).
T2 sagital: massa escura (seta).
T2 axial: ocupa a metade esquerda do saco, medula desviada (ponta de seta).
T2 axial: ocupa a metade esquerda do saco, medula desviada (ponta de seta).
TC: ossificação densa (seta).
TC: ossificação densa (seta).
Fonte: Koeller KK, Shih RY. RadioGraphics 2019;39(2):468-490, Fig. 2. Ver artigo
Schwannoma L2, mulher de 29 anos
T2 sagital: massa heterogênea e cística preenchendo o saco (seta).
T2 sagital: massa heterogênea e cística preenchendo o saco (seta).
T1 pós-contraste: realce heterogêneo.
T1 pós-contraste: realce heterogêneo.
Fonte: Koeller KK, Shih RY. RadioGraphics 2019;39(2):468-490, Fig. 3. Ver artigo
Schwannomatose, mulher de 33 anos
T2 sagital: massas em C6 e T1 (setas).
T2 sagital: massas em C6 e T1 (setas).
T1 pós-contraste: realce intenso.
T1 pós-contraste: realce intenso.
Torácica: nódulos menores (setas).
Torácica: nódulos menores (setas).
Fonte: Koeller KK, Shih RY. RadioGraphics 2019;39(2):468-490, Fig. 4. Ver artigo
Schwannoma melanótico L5, homem de 32 anos
T2 sagital: sinal parecido com o do cone (seta).
T2 sagital: sinal parecido com o do cone (seta).
T1 sagital: hipersinal (seta).
T1 sagital: hipersinal (seta).
Axial: a massa no canal, com erosão da margem posterior do corpo.
Axial: a massa no canal, com erosão da margem posterior do corpo.
Axial: extensão ao recesso lateral esquerdo (seta).
Axial: extensão ao recesso lateral esquerdo (seta).
Axial (seta).
Axial (seta).
Pós-contraste sagital: realce (seta).
Pós-contraste sagital: realce (seta).
Fonte: Koeller KK, Shih RY. RadioGraphics 2019;39(2):468-490, Fig. 5. Ver artigo
Neurofibromas múltiplos na NF1, homem de 49 anos
T2 sagital: várias massas (setas) remodelando os corpos.
T2 sagital: várias massas (setas) remodelando os corpos.
Pós-contraste: realce nodular.
Pós-contraste: realce nodular.
T2 axial: massas foraminais dos dois lados comprimindo a medula (setas).
T2 axial: massas foraminais dos dois lados comprimindo a medula (setas).
Pós-contraste axial (pontas de seta).
Pós-contraste axial (pontas de seta).
Fonte: Koeller KK, Shih RY. RadioGraphics 2019;39(2):468-490, Fig. 6. Ver artigo
MPNST C2-C3, mulher de 61 anos
T2 sagital: massa intradural com edema medular (setas).
T2 sagital: massa intradural com edema medular (setas).
Pós-contraste: realce intenso.
Pós-contraste: realce intenso.
Axial: extensão paravertebral pelo forame esquerdo (setas).
Axial: extensão paravertebral pelo forame esquerdo (setas).
Fonte: Koeller KK, Shih RY. RadioGraphics 2019;39(2):468-490, Fig. 7. Ver artigo
Ependimoma mixopapilar L1-L2, mulher de 47 anos
T2 sagital (seta).
T2 sagital (seta).
T2 axial: massa mediana deslocando as raízes (seta).
T2 axial: massa mediana deslocando as raízes (seta).
Pós-contraste sagital: realce sólido (seta).
Pós-contraste sagital: realce sólido (seta).
Pós-contraste axial (seta).
Pós-contraste axial (seta).
Fonte: Koeller KK, Shih RY. RadioGraphics 2019;39(2):468-490, Fig. 8. Ver artigo
Paraganglioma L4, mulher de 50 anos
T2 sagital: flow voids ao longo do cone (pontas de seta) e capuz parcial na borda inferior (ponta de seta branca).
T2 sagital: flow voids ao longo do cone (pontas de seta) e capuz parcial na borda inferior (ponta de seta branca).
T2 axial: foco cístico (seta).
T2 axial: foco cístico (seta).
Pós-contraste: realce ávido e vaso proeminente (pontas de seta).
Pós-contraste: realce ávido e vaso proeminente (pontas de seta).
T1 axial (seta).
T1 axial (seta).
Fonte: Koeller KK, Shih RY. RadioGraphics 2019;39(2):468-490, Fig. 9. Ver artigo
Tumor fibroso solitário T6, mulher de 59 anos
T2 axial: massa com focos escuros (flow voids) (seta).
T2 axial: massa com focos escuros (flow voids) (seta).
Pós-contraste: realce ávido, base dural, medula desviada (seta).
Pós-contraste: realce ávido, base dural, medula desviada (seta).
Fonte: Koeller KK, Shih RY. RadioGraphics 2019;39(2):468-490, Fig. 10. Ver artigo
Implante de craniofaringioma em L5-S1, homem de 25 anos
Pós-contraste sagital: massa cística e sólida (seta).
Pós-contraste sagital: massa cística e sólida (seta).
Axial: realce em anel (seta).
Axial: realce em anel (seta).
Fonte: Koeller KK, Shih RY. RadioGraphics 2019;39(2):468-490, Fig. 11. Ver artigo
Melanocitose leptomeníngea difusa, mulher de 55 anos
Pós-contraste cervical: realce espesso da superfície da medula (setas).
Pós-contraste cervical: realce espesso da superfície da medula (setas).
Torácica (setas).
Torácica (setas).
Lombar: a cauda equina (setas).
Lombar: a cauda equina (setas).
Encéfalo: realce dos sulcos e massa da pineal (setas).
Encéfalo: realce dos sulcos e massa da pineal (setas).
Fonte: Koeller KK, Shih RY. RadioGraphics 2019;39(2):468-490, Fig. 12. Ver artigo
Hérnia discal intradural T12-L1, mulher de 78 anos
T2 sagital: massa irregular empurrando o cone (seta).
T2 sagital: massa irregular empurrando o cone (seta).
Pós-contraste: realce periférico discreto (seta).
Pós-contraste: realce periférico discreto (seta).
Fonte: Koeller KK, Shih RY. RadioGraphics 2019;39(2):468-490, Fig. 13. Ver artigo
+ complemento · meningioma × schwannoma O meningioma fixa-se à dura e estira o ligamento denticulado: a medula vira um leque (folha de ginkgo); na mielo-TC fica isolado da medula pelo líquor. O schwannoma nasce na raiz, sai pelo forame em halteres e fica cístico quando cresce (Antoni B). Recidiva espinal do meningioma: 1,3 a 6%, mais nos ventrais, nos de grau maior e em homens.

