109 · Órbita: Trauma Ocular e Lesões por Compartimento
Cabeça e pescoço · órbita
Órbita: Trauma Ocular e Lesões por Compartimento
Fontes: Pantoja Burbano et al. e Gotti Naves et al: 2024, RadioGraphics
O globo e os compartimentos
O trauma ocular responde por 3% das idas ao pronto-socorro, sobretudo em homens jovens, e a TC de
órbitas é o exame de entrada. Fora do trauma, a lesão orbitária se resolve pelo compartimento:
cada espaço tem seus suspeitos. A TC vem primeiro; a RM é melhor para globo, músculos, nervo óptico e
gordura.
osso conta a velocidade
Remodelamento ósseo liso indica crescimento lento (benigno); erosão indica lesão agressiva.
Trauma ocular: o roteiro GLOBE
GLOBE
Pergunta
Achados
G
Qual o mecanismo?
Contuso: catarata, hifema, luxação do cristalino, descolamentos · penetrante: ruptura, hemorragia posterior, corpo estranho
L
O cristalino está no lugar e com a densidade do outro olho?
Luxação; catarata traumática (cristalino hipoatenuante comparado ao outro)
O
O olho está redondo?
Contorno e volume: ruptura
B
Há sangue nos segmentos ou entre as camadas?
Hifema, hemorragia vítrea, descolamentos
E
Excluir corpo estranho e armadilhas
Metal, vidro, madeira; próteses e materiais cirúrgicos
Cristalino e ruptura do globo
Cristalino
Achado
Luxação posterior
Fibras zonulares rotas dos dois lados; cristalino caído na parte dependente do vítreo · a mais comum (a íris barra a anterior)
Subluxação
Fibras rotas de um lado: cristalino angulado, uma borda presa
Luxação sem trauma
Marfan, homocistinúria
Catarata traumática
Cristalino menos denso que o do outro olho, contorno irregular
Subluxação do cristalino
Desenho: fibras de um lado rotas, o cristalino angula.TC: a borda lateral recuada e a medial presa (setas).
Fonte: Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240051, apresentação, slide 11. Ver artigo
Luxação posterior do cristalino
Desenho: fibras rotas dos dois lados.T2 axial: o cristalino caído no vítreo (seta).T1 sagital: na parte dependente (seta).
Fonte: Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240051, apresentação, slide 12. Ver artigo
Catarata traumática em dois pacientes
TC: o cristalino do olho atingido menos denso que o do outro (setas).
Fonte: Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240051, apresentação, slide 13. Ver artigo
Armadilha: lente intraocular
TC: lentes depois de cirurgia de catarata (setas).
Fonte: Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240051, apresentação, slide 14. Ver artigo
Ruptura do globo
Sinais
Diretos
Contorno alterado (achatado), volume menor, descontinuidade da esclera (o sinal menos frequente)
Indiretos
Câmara anterior profunda (ruptura posterior) ou rasa (laceração da córnea) · cristalino recuado · gás ou corpo estranho dentro do olho
Sensibilidade da TC
Cerca de 75% · a esclera rompe junto às inserções musculares
Ruptura do globo
Desenho e TC: olho deformado, de volume menor, com gás nos segmentos.
Fonte: Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240051, apresentação, slide 17. Ver artigo
Ruptura em trauma contuso
TC: contorno e câmara alterados (setas).
Fonte: Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240051, apresentação, slide 18. Ver artigo
Laceração da córnea
TC: falha na córnea com câmara anterior rasa (seta).Outro caso (seta).
Fonte: Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240051, apresentação, slide 19. Ver artigo
compare os dois olhos
Profundidade da câmara anterior, densidade do cristalino e volume do globo se julgam contra o outro
lado. A RM entra na suspeita de ruptura oculta, mas nunca com metal.
Sangue e descolamentos
Sangue e descolamento
Espaço
Forma na TC
Hifema
Câmara anterior
Hiperatenuação na câmara anterior (óbvio no exame, sutil na TC)
Hemorragia vítrea
Vítreo
Hiperatenuação difusa ou dependente
Descolamento de retina
Sub-retiniano
Em V, com o vértice no disco óptico (presa no disco e na ora serrata)
Descolamento de coroide
Entre coroide e esclera
Biconvexo, periférico, pode ter nível; passa da ora serrata e para nas veias vorticosas · queda da pressão intraocular
Hifema, 19 anos
Desenho: sangue na câmara anterior.TC: câmara anterior densa (seta).
Fonte: Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240051, apresentação, slide 26. Ver artigo
Descolamento de retina
TC: forma em V com o vértice no disco óptico (setas).Desenho.
Fonte: Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240051, apresentação, slide 28. Ver artigo
Descolamento de coroide
Desenho e TC: coleções biconvexas periféricas, uma delas com nível (setas).
Fonte: Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240051, apresentação, slide 29. Ver artigo
Descolamento de coroide fino, 14 anos, agressão
TC: camada fina, sem a forma biconvexa (seta).