Massas intramedulares

O tumor intramedular expande a medula (o extramedular a desloca). Ependimoma e astrocitoma são até 70%: ependimoma no adulto, astrocitoma pilocítico na criança. A dor é insidiosa e piora deitado. Ler em três passos: nível e compartimento; sinal (sólido que realça, cisto que não realça, siringe); margem circunscrita (ressecção total) ou infiltrativa (biópsia).

Tumor intramedularQuemRM
EpendimomaAdulto (e NF2 (neurofibromatose tipo 2))Central, circunscrito, realce · cistos polares, capuz de hemossiderina, siringe
SubependimomaAdultoExcêntrico, subpial, sem realce · folha de bambu
Astrocitoma pilocíticoCriança (e NF1)Excêntrico, realce, cistos; pode ocupar a medula toda
Astrocitoma difuso e glioblastomaAdultoInfiltrativo; realce marca grau maior · glioma de linha média H3 K27M (mutação da histona H3 com troca de lisina por metionina na posição 27) em crianças e jovens
GangliogliomaCriançaTumor longo, cistos, realce
HemangioblastomaAdulto (um quarto com VHL (doença de von Hippel-Lindau))Nódulo hipervascular na superfície pial, flow voids, cisto ou siringe em mais da metade
MelanocitomaAdultoSuperfície pial; hipersinal em T1, hipossinal em T2
MetástasePulmão, mamaNódulo pequeno com muito edema · sinal do anel ou da chama
CavernomaQualquer idadeCentro heterogêneo em T1 e T2 com halo escuro de hemossiderina, sem realce
Epidermoide, dermoide, lipomaJovensEpidermoide: líquido com difusão restrita · dermoide: heterogêneo · lipoma: gordura que suprime
Circunscrito × infiltrativo
Homem de 30 anos, T2 sagital: massa expansiva de C4 a C6.
Homem de 30 anos, T2 sagital: massa expansiva de C4 a C6.
Pós-contraste: realce bem definido (ependimoma ressecado).
Pós-contraste: realce bem definido (ependimoma ressecado).
Axial: central e circunscrita.
Axial: central e circunscrita.
Mulher de 85 anos, paralisia ascendente, T2: massa infiltrativa de T3 a T5 com edema.
Mulher de 85 anos, paralisia ascendente, T2: massa infiltrativa de T3 a T5 com edema.
Pós-contraste: realce mal definido.
Pós-contraste: realce mal definido.
PET: hipermetabolismo (glioma de alto grau).
PET: hipermetabolismo (glioma de alto grau).
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2020;40(4):1125-1145, Fig. 1. Ver artigo
Ependimoma, mulher de 61 anos
T2: massa isointensa na junção bulbomedular com cisto no polo superior.
T2: massa isointensa na junção bulbomedular com cisto no polo superior.
Pós-contraste: realce do tumor; o cisto não realça.
Pós-contraste: realce do tumor; o cisto não realça.
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2020;40(4):1125-1145, Fig. 2. Ver artigo
Ependimoma anaplásico com NF2, homem de 32 anos
T2 sagital: massa torácica alta.
T2 sagital: massa torácica alta.
Pós-contraste: realce e massas extramedulares mais abaixo.
Pós-contraste: realce e massas extramedulares mais abaixo.
Axial: parcialmente exofítica.
Axial: parcialmente exofítica.
Encéfalo: schwannoma vestibular.
Encéfalo: schwannoma vestibular.
Cauda equina: nódulos.
Cauda equina: nódulos.
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2020;40(4):1125-1145, Fig. 3. Ver artigo
Ependimoma mixopapilar do cone, mulher de 17 anos
T2: massa na ponta do cone (L1-L2) com cisto acima.
T2: massa na ponta do cone (L1-L2) com cisto acima.
Pós-contraste: realce.
Pós-contraste: realce.
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2020;40(4):1125-1145, Fig. 4. Ver artigo
Subependimoma, homem de 21 anos
T2 sagital: massa de T7 a T10 em folha de bambu.
T2 sagital: massa de T7 a T10 em folha de bambu.
Pós-contraste: sem realce.
Pós-contraste: sem realce.
T2 axial: excêntrica, subpial.
T2 axial: excêntrica, subpial.
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2020;40(4):1125-1145, Fig. 5. Ver artigo
Astrocitoma pilocítico, mulher de 22 anos
TC: cisto na junção bulbomedular.
TC: cisto na junção bulbomedular.
T2: tumor em C1-C2 com siringe do bulbo a C6.
T2: tumor em C1-C2 com siringe do bulbo a C6.
Pós-contraste: realce do tumor.
Pós-contraste: realce do tumor.
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2020;40(4):1125-1145, Fig. 6. Ver artigo
Glioblastoma do cone, homem de 27 anos
T2: massa na transição toracolombar.
T2: massa na transição toracolombar.
Pós-contraste: realce.
Pós-contraste: realce.
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2020;40(4):1125-1145, Fig. 7. Ver artigo
Ganglioglioma, menina de 6 anos
T2: massa longa de C1 a T3 com cisto em cima e parte sólida embaixo.
T2: massa longa de C1 a T3 com cisto em cima e parte sólida embaixo.
Pós-contraste: realce periférico do cisto.
Pós-contraste: realce periférico do cisto.
Axial: heterogênea, com cistos.
Axial: heterogênea, com cistos.
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2020;40(4):1125-1145, Fig. 8. Ver artigo
Hemangioblastoma, homem de 44 anos
T2: massa na superfície pial da medula torácica baixa com flow voids e edema.
T2: massa na superfície pial da medula torácica baixa com flow voids e edema.
Pós-contraste: realce intenso.
Pós-contraste: realce intenso.
Angiografia: o nódulo nutrido pela artéria de Adamkiewicz.
Angiografia: o nódulo nutrido pela artéria de Adamkiewicz.
Doppler intraoperatório: muito vascular.
Doppler intraoperatório: muito vascular.
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2020;40(4):1125-1145, Fig. 9. Ver artigo
Hemangioblastomas na VHL, homem de 15 anos
T2: edema cervicotorácico e cistos.
T2: edema cervicotorácico e cistos.
Pós-contraste: massas em C1-C2 e C7-T1 com cistos e nódulos piais.
Pós-contraste: massas em C1-C2 e C7-T1 com cistos e nódulos piais.
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2020;40(4):1125-1145, Fig. 10. Ver artigo
Melanocitoma, homem de 48 anos
T1: hipersinal discreto na junção bulbomedular.
T1: hipersinal discreto na junção bulbomedular.
T2: hipossinal.
T2: hipossinal.
Pós-contraste: realce homogêneo.
Pós-contraste: realce homogêneo.
T2* axial: na superfície pial direita.
T2* axial: na superfície pial direita.
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2020;40(4):1125-1145, Fig. 11. Ver artigo
Metástase de mama, mulher de 63 anos
T2: nódulo em C2 com edema do bulbo a C5.
T2: nódulo em C2 com edema do bulbo a C5.
T2 axial: excêntrico.
T2 axial: excêntrico.
Pós-contraste: vários nódulos na medula cervical.
Pós-contraste: vários nódulos na medula cervical.
Encéfalo: metástases.
Encéfalo: metástases.
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2020;40(4):1125-1145, Fig. 12. Ver artigo
Cavernoma, homem de 51 anos
T1: hipersinal heterogêneo.
T1: hipersinal heterogêneo.
T2: centro claro com halo escuro em C2-C3 e edema.
T2: centro claro com halo escuro em C2-C3 e edema.
Pós-contraste: realce mínimo.
Pós-contraste: realce mínimo.
T2* axial: o halo de hemossiderina.
T2* axial: o halo de hemossiderina.
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2020;40(4):1125-1145, Fig. 13. Ver artigo
Epidermoide branco, homem de 38 anos
TC: lesão hiperatenuante de T11 a L2.
TC: lesão hiperatenuante de T11 a L2.
T1: hipersinal homogêneo.
T1: hipersinal homogêneo.
T2: hipossinal; a medula abraça o polo superior (sinal da garra).
T2: hipossinal; a medula abraça o polo superior (sinal da garra).
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2020;40(4):1125-1145, Fig. 14. Ver artigo
Dermoide T12-L1, mulher de 36 anos
TC: gordura, partes moles e cálcio.
TC: gordura, partes moles e cálcio.
T1: heterogêneo.
T1: heterogêneo.
T2.
T2.
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2020;40(4):1125-1145, Fig. 15. Ver artigo
Lipoma intramedular, menina de 11 meses
T1: hipersinal homogêneo.
T1: hipersinal homogêneo.
T2: hipersinal.
T2: hipersinal.
STIR: suprime.
STIR: suprime.
Pós-contraste com supressão: sem realce.
Pós-contraste com supressão: sem realce.
Fonte: Shih RY, Koeller KK. RadioGraphics 2020;40(4):1125-1145, Fig. 16. Ver artigo
onde nasce Epicentro no canal central: ependimoma. Excêntrico: astrocitoma. Na superfície pial: hemangioblastoma (e melanocitoma). Na DTI (imagem por tensor de difusão), tratos afastados sugerem tumor circunscrito.