Fonte: Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240051, apresentação, slide 30. Ver artigo
Hemorragia vítrea
Desenho: o vítreo com sangue.TC: vítreo denso (seta).Outro caso: globo empurrado e hematomas atrás do olho (seta, asterisco).
Fonte: Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240051, apresentação, slide 31. Ver artigo
Garrafada, 26 anos
TC: proptose, globo deformado e fratura do etmoide com gordura herniada (contorno).
Fonte: Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240051, apresentação, slide 32. Ver artigo
Corpo estranho e armadilhas
Corpo estranho
Na TC
Metal
Hiperatenuante; TC com sensibilidade perto de 100% · RM contraindicada
Vidro
Variável, às vezes pouco denso
Madeira
Hipoatenuante (parece ar ou gordura) · inflama · a RM ajuda quando a TC é negativa
Prego de pistola, 40 anos
Radiografia: o prego (seta).TC axial e sagital: o trajeto até a órbita (setas).
Fonte: Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240051, apresentação, slide 38. Ver artigo
Gancho de roupa, 82 anos
Radiografia de perfil: o gancho (seta).TC: o objeto e o enfisema na órbita (seta).
Fonte: Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240051, apresentação, slide 39. Ver artigo
Explosão de mina
TC: fragmentos densos nas pálpebras (setas).TC: fragmento no cristalino (setas).
Fonte: Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240051, apresentação, slide 40. Ver artigo
Porta de vidro
TC axial: fragmento pouco denso atravessando o segmento anterior, com gás (setas).TC sagital (setas).
Fonte: Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240051, apresentação, slide 41. Ver artigo
Máquina de polir
TC axial: fragmento linear denso no olho (seta).TC sagital (seta).
Fonte: Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240051, apresentação, slide 42. Ver artigo
Placas esclerais nas inserções musculares, drusas no disco óptico
Armadilha: estafiloma
T2 axial: abaulamento posterior dos dois olhos, sem perda de volume (setas).TC: o mesmo (setas).
Fonte: Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240051, apresentação, slide 21. Ver artigo
Armadilha: miopia
TC: olho alongado no eixo anteroposterior (linha).
Fonte: Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240051, apresentação, slide 22. Ver artigo
Armadilha: phthisis bulbi
TC: olho pequeno, irregular e calcificado (setas).Outro paciente (seta).
Fonte: Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240051, apresentação, slide 23. Ver artigo
Armadilha: introflexão escleral
Desenho: a faixa em volta do globo.T2: o globo cintado (seta).T2: outro corte (seta).
Fonte: Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240051, apresentação, slide 24. Ver artigo
Armadilha: óleo de silicone
TC e T2: vítreo homogeneamente denso na TC e escuro em T2 (asterisco, setas).
Fonte: Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240051, apresentação, slide 34. Ver artigo
Armadilha: prótese ocular
TC: esfera densa no lugar do olho (seta).
Fonte: Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240051, apresentação, slide 35. Ver artigo
Hematoma em volta de prótese, paciente anticoagulado
TC: sangue em volta do implante (setas).
Fonte: Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240051, apresentação, slide 36. Ver artigo
Armadilha: ar depois de sutura da córnea
TC: bolha no segmento anterior (seta).
Fonte: Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240051, apresentação, slide 44. Ver artigo
Armadilha: válvula de glaucoma
TC: linha densa periférica (setas).
Fonte: Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240051, apresentação, slide 45. Ver artigo
Armadilha: catarata crônica calcificada
TC: calcificação no cristalino (seta).
Fonte: Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240051, apresentação, slide 46. Ver artigo
Armadilha: catarata crônica
TC: contorno denso do cristalino (seta).
Fonte: Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240051, apresentação, slide 47. Ver artigo
Armadilha: placas esclerais
TC: calcificações nas inserções dos músculos (setas).
Fonte: Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240051, apresentação, slide 48. Ver artigo
Armadilha: drusas do disco óptico
TC: focos densos no disco óptico (setas).
Fonte: Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240051, apresentação, slide 49. Ver artigo
Nervo óptico e bainha
Nervo e bainha
Quem
RM
Neurite da EM (esclerose múltipla)
Adulto jovem, dor ao mover o olho
Unilateral, curta, anterior · bilateral, mais da metade do nervo, posterior ou quiasma: pensar em NMOSD (distúrbio do espectro da neuromielite óptica); realce da bainha: MOG (doença associada ao anticorpo contra a glicoproteína da mielina do oligodendrócito)
Neuropatia isquêmica
Perda visual súbita indolor; arterite de células gigantes
Restrição (melhor até 5 dias), realce reduzido
Glioma
Criança; bilateral = NF1 (neurofibromatose tipo 1)
Nervo aumentado e tortuoso, pouco realce, indistinguível do nervo
Meningioma da bainha
4ª e 5ª décadas; NF2 (neurofibromatose tipo 2)
Bainha espessa que realça, calcificação, trilho de trem (axial) e rosquinha (coronal): o nervo no meio não realça
Perineurite
Mais velhos, mais de 2 semanas
Realce da bainha com nervo poupado e gordura borrada
Neurite óptica da EM, mulher de 40 anos
T2 com supressão: segmento curto do nervo (seta).