Sinais com nome

SinalOndeO que é
CortinaMassa epidural anteriorAbaulamento lateral com entalhe mediano pelo ligamento longitudinal posterior
Mercedes-Benz invertidoHematoma subduralColeção em três folhas
Olhos de corujaInfarto medularCornos anteriores claros
Cauda duralMeningiomaReação da dura, não invasão
Folha de ginkgoMeningiomaMedula em leque
HalteresSchwannomaParte no canal, parte fora do forame
SalsichaEpendimoma mixopapilarMassa alongada no filum
CapuzEpendimoma, paragangliomaHemossiderina na borda ou nos polos
Folha de bambuSubependimomaAlargamento fusiforme abrupto
Cisto com nóduloHemangioblastomaNódulo pial com cisto ou siringe
Anel ou chamaMetástase intramedularRealce periférico ou em chama nos polos

Pontos de prova: alto rendimento

Primeiro passoDizer o espaço
SubduralDura não deforma, coagulopatia
ExtrusãoBase mais estreita
InfartoOlhos de coruja, pedir difusão
FAV (fístula arteriovenosa) duralFlow voids posteriores, homem idoso
Funículos posterioresB12, óxido nitroso
Longo do pescoçoCálcio abaixo de C1, AINE (anti-inflamatório não esteroide)
MeningiomaMulher, torácico, cauda dural
SchwannomaHalteres, raiz dorsal
NeurofibromaEnvolve a raiz, NF1
Cauda equinaMixopapilar e paraganglioma
EpendimomaCentral, capuz, adulto
PilocíticoExcêntrico, criança
HemangioblastomaPial, cisto, VHL
MetástaseEdema desproporcional

Armadilhas e erros comuns

Erros

  • Esquecer de pedir difusão na suspeita de infarto
  • Atribuir todo sintoma novo à esclerose múltipla
  • Dar antibiótico na tendinite do longo do pescoço
  • Chamar Modic 1 de normal sem olhar disco e partes moles
  • Achar que cauda dural é invasão
  • Confundir realce linear de raiz com metástase
  • Não estudar a coluna toda num tumor intramedular

Questões

Questões

uma passada rápida no que o caderno cobraQuestão 1 / 6
Questão 1

Coleção no canal que comprime o saco dural sem deformar a dura, em paciente plaquetopênico. O espaço e o diagnóstico mais provável:

No subdural a dura fica íntegra e não se deforma; a coleção apaga o subaracnoide. Hematoma subdural espinal é raro e sugere coagulopatia ou procedimento; pode formar o Mercedes-Benz invertido.
↑revisar esta parte do caderno · Primeiro o espaço
Questão 2

Hérnia discal cuja base no disco de origem é mais estreita que o componente herniado, ocupando menos de 25% da circunferência:

Extrusão: base mais estreita que o material herniado. Protrusão: base mais larga. Sequestro: fragmento solto, que pode migrar.
↑revisar esta parte do caderno · Emergências que comprimem
Questão 3

Tetraparesia súbita; T2 com hipersinal simétrico nos cornos anteriores da medula cervical. O próximo passo mais útil:

Olhos de coruja = infarto no território da artéria espinal anterior. Pedir difusão (os protocolos de coluna não a trazem) e procurar a causa, como a dissecção vertebral.
↑revisar esta parte do caderno · Emergências que não comprimem
Questão 4

Jovem usuário recreativo de óxido nitroso com parestesias. A RM mais provável mostra:

Degeneração combinada subaguda: hipersinal longitudinal dos funículos posteriores, sem realce. Causas: B12 (a mais comum), óxido nitroso, cobre, vitamina E.
↑revisar esta parte do caderno · Emergências que não comprimem
Questão 5

Mulher de 65 anos, massa intradural extramedular torácica com realce homogêneo, base dural larga e cauda dural. O diagnóstico mais provável:

Meningioma: mulher (até 9:1), torácico em 80%, realce homogêneo e cauda dural em 60 a 70% (reação, não invasão). O schwannoma prefere a raiz dorsal lombar e sai pelo forame em halteres.
↑revisar esta parte do caderno · Tumores intradurais extramedulares
Questão 6

Nódulo que realça na superfície pial da medula, com flow voids e grande siringe, em paciente com VHL:

Hemangioblastoma: nódulo hipervascular na superfície pial, cisto ou siringe em mais da metade, um quarto com VHL. Ependimoma é central; pilocítico, excêntrico.
↑revisar esta parte do caderno · Massas intramedulares
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Fontes.
1. Jiao A, Bhatia N, Arora S, et al. Imaging of Atraumatic Spinal Emergencies. RadioGraphics 2025;45(10):e250023 (apresentação em slides). doi:10.1148/rg.250023
2. Koeller KK, Shih RY. Intradural Extramedullary Spinal Neoplasms: Radiologic-Pathologic Correlation. RadioGraphics 2019;39(2):468-490. doi:10.1148/rg.2019180200
3. Shih RY, Koeller KK. Intramedullary Masses of the Spinal Cord: Radiologic-Pathologic Correlation. RadioGraphics 2020;40(4):1125-1145. doi:10.1148/rg.2020190196

As fontes 2 e 3 usam a classificação da OMS de 2016. A fonte 2 descreve o paraganglioma com T1 hipointenso na tabela e isointenso no texto, e atribui o sinal do capuz ao paraganglioma; a fonte 3, ao ependimoma. A apresentação não traz a escala de compressão epidural (Bilsky), a neuromielite óptica nem a hipotensão liquórica. Dos slides entraram os casos; dos artigos, só as imagens, sem as peças, as fotos cirúrgicas e a histologia. O logotipo do slide do Mercedes-Benz ficou de fora. Conferido em 07/10/2026.

Blocos marcados com + complemento são aprofundamentos opcionais, tirados das mesmas fontes.