Fonte: Gotti Naves G, José de Oliveira Cabral H, de Oliveira HR, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240026, Fig. 3. Ver artigo
Neuropatia óptica isquêmica posterior, homem de 82 anos
Difusão: hipersinal no nervo (seta).ADC (coeficiente de difusão aparente): restrição (seta).T1 de parede vascular: realce das artérias temporais superficiais (arterite).
Fonte: Gotti Naves G, José de Oliveira Cabral H, de Oliveira HR, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240026, Fig. 4. Ver artigo
Fonte: Gotti Naves G, José de Oliveira Cabral H, de Oliveira HR, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240026, Fig. 22. Ver artigo
Retinoblastoma, menina de 3 anos
CISS (constructive interference in steady state, sequência T2 3D de alta resolução): massa no globo (setas).Difusão: restrição (setas).SWI (imagem ponderada em suscetibilidade magnética): calcificações escuras (seta).
Fonte: Gotti Naves G, José de Oliveira Cabral H, de Oliveira HR, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240026, Fig. 23. Ver artigo
Melanoma uveal, homem de 57 anos
T1: lesão clara (seta).T2: lesão escura (seta).
Fonte: Gotti Naves G, José de Oliveira Cabral H, de Oliveira HR, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240026, Fig. 24. Ver artigo
Descolamento de retina
RM: o V preso no disco (seta).
Fonte: Gotti Naves G, José de Oliveira Cabral H, de Oliveira HR, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240026, Fig. 25. Ver artigo
Descolamento de coroide
TC: coleções periféricas biconvexas (setas).
Fonte: Gotti Naves G, José de Oliveira Cabral H, de Oliveira HR, et al. RadioGraphics 2024;44(10):e240026, Fig. 26. Ver artigo
Pontos de prova: alto rendimento
GLOBE
Mecanismo, cristalino, forma, sangue, estranho
Luxação
Posterior é a mais comum
Catarata traumática
Cristalino menos denso
Ruptura
Contorno, volume, câmara anterior
Câmara profunda
Ruptura posterior
Retina
V até o disco
Coroide
Biconvexo
Madeira
Hipoatenuante
Silicone
Denso na TC, escuro em T2
Meningioma da bainha
Trilho de trem, calcificação
Glioma bilateral
NF1
Malformação cavernosa
Realce progressivo
Tireoide
Tendão poupado, I'M SLOw
Miosite
Tendão acometido, dor
Melanoma
T1 claro, cogumelo
Armadilhas e erros comuns
Erros
Achar que todo corpo estranho é denso
Pedir RM sem afastar metal
Chamar óleo de silicone de hemorragia
Ler câmara anterior profunda como normal
Esperar ver a esclera rota
Chamar miosite de doença tireoidiana
Confundir malformação venosa com schwannoma
Questões
Questões
uma passada rápida no que o caderno cobraQuestão 1 / 6
Questão 1
TC após trauma contuso: globo de volume reduzido e contorno achatado, câmara anterior mais profunda que a do outro olho. O diagnóstico:
Perda de volume e de contorno com câmara anterior profunda indicam ruptura posterior. A laceração da córnea dá câmara anterior rasa.
Lasca de madeira na órbita. Na TC ela costuma aparecer:
A madeira é hipoatenuante e passa por ar ou gordura. Não presuma que o corpo estranho seja denso; com TC negativa e suspeita alta, a RM ajuda (sem metal).
Mulher de 45 anos com perda visual progressiva; bainha do nervo espessada com realce em trilho de trem e calcificação, nervo central sem realce. O diagnóstico:
Meningioma da bainha: adulto, trilho de trem (axial) e rosquinha (coronal), calcificação. O glioma é o próprio nervo aumentado, em criança.
Fontes.
1. Pantoja Burbano OA, Amaya Trigos MA, Aluja Jaramillo F, et al. Ocular Trauma: Anatomy, Pitfalls, and
Systematic Approach to Imaging Interpretation. RadioGraphics 2024;44(10):e240051 (apresentação em slides).
doi:10.1148/rg.240051
2. Gotti Naves G, José de Oliveira Cabral H, de Oliveira HR, et al. Practical Approach to Orbital Lesions by
Anatomic Compartments. RadioGraphics 2024;44(10):e240026 (Santa Casa de São Paulo). doi:10.1148/rg.240026
A apresentação chama de "câmara posterior" o que é o segmento posterior (vítreo), e põe o descolamento de
retina entre retina e coroide; o caderno segue a fonte 2 (espaço sub-retiniano). Nenhuma das fontes trata
do hematoma retrobulbar com síndrome compartimental, da fratura em blowout com encarceramento, da
lesão traumática do nervo óptico nem da fístula carótido-cavernosa. Os desenhos sem texto do olho entraram;
os quadros e desenhos com rótulos em inglês ficaram de fora. Conferido em 07/10/2026.